Mostrar mensagens com a etiqueta Joaquim Pessoa. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Joaquim Pessoa. Mostrar todas as mensagens

9 de outubro de 2024

"Canção da Alegria"

Marina Mota, no Festival Caixa Alfama, relembrou-nos esta canção de Tonicha: "Canção da Alegria" (Joaquim Pessoa / Tozé Brito). Apresentamos o single (com a "Canção Sem Ti" no Lado B) retirado do LP "Ela Por Ela" (Polygram, 1980).


 

13 de junho de 2024

"Canção da Amizade" nas plataformas digitais

 Amanhã, dia 14 de junho, estará disponível, nas plataformas digitais, o single "Canção da Amizade" (Joaquim Pessoa/Carlos Mendes). A canção do Lado B era inédita fora do vinil. Vale a pena escutá-la: "É tarde meu amor" (Joaquim Pessoa/Pedro Só).




18 de abril de 2023

Recordar Joaquim Pessoa

Morreu um poeta: Joaquim Pessoa (1948-2023). Para a Tonicha escreveu várias canções: "Vinho novo" (1977); "Canção da amizade" (1978); 9 canções do LP "Ela por ela" (1980), entre as quais, "Canção da alegria", "Canção de Rosalinda", "Conversa a dois", "Chamar-te meu amor" ou "Canção da coragem"; "Cavalo de palavras" (coautoria: Ary dos Santos), 1997. À exceção de "Vinho novo", todas as canções foram musicadas por Carlos Mendes.


 






10 de novembro de 2021

"Canção da alegria" reinterpretada

Mitó (dos grupos A Naifa e Señoritas), fã incondicional de Tonicha, reinterpreta, com Ana Bacalhau, "Canção da alegria", de Joaquim Pessoa e Tozé Brito, no cd de homenagem ao autor/compositor, disponível a 12 de novembro, neste ano do seu 70º aniversário.

"Quando me disseram que ela [Mitó] ia entrar no álbum, eu sabia que ela ia escolher uma canção de Tonicha", disse Tozé Brito ao Diário de Notícias.

O disco "Tozé Brito (de) Novo" reúne versões novas de canções que ele escreveu para Tonicha, Adelaide Ferreira, Herman José, Doce, Dina, Carlos do Carmo ou Ana Moura, agora recriadas por Selma Uamusse, Camané, Catarina Salinas, Tiago Bettencourt e António Zambujo, entre outros.

"Canção da alegria" foi o grande sucesso do LP "Ela por ela", Polygram, 1980.


20 de junho de 2021

As mais populares no Spotify

 Neste mês de junho de 2012, são estas as 10 canções de Tonicha mais populares no Spotify.

"Fadinho da comida" entrou muito graças à telenovela "Nazaré", da SIC.

"Canção sem ti" teve agora uma versão nas vozes de dois fadistas: Natalino de jesus e Lenita Gentil.

"Esta festa portuguesa" e "Minha terra de Agosto desejado" costumam ter muitos ouvintes no verão.



6 de dezembro de 2020

"Ela por ela" faz 40 anos

 Continuamos a redescobrir o vasto repertório de Tonicha. Esta semana, recuamos 40 anos, a Dezembro de 1980. Numa pausa de canções mais populares ou de raiz tradicional, Tonicha regressa aos temas de autor, na linha dos trabalhos que tinha feito com José Carlos Ary dos Santos. O LP em destaque chama-se "Ela por ela" e é composto por dez canções. Todas as letras são assinadas pelo poeta Joaquim Pessoa. (Recordamos que a última colaboração com Ary dos Santos data de 1976, com o single "O menino" e "Um grande amor", disco que inaugura o contrato de Tonicha com a Polygram.). São três os autores das músicas. Carlos Mendes assina seis temas. Tozé Brito assina o grande êxito "Canção da alegria". Pedro Osório assina a canção de raiz mais tradicional, "Maria da Conceição". Arranja também as versões da belíssima balada "Chamar-te meu amor", sobre música popular italiana, e da não menos bela "Canção sem ti", adaptação do tema "A comme amour", popularizado pelo pianista francês Richard Clayderman. A produção é de João Maria Viegas e os arranjos e a direção de orquestra são de Pedro Osório.

Deste manancial de canções com letras intensas e músicas harmoniosas, escolhemos uma das canções menos tocadas na rádio nessa década de 1980: "Canção da coragem", de Joaquim Pessoa e Carlos Mendes.

"Nem que a morte me soltasse/ todas as velas do sangue/ deixaria a minha casa/ como se fosse culpada/ Nem que a morte me soltasse/ todas as velas do sangue."

"Nem que a morte me dissesse:/ Virás de noite comigo.../ eu trairia um amigo/ Nem que a morte me levasse/ Nem que a morte me dissesse/ Nem que a morte me fugisse."

Recordamos que todas estas canções podem ser gratuitamente escutadas nas plataformas digitais, tais como o Spotify ou o Youtube.

"Ela por ela", da Universal Music Group, mostra a faceta mais doce da cantora ibérica que é Tonicha. O disco é uma dedicatória ao amor e à amizade. Prestemos atenção à voz da cantora e aos versos.

"Nem que a morte me fechasse/ todas as portas do sonho/ deixaria de cantar/ Nem que a morte me calasse/ Nem que a morte me fechasse/ todas as portas do sonho."

Foto incluída na entrevista de Tonicha à TV Guia n.º 101, de 10 a 16 de Janeiro de 1981

9 de outubro de 2020

A ARTE E A MÚSICA DE TONICHA

 A Universal Music Portugal disponibilizou hoje o LP de 1985, "A Arte e a Música de Tonicha". É uma coletânea com 26 canções. Está dividida em 4 secções. "No Início" tem 6 canções, algumas das mais antigas do repertório da cantora: duas vencedoras do Festival da Figueira da Foz ("Boca de amora", de José Gouveia, e "A tua canção avozinha", de Rocha de Oliveira); uma da dupla Manuel Paião/Eduardo damas ("Um minuto sem te ver"); uma da colaboração com José Cid/Quarteto 1111 ("Caminheiro, donde vens"); uma de Luís Miguel de Oliveira ("D. Pedro que volta da pinga") e "O Menino" (Ary/Tozé Brito). "Tradicionais" apresenta 7 canções do cancioneiro tradicional português, como "Vira dos malmequeres", "Resineiro" ou "Maria Rita (cara bonita)". A terceira secção, "Êxitos populares", abrange alguns dos temas mais populares: "Zumba na caneca", "Gaiteiro português", "Chico pinguinhas" ou "Sericotalho, bacalhau, azeite e alho". Finalmente, a última parte, "A outra face", inclui canções de autor: "Maria da Conceição (Joaquim Pessoa/Pedro Osório); a famosíssima "Canção da alegria" (Joaquim Pessoa/Tozé Brito); "O orquestrador" (Fernando Guerra) ou "Pela vida fora" (João Henrique/Carlos Santos) - uma das quatro canções defendidas por Tonicha no Festival RTP da Canção 1978.


21 de junho de 2015

TONICHA: 35 ANOS DE "ELA POR ELA"

FOTO: Jorge Jacinto, in "Vozes do Coração 11 - Tonicha", Levoir/Correio da Manhã, 2013
Em 2015, o precioso LP de Tonicha, "Ela por Ela", faz 35 anos. É um dos mais admirados discos da cantora. O disco realça, de forma especial, as qualidades interpretativas superiores de Tonicha. "Ela por Ela", que foi reeditado em cd, em 1996, embora esgotado há muito (apenas disponível no itunes), oferece-nos um leque de canções de qualidade suprema e orquestrações geniais.
Os admiradores de Tonicha percebem bem a genialidade das canções que compõem o LP:  "Canção da Rosalinda", "Canção sem Ti", "Canção da Alegria", "Maria da Conceição" ( a única canção do disco que apela ao imaginário popular do habitual repertório da cantora bejense), "Chamar-te meu Amor", por exemplo.
Os grandes responsáveis de tão perfeito resultado estão na foto: Pedro Osório, Joaquim Pessoa, Tonicha e Carlos Mendes.

28 de abril de 2012

TONICHA: ANTOLOGIA 77/97

PASSATEMPO 4

Indique o nome do LP de Tonicha a que pertencem as seguintes canções incluídas neste cd: "Canção da Rosalinda"; "Canção da Alegria"; "Canção sem ti"; "Maria da Conceição"; "Menino d'Oiro, Menino de Lata".

Parabéns ao JOAQUIM HENRIQUE COIMBRA, de Orada-Borba!
Foi o primeiro leitor a responder corretamente.

Estas canções pertencem ao LP "Ela por Ela", de 1980. As composições são da autoria de Carlos Mendes e de Pedro Osório. As letras são todas do poeta Joaquim Pessoa. Os arranjos e a direção de orquestra  pertencem a Pedro Osório. A produção foi de João Viegas para a Polygram.

5 de janeiro de 2012

PEDRO OSÓRIO

(1939-2012)


FOTO: Gentilmente cedida por Tonicha
Uma das muitas viagens que Tonicha e Pedro Osório fizeram pelo mundo, durante os anos 70


Conheceram-se por volta dos anos 70.
Trabalharam muito juntos. Adimiravam-se.
Ele fez-lhe músicas e orquestrações. Tonicha cantava.
Fizeram muitas viagens, percorrendo o mundo com as cantigas.
Faleceu o grande maestro Pedro Osório.
Aqui fica uma muito justa homenagem a Pedro Osório através do poema de uma das muitas belíssimas canções que orquestrou para a Tonicha.

CANÇÃO DA AMIZADE
(Letra: Joaquim Pessoa)
(Música: Carlos Mendes)
(Orquestração: Pedro Osório)

Não vou falar/ nesta canção/ de azar ou sorte
mas da razão/ que a gente tem/ de ser mais forte.

Uma canção/ é quase sempre/ uma viagem
é um navio/ subindo o rio/ da coragem.

Falo do amor/ como uma rosa/ ou uma estrada
rasgando a noite/ em direcção/ à madrugada.

Trago na boca/ um canto aberto/ à claridade,
que é sempre pouca/ esta palavra liberdade.

Meu coração/ é como um pássaro/ poisado
nas tuas mãos,/ ó meu irmão/ desesperado.

Canta comigo/ uma canção/ que seja nossa,
que a gente deve/ dizer tanto/ quanto possa.

Não estamos sós/ trago na voz/ uma mensagem
com que este povo/ diz verdade/ e diz coragem.

Quero dizer/ que sei de cor/ a tua dor
pois a cantar/ a gente sofre/ e faz amor.

Por isso faço/ esta canção/ ó meu amigo,
e a razão/ porque hoje canto/ é estar contigo.

Mas não te dou/ nem um centavo/ de saudade:
dou-te um abraço/ e dou-te um cravo/ de amizade.

9 de novembro de 2011

TONICHA: PORTUGAL NO CORAÇÃO

HOMENAGEM A PEDRO OSÓRIO

Recordamos algumas das imagens que conseguimos obter da participação de Tonicha no programa "Portugal no Coração", RTP, no passado dia 19 Outubro, numa emissão especial que a estação pública preparou de homenagem ao maestro Pedro Osório.






Durante este especial, a RTP procurou nos seu extenso espólio audiovisual e brindou-nos com um excerto do videoclip do tema "Maria da Conceição", de que as duas imagens anteriores são exemplo.
Trata-se de um tema com letra de Joaquim Pessoa e música do maestro Pedro Osório. Faz parte de um programa exibido em 1984 e dedicado ao repertório de música tradicional de Tonicha.





Tonicha e Fernando Tordo conversam sobre as suas colaborações musicais com o maestro Pedro Osório. Aqui fazem referência ao LP "As duas faces de Tonicha" (ZIP, 1974) da autoria de Pedro Osório, Fernando Tordo e Ary dos Santos e ao LP "Ela por ela" (Polygram, 1980) da autoria de Joaquim Pessoa, Carlos Mendes e Pedro Osório.





Agradecimentos especiais:
- RTP
- Ana Rodrigues

11 de janeiro de 2011

TONICHA POR CARLOS CASTRO

Tonicha apresentou-se impecável perante um público que soube patentear o gosto pela música desta terra, que se rendeu completamente ao profissionalismo, ao talento, e a uma segurança desta "menina-mulher" do nosso parco meio artístico.
Tonicha e o seu último trabalho discográfico ELA POR ELA estiveram no Maria Matos. Canções belíssimas na música e na palavra, canções que vão ser cantadas por aí. Carlos Mendes e Joaquim Pessoa ao escreverem "Rosalinda" criaram uma das mais belas composições de sempre. E a artista cantou, saciando a "sede" que tínhamos de escutar melodias muito nossas. E como ela soube cantar! Uma Tonicha adulta, no máximo da sua carreira. Foi lindo a participação do RANCHO TÁ MAR DA NAZARÉ, e do GRUPO CANCIONEIRO DE ÁGUEDA, que evoluiram pelo palco com danças e cantares, numa beleza de movimento e cor.
PEDRO OSÓRIO dirigiu a última parte do show com mestria. Nota alta pela sua participação. VICTOR MANUEL deu planos magníficos da sequência deste programa, mostrando mais uma vez como se empenha em transmitir a sua sensibilidade para o écran.
"A CANÇÃO DA ALEGRIA" (Tózé Brito musicou e Joaquim Pessoa escreveu) foi uma festa comungada por todos os presentes.
E em festa acabou. Festa que foi uma noite bem portuguesa!

Carlos Castro in "Nova Gente" nº 219 de 26/11 a 2/12 de 1980, p. 13

29 de janeiro de 2009

CANTIGAS DUMA TERRA À BEIRA MAR

VIRA DA DESGARRADA
LP, POLIDOR, 2480 431

Nos idos anos 70, década de grande actividade artística da cantora Tonicha e em que foram gravados muitos dos álbuns que contêm algumas das suas canções mais marcantes, e que ainda hoje povoam o imaginário popular português, Tonicha gravou o LP "CANTIGAS DUMA TERRA À BEIRA MAR" para a editora Polydor (Phonogram).



Foi no ano de 1977 que foi apresentado ao público em conferência de imprensa o LP "CANTIGAS DUMA TERRA À BEIRA MAR".
Deste LP foram editados dois singles, que já aqui apresentámos: "Tu és o Zé que fumas", que manteve a capa do álbum e incluiu os temas "Tu és o Zé que fumas" e "Cana Verde", e o single "Pestotira", que incluiu "Pestotira" e "Vira da desgarrada".



O repertório é do Cancioneiro Popular Português, o que é bem visível no título dado ao álbum numa clara alusão às cantigas do "nosso país", o nosso Portugal "à beira mar plantado".
Todos os títulos são populares com arranjo de J. Libório, pseudónimo de João Maria Viegas, marido de Tonicha, com que assinou muitos dos trabalhos da cantora. Deste leque de canções, apenas "VINHO NOVO" não é popular e tem letra do poeta Joaquim Pessoa.

FACE A
VIRA DA DESGARRADA
ROSAS DO MEU JARDIM
PESTOTIRA
FESTA DE CASAMENTO
CIRANDA
CANA VERDE

FACE B
TU ÉS O ZÉ QUE FUMAS
BAILARICO SALOIO
NO ALTO DAQUELA SERRA
VINHO NOVO
AS POMBINHAS DA CATRINA
CANA, REAL DAS CANAS




Na contracapa do disco consta uma bela fotografia de uma jovem Tonicha, na altura com 31 anos, de microfone na mão a cantar no seu jeito muito característico. Lamentavelmente durante as nossas pesquisas não encontrámos nenhuma referência ao autor desta foto.

ROSAS DO MEU JARDIM
(Popular)

Tu dizes que não há rosas
Nem brancas nem amarelas
Anda cá para o meu peito
Se queres ver um jardim delas.

REFRÃO:
Ó rosa não consintas
Que o cravo te ponha a mão
Que a rosa desmaiada
Já não tem essa canção.

Ó minha rosa encarnada
Criadinha ao pé do tanque
Dá-lhe o vento, dá-lhe a chuva
Cada vez está mais brilhante.

REFRÃO

Rosa que estás na roseira
Deixa-te estar fechadinha
Vou agora à minha terra
Quando vier serás minha.

REFRÃO

A rosa jurou ao lírio
Amizade sem ter fim
Agora namora um cravo
As rosas são sempre assim.


NOVA GENTE, nº 65, edição de 14 a 20 de Dezembro de 1977

A apresentação pública do disco foi feita com intensa cobertura radiofónica e com direito a artigos na imprensa escrita. É devido à gentileza de Tonicha e João Viegas, que nos emprestaram este material, que nos é possível apresentar a notícia e algumas das imagens que a imprensa escrita da época publicou.
No artigo de duas páginas publicado na Revista NOVA GENTE nº 65, edição de 14 a 20 de Dezembro de 1977, com o título "Tonicha apresentou o seu último disco!", pode ler-se:

«Há dias, no "Arraial", a Phonogram apresentou o último LP de Tonicha - cantigas duma terra à beira mar -. Reunião profundamente agradável onde a "máquina" da Rádio esteve presente, e muito bem, pois mais do que nunca a consciencialização neste sector, imperiosamente, reclama por continuação de directrizes idênticas à apresentada nessa noite no "Arraial". Bons profissionais defendendo bom trabalho.
Tonicha estreou-se no mundo da canção portuguesa em 1964. Presentemente é a artista que mais discos vende em Portugal. 40 discos e 16 prémios, algumas das distinções na carreira desta jovem alentejana que descobre o cantar do seu País na voz com que o canta.»


Aqui ficam as imagens:


in NOVA GENTE nº 65, edição de 14 a 20 de Dezembro, 1977


in NOVA GENTE nº 65, edição de 14 a 20 de Dezembro, 1977

Na legenda pode ler-se:
"Júlio Montenegro conversa com uma das primeiras se não a primeira figura da canção ligeira portuguesa."


in NOVA GENTE nº 65, edição de 14 a 20 de Dezembro, 1977


in NOVA GENTE nº 65, edição de 14 a 20 de Dezembro, 1977


in NOVA GENTE nº 65, edição de 14 a 20 de Dezembro, 1977

Aqui ficam as duas páginas completas que a revista NOVA GENTE dedicou ao lançamento do LP de Tonicha "CANTIGAS DUMA TERRA À BEIRA MAR":


in NOVA GENTE nº 65, edição de 14 a 20 de Dezembro, 1977


in NOVA GENTE nº 65, edição de 14 a 20 de Dezembro, 1977

2 de janeiro de 2009

QUEM TE QUER BEM, MEU BEM

... NOVAS MEMÓRIAS

Este novo ano de 2009 começa por nos transportar até à década de 70, certamente uma das mais ricas (em discos e espectáculos) na carreira de Tonicha.
Começamos por 1978, um ano em cheio.
Em Janeiro, Tonicha apresenta um espectáculo memorável no Teatro S. Luís, em Lisboa, e que seria transmitido posteriormente, pela RTP, para todo o país. Este "Show Tonicha 1978" mereceu críticas muito positivas na imprensa. Das nossas pesquisas, seleccionámos as duas que se seguem:


in Revista PLATEIA, Janeiro de 1978


in Revista PLATEIA, Janeiro de 1978

Em 18 de Fevereiro, no Teatro Villaret, Tonicha defendeu quatro canções no 15º Festival RTP da Canção:

PELA VIDA FORA
UM DIA UMA FLOR
CANÇÃO DA AMIZADE
QUEM TE QUER BEM, MEU BEM

Nesse mesmo ano de 1978, pelas mãos da Polydor, foram editados dois singles que incluiam três dessas quatro canções.



LADO 1
QUEM TE QUER BEM, MEU BEM
(A. Avelar Pinho / Nuno Rodrigues)
(Arranjo de Armindo Neves)


LADO 2
UM DIA UMA FLOR
(Fernando Calvário / José Sotto Mayor)
(Arranjo de José Calvário)




QUEM TE QUER BEM, MEU BEM
(A. Avelar Pinho / Nuno Rodrigues)
(Arranjo de Armindo Neves)

Meu amor, meu país de tantos rios
Mil aldeias mil meninas
A molhar os pés no mar
Meu país de mil campinas
O teu corpo hei-de cantar
Meu amor, meu país de mágoa e sol
Mil vontades mil desejos a roçar a um altar
Meu país de tantos beijos
Teu quebranto hei-de quebrar
Minha terra, terra minha
Minha força portuguesa
Minha terra, terra minha
Lua cheia de surpresa.
Quem te viu meu mal, quem te quis meu bem
Quem te vê meu mal, quem te quer meu bem
Meu amor, meu país de ladainhas
Mil tambores, mil cantigas
A dançar d'horas no ar
Meu país de mil fadigas não te deixes enganar
Meu amor, meu país de sete cores
Mil florestas mil cidades
Onde o sol se vai sentar
Meu país de mil idades
É já tempo de casar
Minha terra, terra minha
Minha força portuguesa
Minha terra, terra minha
Lua cheia de surpresa.
Quem te viu meu mal, quem te quis meu bem
Quem te vê meu mal, quem te quer meu bem
Meu amor, meu filho lindo
Já são horas de acordar
Meu amor eu já vou indo
É tempo de te encontrar
Minha terra, terra minha
Minha força portuguesa
Minha terra, terra minha
Lua cheia de surpresa.
Quem te viu meu mal, quem te quis meu bem
Quem te vê meu mal, quem te quer meu bem
Minha terra, terra minha
Minha força portuguesa
Minha terra, terra minha
Lua cheia de surpresa.
Quem te viu meu mal, quem te quis meu bem
Quem te vê meu mal, quem te quer meu bem
Quem te viu meu mal, quem te quis meu bem
Quem te vê meu mal, quem te quer meu bem
Quem me quer bem, quem me quer bem, meu bem
Quem me quer bem, quem me quer bem, meu bem.

O outro single editado, também pela Polydor, inclui talvez a melhor canção desse lote: "Canção da Amizade".
Curiosamente, a única canção que não foi registada em single, "Pela vida fora" (incluída no álbum duplo "A ARTE E A MÚSICA DE TONICHA", Polydor, 1985), veio a ser a única das quatro editada em CD, em 1989, pela Polygram, mantendo o mesmo nome que o LP.



LADO 1
CANÇÃO DA AMIZADE
(Joaquim Pessoa / Carlos Mendes)
(Orquestração de Pedro Osório)
(Coro: Adelaide)


LADO 2
É TARDE MEU AMOR
(Joaquim Pessoa / Pedro Só)
(Orquestração de Correia Martins)



CANÇÃO DA AMIZADE
(Joaquim Pessoa / Carlos Mendes)
(Orquestração de Pedro Osório)

Não vou falar, nesta canção de azar ou sorte
Mas da razão que a gente tem de ser mais forte.
Uma canção é quase sempre uma viagem
É um navio subindo o rio da coragem.

Falo do amor, como uma rosa ou uma estrada
Rasgando a noite em direcção à madrugada
Trago na boca um canto aberto à claridade
Que é sempre pouca esta palavra liberdade
Liberdade, liberdade, liberdade

Meu coração, é como um pássaro poisado
Nas tuas mãos ó meu irmão desesperado
Canta comigo uma canção que seja nossa
Que a gente deve dizer tanto quanto possa.

Não estamos sós trago na voz uma mensagem
Com que este povo diz verdade e diz coragem
Quero dizer que sei de cor a tua dor
Pois a cantar a gente sofre e faz amor.

Por isso faço esta canção ó meu amigo
E a razão porque hoje canto é estar contigo
Mas não te dou nem um centavo de saudade
Dou-te um abraço e dou-te um cravo de amizade
Dou-te um abraço e dou-te um cravo de amizade
Dou-te um abraço e dou-te um cravo de amizade.

Veja os vídeos no YouTube:
(escolha a opção "assistir em alta qualidade")

PELA VIDA FORA
http://br.youtube.com/watch?v=T9w2FhYQG-Q
UM DIA UMA FLOR
http://br.youtube.com/watch?v=VtvHAlqEGek
CANÇÃO DA AMIZADE
http://br.youtube.com/watch?v=rMU83lgC_AI
QUEM TE QUER BEM, MEU BEM
http://br.youtube.com/watch?v=53SmzoYr0O0

MEGA SUCESSO
ZUMBA NA CANECA - 2ª EDIÇÃO



"Zumba na Caneca" foi um sucesso na carreira de Tonicha de tal ordem que, ainda em 1978, teve uma segunda edição com uma capa diferente. A primeira edição tinha uma fotografia da caneca que fora mandada fazer a propósito do lançamento do tema e para ser distribuída durante a conferência de imprensa. Este Natal, Tonicha e o seu marido, João Maria Viegas, surpreenderam-nos com uma prenda tão inesperada quanto inolvidável: uma das duas canecas que ainda possuiam!


"Caneca" gentilmente oferecida por Tonicha e João Maria Viegas
FOTOS: António Caló

O single que agora destacamos foi buscar uma das fotografias da série usada também para o single "O Chico Pinguinhas", 1979, cujo autor lamentavelmente desconhecemos.
Esta reedição mantém no lado B o tema "Ti Zé da horta", que cremos nunca ter sido reeditado em CD.



"Zumba na caneca", 2ª edição, mereceu edição também na Europa e no Brasil.
Nós tivemos acesso ao disco da edição francesa, por cortesia de João Maria Viegas e Tonicha. Aproveitámos a oportunidade para digitalizar, na Biblioteca José Saramago, Beja, a capa e contracapa.



Veja o vídeo no YouTube:
http://br.youtube.com/watch?v=FpBejrEgzv4

20 de dezembro de 2008

TONICHA: Ó PASTOR QUE CHORAS

"MULHER"
(CD, Polygram, 1997)

Em 1997, com o CD "MULHER", Tonicha regressa às grandes canções de amor, com um repertório muito cuidado, quer na escolha dos poemas, quer na música e nos arranjos musicais.
Há poemas de José Gomes Ferreira, Raúl de Carvalho, Ary dos Santos, Joaquim Pessoa e António Botto, bem como versões de duas canções estrangeiras.



A faixa número dois do álbum, "Ó PASTOR QUE CHORAS", foi gravada em vídeo e é um dos 3 vídeoclips que a semana passada foram colocados no YouTube pela Universal Music (Portugal). Para um clip realizado em 1997, e com os meios que foram utilizados, é um trabalho de uma simplicidade e beleza comoventes. Gostaríamos de saber o nome do realizador para aqui lhe prestarmos a devida homenagem.

Ó PASTOR QUE CHORAS
(José Gomes Ferreira/José Almada)





Ó pastor que choras
O teu rebanho onde está





Deita as mágoas fora
Carneiros é o que mais há





Uns de finos modos
Outros vis por desprazer
Mas carneiros todos
Com cargo de obedecer





Quem te pôs na orelha
Essas cerejas, pastor





São de cor vermelha
Vai pintá-las doutra cor





Vai pintar os frutos
As amoras e os rosais





Vai pintar de luto
As papoilas e os trigais





Veja o vídeo no YouTube:
http://br.youtube.com/watch?v=Gcl9Zxj6uyg
(escolha a opção "assistir em alta qualidade")