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28 de novembro de 2024

9 de abril de 2023

Tonicha na RTP no Domingo de Páscoa 1984

10 de agosto de 2022

Tonicha no "Jardim das Estrelas"

Em 1997, aquando do lançamento do cd "Mulher", Tonicha esteve no programa "Jardim das Estrelas" (RTP), de Júlio Isidro. Cantou "Ao menos uma vez" (Pedro Barroso) e "Que mulher esta" (José Fanha/Brian Adams/N. Kamen).

18 de dezembro de 2019

Recordar Patxi Andión (1947-2019)

Morreu Patxi Andión, um dos maiores cantautores espanhóis, que várias vezes visitou e actuou em Portugal.

Em jeito de homenagem recordamos a colaboração com Tonicha.
O ano era o de 1972. Tonicha gravou um EP chamado "4 Canções de Patxi Andión", um vinil que continha, no lado A, "Puedo inventar" e "Poeta desde lejos" e, no lado B, "20 versos a mi muerte" e "Habria que saberlo".

FOTO CAPA: M. Fiuza

Nesse mesmo ano, em Espanha, Tonicha editou o single "Poeta desde lejos"/"20 versos a mi muerte", na versão original. Ambos os discos foram editados pela Movieplay. A adaptação dos poemas para português ficou a cargo de Ary dos Santos e a direcção musical do maestro Thilo Krassman.

João Maria Viegas, marido e manager da cantora, contou-nos que Patxi, perseguido pela Pide e proibido de entrar em Portugal, tinha de vir a Lisboa às escondidas acompanhar as gravações de Tonicha.
Anos mais tarde, corria o ano de 1994, Tonicha confidenciou, no popular programa "Parabéns" da RTP apresentado por Herman José, que, uns meses após a gravação do disco, Patxi telefonou-lhe a pedir autorização para ele próprio gravar essas canções. Comentou então a cantora: "Incrível, ele que era o autor ia pedir-me autorização a mim...".

Num dos últimos concertos que Patxi Andión fez em Lisboa, no Cinema São Jorge, fomos aos bastidores e ele recebeu-nos. De forma muito simpática. Falámos-lhe deste blogue, do projecto de uma fotobiografia da cantora que estava a ser preparado e oferecemos-lhe o CD de Tonicha "Antologia 1971-1977", uma colectânea da Movieplay. Trata-se do único CD que contém uma destas 4 belíssimas canções de Patxi Andión que Tonicha gravou, "Poeta desde lejos".

Na contracapa do EP "4 Canções de Patxi Andión" (que no interior traz as letras em castelhano e em português), num texto assinado por Ary dos Santos, o poeta português referia-se a Patxi Andión desta forma:

"Pax Andion (?) é - e já muitos o têm dito - um 'caso' musical. Mas, quanto a mim, a grandeza maior desse 'caso' reside no impacto de uma força profundamente humana que quase se sente e se aprende fisicamente em todas as suas canções. Ao ouvi-las é impossível dissociarmo-nos da imagem do homem novo ibérico que, com os pés assentes na terra e os olhos virados à esperança, canta, sem dó nem piedade, o seu próprio destino. (...)". 


20 versos a mi muerte
(versão: Ary dos Santos)

Ai quando eu morrer não quero
Nem coroas de cravos velhos
Nem ramos de lirios secos
Que me flagelem os dedos.

Quero que o ar se recolha
Até que o eco tropece
Quero morrer devagar
E que a vida recomece.

Eu quero morrer descalça
Metida dentro da terra
Sem uma lágrima falsa
Como se um filho tivera.

Eu quero que a terra seja
O lençol da minha vida
À morte que se deseja
Porque não é despedida.

20 de abril de 2015

Tonicha: a Menina do Chapéu Encarnado

Tele Semana nº 88, de 27 de setembro de 1974
Na edição de 27 de setembro de 1974 da popular revista "Tele Semana", Tonicha foi a imagem de capa, numa bela fotografia tirada durante o Festival RTP da Canção desse mesmo ano. Recorde-se que então saiu vencedor Paulo de Carvalho, com o hino "E Depois do Adeus". Nas páginas centrais, podemos ler um interessante texto, assinado por Cipriano Ricardo (C.R.), sobre um leque de cantores que tinham acabado de lançar discos, cujos temas os afastavam do repertório do tempo da RTP de Ramiro Valadão e que os deixavam com grandes responsabilidades perante os novos públicos.

Tele Semana nº 88, de 27 de setembro de 1974
São eles: Tonicha, Fernando Tordo, Duarte Mendes, Carlos Mendes, Paulo de Carvalho, Carlos Alberto Moniz e Maria do Amparo. Destaque também para dois letristas muito cantados na época: Ary dos Santos e José Niza. Aqui fica o texto original: 

A Canção entre "uns" e os "outros"

Se mais e melhor não houvesse (e havia, se havia!...) para ilustrar a orientação imprimida pela RTP de antanho, estariam os seus invariáveis programas ditos de variedades. Era ali que se cultivava, como bacilo raro em proveta cara, essa coisa que ficou definida de uma vez para sempre, quando alguém, certeira e correctamente, a baptizou de nacional-cançonetismo.
Quem eram os seus sustentáculos gargarejantes todos o sabem. Não vale a pena enumerá-los.
Estranhos a esse afável calor dos estúdios e das salas administradas pela RTP, suportando mesmo calafrios arrepiantes (e mais frequentemente do que, ainda agora, alguns pensam) havia outros que construíam a canção. Aquela que, fatalmente, tinha de vir, como veio, a rebentar a rua, pois era para a rua, isto é, para a garganta de todos e de cada um que ela tinha sido feita.
Também aqui não vou nomear ninguém. Não é preciso. Todos os seus autores e intérpretes se têm dado a conhecer publicamente através do seu próprio trabalho. Mas, entre estes dois campos, um terceiro existe, menos claro, menos definido. Enfim, na canção como no resto.
Referimo-nos àqueles que não fazendo propriamente parte da mobília da RTP de Ramiro Valadão por lá passaram vezes suficientes para deixarem o público entre o espanto e o desconfiado, quando apareceram com trabalhos que, com certeza, não teriam o aval dos antigos responsáveis pelos serviços de produção das tais invariedades, ou lá o que eram aqueles TV Clubes e quejandos.
Estamos, concretamente, a referir-nos aos discos mais recentes, e ainda anteriores a 25 de Abril, de Fernando Tordo, Carlos Mendes, Tonicha e Maria do Amparo - C. A. Moniz, que apontavam já numa direcção mais correcta que aquela que parecia que viria a ser o seu destino. De comum a todos eles está o facto de terem tido a TV na base da sua popularidade, principalmente através do festival da RTP, do qual foram uns a seguir aos outros desistindo, e, também, excepção feita a Maria do Amparo - C. A. Moniz, o terem servido poemas (e não meras letras) de Ary dos Santos e José Niza.
Quer pela popularidade que alcançaram e também pelo trabalho que fizeram com esses dois autores, este grupo de cançonetistas, que de certo modo se situa entre uns e os outros, tem certas responsabilidades perante o público, o telespectador em particular. Responsabilidades que, como já se disse, se começavam a adivinhar como conscientemente assumidas.
Mas a verdade é que, até à presente data, nada apareceu a confirmar ou a negar o que se adivinhava. E verdade também é que já não estamos no tempo de jogar às adivinhas. Nem na canção.
Uma pausa para meditar? Está bem. Pode ser salutar. Ficar entre uns e outros é que não pode ser.
Tele Semana nº 88, de 27 de setembro de 1974

5 de novembro de 2013

Tonicha: capa de revista























Conhecida pela maioria dos portugueses, Tonicha é uma cantora popular, que se evidenciou, após inúmeras dificuldades, no Festival da Figueira da Foz, muitos anos atrás. A crítica e a então Emissora Nacional interessaram-se pela menina rebelde e firme nas suas aspirações artísticas que lutara anos a fio pela divulgação do nome: TONICHA.
Casada com João Viegas - locutor e produtor durante 15 anos da Rádio Ribatejo (a emissora independente de Santarém), autor e apresentador de programas da RTP, especialista em folclore, director de várias editoras discográficas - vivem ambos numa bela vivenda em Cascais.


in Revista Maria, 19 a 25 de Maio de 1982.
Material gentilmente cedido pela revista.


18 de abril de 2013

Tonicha: Estrela d'ontem e d'hoje

Conhecida por todos como a eterna menina da música portuguesa, a carreira de Tonicha está em foco no novo programa da RDP Internacional «Estrelas d´ontem e d´hoje». Conduzido por Elisa Portugal, em cada emissão é traçado o perfil de um artista da música portuguesa.
Uma bela iniciativa do canal público de rádio! Uma oportunidade para rever alguns dos maiores sucessos da cantora, num percurso cronológico pela sua carreira musical.
Artistas do passado e do presente que têm o seu nome para sempre ligado ao panorama cultural português. São artistas de sempre: «Estrelas d´ontem e d´hoje» (in site RTP).

Para ouvir a emissão sobre Tonicha, clique no nome do programa aqui a seguir: «Estrelas d´ontem e d´hoje».

18 de outubro de 2011

TONICHA REGRESSA À RTP

HOMENAGEM A PEDRO OSÓRIO
4ª FEIRA, 19 OUTUBRO, 15h46m


Lp de Pedro Osório, Polygram, 1981

A nossa Tonicha estará amanhã, quarta-feira (19 de Outubro) no programa 'Portugal no Coração' na RTP.
O programa é dedicado ao maestro Pedro Osório, com quem Tonicha manteve uma vasta colaboração.

Lembramos aqui alguns dos projectos que uniram estes dois portugueses (para além das inúmeras digressões que fizeram por esse mundo fora):

1971
LP "OS MAIORES SUCESSOS DE TONICHA II"
“Ferreiro”
“Carrasquinha”
"Regadinho”
“Rolinha”
(Arranjos: Pedro Osório)

1974
SINGLE “OBRIGADO SOLDADINHO”
“Já chegou a Liberdade”
(Arranjos e Direcção Musical: Pedro Osório)

1974
SINGLE “O PRETO NO BRANCO”
“Tanto me faz”
(Arranjos e Direcção Musical: Pedro Osório)

1974
SINGLE “CANTO DA PRIMAVERA”
“Os novos pobres”
(Música e Direcção de Produção: Pedro Osório)

1974
LP “AS DUAS FACES DE TONICHA”
(Arranjos e Direcção Musical: Pedro Osório)

1978
SINGLE “CANÇÃO DA AMIZADE”
(Orquestração: Pedro Osório)

1980
LP “ELA POR ELA”
(Arranjos e Direcção de Orquestra: Pedro Osório)
"Maria da Conceição" (Música: Pedro Osório)


1981
SINGLE ”FADINHO DA COMIDA”
(Arranjos: Pedro Osório)

1981
LP DE PEDRO OSÓRIO “PIANO BAR À MODA DA CASA”
(Tonicha canta um excerto de “Menina”)

20 de agosto de 2009

ARRAIAL DE SANTO ANTÓNIO

E O RESTO SÃO CANTIGAS RTP

Tínhamos acabado de entrar nos anos 80. Esta viria a ser uma década de intenso trabalho para Tonicha.
Em 1981, a RTP exibia então um programa de grande êxito apresentado por Fialho Gouveia, Raul Solnado e Carlos Cruz, e com a colaboração de António Fortuna. "E o resto são cantigas" assim se chamava o programa, que ainda hoje é referência para muitos, por onde passaram alguns dos maiores nomes da música portuguesa.
Num dos programas, o segundo de uma série dedicada a temas populares da música portuguesa, Tonicha interpretava o tema "Arraial de Santo António". Trata-se de uma composição do maestro Frederico de Freitas com letra de Júlio Dantas.
Com uma voz magnífica, vestida a rigor e com uns lindos cabelos louros muito compridos...Tonicha!

ARRAIAL DE SANTO ANTÓNIO
(Música: Frederico de Freitas / Letra: Julio Dantas)



Cheira a rua a alecrim
E a berlinda passa a trote
Vai a noiva de palmito
Vai o noivo de capote.



REFRÃO (2x)
Nem uma te escapa
Meu Santo Antoninho
Põe a tua capa
Mete-te ao caminho.



Já lá tem lençóis de renda
E alfazemas para arder
Para divertir um homem
Não há como uma mulher.



REFRÃO (2x)
Nem uma te escapa
Meu Santo Antoninho
Põe a tua capa
Mete-te ao caminho.



Ai o capote encarnado
Ai o lenço de cambraia
Ai a luz que se apagou
Quando ia a subir a saia.



REFRÃO (2x)
Nem uma te escapa
Meu Santo Antoninho
Põe a tua capa
Mete-te ao caminho.



REFRÃO (2x)
Nem uma te escapa
Meu Santo Antoninho
Põe a tua capa
Mete-te ao caminho.

17 de junho de 2008

TONICHA NA OPERAÇÃO TRIUNFO



Quando há já algum tempo não se ouvia cantar Tonicha, eis que a cantora nos surpreende e entra-nos casa adentro na Gala nº10 da Operação Triunfo, na RTP.
Num dueto com o Ricardo, Tonicha recordou-nos o ano de 1971, com a canção mais emblemática da sua carreira e que a fez correr o mundo: "Menina (do Alto da Serra)".









Porque as fotos sabem a pouco, espreite...e recorde!
http://br.youtube.com/watch?v=vyrQfNxJuDY