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19 de julho de 2014

Tonicha no iTunes

Tonicha já está no iTunes!
É verdade. A cantora, que gravou o primeiro disco em 1965, "Luar para esta noite" um EP em formato vinyl com 4 temas, começa agora a ter a sua discografia disponível para compra no iTunes.













Recorde-se que o primeiro albúm de Tonicha a sair em CD (o formato que veio suceder ao velhinho vinyl) foi "A arte e a música de Tonicha" no ano de 1989 (edição Polygram), uma reedição do LP com mesmo nome editado em 1985, e que pretendia precisamente fazer a passagem da discografia da cantora para o novo formato.

Alguns dos temas contidos em albúns anteriores foram sendo ao longo dos anos passados para CD, a maioria integrando colectâneas de êxitos, mas muitos ficaram infelizmente esquecidos nas ranhuras do vinyl.

A Universal deu agora o passo seguinte e começou a recuperar e disponibilizar a discografia da cantora no iTunes, trazendo-a para o século XXI. É com muita satisfação que anunciamos os álbuns de Tonicha que já estão disponíveis para compra: 

- "Ela por Ela" - LP, 1980; 
- "Foliada Portuguesa" - LP, 1980; 
- "Os Maiores Sucessos" - CD, 1990; 
- "Regresso" - CD, 1993; 
- "Canções d'Aquém e d'Além Tejo" - CD, 1995; 
- "Mulher" - CD, 1997; 
- "Canções para os meus Netos" - CD, 2008.

Esperamos que o esforço não fique por aqui, pois ainda há muitos temas em formato vinyl a que os fãs continuam a não poder escutar.
Louvamos o esforço e pedimos mais!

10 de fevereiro de 2012

TONICHA: REGRESSO

PASSATEMPO 2


Continuamos a comemorar o próximo aniversário de Tonicha (08 de Março) com os nossos leitores.
Para o passatempo de hoje vamos oferecer o primeiro CD de originais da cantora. Lançado em 1993, o "Regresso" teve chancela da Polygram. Para o ganhar só tem que ser o primeiro a responder acertadamente, para o e-mail do blogue, à pergunta:

«João Maria Viegas, que tem o pseudónimo J. Libório, assina a letra de alguns temas deste disco. Qual o seu grau de parentesco com Tonicha?»

Concorra, acerte e enviamos-lhe o CD para casa!

8 de abril de 2009

TONICHA: REGRESSO

CORRECÇÃO



No seguimento do nosso post do dia 05 de Abril em que dávamos conta de uma possível reedição do CD de Tonicha "REGRESSO" do ano de 1993 e, no seguimento de um comentário deixado por um leitor, contactámos telefonicamente a UNIVERSAL MUSIC (Portugal), ao que apurámos o seguinte:

Os CDs que encontrámos, na semana anterior, em algumas grandes superfícies da área da grande Lisboa, não correspondem a uma reedição do trabalho "REGRESSO" (1993) da cantora Tonicha.
Segundo apurámos tratam-se sim, de "restos de colecção" que ainda estão no mercado.

Também aproveitámos para saber se, relativamente aos trabalhos "CANÇÕES D'AQUÉM E D'ALÉM TEJO" (1995) e "MULHER" (1997), estavam previstas reedições para breve.
A resposta que obtivemos foi que, "em princípio não estão previstas reedições, o que não significa que não possam vir a ser reeditados".

Fica a correcção.

Resta a todos nós: leitores, fãs, mercado discográfico, público em geral, a espera!!

5 de abril de 2009

TONICHA: REGRESSO

REEDIÇÃO ??



Boas notícias para todos aqueles que há muito nos contactam sobre as reedições dos CDs de Tonicha referentes aos anos 90.
Ainda durante esta última semana, voltámos a encontrar à venda o CD "REGRESSO" de 1993 em várias lojas da grande Lisboa.
Julgamos tratar-se de uma possível reedição, visto que este trabalho encontrava-se fora de catálogo há já algum tempo. Se se trata efectivamente da reedição, só nos resta saudar a iniciativa da UNIVERSAL.

Fica porém a saber a pouco!
Aguardamos com muita expectativa e, diríamos mesmo, impaciência que a editora UNIVERSAL se lembre de reeditar dois outros discos, pelos quais muitos leitores deste blogue têm insistentemente perguntado:

CANÇÕES D'AQUÉM E D'ALÉM TEJO
(1995)
MULHER
(1997)

20 de dezembro de 2008

TONICHA: O CAVAQUINHO

"REGRESSO"
(CD, Polygram, 1993)

Curiosamente um destes dias recebemos um email de alguém que procurava saber onde podia encontrar o Cd "MULHER" (1997) da nossa querida Tonicha. Este senhor estava particularmente interessado em escutar o tema "Ó pastor que choras". Explicámos que provavelmente o álbum estaria esgotado, mas que estivesse atento às lojas pois, de vez em quando, lá vai aparecendo o Cd nos escaparates.

Nessa mesma semana, coincidência ou não, a Universal Music (Portugal) resolveu disponíbilizar no canal YouTube precisamente o videoclip que fora então realizado para este tema.
Se, então, ficámos muito contentes com a iniciativa da editora, muito mais ficámos quando soubemos que esta havia disponibilizado outros dois clips da Tonicha.



Após alguns anos de afastamento, em 1993 Tonicha regressou às canções, precisamente com um Cd chamado "REGRESSO". Tratava-se de uma edição da Polygram composta por 14 temas de cariz popular, rebuscando algumas canções de glórias passadas como "O cavaquinho"(Camilo Rebocho/José David).

O vídeo do tema "O CAVAQUINHO" encontra-se agora disponível para visualização no YouTube (embora lá se encontre erradamente designado por "Cavalinho"). Este é o tema de abertura do Cd e, aparentemente, foi escolhido pela editora como single promocional, visto terem realizado o clip que agora se pode ver no YouTube.









Veja o vídeo no YouTube:
http://br.youtube.com/watch?v=MJ_O922_RxQ
(escolha a opção "assistir em alta qualidade")

18 de setembro de 2008

UMA TARDE COM TONICHA

1984 - Foto para o single "Pinga Amor"
Na sexta feira passada, rumámos para o sul em direcção a Serpa para assistirmos ao espectáculo de "Tonicha e venham mais cinco alentejanos". Tonicha estava muito bem disposta e feliz por cantar para gente do seu Alentejo que conhecia bem o repertório e a foi acompanhando em coro. Temos algumas fotos que mostraremos noutra oportunidade.
Depois de uma noite bem dormida num hotel muito acolhedor em Serpa, de um pequeno almoço à beira da piscina e de um frugal almoço numa esplanada da praça central, fomos directos a Beja, onde Tonicha e o seu marido, João Maria Viegas, nos esperavam em sua casa para uma conversa. Braços abertos, simpatia, sorrisos e boa disposição acompanharam-nos pela tarde dentro e prolongaram-se até ao jantar. Desfiaram-se memórias, recordou-se o Portugal de várias décadas, contaram-se inúmeras viagens, lembraram-se amigos, falou-se de poetas e de músicos: tudo para aprendermos mais sobre a carreira de Tonicha.
Universidade de Providence - Boston Nos anos 70, Tonicha foi convidada por um professor de Cultura e Literatura Portuguesas da Universidade de Providence para cantar num evento ali organizado. AS FOTOGRAFIAS, OS DISCOS...
Com a mesma simpatia com que nos abriu as portas de sua casa, João Viegas partilhou connosco o arquivo sobre Tonicha que foi construindo ao longo dos anos. Os recortes de jornais e as capas de revistas, as fotografias que nunca antes tínhamos visto, a colecção de discos, a tudo tivemos acesso. As fotografias que estamos agora a publicar foram-nos oferecidas pelo casal. Se já admirávamos Tonicha, agora também ficámos a admirar João Viegas.
1972 - Rio de Janeiro, com Elis Regina
Nesta foto, Tonicha aparece retratada junto com uma das maiores figuras de sempre da música brasileira, Elis Regina que a vida levou cedo demais, e que Tonicha muito admira.
Foi no ano de 1972 que Tonicha esteve no Brasil para cantar o tema "MANHÃ CLARA" no VI Festival do Rio de Janeiro. A letra, escrita por José Carlos Ary dos Santos, fez muito sucesso por se revelar uma metáfora da liberdade num tempo em que o Brasil vivia uma forte ditadura. A prestação de Tonicha nesse Festival valeu-lhe o Prémio da Crítica. Curiosamente o prémio foi-lhe entregue pelas mãos de outra grande senhora da canção: Shirley Bassey.
MANHÃ CLARA (Letra: Ary dos Santos/Música: Nuno Nazareth Fernandes) Em ti vou nascendo Por ti vou morrendo Meu amor distante Quase anoitecendo Sempre acontecendo. Por ti vou ficando Em mim vou partindo Meu amor bastante Que vou descobrindo Chegando e partindo. REFRÃO: Por ti vou inventar A manhã clara De outras raízes De outras verdades De outros países De outras cidades De homens felizes. Vou renegar As coisas fáceis As coisas vãs As coisas fúteis. E nunca mais E nunca mais Essas manhãs Serão inúteis Essas cidades Serão vazias Essas verdades Ficarão frias Essas janelas Serão fechadas. E nunca mais E nunca mais As nossas bocas Amordaçadas. Por ti vou cantando Em mim vou dizendo Que nunca sei quando Por ti vou sofrendo E em mim vou crescendo. REFRÃO. 1996 - Foto: Jorge Nogueira, álbum "Canções d'Aquém e d'Além Tejo"
Perguntámos a Tonicha se o génio de Ary era mesmo como nós pensávamos. A cantora respondeu afirmativamente - disse que ele tinha um enorme talento. Contou-nos como o poeta tinha escrito a "MENINA", num serão, sentado à sua frente, olhando para ela. Falou-nos também da recepção que teve na sua chegada de Dublin - a multidão que se juntou entre o aeroporto e o Teatro Villaret, onde deu uma conferência de imprensa.
Fizemos muitas mais perguntas. As respostas ensinaram-nos muito sobre a vida e o percurso artístico de Tonicha: a insistência do marido para gravar folclore; o "RESINEIRO", gravação aconselhada por José Afonso - e o êxito estrondoso que obteve; o convite para ir para Espanha depois do êxito da "MENINA"; as recepções e os shows em Madrid e em Barcelona; o tema "SIMPLESMENTE MARIA" que o maestro Augusto Algueró exigiu que fosse interpretado por Tonicha (numa versão de Ary dos Santos); a grandiosidade do Pátio de Almeirim; os prémios da imprensa, entre os quais o do álbum "FOLIADA PORTUGUESA", de 1983 (do qual nos ofereceram um exemplar para a nossa colecção); o concerto na Mealhada organizado pela RDP Internacional, a que nós assistimos, nos anos 90, aquando do "REGRESSO" (1993, Polygram) e os muitos espectáculos que Tonicha voltou a fazer.
1993 - Foto: Vasconcellos e Sá para o álbum "Regresso"
A conversa continuou sempre muito animada. Abordámos a importância das orquestrações feitas por Jorge Palma nos anos 70 e a qualidade desta nova canção que ele lhe compôs agora - "MENINO/RAPAZ"; os outros dois temas novos do Cd "CANTOS DA VIDA", da autoria de José Fanha/Paulo de Carvalho e de Gonçalves Crespo/José Marinho; os outros temas inéditos que lhe compuseram e que ainda não foram gravados - de Tozé Brito, de José Jorge Letria, de Paulo de Carvalho e Joaquim Pessoa. Falou-se do LP "AS DUAS FACES DE TONICHA", uma edição Zip Zip cujo grafismo nos fez lembrar o LP "ELA POR ELA", apesar de terem autores diferentes. Recordaram-se também os penteados da cantora, pelas mãos do Victor Hugo, sobretudo os do Festival de 1978. Tonicha falou-nos ainda com carinho de um retrato seu, pendurado numa parede da sala, que foi pintado por José Manuel Costa Reis...
1971 - Festival Eurovisão da Canção, Dublin
A grande surpresa aconteceu quando, ao perguntarmos pelo vestido que Tonicha levou ao Festival Eurovisão da Canção quando cantou o tema "MENINA", Tonicha saiu da sala para regressar com o vestido... Grandes emoções!
in Correio da Manhã

14 de junho de 2008

TONICHA: CANÇÃO DO CIGANO

O REGRESSO
CD, POLYGRAM (POLYDOR), 519722 2



Após alguns anos de afastamento, Tonicha regressa às canções e aos discos.
Agora, já na era do CD, edita "REGRESSO", em 1993, disco composto por 14 temas de cariz popular rebuscando algumas canções de glórias passadas como "O cavaquinho", "Canção do cigano" e "Mariana".
Apresenta também temas inéditos como "Minha terra de Agosto desejado" (letra do marido, João Maria Viegas, e música de Luís Pedro Fonseca), "O que é eu faço" (letra de João Maria Viegas e música de Nuno Nazareth Fernandes), "O mercado" (letra de Ary dos Santos e música de Nuno Nazareth Fernandes) e "Ao domingo" (letra de Joaquim Pessoa e música de Fernando Tordo).
Conforme se pode ler no folheto do CD, as canções "Minha terra de Agosto desejado" e "O que é eu faço" são dedicadas ao emigrante português.
Reaparece na televisão em dois programas de grande audiência: na RTP, no "Parabéns" do Herman José e, na SIC, em "Falas tu ou falo eu" de Fernando Tordo e Carlos Mendes.



CANÇÃO DO CIGANO
(Letra: Vasco de Macedo/Música: Frederico de Brito)

Pelas raias de Espanha nas sombras da noite
Passava um cigano no seu alazão
O vento brandia seu nórdico açoite
As folhas rangiam caídas no chão.

E já embrenhado no alto Alentejo
Nas sombras da noite tingidas de breu
Nem mais uma praga nem mais um desejo
Aos ecos distantes o pobre gemeu.

Não há maior desengano
Nem vida que dê mais pena
Do que a vida de um cigano
Atravessar a fronteira
Para ser atravessado
Por uma bala certeira
E tudo porque o destino
Só fez dele um peregrino
Companheiro do luar
Um pobre judeu errante
Que não tem pátria nem lar.

E o contrabandista temido e valente
Voltava de Espanha no seu alazão
Um tiro certeiro e o braço dormente
E um rasto de sangue marcado no chão.

E já embrenhado no alto Alentejo
Nas sombras da noite tingidas de breu
Nem mais uma praga nem mais um desejo
Aos ecos distantes o pobre gemeu.

Não há maior desengano
Nem vida que dê mais pena
Do que a vida de um cigano
Atravessar a fronteira
Para ser atravessado
Por uma bala certeira
E tudo porque o destino
Só fez dele um peregrino
Companheiro do luar
Um pobre judeu errante
Que não tem pátria nem lar.



CHULA
(Letra: João Maria Viegas / Música: Rão Kyao)

Cantigas de portugueses
Lembram gaivotas no ar
Voando por entre as ondas
Trocando as voltas ao vento
Com medo de naufragar.

A cantar me fiz mulher
Fiz da vida uma cantiga
Cantigas leva-as o vento
O vento levou-me todos
Os sonhos de rapariga.

Fui ao mar pra ver as ondas
O mar gemia de dor
Trazia prantos e mágoas
Eram marés que mandavam
Saudades do meu amor.

Adeus ó vareira chula
Ó minha velha canção
Vens das terras de Galiza
Trazes notícias de Espanha
Com sabor a tradição.


FOTOS: Vasconcellos e Sá / DESIGN GRÁFICO: Álvaro Reis

MINHA TERRA DE AGOSTO DESEJADO
(Letra: João Maria Viegas / Música: Luís Pedro Fonseca)

Meu amor, minha terra, meu país
Meu fruto saboroso na distância
Meu quintal semeado de alecrim
Que enfeitaste de ilusões a minha infância

Minha terra de Agosto desejado
Minha pipa de vinho morangueiro
Minha noiva de Viana, meu brocado
Meu jardim, meu recanto e meu canteiro

Esta saudade que mata
Este bem querer que perdura
Daquele luar de prata
Que revejo na lonjura

Este destino fadista
Que marcou o meu passado
Por sonhos e palavras ditas
Nos versos do nosso fado

Meu país de fados magoados
Que guitarras entoam noite fora
Misturando nos acordes e trinados
Saudades da família que lá mora

Minha aldeia dos pares de namorados
Que ao domingo se passeiam pela rua
E que à noite se entregam, abraçados
Jogando às escondidas com a lua.