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30 de março de 2026

Zumba na Caneca

Redescobrimos um vídeo no youtube: Tonicha, em Lisboa, canta "Zumba na Caneca".

15 de outubro de 2020

OS MAIORES SUCESSOS DE TONICHA













A Universal Music Portugal disponilizou hoje este LP de Tonicha nas plataformas digitais (Spotify, Itunes, Youtube). É uma compilação de 1980, com os grandes êxitos da cantora, mas também com dois medleys originais: "Tiro liro liro/ Rebola a bola/ A saia da Carolina" e "Ora vai tu/ Ora bate bate/ Ora viva a pândega". As letras são todas de J. Libório ou populares e as músicas, todas populares. Os arranjos são de Thilo Krasmann. A produção é de João Maria Viegas, (falecido) marido da Tonicha.

 

29 de janeiro de 2009

CANTIGAS DUMA TERRA À BEIRA MAR

VIRA DA DESGARRADA
LP, POLIDOR, 2480 431

Nos idos anos 70, década de grande actividade artística da cantora Tonicha e em que foram gravados muitos dos álbuns que contêm algumas das suas canções mais marcantes, e que ainda hoje povoam o imaginário popular português, Tonicha gravou o LP "CANTIGAS DUMA TERRA À BEIRA MAR" para a editora Polydor (Phonogram).



Foi no ano de 1977 que foi apresentado ao público em conferência de imprensa o LP "CANTIGAS DUMA TERRA À BEIRA MAR".
Deste LP foram editados dois singles, que já aqui apresentámos: "Tu és o Zé que fumas", que manteve a capa do álbum e incluiu os temas "Tu és o Zé que fumas" e "Cana Verde", e o single "Pestotira", que incluiu "Pestotira" e "Vira da desgarrada".



O repertório é do Cancioneiro Popular Português, o que é bem visível no título dado ao álbum numa clara alusão às cantigas do "nosso país", o nosso Portugal "à beira mar plantado".
Todos os títulos são populares com arranjo de J. Libório, pseudónimo de João Maria Viegas, marido de Tonicha, com que assinou muitos dos trabalhos da cantora. Deste leque de canções, apenas "VINHO NOVO" não é popular e tem letra do poeta Joaquim Pessoa.

FACE A
VIRA DA DESGARRADA
ROSAS DO MEU JARDIM
PESTOTIRA
FESTA DE CASAMENTO
CIRANDA
CANA VERDE

FACE B
TU ÉS O ZÉ QUE FUMAS
BAILARICO SALOIO
NO ALTO DAQUELA SERRA
VINHO NOVO
AS POMBINHAS DA CATRINA
CANA, REAL DAS CANAS




Na contracapa do disco consta uma bela fotografia de uma jovem Tonicha, na altura com 31 anos, de microfone na mão a cantar no seu jeito muito característico. Lamentavelmente durante as nossas pesquisas não encontrámos nenhuma referência ao autor desta foto.

ROSAS DO MEU JARDIM
(Popular)

Tu dizes que não há rosas
Nem brancas nem amarelas
Anda cá para o meu peito
Se queres ver um jardim delas.

REFRÃO:
Ó rosa não consintas
Que o cravo te ponha a mão
Que a rosa desmaiada
Já não tem essa canção.

Ó minha rosa encarnada
Criadinha ao pé do tanque
Dá-lhe o vento, dá-lhe a chuva
Cada vez está mais brilhante.

REFRÃO

Rosa que estás na roseira
Deixa-te estar fechadinha
Vou agora à minha terra
Quando vier serás minha.

REFRÃO

A rosa jurou ao lírio
Amizade sem ter fim
Agora namora um cravo
As rosas são sempre assim.


NOVA GENTE, nº 65, edição de 14 a 20 de Dezembro de 1977

A apresentação pública do disco foi feita com intensa cobertura radiofónica e com direito a artigos na imprensa escrita. É devido à gentileza de Tonicha e João Viegas, que nos emprestaram este material, que nos é possível apresentar a notícia e algumas das imagens que a imprensa escrita da época publicou.
No artigo de duas páginas publicado na Revista NOVA GENTE nº 65, edição de 14 a 20 de Dezembro de 1977, com o título "Tonicha apresentou o seu último disco!", pode ler-se:

«Há dias, no "Arraial", a Phonogram apresentou o último LP de Tonicha - cantigas duma terra à beira mar -. Reunião profundamente agradável onde a "máquina" da Rádio esteve presente, e muito bem, pois mais do que nunca a consciencialização neste sector, imperiosamente, reclama por continuação de directrizes idênticas à apresentada nessa noite no "Arraial". Bons profissionais defendendo bom trabalho.
Tonicha estreou-se no mundo da canção portuguesa em 1964. Presentemente é a artista que mais discos vende em Portugal. 40 discos e 16 prémios, algumas das distinções na carreira desta jovem alentejana que descobre o cantar do seu País na voz com que o canta.»


Aqui ficam as imagens:


in NOVA GENTE nº 65, edição de 14 a 20 de Dezembro, 1977


in NOVA GENTE nº 65, edição de 14 a 20 de Dezembro, 1977

Na legenda pode ler-se:
"Júlio Montenegro conversa com uma das primeiras se não a primeira figura da canção ligeira portuguesa."


in NOVA GENTE nº 65, edição de 14 a 20 de Dezembro, 1977


in NOVA GENTE nº 65, edição de 14 a 20 de Dezembro, 1977


in NOVA GENTE nº 65, edição de 14 a 20 de Dezembro, 1977

Aqui ficam as duas páginas completas que a revista NOVA GENTE dedicou ao lançamento do LP de Tonicha "CANTIGAS DUMA TERRA À BEIRA MAR":


in NOVA GENTE nº 65, edição de 14 a 20 de Dezembro, 1977


in NOVA GENTE nº 65, edição de 14 a 20 de Dezembro, 1977

9 de janeiro de 2009

PESTOTIRA

VIRA DA DESGARRADA SINGLE, POLYDOR, 2063033 As canções incluídas neste single da Polydor, de 1978, foram extraídas do LP "CANTIGAS DUMA TERRA À BEIRA MAR", editado pela mesma etiqueta em 1977, e que brevemente apresentaremos. A fotografia da capa, pertencente à mesma série do single "O Menino" (Polydor, 1976), cujo autor desconhecemos, apresenta-nos uma Tonicha "à la page" dos anos 70: calça de ganga à boca de sino que tanto furor fez na época. FACE 1 PESTOTIRA (Popular/Arranjo: J. Libório) FACE 2 VIRA DA DESGARRADA (Popular/Arranjo: J. Libório) Estes dois temas foram reeditados em CD e podem ser ouvidos no álbum "CANÇÕES PARA OS MEUS NETOS..." (Universal, 2008). O tema "Pestotira" pode também ser ouvido no CD "OS MAIORES SUCESSOS" (Polygram, 1990), assim como na "ANTOLOGIA 77-97" (Universal, 2007) e no mais recente CD de Tonicha, "CANTOS DA VIDA" (Farol, 2008). VIRA DA DESGARRADA (Popular/Arranjo: J. Libório) Ai amor toma lá pinhões Ai que eu venho agora da feira. Ai amor toma lá pinhões Ai que eu venho agora da feira. Ai casar e ganhar pra ti Ai mais valia estar solteira. Ai casar e ganhar pra ti Ai mais valia estar solteira. Refrão: Ai o vira da desgarrada É dançado com jeitinho É batido e valseado Ai nos braços do meu amorzinho. Ai amor toma lá pinhões Ai que eu venho de Santarém. Ai amor toma lá pinhões Ai que eu venho de Santarém. Ai casar e ganhar pra ti Ai calhava-te muito bem. Ai casar e ganhar pra ti Ai calhava-te muito bem. Refrão (1x) Ai amor fazes um vistão Ai montado no teu cavalo. Ai amor fazes um vistão Ai montado no teu cavalo. Ai saudades de ti me dão Ai nos dias em que te não falo. Ai saudades de ti me dão Ai nos dias em que te não falo. Refrão (1x)

8 de dezembro de 2008

TONICHA: SUCESSOS POPULARES

ANTOLOGIA
LP, POLYGRAM,

Assim é a internet, assim são os leilões, assim são as feiras... quando menos se espera encontra-se mais uma antologia de Tonicha, ainda datada dos anos 80.
Trata-se de um LP de vinil editado pela Polygram no ano de 1987. Deram-lhe o nome "Sucessos Populares" porque reune uma dezena daquelas canções que todos conhecem e cantam.



LADO 1

ZUMBA NA CANECA
(Popular/J.Libório)
PULGUINHAS
(António Pinho/Tozé Brito)
MARCHA DA MOURARIA
(Raul Ferrão/Frederico de Brito)
SERICOTALHO
(Popular/J.Libório)
CHICO PINGUINHAS
(Popular/J.Libório)

LADO 2

GAITEIRO PORTUGUÊS
(Popular/J.Libório)
ZÉ QUE FUMAS
(Popular/Arr: J.Libório)
PESTOTIRA
(Popular/Arr: J.Libório)
VIRA DOS MALMEQUERES
(Popular)
FADINHO DA COMIDA
(António Pinho/Nuno Rodrigues)

A maioria dos temas desta compilação já tinha sido editada em single.
"Zumba na Caneca", "Pulguinhas", "Marcha da Mouraria", "Chico Pinguinhas", "Gaiteiro português", "Zé que fumas", "Pestotira" e "Fadinho da Comida" foram todos LADO A dos singles.

"Sericotalho" foi LADO B do single "Gaiteiro português".
"Vira dos malmequeres" foi editado pela RCA, num EP já aqui apresentado, com o título "Modas do Ribatejo".
"Pestotira", antes de ter saído em single, fora editado no LP "Cantigas duma terra à beira mar".

Curiosamanete a fotografia de Tonicha a preto e branco da capa deste LP (autor desconhecido), é da mesma série do disco que apresentámos anteriormente, a selecção "Superestrelas da Música Portuguesa", das Selecções do Reader's Digest.

23 de novembro de 2008

TONICHA: SUPERESTRELAS

DA MÚSICA PORTUGUESA
LP, READERS DIGEST, nº8



Para encerrarmos o acervo relativo aos anos 80 da carreira de Tonicha (pelo menos enquanto não descobrimos mais material), dedicamos o post de hoje a dois trabalhos feitos nesta década.
A Selecção do Reader's Digest editou uma caixa com 8 LP dedicada aos maiores cantores da música portuguesa a que chamou "SUPERESTRELAS DA MÚSICA PORTUGUESA". Cada LP incluía dois cantores, um em cada face. Excepção: Amália teve direito a um LP só para ela.
O LP número 8 juntou curiosamente, visto já terem trabalhados juntos, Tonicha e José Cid. A face A inclui os temas de Tonicha e a B os de Cid.

FACE A - TONICHA

PESTOTIRA
(Popular/Arranjo: J. Libório)
ZÉ QUE FUMAS
(Popular/Arranjo: J. Libório)
ZUMBA NA CANECA
(J. Libório/popular/Arranjo: Thilo Krasmann)
O GAITEIRO PORTUGUÊS
(J. Libório/popular/Arranjo: Thilo Krasmann)
NO ALTO DAQUELA SERRA
(Popular/Arranjo: J. Libório)
TI ZÉ DA HORTA
(J. Libório/popular/Arranjo: Thilo Krasmann)

A edição incluía na contracapa o seguinte texto sobre a nossa cantora:

"Se a especialização pode ser considerada limitação, então retiremos o termo, porque essa não é nossa intenção ao pretendermos que Tonicha é sem dúvida uma especialista, isto é um elogio, na criação e divulgação a nível nacional de números do nosso folclore que ela tem o dom raro para retirar do anonimato em que se encontram, e revivendo-os, na sua característica maneira de cantar, lhes dar celebridade e ao recuperá-los, contribui para a valorização da nossa música popular.
Música popular que muitos pretendem não dever ser afastada do meio criador, os locais de trabalho onde o povo, com uma necessidade de expansão e criatividade imaginativa, associa ao trabalho físico o prazer artístico espontâneo e ingénuo, ora leve, ora profundo, mas sempre de uma riqueza melódica capaz de interessar até o mais cosmopolita dos ouvintes.
O entendimento que aqui se diz, por parte dos organizadores deste álbum, levou-os a incluir, na certeza de irem ao encontro do gosto do público em geral, os mais conhecidos títulos do repertório de Tonicha, que todos sem excepção são do conhecimento da maioria dos ouvintes.
Quem não se lembra da graça de Pestotira, da malícia de Zé que fumas, da modernidade do Gaiteiro português, do lirismo de Do alto daquela serra e da brejeirice de Ti Zé da horta? "




1985
ABRAÇO A MOÇAMBIQUE



"Abraço a Moçambique" foi um projecto feito em parceria com a RTP e a RDP e a colaboração de diversas editoras, que permitiram a participação dos seus cantores na gravação deste tema. A direcção musical foi de Pedro Osório.
Todos os lucros obtidos com este disco, segundo consta na contracapa, foram oferecidos ao povo moçambicano.
A nossa Tonicha também participou nesta iniciativa de solidariedade, cantando a solo e em dueto com o Raul Indipwo.

18 de novembro de 2008

OS MAIORES SUCESSOS DE TONICHA

ANTOLOGIA
DE 1977-1980
LP, POLYGRAM,



Ainda durante o ano de 1981, a editora Polygram lançou um LP com alguns dos maiores sucessos de Tonicha, a que chamaram precisamente "OS MAIORES SUCESSOS DE TONICHA".
Trata-se de uma bela edição em LP, com a particularidade de que as canções recolhidas vão de 1977 a 1980. Desconhecem-se os autores das fotografias da capa e contracapa.
As três primeiras canções de cada face do LP estão compostas em meddley e foram arranjadas deste jeito de propósito para este álbum.

FACE A
(a1) Tiro-liro-liro
(a1) Rebola a bola
(a1) A saia da Carolina
(a2) O chico pinguinhas
(a2) Sericotalho, bacalhau, azeite e alho
(a3) Ti Zé da horta
(b4) Tu és o Zé que fumas

FACE B
(a1) Ora vai tu
(a1) Ora bate, bate
(a1) Ora viva a pândega
(a3) Zumba na caneca
(a2) Gaiteiro português
(a2) Quadrilha de cinfães
(b4) Pestotira

(a)
Letras de: J. LIBÓRIO
Músicas populares
Arranjos de: THILO KRASMANN

(b)
Letras e músicas populares
Arranjos de: J. LIBÓRIO

1) 1980 2) 1979 3) 1978 4) 1977

3 de novembro de 2008

TONICHA: FOLIADA PORTUGUESA

FOLCLORE
LP, POLYGRAM,

Uma homenagem feita pela Sociedade Capricho (de Beja) onde Tonicha começou a cantar em pequena, um espectáculo de solidariedade para a Liga Portuguesa contra o Cancro em Santiago do Cacém, um espectáculo com os "Cinco Alentejanos" no Alvito no dia 01 de Novembro...a nossa menina tem andado ocupada.

A propósito da homenagem que a Sociedade Capricho de Beja prestou a Tonicha e onde sabemos que cantaram "O mar enrola na areia", viajamos até 1983, ano da publicação do LP "Foliada Portuguesa", para a etiqueta Polygram.



O LP tem uma das capas mais curiosas dos discos de Tonicha. Extremamente adequado ao título e conteúdo do disco, "Foliada Portuguesa" está concebido com um arranjo gráfico alusivo ao bordado português. Trata-se de um bordado em ponto cruz com motivos de folclore, representando uma cena de baile. No pano estão bordados também o nome da cantora e o título do LP.

A selecção de temas esteve a cargo de João Viegas.
Os arranjos de base são da autoria de António Pinho e Shegundo Galarza; este último assinando também as orquestrações. António Pinho foi também produtor do álbum.



LADO A

TODOS ME QUEREM
(POPULAR)
NÃO VÁS AO MAR TÓNHO
(POPULAR)
MALMEQUER, BEM ME QUER
(POPULAR/J. LIBÓRIO)
OS OLHOS DO MEU AMOR
(POPULAR/J. LIBÓRIO)
TORRADINHAS
(POPULAR)

LADO B

O MAR ENROLA NA AREIA
(POPULAR)
ROSINHA
(POPULAR)
AS VIZINHAS
(POPULAR/J. LIBÓRIO)
ADIAFAS EM SETEMBRO
(POPULAR/J. LIBÓRIO)
DANÇA DAS ROMARIAS
(POPULAR)

15 de outubro de 2008

TONICHA NA RTP

A MINHA GERAÇÃO



Já no próximo domingo, dia 19 Outubro/2008, teremos oportunidade de rever Tonicha nos ecrãs da RTP.
Tonicha é convidada do programa "A Minha Geração" apresentado por Catarina Furtado e que é dedicado aos anos 70. Trata-se de um espectáculo ao vivo e transmitido em directo.
Segundo informações a que tivemos acesso, em princípio, teremos oportunidade de ouvir Tonicha cantar:

"Menina", 1971
(Ary dos Santos/Nuno Nazareth Fernandes)
"Os bravos", 1973
(popular: Açores - Ilha Terceira)
"Zumba na Caneca", 1978
(José Libório/popular)



Sobre o programa "A minha Geração", pode ler-se no site da RTP:

"A Minha Geração tem como base os grandes acontecimentos históricos desde 1960 até ao presente, recorrendo a imagens de arquivo para melhor contextualização do público. O fio condutor é a música-entendida como forma privilegiada de identificação de diferentes gerações-apresentada década a década, e organizada em torno dos temas culturais, politicos, sociais ou científicos mais marcantes de cada uma das décadas em causa. É também objectivo deste projecto apresentar testemunhos pessoais de quem tenha tido a oportunidade de viver alguns momentos mais importantes dos últimos 50 anos."

14 de junho de 2008

A VEZ E A VOZ DE TONICHA

DEIXEM PASSAR A MÚSICA, RTP

Em 1984 a RTP dedicou-lhe um programa da série "DEIXEM PASSAR A MÚSICA".
No domingo de Páscoa de 1984 a RTP transmitiu o programa "A VEZ E A VOZ DE TONICHA", que contou com a participação de dançarinos do Minho, do Ribatejo e do Algarve, assim como do actor Vítor de Sousa que declamou poemas de Ary dos Santos e Manuel da Fonseca.
Foram feitos vídeos para ilustrarem algumas das suas canções mais populares, como "Zumba na Caneca" e "Não vás ao mar Tonho".





PINGA AMOR
SINGLE, POLYGRAM (POLYDOR), 881 049-7

Em 1984, Tonicha grava duas canções antigas que tinham sido êxitos há muitas décadas atrás, nas vozes de outras glórias da música popular.
"Pinga amor", com letra e música de A. Silva, foi mais um êxito.
No lado B do single encontramos "Canção do futebol" de Tomaz R. Colaço e Frederico de Freitas. O disco é uma produção de António Pinho, com arranjos de Shegundo Galarza para a Polygram.



PINGA AMOR
(Letra e Música: A. Silva)

Quando na rua
Você vê alguma loira
Você até quase estoira
Se não se mete com ela.
Mas se a pequena
Em vez de loira é morena
Você faz-lhe a mesma cena
O que você quer é trela.

Vai logo atrás
Diz-lhe que é um bom rapaz
E que de tudo é capaz
Por uma mulher tão dura.
E se a mulher
Acredita o que disser
Vai atrás de outra qualquer
Que aquela já está segura.

REFRÃO (2x):
Pinga amor
Você é um pinga amor
Brancas, pretas, qualquer côr
Você quer tudo o que vê.
Não tem meias
Sejam bonitas ou feias
Altas, baixas, magras, cheias
Tudo serve p'ra você.

Juro que amo
Diz você à Joaquina
Mas à Rosa e à Miquelina
Diz o mesmo exactamente.
À Gabriela
Diz que quer casar com ela
Casa com esta e com aquela
Quer casar com toda a gente.

Sempre a mentir
Diz à Júlia p'ra ouvir
Que a Josefa era a fingir
E com ela é que é verdade.
Seu coração
Sempre cheio de paixão
Parece mesmo um vulcão
Quando em actividade.

REFRÃO (3x).



A ARTE E A MÚSICA
CD, POLYGRAM (POLYDOR), 823 891-2

Já no ano seguinte, em 1985, a Polygram edita uma colectânea de Tonicha, um duplo álbum chamado A ARTE E A MÚSICA DE TONICHA.
Neste disco as canções estão alinhadas em 4 grupos:

NO INÍCIO TRADICIONAIS
ÊXITOS POPULARES A OUTRA FACE

O disco voltou a ser reeditado em formato CD.



MARIA da CONCEIÇÃO
(Joaquim Pessoa / Pedro Osório)

Maria da Conceição
faça sol e chuva não
tens que trabalhar no campo
com teu pai com teu irmão
tens que trabalhar no campo
tens que trabalhar no campo
faça sol e chuva não.

E um arado no teu peito
e uma foice em tua mão
ceifa ceifa vai ceifando
ceifa ceifa vai ceifando
Maria da Conceição.

Já o sol nasce no monte
e a monte passa o ganhão
poisa um pássaro na fonte
e um amor no coração
põe-se o sol no horizonte
tu voltas de novo ao monte
Maria da Conceição.

Um chapéu de trigo loiro
e um lenço bordado à mão
cobres a seara de oiro
cobres a seara de oiro
Maria da Conceição.

Maria da Conceição
faça sol e chuva não
tens que trabalhar no campo
com teu pai com teu irmão
tens que trabalhar no campo
tens que trabalhar no campo
faça sol e chuva não.

Toda a vida te disseram
tens que lutar pelo pão
ceifa ceifa vai ceifando
ceifa ceifa vai ceifando
Maria da Conceição.

Já o sol nasce no monte
e a monte passa o ganhão
poisa um pássaro na fonte
e um amor no coração
põe-se o sol no horizonte
tu voltas de novo ao monte
Maria da Conceição.



PELA vida FORA
(João Henriques / Carlos Santos)

Pela vida fora
Muito vai embora
E eu a vida inteira aqui
Pensando em ti
Nesta ilusão
Pregada ao chão.

Mais do que enfeitada
Estou amargurada
Mas um dia há-de chegar
E o meu calor
Há-de voltar
Pra eu cantar.

Eu canto a vida à procura
Da noite segura
E do meu segredo
Porque eu sinto o gosto da vida
Na terra aquecida
De viver sem medo.

Eu faço a minha poesia
De noite e de dia
De janela aberta
Hoje eu canto a minha demora
Pelo tempo fora
Na minha voz certa.

Mas nada acontece
A quem adormece
E eu voltei a ser mulher
A renascer
Sempre a escolher
Quem eu quiser.

No meu corpo farto
Fica a dor e eu parto
Eu não sei onde parar
Mas vou cantar
Até chegar
Ao meu lugar.

ESTA FESTA PORTUGUESA
SINGLE, POLYGRAM (POLYDOR), 833 333-7

É também do ano de 1985 o single ESTA FESTA PORTUGUESA, com arranjos e produção de Ramon Galarza. As letras são de J. Libório, pseudónimo de João Maria Viegas, marido de Tonicha e seu agente.



LADO 1
ESTA FESTA PORTUGUESA
(Letra: J.Libório / Música: Carlos Alberto Vidal)

LADO 2
MANJERICO CASAMENTEIRO
(Letra: J.Libório / Música: Carlos Alberto Vidal)

TONICHA: O GAITEIRO PORTUGÊS

SERICOTALHO, BACALHAU, AZEITE E ALHO
SINGLE, POLYDOR, 2063 046

Em 1979, grava mais dois êxitos populares, um single com os temas "O Gaiteiro Português" e "Sericotalho, bacalhau, azeite e alho", com produção de João Viegas e arranjos do maestro Thilo Krassman, para uma edição Polydor/Polygram.
O disco tem uma capa original e muito jocosa, com ilustrações assinadas por M. Vieira.



FACE 1
O GAITEIRO PORTUGUÊS
(Letra: J. Libório / Música: Popular - Arranjo: Thilo Krassman)

FACE 2
SERICOTALHO, BACALHAU, AZEITE E ALHO
(Letra: J. Libório / Música: Popular - Arranjo: Thilo Krassman)



O CHICO PINGUINHAS
SINGLE, POLYDOR, 2063 069



Ainda no mesmo ano é editado "O Chico Pinguinhas", mantendo a parceria anterior, produção de João Viegas e arranjos do maestro Thilo Krassman, também para a Polygram. Tem uma colaboração especial de Vitor Norte (mandador).

FACE 1
O CHICO PINGUINHAS
(Letra: J.Libório / Música: Popular - Arranjo: Thilo Krassman)

FACE 2
QUADRILHA DE CINFÃES
(Letra: J.Libório / Música: Popular - Arranjo: Thilo Krassman)

TONICHA: MINHA MÃE, MINHA MÃE

CANTIGAS POPULARES

CANTIGAS POPULARES, de 1976, é o resultado de, talvez, uma das mais interessantes parcerias da música portuguesa, esta que uniu Tonicha ao então ainda pouco conhecido Jorge Palma que, já em meados dos idos anos 70, com a Direcção Musical do álbum da cantora alentejana indiciava o talento e a mestria na arte da música que hoje se lhe (re)conhece.



Tonicha regressa ao folclore com uma nova série de discos dedicados às cantigas do nosso país. O álbum "CANTIGAS POPULARES" (da Orfeu/Arnaldo Trindade e Cª), com arranjos e uma brilhante Direcção Musical de Jorge Palma, com produção e selecção musical de João Viegas, é editado no ano de 1976.

Deste álbum foram lançados os EP seguintes:

CANTIGAS POPULARES 1
EP, ORFEU, ATEP 6698



MINHA MÃE, MINHA MÃE
(Popular/Arranjo e Direcção Musical: Jorge Palma)

Minha mãe, minha mãe
ó minha mãe minha amada
quem tem uma mãe tem tudo
quem não tem mãe não tem nada.

Eu cheguei e embarquei no comboio
que soprava pela linha
e ás vezes penso comigo e digo:
- Triste sorte que é a minha.

Depois de chegar ao Barreiro
embarquei no vapor que passa o Tejo
Chora por mim, que eu choro por ti
Já deixei o Alentejo.
Chora por mim, que eu choro por ti
Já deixei o Alentejo.

Minha mãe, minha mãe
por Deus não me peça nada
Vale-me Tu nesta hora
que eu p'ra aqui estou desprezada.



ENTRUDO
(Popular/Arranjo e Direcção Musical: Jorge Palma)

Ó entrudo, ó entrudo
ó entrudo chocalheiro
que não deixas assentar
as mocinhas ao soalheiro.

Eu quero ir para o monte
eu quero ir para o monte
que no monte é que estou bem
que no monte é que estou bem.

Eu quero ir para o monte
eu quero ir para o monte
onde não veja ninguém
que no monte é que estou bem.

Estas casas são caiadas
estas casas são caiadas
quem seria a caiadeira
quem seria a caiadeira.

Foi o noivo mais a noiva
foi o noivo mais a noiva
com um ramo de laranjeira
quem seria a caiadeira.

CANTIGAS POPULARES 2
EP, ORFEU, ATEP 6699



ROSEIRA BRAVA
(A. Ferreira Guedes/José Niza)

Roseira brava, roseira
Barco sem leme nem remos
Roseira brava é a vida
Que amargamente vivemos.

Roseira brava não tem
Rosas abertas nos ramos
Roseira brava é espinho
Que em nosso peito cravamos.

Roseira brava, roseira
Rosa em botão desfolhada
Roseira brava é teu rosto
Rompendo da madrugada.

Roseira brava no vento
Vai espalhando a semente
Roseira brava é lembrar
Quem se não lembra da gente.

Roseira brava, roseira
Que o sol de Verão não aquece
Roseira brava é o amor
A quem amor não merece.

Roseira brava é o ódio
Que vai minando a raiz
Roseira brava, roseira
Roseira do meu país.

Roseira brava é o ódio
Roseira do meu país.



CHARAMBA
(Letra e música: Popular - Ilha Terceira)
(Arranjo e Direcção Musical: Jorge Palma)

Das modas da minha terra, da minha terra
A Charamba é a primeira.
Das modas da minha terra, da minha terra
A Charamba é a primeira.

Vou começar por cantá-la, ai por cantá-la
Lembrando a Ilha Terceira.
Vou começar por cantá-la, ai por cantá-la
Lembrando a Ilha Terceira

Boas noites meus senhores, senhoras e belas flores
Que aqui estais neste salão.
Boas noites meus senhores, senhoras e belas flores
Que aqui estais neste salão.

Para vós eu vou cantar, e a todos quero saudar
Do fundo do coração.
Para vós eu vou cantar, e a todos quero saudar
Do fundo do coração.

CANTIGAS POPULARES 3
EP, ORFEU, ATEP 6700



OLHOS PRETOS
(Popular/Arranjo e Direcção Musical: Jorge Palma)

Olhos pretos
pretos pretos
são gentis
são gentios da Guiné.

Ai da Guiné por serem pretos
gentios por não terem fé.

Olhos pretos
são brilhantes
semelhantes
aos luzeiros que o céu tem.

Uns olhos pretos
eu preferi
e nunca vi
de cor mais linda ninguém.

Olhos pretos
são brilhantes
semelhantes
aos luzeiros que o céu tem.



MENINA FLORENTINA
(Popular/Arranjo e Direcção Musical: Jorge Palma)

Ó menina Florentina
é do peito o coração, menina
seu amante delirante
de viagem chegou neste instante.

REFRÃO
Já cá está tiro-liro-liro-lé
Já cá está tito-liro-liro-ló
Já cá está tiro-liro ó amor
Tiro-liro abre a porta, ó branca flor.

Adormecei num jardim
a cheirar a branca flor
acordei e vi-me presa
nos braços do meu amor.

REFRÃO

Quando te não conhecia
Nada de ti se me dava
sem pensamentos dormia
sem cuidados acordava.

REFRÃO

O MENINO
SINGLE, POLYDOR, 2063 015



Entretanto Tonicha muda de editora e passa a ver as suas canções editadas pela Polydor, mais tarde tornada Polygram.
Em 1976, grava o disco "O Menino", com letra de José Carlos Ary dos Santos e música de Tozé Brito. No lado B, canta "Um grande amor" dos mesmos autores.

O MENINO
(J. C. Ary dos Santos / Tozé Brito)

Primeiro fui namorada
E depois mulher feliz
Foi por eu ter sido amada
Que um dia deitei raíz.

Raíz com braços e riso
Com olhos cheios de brilho
Para ser mãe é preciso
Gostar de fazer um filho.

O menino já salta à corda
Joga à bola num jardim
É tão lindo o mais lindo de todos
Porque andou dentro de mim.

O menino já vai à escola
Decora depressa e bem
Ele aprende a tornar-se um homem
E eu aprendo a ser mãe.

Não há no mundo outro amor
Tão imenso e tão profundo
Ser mãe é como dar flor
Pôr uma rosa no mundo.

A rosa que vai crescendo
Folha a folha espinho a espinho
A rosa que vai vivendo
No canteiro do carinho.



MARCHA DA MOURARIA
SINGLE, POLYDOR, 2063 022

Embora ao longo da sua carreira Tonicha tenha sempre feito o possível por não cantar temas de outros colegas cantores (pois sempre quis demarcar-se e construir o seu próprio repertório), gravou a "Marcha da Mouraria" (gravada e cantada por várias cantoras, talvez a mais conhecida seja a gravação deixada por Amália Rodrigues) e a "Marcha de Benfica", também para editora Polydor.



MARCHA da MOURARIA
(Raúl Ferrão / Frederico de Brito)

Mouraria garrida
Muito sacudida
Muito requebrada
Com seu tom de galdério
De moira encantada
É como um livro de novela
Onde o amor é tudo
E o ciúme impera
Ao abrir duma janela
Aparece o vulto daquela severa.
A marcha da Mouraria
Tem o seu quê de bairrista
Certos laivos de alegria
É a mais boémia
É a mais fadista.
Anda toda engraçada
De saia engomada
Blusinha de chita
É franzina pequena
Gaiata morena
Cigana bonita
Tem a guitarra p'ra gemer
Um amor submisso
Que nunca atraiçoa
Este bairro deve ser
'Inda o mais castiço
Da nossa Lisboa.



TU ÉS O ZÉ QUE FUMAS
SINGLE, POLYDOR, 2063 027

Em 1977, ainda pela editora Polydor (Phonogram), grava "Tu És o Zé Que Fumas".
O tema acabou por tornar-se um dos maiores êxitos populares da cantora, estando ainda hoje muito viva no imaginário popular português a interpretação muito característica de Tonicha.
No lado B do single aparece o tema "Cana Verde".




Tu és o Zé que fumas
(Popular / Arranjo: J. Libório)

Tu és o Zé que fumas
Tu és o fumador
Tu és o mariquinhas
Tu és o meu amor.

Ó lua vai-te deitar
Ai no quarto do meu amado
Ai dai-lhe beijinhos por mim
Ai se ele estiver acordado.

Já te dei o coração
Ai coisa que dar não podia
Já te dei a melhor prenda
Que no meu peito trazia.

Ó meu amor, meu amor
Ai ó meu amor, meu enleio
Quando comecei a amar-te
Tinha dez anos e meio.

Tenho corrido mil terras
Aldeias mais de quarenta
Tenho visto caras lindas
Só a tua me contenta.