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7 de junho de 2026
Esta Festa Portuguesa
A Antena Um dedicou uma emissão da rubrica "Liga dos Quarentões" aos 40 anos desta canção de Tonicha.
Oiça-a aqui: https://www.rtp.pt/play/p12788/e868459/liga-dos-quarentoes
Arquivadores de memórias:
Antena Um,
Carlos Alberto Vidal,
Esta Festa Portuguesa,
João Viegas,
Liga dos Quarentões
18 de dezembro de 2019
Recordar Patxi Andión (1947-2019)
Morreu Patxi Andión, um dos maiores cantautores espanhóis, que várias vezes visitou e actuou em Portugal.
Em jeito de homenagem recordamos a colaboração com Tonicha.
O ano era o de 1972. Tonicha gravou um EP chamado "4 Canções de Patxi Andión", um vinil que continha, no lado A, "Puedo inventar" e "Poeta desde lejos" e, no lado B, "20 versos a mi muerte" e "Habria que saberlo".
Nesse mesmo ano, em Espanha, Tonicha editou o single "Poeta desde lejos"/"20 versos a mi muerte", na versão original. Ambos os discos foram editados pela Movieplay. A adaptação dos poemas para português ficou a cargo de Ary dos Santos e a direcção musical do maestro Thilo Krassman.
João Maria Viegas, marido e manager da cantora, contou-nos que Patxi, perseguido pela Pide e proibido de entrar em Portugal, tinha de vir a Lisboa às escondidas acompanhar as gravações de Tonicha.
Anos mais tarde, corria o ano de 1994, Tonicha confidenciou, no popular programa "Parabéns" da RTP apresentado por Herman José, que, uns meses após a gravação do disco, Patxi telefonou-lhe a pedir autorização para ele próprio gravar essas canções. Comentou então a cantora: "Incrível, ele que era o autor ia pedir-me autorização a mim...".
Num dos últimos concertos que Patxi Andión fez em Lisboa, no Cinema São Jorge, fomos aos bastidores e ele recebeu-nos. De forma muito simpática. Falámos-lhe deste blogue, do projecto de uma fotobiografia da cantora que estava a ser preparado e oferecemos-lhe o CD de Tonicha "Antologia 1971-1977", uma colectânea da Movieplay. Trata-se do único CD que contém uma destas 4 belíssimas canções de Patxi Andión que Tonicha gravou, "Poeta desde lejos".
Na contracapa do EP "4 Canções de Patxi Andión" (que no interior traz as letras em castelhano e em português), num texto assinado por Ary dos Santos, o poeta português referia-se a Patxi Andión desta forma:
"Pax Andion (?) é - e já muitos o têm dito - um 'caso' musical. Mas, quanto a mim, a grandeza maior desse 'caso' reside no impacto de uma força profundamente humana que quase se sente e se aprende fisicamente em todas as suas canções. Ao ouvi-las é impossível dissociarmo-nos da imagem do homem novo ibérico que, com os pés assentes na terra e os olhos virados à esperança, canta, sem dó nem piedade, o seu próprio destino. (...)".
20 versos a mi muerte
(versão: Ary dos Santos)
Ai quando eu morrer não quero
Nem coroas de cravos velhos
Nem ramos de lirios secos
Que me flagelem os dedos.
Quero que o ar se recolha
Até que o eco tropece
Quero morrer devagar
E que a vida recomece.
Eu quero morrer descalça
Metida dentro da terra
Sem uma lágrima falsa
Como se um filho tivera.
Eu quero que a terra seja
O lençol da minha vida
À morte que se deseja
Porque não é despedida.
Em jeito de homenagem recordamos a colaboração com Tonicha.
O ano era o de 1972. Tonicha gravou um EP chamado "4 Canções de Patxi Andión", um vinil que continha, no lado A, "Puedo inventar" e "Poeta desde lejos" e, no lado B, "20 versos a mi muerte" e "Habria que saberlo".
![]() |
| FOTO CAPA: M. Fiuza |
Nesse mesmo ano, em Espanha, Tonicha editou o single "Poeta desde lejos"/"20 versos a mi muerte", na versão original. Ambos os discos foram editados pela Movieplay. A adaptação dos poemas para português ficou a cargo de Ary dos Santos e a direcção musical do maestro Thilo Krassman.
João Maria Viegas, marido e manager da cantora, contou-nos que Patxi, perseguido pela Pide e proibido de entrar em Portugal, tinha de vir a Lisboa às escondidas acompanhar as gravações de Tonicha.
Anos mais tarde, corria o ano de 1994, Tonicha confidenciou, no popular programa "Parabéns" da RTP apresentado por Herman José, que, uns meses após a gravação do disco, Patxi telefonou-lhe a pedir autorização para ele próprio gravar essas canções. Comentou então a cantora: "Incrível, ele que era o autor ia pedir-me autorização a mim...".
Num dos últimos concertos que Patxi Andión fez em Lisboa, no Cinema São Jorge, fomos aos bastidores e ele recebeu-nos. De forma muito simpática. Falámos-lhe deste blogue, do projecto de uma fotobiografia da cantora que estava a ser preparado e oferecemos-lhe o CD de Tonicha "Antologia 1971-1977", uma colectânea da Movieplay. Trata-se do único CD que contém uma destas 4 belíssimas canções de Patxi Andión que Tonicha gravou, "Poeta desde lejos".
Na contracapa do EP "4 Canções de Patxi Andión" (que no interior traz as letras em castelhano e em português), num texto assinado por Ary dos Santos, o poeta português referia-se a Patxi Andión desta forma:
"Pax Andion (?) é - e já muitos o têm dito - um 'caso' musical. Mas, quanto a mim, a grandeza maior desse 'caso' reside no impacto de uma força profundamente humana que quase se sente e se aprende fisicamente em todas as suas canções. Ao ouvi-las é impossível dissociarmo-nos da imagem do homem novo ibérico que, com os pés assentes na terra e os olhos virados à esperança, canta, sem dó nem piedade, o seu próprio destino. (...)".
20 versos a mi muerte
(versão: Ary dos Santos)
Ai quando eu morrer não quero
Nem coroas de cravos velhos
Nem ramos de lirios secos
Que me flagelem os dedos.
Quero que o ar se recolha
Até que o eco tropece
Quero morrer devagar
E que a vida recomece.
Eu quero morrer descalça
Metida dentro da terra
Sem uma lágrima falsa
Como se um filho tivera.
Eu quero que a terra seja
O lençol da minha vida
À morte que se deseja
Porque não é despedida.
Arquivadores de memórias:
4 Canções de Patxi Andión,
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Tonicha
5 de novembro de 2013
Tonicha: capa de revista
Conhecida pela maioria dos portugueses, Tonicha é uma cantora popular, que se evidenciou, após inúmeras dificuldades, no Festival da Figueira da Foz, muitos anos atrás. A crítica e a então Emissora Nacional interessaram-se pela menina rebelde e firme nas suas aspirações artísticas que lutara anos a fio pela divulgação do nome: TONICHA.
Casada com João Viegas - locutor e produtor durante 15 anos da Rádio Ribatejo (a emissora independente de Santarém), autor e apresentador de programas da RTP, especialista em folclore, director de várias editoras discográficas - vivem ambos numa bela vivenda em Cascais.
in Revista Maria, 19 a 25 de Maio de 1982.
Material gentilmente cedido pela revista.
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Imprensa,
João Viegas,
Paulo de Carvalho,
RTP
28 de agosto de 2013
João Maria Viegas
Salvaterra de Magos, 1930 - Lisboa, 2013
João Maria Viegas, um ribatejano apaixonado pela música tradicional do nosso país, conheceu Tonicha ainda nos anos sessenta, quando, por intermédio de um outro cantor, colega de Tonicha, a convidou para ir a Santarém, ao seu programa “Onda Matinal” da Rádio Ribatejo. A partir daí já não se separaram. Tonicha gravava para a etiqueta RCA e João Viegas foi para lá trabalhar como A. R. da editora, responsável pelos repertórios dos artistas portugueses. Foi ele que incentivou Tonicha a gravar a música tradicional portuguesa. Não foi à primeira tentativa que Tonicha aceitou. Mas assim que a cantora se dispôs a esse repertório, João Viegas, que em breve seria seu companheiro de uma vida inteira, proporcionou-lhe um dos seus primeiros grandes êxitos, recolhido no cancioneiro de Alves Redol: “Vira dos Malmequeres”, que já faz parte do imaginário popular português. A este EP (disco de 4 temas), de 1969, seguiram-se mais alguns êxitos retumbantes: “Maria Rita”, “Primavera das Lindas Flores”, “Com que Letra se Escreve Maria”, “Resineiro” ou “Senhora do Almortão” (estes recomendados por José Afonso).
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Foto gentilmente cedida por Tonicha.
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João Maria Viegas, um ribatejano apaixonado pela música tradicional do nosso país, conheceu Tonicha ainda nos anos sessenta, quando, por intermédio de um outro cantor, colega de Tonicha, a convidou para ir a Santarém, ao seu programa “Onda Matinal” da Rádio Ribatejo. A partir daí já não se separaram. Tonicha gravava para a etiqueta RCA e João Viegas foi para lá trabalhar como A. R. da editora, responsável pelos repertórios dos artistas portugueses. Foi ele que incentivou Tonicha a gravar a música tradicional portuguesa. Não foi à primeira tentativa que Tonicha aceitou. Mas assim que a cantora se dispôs a esse repertório, João Viegas, que em breve seria seu companheiro de uma vida inteira, proporcionou-lhe um dos seus primeiros grandes êxitos, recolhido no cancioneiro de Alves Redol: “Vira dos Malmequeres”, que já faz parte do imaginário popular português. A este EP (disco de 4 temas), de 1969, seguiram-se mais alguns êxitos retumbantes: “Maria Rita”, “Primavera das Lindas Flores”, “Com que Letra se Escreve Maria”, “Resineiro” ou “Senhora do Almortão” (estes recomendados por José Afonso).
Já nos finais dos anos 70, João Viegas recolhe, para Tonicha, alguns temas populares que ouvira cantar a alguns dos melhores ranchos folclóricos de Portugal. Adapta ou recria as letras e mantém as músicas tradicionais. Nascem assim alguns dos temas mais populares de
Tonicha: “Tu és o Zé que fumas”, “Pestotira”, “Zumba na caneca”, “O Chico Pinguinhas”, “Sericotalho, bacalhau, azeite e alho”, entres muitos outros. Tonicha e João Viegas abrem, nos anos oitenta, no Ribatejo, o restaurante “Páteo d’Almeirim” e, durante alguns anos, Tonicha apenas canta aí, para os clientes do restaurante, muitos
dos quais, grandes grupos que vinham de todo o país, mas principalmente do norte, região que Tonicha também muito cantou.
Em 1993, Tonicha volta à ribalta e lança o seu primeiro cd de originais, “Regresso”, que esteve nos tops nacionais, vendendo milhares de cópias. Para este disco, João Viegas escreveu algumas letras que deu a musicar a grandes compositores: Nuno Nazareth
Fernandes, Rao Kyao ou Luís Pedro Fonseca.
Os temas que propomos ouvir e que pretendem prestar homenagem a este homem que acompanhou e dirigiu a carreira de Tonicha quase desde o início pertencem a esse cd -"Regresso": “O que é que eu faço?”, "Minha Terra de Agosto Desejado", "Chula", "Uma Rosa por Amor" e "Sou como a cigarra".
João Maria Viegas: Salvaterra de Magos, 1930 – Lisboa, 2013.
Paz à sua alma!
Cantemo-lo na voz da sua eterna “Menina”, Tonicha.
Arquivadores de memórias:
João Viegas,
Luís Pedro Fonseca,
Nuno Nazareth Fernandes,
Obituário,
Rão Kyao
13 de novembro de 2012
TONICHA: PELOS FÃS
| Tonicha, Francisco Marzia e João Viegas, Junho 2012 |
O site dos Festivais RTP da Canção tem vindo a publicar um perfil dos vários participantes no festival, radiografado pelo olhar atento e dedicado dos seus fãs, numa série de curiosas entrevistas a que deram o nome de «Os ídolos pelos seus fãs».
No passado mês de Outubro o perfil de Tonicha foi traçado por Francisco Marzia, autor do blogue dedicado ao seu clube de fãs. Para ler aqui.
Arquivadores de memórias:
Fotos,
João Viegas
10 de outubro de 2012
TONICHA: CANTA FOLCLORE DE PORTUGAL
MINHO - RIBATEJO - ALTO ALENTEJO
EP, RCA, S0048, ANGOLA - 1973
Voltamos à vasta discografia de Tonicha, desta vez para apresentar uma outra edição (de capa colorida, com base na conhecida foto de Tonicha junto de um moinho de vento da autoria de M. Fiuza) de um disco que tivemos oportunidade de dar a conhecer há dois meses.
Trata-se de uma edição RCA de 1973 para o mercado de Angola, do EP «Tonicha canta Folclore de Portugal» dedicado aos temas populares do Minho, Ribatejo e Alto Alentejo. Todos os temas do EP (à excepção das «Coradinhas») foram arranjados por João Viegas.
Trata-se de uma edição RCA de 1973 para o mercado de Angola, do EP «Tonicha canta Folclore de Portugal» dedicado aos temas populares do Minho, Ribatejo e Alto Alentejo. Todos os temas do EP (à excepção das «Coradinhas») foram arranjados por João Viegas.
LADO 1
1- Vai de Ruz Truz Truz (Ribatejo)
(Popular- Arranjos de João Viegas)
2- Coradinhas (Alto Alentejo)
(Popular - Arranjos de Francisco Naia)
LADO 2
1- La-Ri-Lo-Lé (Ribatejo)
(Popular - Arranjos de João Viegas)
2- Trovas Minhotas (Minho)
(Popular - Arranjos de João Viegas)
Conjunto de guitarras de Raúl Nery:
Raúl Nery (1ª guitarra)
António Chaínho (2ª guitarra)
Júlio Gomes (viola)
José Maria Nóbrega (viola baixo)
Arquivadores de memórias:
António Chainho,
Discografia,
Edição angolana,
Folclore,
Francisco Naia,
João Viegas,
José Maria Nóbrega,
Júlio Gomes,
M. Fiúza (Fotógrafo),
Raúl Nery,
RCA,
Tonicha canta Folclore de Portugal
13 de julho de 2012
TONICHA CANTA FOLCLORE DE PORTUGAL

MINHO - RIBATEJO - ALTO ALENTEJO
EP, RCA, S0048, ANGOLA - 1973
A edição para o mercado de Angola do EP «Tonicha canta Folclore de Portugal» foi lançada pela RCA no ano de 1973. Recordamos que este mesmo EP tinha conhecido edição portuguesa no ano de 1970. Esta diferença de 3 anos, entre o lançamento nos dois mercados, deveu-se a uma estratégia da RCA para culmatar a saída da cantora da editora (que ingressara na Zip-Zip para concorrer ao Festival RTP da Canção de 1971) e assim tirar partido do sucesso que Tonicha teve com esse festival.
LADO 1
1- Vai de Ruz Truz Truz (Ribatejo)
(Popular- Arranjos de João Viegas)
2- Coradinhas (Alto Alentejo)
(Popular - Arranjos de Francisco Naia)
LADO 2
1- La-Ri-Lo-Lé (Ribatejo)
(Popular - Arranjos de João Viegas)
2- Trovas Minhotas (Minho)
(Arranjos de João Viegas)
Conjunto de guitarras de Raúl Nery:
Raúl Nery (1ª guitarra)
António Chaínho (2ª guitarra)
Júlio Gomes (viola)
José Maria Nóbrega (viola baixo)
Arquivadores de memórias:
António Chaínho,
Discografia,
Edição angolana,
Folclore,
Francisco Naia,
João Viegas,
José Maria Nóbrega,
Júlio Gomes,
M. Fiúza (Fotógrafo),
Raúl Nery,
RCA,
Tonicha canta Folclore de Portugal
28 de abril de 2012
TONICHA: ANTOLOGIA 77/97
PASSATEMPO 4
Indique o nome do LP de Tonicha a que pertencem as seguintes canções incluídas neste cd: "Canção da Rosalinda"; "Canção da Alegria"; "Canção sem ti"; "Maria da Conceição"; "Menino d'Oiro, Menino de Lata".
Parabéns ao JOAQUIM HENRIQUE COIMBRA, de Orada-Borba!
Foi o primeiro leitor a responder corretamente.
Estas canções pertencem ao LP "Ela por Ela", de 1980. As composições são da autoria de Carlos Mendes e de Pedro Osório. As letras são todas do poeta Joaquim Pessoa. Os arranjos e a direção de orquestra pertencem a Pedro Osório. A produção foi de João Viegas para a Polygram.
Arquivadores de memórias:
Carlos Mendes,
Ela por Ela (1980),
João Viegas,
Joaquim Pessoa,
Passatempo,
Pedro Osório
12 de fevereiro de 2012
TONICHA - REGRESSO
PASSATEMPO 2
«João Maria Viegas, que tem o pseudónimo J. Libório, assina a letra de alguns temas deste disco. Qual o seu grau de parentesco com Tonicha?»
Parabéns ao António Freitas, de Lisboa!
Foi o primeiro a responder acertadamente.
João Maria Viegas, que assina com o pseudónimo J. Libório alguns temas popularizados por Tonicha, é marido da cantora.

FOTO: Tonicha e o marido João Viegas na apresentação do LP "Cantigas duma terra à beira mar", 1977
«João Maria Viegas, que tem o pseudónimo J. Libório, assina a letra de alguns temas deste disco. Qual o seu grau de parentesco com Tonicha?»
Parabéns ao António Freitas, de Lisboa!
Foi o primeiro a responder acertadamente.
João Maria Viegas, que assina com o pseudónimo J. Libório alguns temas popularizados por Tonicha, é marido da cantora.
FOTO: Tonicha e o marido João Viegas na apresentação do LP "Cantigas duma terra à beira mar", 1977
Arquivadores de memórias:
Cantigas duma terra à beira mar (1977),
Imprensa,
João Viegas,
Passatempo
10 de fevereiro de 2012
TONICHA: REGRESSO
PASSATEMPO 2

Continuamos a comemorar o próximo aniversário de Tonicha (08 de Março) com os nossos leitores.
Para o passatempo de hoje vamos oferecer o primeiro CD de originais da cantora. Lançado em 1993, o "Regresso" teve chancela da Polygram. Para o ganhar só tem que ser o primeiro a responder acertadamente, para o e-mail do blogue, à pergunta:
«João Maria Viegas, que tem o pseudónimo J. Libório, assina a letra de alguns temas deste disco. Qual o seu grau de parentesco com Tonicha?»
Concorra, acerte e enviamos-lhe o CD para casa!

Continuamos a comemorar o próximo aniversário de Tonicha (08 de Março) com os nossos leitores.
Para o passatempo de hoje vamos oferecer o primeiro CD de originais da cantora. Lançado em 1993, o "Regresso" teve chancela da Polygram. Para o ganhar só tem que ser o primeiro a responder acertadamente, para o e-mail do blogue, à pergunta:
«João Maria Viegas, que tem o pseudónimo J. Libório, assina a letra de alguns temas deste disco. Qual o seu grau de parentesco com Tonicha?»
Concorra, acerte e enviamos-lhe o CD para casa!
Arquivadores de memórias:
João Viegas,
Passatempo,
Regresso (1993)
4 de março de 2009
TONICHA: FARRAPEIRA
SÃO JOÃO
EP, ORFEU, ATEP 6713

Depois do espectáculo no Redondo, no acolhedor Auditório do Centro Cultural, continuamos a apresentação da discografia de Tonicha referente aos anos 70.
"Farrapeira" foi o último disco que Tonicha gravou para a editora ORFEU, em 1976.
O disco prolonga a parceria com Jorge Palma como autor dos arranjos das 4 canções populares. A produção essa ficou a cargo de João Viegas.
A bela capa deste EP reproduz a fotografia de Tonicha do álbum "CANTIGAS POPULARES", aqui multiplicada por quatro.
FACE A
FARRAPEIRA
(Popular/Arranjos: Jorge Palma)
S. JOÃO
(Popular/Arranjos: Jorge Palma)
FACE B
FADO
(Popular/Arranjos: Jorge Palma)
POVEIRINHA
(Popular/Arranjos: Jorge Palma)
Produtor: João Viegas
Orquestrador musical: Jorge Palma
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SÃO JOÃO
(Popular/Arranjos: Jorge Palma)
São João lá vem, lá vem
Ai se lá vem deixai-o vir
Ai ele é menino mimoso
Ai vai ao céu e torna a vir.
Refrão:
Estas é que são as saias
Estas calças é que são
Foram feitas e talhadas
Na manhã de São João
Foram feitas e talhadas
Na manhã de São João
(2x)
São João caiu na casa
Ai lá para os lados da ribeira
Ai haja quem lhe dê a cama
Que eu lhe darei a madeira.
Refrão (2x).
Dos temas presentes neste EP editados pela Orfeu e cujos direitos de publicação actualmente pertencem à editora Movieplay, apenas dois deles viram a sua reedição em CD. Trata-se dos temas "Fado" e "São João" que integraram o CD1 da "ANTOLOGIA 1971-1977" lançado no mercado em 2004 e já aqui apresentado.
Continuamos a aguardar que, em boa hora e para alegria dos muitos fãs, a Movieplay se recorde de reeditar o restante (e numeroso) material discográfico de Tonicha que nunca teve a sua reedição em formato CD.
.jpg)
FADO
(Popular/Arranjos: Jorge Palma)
Ai quem me dera uma lima
Para limar a garganta
Ai quem me dera uma lima
Para limar a garganta
Para cantar como a rola
Como a rola ninguém canta
Para cantar como a rola
Como a rola ninguém canta.
Já lá vai já se acabou
O tempo em que te amava
Já lá vai já se acabou
O tempo em que te amava
Tinha olhos e não via
Na cegueira em que eu andava
Tinha olhos e não via
Na cegueira em que eu andava.
É pena ou não é pena
De pena sinto aqui
É pena ou não é pena
De pena sinto aqui
Ontem pena ai de te ver
Hoje pena que te não vi
Ontem pena ai de te ver
Hoje pena que te não vi.
Escrevi na branca areia
o retrato do meu bem
Escrevi na branca areia
o retrato do meu bem
Escrevi e rasguei logo
Com medo não visse alguém
Escrevi e rasguei logo
Com medo não visse alguém.
EP, ORFEU, ATEP 6713

Depois do espectáculo no Redondo, no acolhedor Auditório do Centro Cultural, continuamos a apresentação da discografia de Tonicha referente aos anos 70.
"Farrapeira" foi o último disco que Tonicha gravou para a editora ORFEU, em 1976.
O disco prolonga a parceria com Jorge Palma como autor dos arranjos das 4 canções populares. A produção essa ficou a cargo de João Viegas.
A bela capa deste EP reproduz a fotografia de Tonicha do álbum "CANTIGAS POPULARES", aqui multiplicada por quatro.
FACE A
FARRAPEIRA
(Popular/Arranjos: Jorge Palma)
S. JOÃO
(Popular/Arranjos: Jorge Palma)
FACE B
FADO
(Popular/Arranjos: Jorge Palma)
POVEIRINHA
(Popular/Arranjos: Jorge Palma)
Produtor: João Viegas
Orquestrador musical: Jorge Palma
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SÃO JOÃO
(Popular/Arranjos: Jorge Palma)
São João lá vem, lá vem
Ai se lá vem deixai-o vir
Ai ele é menino mimoso
Ai vai ao céu e torna a vir.
Refrão:
Estas é que são as saias
Estas calças é que são
Foram feitas e talhadas
Na manhã de São João
Foram feitas e talhadas
Na manhã de São João
(2x)
São João caiu na casa
Ai lá para os lados da ribeira
Ai haja quem lhe dê a cama
Que eu lhe darei a madeira.
Refrão (2x).
Dos temas presentes neste EP editados pela Orfeu e cujos direitos de publicação actualmente pertencem à editora Movieplay, apenas dois deles viram a sua reedição em CD. Trata-se dos temas "Fado" e "São João" que integraram o CD1 da "ANTOLOGIA 1971-1977" lançado no mercado em 2004 e já aqui apresentado.
Continuamos a aguardar que, em boa hora e para alegria dos muitos fãs, a Movieplay se recorde de reeditar o restante (e numeroso) material discográfico de Tonicha que nunca teve a sua reedição em formato CD.
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FADO
(Popular/Arranjos: Jorge Palma)
Ai quem me dera uma lima
Para limar a garganta
Ai quem me dera uma lima
Para limar a garganta
Para cantar como a rola
Como a rola ninguém canta
Para cantar como a rola
Como a rola ninguém canta.
Já lá vai já se acabou
O tempo em que te amava
Já lá vai já se acabou
O tempo em que te amava
Tinha olhos e não via
Na cegueira em que eu andava
Tinha olhos e não via
Na cegueira em que eu andava.
É pena ou não é pena
De pena sinto aqui
É pena ou não é pena
De pena sinto aqui
Ontem pena ai de te ver
Hoje pena que te não vi
Ontem pena ai de te ver
Hoje pena que te não vi.
Escrevi na branca areia
o retrato do meu bem
Escrevi na branca areia
o retrato do meu bem
Escrevi e rasguei logo
Com medo não visse alguém
Escrevi e rasguei logo
Com medo não visse alguém.
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Antologia 1971-1977,
Cancioneiro Popular Português,
EP,
João Viegas,
Jorge Palma,
Letras,
Orfeu
5 de fevereiro de 2009
PRÓXIMO DOMINGO
JORNAL 24 HORAS
Não perca na edição do Jornal 24 Horas do próximo domingo, dia 8 de Fevereiro de 2009, um artigo sobre a cantora Tonicha.
Um retrato-perfil da cantora pelas palavras do jornalista Carlos Castro que, segundo diz: "Faz semana a semana este retrato de GENTE grande dum país que se chamava Portugal. Porque tenho memória".

Festival RTP da Canção 1978, in RTP Memória
Já na edição Nº 3022 de 16 de Dezembro de 2008 do jornal 24 Horas, numa coluna designada "Fui eu que disse", o jornalista Carlos Castro escreveu o seguinte:
"ADORO resistentes. Combatentes. Falo do João Viegas, o homem que fez do cancioneiro português uma grande parte da cultura musical deste país. Repescando cantigas como as do Zeca Afonso, criou um quinteto alentejano de vozes e músicos excelentes. No acompanhamento da que é uma senhora cantora. TONICHA continua a ser esse símbolo. E os seus espectáculos são como as amoras frescas das nossas vidas. Força João, que os bravos vão sempre à luta!"
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in Jornal 24 Horas, edição nº3022 de 16/12/2008, página 28
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in Jornal 24 Horas, edição nº3022 de 16/12/2008, página 28
Não perca na edição do Jornal 24 Horas do próximo domingo, dia 8 de Fevereiro de 2009, um artigo sobre a cantora Tonicha.
Um retrato-perfil da cantora pelas palavras do jornalista Carlos Castro que, segundo diz: "Faz semana a semana este retrato de GENTE grande dum país que se chamava Portugal. Porque tenho memória".

Festival RTP da Canção 1978, in RTP Memória
Já na edição Nº 3022 de 16 de Dezembro de 2008 do jornal 24 Horas, numa coluna designada "Fui eu que disse", o jornalista Carlos Castro escreveu o seguinte:
"ADORO resistentes. Combatentes. Falo do João Viegas, o homem que fez do cancioneiro português uma grande parte da cultura musical deste país. Repescando cantigas como as do Zeca Afonso, criou um quinteto alentejano de vozes e músicos excelentes. No acompanhamento da que é uma senhora cantora. TONICHA continua a ser esse símbolo. E os seus espectáculos são como as amoras frescas das nossas vidas. Força João, que os bravos vão sempre à luta!"
in Jornal 24 Horas, edição nº3022 de 16/12/2008, página 28
in Jornal 24 Horas, edição nº3022 de 16/12/2008, página 28
Arquivadores de memórias:
Imprensa,
João Viegas
20 de dezembro de 2008
TONICHA: VAI DE RUZ-TRUZ-TRUZ
"CANÇÕES d'AQUÉM E d'ALÉM TEJO"
(CD, Polygram, 1995)
Em "CANÇÕES d'AQUÉM E d'ALÉM TEJO", editado em 1995 para a Polygram, Tonicha volta a gravar alguns dos temas do cancioneiro popular português que foram êxitos seus nos anos 60 e 70. É considerado por muitos um dos seus melhores álbuns, pela sua produção muito cuidada e músicos de altíssima qualidade (da Brigada Vitor Jara, ao professor Fontes Rocha - guitarra portuguesa - e a colaboração do Grupo Coral e Etnográfico da Casa do Povo de Serpa).
Toda a selecção de material etnográfico, a produção executiva e a supervisão estiveram a cargo de João Viegas.

Para este álbum, bem como para o vídeoclip que agora se encontra disponível no YouTube ("Vai de Ruz-Truz-Truz"), Tonicha usou uma saia e uma blusa desenhadas pelo falecido estilista José Carlos. O clip foi gravado na bela Constância, conhecida por ter sido local de residência do poeta Luís de Camões. A realização, muito bem conseguida, é de Vitor Mamede e mostra-nos imagens de uma Tonicha (talvez) mais bonita que nunca.
Temos que deixar o nosso apreço à Universal Music (Portugal) pela iniciativa de ter disponibilzado no canal YouTube o vídeoclip. Bem-hajam!
VAI DE RUZ-TRUZ TRUZ (Ribatejo)
Letra: popular/adaptação: João Viegas
Música: popular/arranjos: Naná Sousa Dias


Este bailarico é novo
Nem todos o sabem dançar
Vai de ruz truz truz
Vai de raz traz traz
Sou o teu amor
És o meu rapaz


Tem um requebro no meio
Nem todos lho sabem dar
Vai de ruz truz truz
Vai de raz traz traz
Sou o teu amor
És o meu rapaz


A moda do bailarico
Lírios à borda da vala
Vai de ruz truz truz
Vai de raz traz traz
Sou o teu amor
És o meu rapaz


Amor segue os teus intentos
Deixa lá falar quem fala
Vai de ruz truz truz
Vai de raz traz traz
Sou o teu amor
És o meu rapaz


Se eu for presa por cantar
Não calarei a garganta
Vai de ruz truz truz
Vai de raz traz traz
Sou o teu amor
És o meu rapaz


Eu sou como um passarinho
Que até na gaiola canta
Vai de ruz truz truz
Vai de raz traz traz
Sou o teu amor
És o meu rapaz


Eu sou como um passarinho
Que até na gaiola canta
Vai de ruz truz truz
Vai de raz traz traz
Sou o teu amor
És o meu rapaz


Vai de ruz truz truz
Vai de raz traz traz
Sou o teu amor
És o meu rapaz


Veja o vídeo no YouTube:
http://br.youtube.com/watch?v=cPRpitAyL5U
(escolha a opção "assistir em alta qualidade")

(CD, Polygram, 1995)
Em "CANÇÕES d'AQUÉM E d'ALÉM TEJO", editado em 1995 para a Polygram, Tonicha volta a gravar alguns dos temas do cancioneiro popular português que foram êxitos seus nos anos 60 e 70. É considerado por muitos um dos seus melhores álbuns, pela sua produção muito cuidada e músicos de altíssima qualidade (da Brigada Vitor Jara, ao professor Fontes Rocha - guitarra portuguesa - e a colaboração do Grupo Coral e Etnográfico da Casa do Povo de Serpa).
Toda a selecção de material etnográfico, a produção executiva e a supervisão estiveram a cargo de João Viegas.
Para este álbum, bem como para o vídeoclip que agora se encontra disponível no YouTube ("Vai de Ruz-Truz-Truz"), Tonicha usou uma saia e uma blusa desenhadas pelo falecido estilista José Carlos. O clip foi gravado na bela Constância, conhecida por ter sido local de residência do poeta Luís de Camões. A realização, muito bem conseguida, é de Vitor Mamede e mostra-nos imagens de uma Tonicha (talvez) mais bonita que nunca.
Temos que deixar o nosso apreço à Universal Music (Portugal) pela iniciativa de ter disponibilzado no canal YouTube o vídeoclip. Bem-hajam!
VAI DE RUZ-TRUZ TRUZ (Ribatejo)
Letra: popular/adaptação: João Viegas
Música: popular/arranjos: Naná Sousa Dias


Este bailarico é novo
Nem todos o sabem dançar
Vai de ruz truz truz
Vai de raz traz traz
Sou o teu amor
És o meu rapaz


Tem um requebro no meio
Nem todos lho sabem dar
Vai de ruz truz truz
Vai de raz traz traz
Sou o teu amor
És o meu rapaz


A moda do bailarico
Lírios à borda da vala
Vai de ruz truz truz
Vai de raz traz traz
Sou o teu amor
És o meu rapaz


Amor segue os teus intentos
Deixa lá falar quem fala
Vai de ruz truz truz
Vai de raz traz traz
Sou o teu amor
És o meu rapaz


Se eu for presa por cantar
Não calarei a garganta
Vai de ruz truz truz
Vai de raz traz traz
Sou o teu amor
És o meu rapaz


Eu sou como um passarinho
Que até na gaiola canta
Vai de ruz truz truz
Vai de raz traz traz
Sou o teu amor
És o meu rapaz


Eu sou como um passarinho
Que até na gaiola canta
Vai de ruz truz truz
Vai de raz traz traz
Sou o teu amor
És o meu rapaz


Vai de ruz truz truz
Vai de raz traz traz
Sou o teu amor
És o meu rapaz


Veja o vídeo no YouTube:
http://br.youtube.com/watch?v=cPRpitAyL5U
(escolha a opção "assistir em alta qualidade")

Arquivadores de memórias:
Cancioneiro Popular Português,
Canções d'aquém e d'além Tejo (1995),
João Viegas,
Vídeos








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