20 de outubro de 2020

SENHORA DO ALMORTÃO

Hoje propomos uma viagem musical às terras raianas da Beira Baixa.
Reza a lenda que, numa madrugada, uns pastores atravessavam o campo pelo sítio "Água Murta", em Idanha-a-Nova, quando encontraram uma imagem da Virgem num arbusto de murtas.
Depois de rezarem à Senhora, recolheram a imagem na Igreja de Monsanto. Passados dias, a imagem desapareceu, tendo sido reencontrada no murtão onde surgira inicialmente.
Respeitando a contade da Virgem, foi aí construída uma ermida em sua devoção que ficaria conhecida, anos mais tarde, por Santuário de Nossa Senhora do Almortão.
Todos os anos, 15 dias após a Páscoa, tem lugar a Romaria da Senhora do Almortão, com a celebração de uma missa e a muito conhecida procissão. Desta tradição antiga, faz parte um almoço-convívio onde se cantam quadras à Senhora. Dizem os historiadores que, além de falarem da devoção à Virgem, as quadras exprimem o sentimento das pessoas da raia por terem sido libertadas do domínio castelhano.
Dessas cantigas, faz parte a sugestão musical de hoje: "Senhora do Almortão" pela voz de Tonicha.



Em 1995, Tonicha volta a gravar para a Polygram alguns dos temas do Cancioneiro Popular Português, que foram êxitos seus nos anos 60 e 70.
O álbum, onde se inclui esta versão, chamou-se "Canções d'Aquém e d'Além Tejo" e é considerado por muitos um dos melhores trabalhos da cantora.
Para isso muito contribuiu não só a interpretação de Tonicha, mas também a selecção do material etnográfico, a produção muito cuidada e a supervisão de João Viegas, marido de Tonicha, e a bem sucedida colaboração com a Brigada Vitor Jara e o professor Fontes Rocha, na guitarra.
Com arranjos sublimes de Rui Vaz, "Senhora do Almortão" tira partido da voz de Tonicha, dando-lhe o devido destaque. Presta ainda tributo à música popular e à região da Beira Baixa, com o recurso ao adufe que, entrosado com o violino, lhe empresta uma toada celta, quase épica, que nos faz viajar por tempos antigos nas paisagens de murta das terras raianas.

SENHORA DO ALMORTÃO (Beira Baixa)
Letra: popular / Arranjos: Rui Vaz

Senhora do Almortão
Minha tão bela raiana 
Virai costas a Castela
Não queiras ser castelhana.

Senhora do Almortão
Para lá eu vou andando
Minha alma já lá está
Meu coração vai chegando.

Senhora do Almortão
Eu p'ro ano não prometo
Que me morreu o amor
Ando vestida de preto.

Senhora do Almortão
Minha tão bela raiana 
Virai costas a Castela
Não queiras ser castelhana. 

15 de outubro de 2020

OS MAIORES SUCESSOS DE TONICHA













A Universal Music Portugal disponilizou hoje este LP de Tonicha nas plataformas digitais (Spotify, Itunes, Youtube). É uma compilação de 1980, com os grandes êxitos da cantora, mas também com dois medleys originais: "Tiro liro liro/ Rebola a bola/ A saia da Carolina" e "Ora vai tu/ Ora bate bate/ Ora viva a pândega". As letras são todas de J. Libório ou populares e as músicas, todas populares. Os arranjos são de Thilo Krasmann. A produção é de João Maria Viegas, (falecido) marido da Tonicha.

 

9 de outubro de 2020

A ARTE E A MÚSICA DE TONICHA

 A Universal Music Portugal disponibilizou hoje o LP de 1985, "A Arte e a Música de Tonicha". É uma coletânea com 26 canções. Está dividida em 4 secções. "No Início" tem 6 canções, algumas das mais antigas do repertório da cantora: duas vencedoras do Festival da Figueira da Foz ("Boca de amora", de José Gouveia, e "A tua canção avozinha", de Rocha de Oliveira); uma da dupla Manuel Paião/Eduardo damas ("Um minuto sem te ver"); uma da colaboração com José Cid/Quarteto 1111 ("Caminheiro, donde vens"); uma de Luís Miguel de Oliveira ("D. Pedro que volta da pinga") e "O Menino" (Ary/Tozé Brito). "Tradicionais" apresenta 7 canções do cancioneiro tradicional português, como "Vira dos malmequeres", "Resineiro" ou "Maria Rita (cara bonita)". A terceira secção, "Êxitos populares", abrange alguns dos temas mais populares: "Zumba na caneca", "Gaiteiro português", "Chico pinguinhas" ou "Sericotalho, bacalhau, azeite e alho". Finalmente, a última parte, "A outra face", inclui canções de autor: "Maria da Conceição (Joaquim Pessoa/Pedro Osório); a famosíssima "Canção da alegria" (Joaquim Pessoa/Tozé Brito); "O orquestrador" (Fernando Guerra) ou "Pela vida fora" (João Henrique/Carlos Santos) - uma das quatro canções defendidas por Tonicha no Festival RTP da Canção 1978.


1 de outubro de 2020

Tonicha: "O Menino"

 O mês de outubro começa com o lançamento, pela Universal Music Portugal, do single "O Menino" (Lado A) e "Um Grande Amor" (Lado B). Foi a última colaboração entre Ary dos Santos e Tonicha. Ambas as canções têm música de Tozé Brito e letra de José Carlos Ary dos Santos. A produção é de Tozé Brito. Os arranjos e a direção de orquestra são de Mike Sergeant. "O Menino" foi uma canção que invadiu as rádios e fez parte de inúmeras coletâneas. Integrou o duplo LP de 1985 "A Arte e a Música de Tonicha" (editado posteriormente em cd) e integrou também o CD de 2008 "Canções para os Meus Netos... de Qualquer Idade". Já a canção do Lado B, "Um Grande Amor", nunca tinha sido reeditada em CD, nem disponibilizada nas plataformas digitais. É-o agora e os inúmeros fãs desta canção, tão bem interpretada, podem assim enriquecer a sua lista de canções de Tonicha.



25 de setembro de 2020

Tonicha: "Quem te quer bem, meu bem"

 

Esta semana, a Universal Music Portugal disponibiliza, nas plataformas digitais, duas canções do Festival RTP da Canção de 1978: "Quem te quer bem, meu bem" e "Um dia, uma flor". A primeira é da autoria da dupla António Avelar Pinho / Nuno Rodrigues, com arranjos de Armindo Neves; a segunda, de José Pinto Sottomayor e Fernando Calvário, com arranjos de José Calvário. "Quem te quer bem, meu bem", uma canção que se integra bem no repertório tradicional da cantora,  já tinha surgido nas plataformas digitais em 2016, na coletânea "Grandes Êxitos". "Um dia, uma flor", uma canção muito amada pelos fãs de Tonicha, desde 1978 que não era reeditada!

18 de setembro de 2020

Tonicha: "Fadinho da Comida"

 

Esta semana, a Universal Music Portugal disponibizou mais um single de Tonicha. Desta vez, é um disco de 1981 que apresenta uma canção redescoberta recentemente graças a uma telenovela da SIC, "Nazaré". "Fadinho da Comida" passou a estar no top das canções de Tonicha mais ouvidas nas plataformas digitais. No lado B, surge uma canção que nunca tinha sido reeditada: "Isto Aqui é o da Joana". Ambas as canções são da autoria da dupla António Avelar Pinho / Nuno Rodrigues. Os arranjos pertencem a Pedro Osório e a produção é de João Maria Viegas. José Júlio Barros é o autor da capa.

11 de setembro de 2020

Tonicha: "Zumba na Caneca"

"Zumba na Caneca" e "Ti Zé da Horta" são as duas canções que ficaram disponíveis hoje nas plataformas digitais (Spotify, Itunes e Youtube). Este single é um recordista de vendas. Ainda hoje entra em inúmeras coletâneas de música popular. Toda a gente sabe de cor "Zumba na Caneca". Não há festa popular onde o tema não entre. O "Ti Zé da Horta" andava esquecido, nunca tinha surgido na era do cd nem na digital. Ambos os temas são da autoria do marido da Tonicha, João Maria Viegas (com o pseudónimo J. Libório), sobre música popular. Os arranjos são de Thilo Krasmann. No ano da edição deste single, 1978, Tonicha anunciou, numa conferência de imprensa, a sua "Volta a Portugal". Os jornalistas aí presentes tiveram direito a uma caneca como a que aparece na foto do disco. Tonicha percorreu o país de lés a lés nesses anos seguintes e cantou para todas as comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo.



4 de setembro de 2020

Tonicha: "O Chico Pinguinhas"

 Esta semana  é a vez de aparecer "O Chico Pinguinhas", de 1979. No Spotify, no Itunes, no Youtube.

O single Universal Music Portugal tem, no Lado A, "O Chico Pinguinhas", "que anda aos tombos pela romaria", e, no Lado B, "Quadrilha de Cinfães", com a participação especial de Vítor Norte, na voz do Mandador.

Ambos os temas são da autoria de João Maria Viegas sobre música popular e com arranjos de Thilo Krasmann.




28 de agosto de 2020

Tonicha: "Pinga amor"

Durante várias semanas, sempre à 6.ª feira, a Universal Music Portugal vai disponibilizar os singles de Tonicha que foram sempre sucessos de popularidade. São canções que todos sabíamos de cor. Hoje, é a vez do single de 1984, "Pinga amor", com "Canção do futebol" no lado B. São canções que já tinham sido populares noutros tempos. A letra e a música de "Pinga amor" são da autoria de A. Silva. A "Canção do futebol" tem letra de Tomaz R. Colaço e música de Frederico de Freitas. Foi uma produção de António Pinho, com arranjos de Shegundo Galarza.


21 de agosto de 2020

Tonicha: "Esta Festa Portuguesa"

O single "Esta Festa Portuguesa", de 1985, foi hoje disponibilizado nas plataformas digitais pela Universal Music Portugal.

Estamos muito contentes, pois gostamos muito destas canções, que têm uma frescura de outros tempos. E a voz da nossa Tonicha está ao rubro!
Os autores das duas canções: letras de João Maria Viegas (o falecido marido da Tonicha) e músicas de Carlos Alberto Vidal.
Podemos ouvir estas canções gratuitamente.

23 de julho de 2020

Tonicha e Amália

Amália teria feito hoje 100 anos.
Recordamo-la numa fotografia de 1967, no Festival da Figueira da Foz. Amália foi a grande atração; Tonicha, a vencedora do certame.

4 de julho de 2020

Tonicha e a TAP

A propósito do polémico artigo de opinião "TAP -  O maior erro político de António Costa", de Ascenso Simões (deputado do PS), no jornal Público de 4 de Julho de 2020, esclarecemos que foi Tonicha quem chegou da Eurovisão num avião da TAP.  Em Abril de 1971, Tonicha chegou de Dublin, muito sorridente, com uma multidão de admiradores à sua espera no aeroporto.

8 de março de 2020

Parabéns, Tonicha!


18 de dezembro de 2019

Recordar Patxi Andión (1947-2019)

Morreu Patxi Andión, um dos maiores cantautores espanhóis, que várias vezes visitou e actuou em Portugal.

Em jeito de homenagem recordamos a colaboração com Tonicha.
O ano era o de 1972. Tonicha gravou um EP chamado "4 Canções de Patxi Andión", um vinil que continha, no lado A, "Puedo inventar" e "Poeta desde lejos" e, no lado B, "20 versos a mi muerte" e "Habria que saberlo".

FOTO CAPA: M. Fiuza

Nesse mesmo ano, em Espanha, Tonicha editou o single "Poeta desde lejos"/"20 versos a mi muerte", na versão original. Ambos os discos foram editados pela Movieplay. A adaptação dos poemas para português ficou a cargo de Ary dos Santos e a direcção musical do maestro Thilo Krassman.

João Maria Viegas, marido e manager da cantora, contou-nos que Patxi, perseguido pela Pide e proibido de entrar em Portugal, tinha de vir a Lisboa às escondidas acompanhar as gravações de Tonicha.
Anos mais tarde, corria o ano de 1994, Tonicha confidenciou, no popular programa "Parabéns" da RTP apresentado por Herman José, que, uns meses após a gravação do disco, Patxi telefonou-lhe a pedir autorização para ele próprio gravar essas canções. Comentou então a cantora: "Incrível, ele que era o autor ia pedir-me autorização a mim...".

Num dos últimos concertos que Patxi Andión fez em Lisboa, no Cinema São Jorge, fomos aos bastidores e ele recebeu-nos. De forma muito simpática. Falámos-lhe deste blogue, do projecto de uma fotobiografia da cantora que estava a ser preparado e oferecemos-lhe o CD de Tonicha "Antologia 1971-1977", uma colectânea da Movieplay. Trata-se do único CD que contém uma destas 4 belíssimas canções de Patxi Andión que Tonicha gravou, "Poeta desde lejos".

Na contracapa do EP "4 Canções de Patxi Andión" (que no interior traz as letras em castelhano e em português), num texto assinado por Ary dos Santos, o poeta português referia-se a Patxi Andión desta forma:

"Pax Andion (?) é - e já muitos o têm dito - um 'caso' musical. Mas, quanto a mim, a grandeza maior desse 'caso' reside no impacto de uma força profundamente humana que quase se sente e se aprende fisicamente em todas as suas canções. Ao ouvi-las é impossível dissociarmo-nos da imagem do homem novo ibérico que, com os pés assentes na terra e os olhos virados à esperança, canta, sem dó nem piedade, o seu próprio destino. (...)". 


20 versos a mi muerte
(versão: Ary dos Santos)

Ai quando eu morrer não quero
Nem coroas de cravos velhos
Nem ramos de lirios secos
Que me flagelem os dedos.

Quero que o ar se recolha
Até que o eco tropece
Quero morrer devagar
E que a vida recomece.

Eu quero morrer descalça
Metida dentro da terra
Sem uma lágrima falsa
Como se um filho tivera.

Eu quero que a terra seja
O lençol da minha vida
À morte que se deseja
Porque não é despedida.

28 de novembro de 2019

Tonicha e o seu Alentejo

Uma leitora do Blogue enviou-nos  uma prenda: a "Crónica Feminina" n.º 999, de 4 de Dezembro de 1975. 
Nas páginas 9, 10 e 11, encontramos uma entrevista a Tonicha com o título "Tonicha e o seu Alentejo. No parágrafo-destaque, podemos ler: "Quem conhece be Tonicha? Talvez muitos, como intérprete do folclore da nossa terra, talvez poucos, cidadã. É alentejana; filha de um trabalhador rural do Baleizão. Tonicha, ao cantar folclore, põe na sua voz, na expressão e no sentir o grito desse povo alentejano. Ela também "emigrante" dentro do seu país, lutando pela melhoria de uma vida, que o seu meio ambiente lhe negava."
Na entrevista, Tonicha fala do marido, João Maria Viegas (1930-2013): "Ele é do Ribatejo. Sente o folclore como eu... Foi operário em Almeirim até aos 28 anos. Sempre "investigou" o folclore, e bem de perto. Depois de acabar o curso, foi para a Sicília; passou tempos longos na Calábria, no Canal da Mancha, nas Astúrias... Eu sei lá!... Claro que, dos conhecimentos adquiridos, dedicou-se ao estudo profundo do folclore do nosso país; em especial Alentejo e Beira Baixa."
(Clique sobre as imagens)

14 de setembro de 2019

"Fadinho da comida" na telenovela da SIC


 A nova telenovela da SIC, "Nazaré", da autoria de Sandra Santos, realizada por Jorge Cardoso e produzida por SP Televisão, conta com uma canção da Tonicha na sua banda sonora: "Fadinho da comida". É um tema de António Pinho e Nuno Rodrigues, com arranjos de Pedro Osório, produzido por João Maria Viegas, editado em 1981, pela Polygram, atual Universal Music Portugal. A capa do disco é da autoria de José Júlio Barros.
Esta produção televisiva tem imagens da Nazaré, das Caldas da Rainha e de Leiria.
A cantiga da Tonicha pode ser ouvida quando a intriga da novela se passa no mercado de peixe, frutas e legumes. "Ai que gosto que a comida tinha outrora/ Ai que gosto que nos dava então comê-la/ Porque agora em vez de gosto tem um preço/ Que por subir de hora a hora já nem dá vontade vê-la". Delicie-se!

15 de julho de 2019

Tonicha no Brasil

Esta semana, a propósito de um email de um aluno doutorando em História, na Universidade Rural do Rio de Janeiro, lembrámo-nos da participação de Tonicha no Festival Internacional da Canção do Rio de Janeiro (FIC), nos dias 1 e 2 de outubro de 1971. Tivemos de consultar todo o nosso acervo para encontrarmos documentos úteis a tal aluno. Descobrimos esta revista brasileira publicada nessa altura. Aqui fica a capa que apresenta cantores de vários países. A canção defendida por Tonicha foi "Manhã clara", com poema de Ary dos Santos e música de Nuno Nazareth Fernandes. Tonicha ganhou o Prémio da Crítica.





















(Na foto: Jho Archer (Haiti); Llanit (Israel); Fady El Khoury (Líbano); Nancy Wilson (EUA, cantora de jazz, convidada, falecida em 2018); Tonicha; Chi Coltrane (EUA, convidada)

1 de junho de 2019

Tonicha: anos 60


4 de março de 2019

Conan Osiris e Tonicha

"Ainda meio atordoado, Conan Osíris entra na sala de imprensa para falar ao jornalistas depois de ter vencido o Festival da Canção, programa que, confessa, só viu duas vezes - os dois últimos. "Vi vídeos no YouTube" e tem uma surpresa, a sua música favorita: "Menina" cantada por Tonicha em 1971. (...) para mim é genialidade pura, em termos de orquestração, da letra, da interpretação dela. Perfeito." 


Diário de Notícias online, consultado no dia 04-03-2019

17 de janeiro de 2019

Ary deixou-nos há 35 anos


 (FOTO: Ary dos Santos, Tonicha e Nuno Nazareth Fernandes in Folheto do Turismo de Portugal, 1971)

Faz dia 18 de Janeiro 35 anos que José Carlos Ary dos Santos morreu.
Lembramo-lo da melhor forma que um poeta como Ary pode ser lembrado: nas canções que escreveu e que andaram sempre na boca do povo, pela voz de cantores como a nossa Tonicha.

Já em 1972, na contracapa do EP "4 canções de Patxi Andión", Ary escreveu:

"Em boa hora decidiu Tonicha interpretar algumas das suas [Patxi] canções, de cuja versão portuguesa tive o prazer de me ocupar. Também ela à sua maneira, personifica mais do que nenhuma outra, entre nós, o canto da nova mulher portuguesa. Canto de amor do povo e de amor pelo povo. Canto personificado num talento de facto ímpar mas, por força da sinceridade e do poder de comunicação humana, tornado colectivo e geral."

Fazemos aqui uma viagem pelas canções que marcaram a colaboração entre Ary dos Santos e Tonicha e que ficaram eternizadas em disco:

1971
Menina
Niña
Bergère
Mulher e força
Manhã clara

1972
Puedo inventar (versão portuguesa)
Poeta desde lejos (versão portuguesa)
20 versos a mi muerte (versão portuguesa)
Habria que saberlo (versão portuguesa)
Parole, parole (versão portuguesa)
Simplesmente Maria (versão portuguesa)

1973
Com um cravo na boca
Rosa Rosae
Batatinhas
Senhor padre Valentim
Vira do vinho
Labuta, meu bem, labuta

1974
 Portugal ressuscitado
Canção combate
Obrigado soldadinho
Já chegou a liberdade
O preto no branco
Tanto me faz
Canto da Primavera
Os novos pobres
Meu amor foi a Lisboa
Riscadinho p'ra aventais
A voz do meu povo
Em Lisboa
O cacau (da Ribeira)
Vira da madrugada
Trovas do Carmo

1975
Terras de Garcia Lorca
País irmão
O povo em marcha
Soneto do trabalho
Bandeira da vitória (colaboração)
Cantaremos/Lutaremos (colaboração)
Barqueiros do povo
Serrana povo
Compadre partidário
Isto agora ou vai ou racha
A moda da saia curta

1976
O menino
Um grande amor

1993
O mercado

1997
Cavalo de palavras (co-autoria: Joaquim Pessoa)

14 de janeiro de 2019

Tonicha nas plataformas digitais













Podemos ouvir gratuitamente todos estes álbuns de Tonicha nas várias plataformas digitais: Spotify; Youtube Music; Itunes...

18 de dezembro de 2018

Boas Festas!





















(FOTO: Jorge Nogueira in cd "Mulher", Polygram, 1997)

1 de novembro de 2018

Tonicha canta José Cid: 50 anos























OUSADIAS
Faz hoje 50 anos que foi publicado o primeiro disco de Tonicha com canções de José Cid. Para uma cantora que, apesar de muito jovem, tinha já o seu público - e não era este - foi de facto uma ousadia gravar com músicos de rock - do Quarteto 1111 - e temas em francês e/ou baseados no Cancioneiro de Garcia de Resende. "Esperei, já não espero"!
João Carlos Callixto, Facebook, 31-10-2018

20 de outubro de 2018

Tonicha e José Maria Nóbrega

A nossa homenagem a José Maria Nóbrega (1926-2018):
espectáculo de Tonicha no Casino da Figueira da Foz, 1973,
"Folclore à viola e à guitarra", com Raúl Nery, António Chainho, Júlio Gomes e José Maria Nóbrega (foto Apollo).

20 de setembro de 2018

Festival RTP da Canção: E as outras?

 





















"Fui ter com a madrugada", Tonicha
(Rui Malhoa/Pedro Jordão)
O Festival de 1968 teve seis das dez canções escritas por Pedro Jordão. então com 31 anos, era um verdadeiro caso sério na nossa música, ao tentar renovar por dentro a canção ligeira. Tonicha foi uma das vozes que o recebeu e que, por escassos 2 pontos, não o levaria à vitória no certame. Mais de 40 anos depois, esta música teve uma nova versão pelo projecto Movimento, de Gomo, Marta Ren, Miguel Ângelo e Selma Uamusse."
 in dvd "Festival RTP da Canção, 1964-1988, E as outras?", p. 12

16 de agosto de 2018

Tonicha: fotobiografia no "Você na TV"

A cantora Tonicha esteve em destaque na TVI, no programa "Você na TV" apresentado por Manuel Luís Goucha e Cristina Ferreira, no passado dia 15 de Agosto de 2018.

Veja, carregando no link abaixo, a entrevista que Manuel Luís Goucha fez a Maria de Lourdes de Carvalho, a propósito da apresentação da fotobiografia de Tonicha («A eterna "menina"», The Book Hut Editores, 2017), da qual Maria de Lourdes é a autora:

28 de julho de 2018

Tonicha e Paulo de Carvalho






















Tonicha e Paulo de Carvalho, os grandes rivais no Festival RTP da Canção 1971, estiveram juntos nesse mesmo ano num festival em Torremolinos, Espanha.
A Flama de Novembro de 1971 dá conta dessa participação, escolhendo para capa uma foto dos dois cantores.
Tonicha gravará pela primeira vez uma canção da autoria musical de Paulo de Carvalho em 2008: "Fui quem sou" (letra de José Fanha) para o cd "Cantos da Vida", da editora Farol.

24 de junho de 2018

Tonicha - A Festa das Canções II
















"1971. Mais uma "Menina" oriunda do Centro de preparação de Artistas da Rádio, Tonicha (n. 1946) tinha-se estreado ainda adolescente, gravando pela primeira vez para a colectânea Christmas in Portugal, de 1964. A estreia a solo chega no ano seguinte, pela editora Telectra, com o EP Luar para Esta Noite, dirigido por Jorge Costa Pinto. Em 1966 e 1967, vence o Festival da Canção Portuguesa da Figueira da Foz, com Boca de Amora e A Tua Canção Avozinha, mas o seu reportório está em constante mutação. Grava  então canções de Pedro Jordão (chegando a ficar em 2.º lugar no Festival de 1968) e de José Cid, neste caso ao longo de três discos, entre 1968 e 1970, mostrando que a inovação podia coexistir com a apropriação de canções tradicionais, que Tonicha também popularizou. De Dublin, onde se realizou a Eurovisão em 1971, a cantora traz um 9.º lugar, a primeira de dez vezes que Portugal entra no top 10 - neste ano em que a inspiração de Nuno Nazareth Fernandes se virou para os lados mais folk, sempre magistralmente servido pelas palavras de Ary dos Santos."
in dvd Festival RTP da Canção, 1964-1988, A Festa das Canções, pp. 20-21

21 de maio de 2018

6 de maio de 2018

Tonicha na capa da Revista "Domingo" do "Correio da Manhã"

O Correio da Manhã do dia da mãe, 06-05-2018, apresenta, na revista "Domingo", um artigo intitulado "Onde Estão os Vencedores do Festival", da autoria dos jornalistas Vanessa Fidalgo e Miguel Balança. Na capa, aparece a nossa Tonicha em Dublin com o quadro de votação dos jornalistas europeus, antes da final do Festival da Eurovisão 1971.


2 de maio de 2018

8 de abril de 2018

Festas de Setúbal: 03-09-1967

Como Tonicha ganhou o famoso Festival da Figueira da Foz em 1966 ("Boca de Amora", de José Gouveia) e 1967 ("A tua canção avozinha", de Rocha Oliveira), passou a ser convidada para inúmeros espetáculos por todo o país.
Estas fotos dizem respeito à atuação de Tonicha nas Festas de Setúbal. A cantora foi uma das convidadas da Eleição da Rainha do Sado.
Pode-se ver um breve vídeo do espetáculo, mas sem som, na RTP Arquivos.





8 de março de 2018

Parabéns, Tonicha

Por mais um aniversário. E haja festa portuguesa!


10 de fevereiro de 2018

Relembrar "Ela Por Ela"

TV GUIA n.º 101, de 10 a 16 de Janeiro de 1981

1 de janeiro de 2018

Um ano mais feliz!













Sabe que pode ouvir estes discos de Tonicha gratuitamente no Spotify Web Player?
Votos de um bom ano e de boas audições musicais!

17 de dezembro de 2017

Boas Festas!


27 de novembro de 2017

Pedro Rolo Duarte e Tonicha



 João Carlos Callixto: A Tonicha foi, se calhar, a fronteira maior entre o que vinha de trás, a escrita da Emissora Nacional, do Nóbrega e Sousa, Jerónimo Bragança, e uma nova leva de compositores portugueses e estrangeiros. A Tonicha já faz versões do Patxi Andion.
Pedro Rolo Duarte: A primeira paixão da minha vida foi a Tonicha. Lembro-me um dia, com seis ou cinco anos, portanto em 69, 70, estar na cama com febre e com gripe e a Tonicha foi lá a casa, fazer não sei o quê. Tenho uma visão da Tonicha a entrar no meu quarto.
João Gobern: Devia ser com a farpela que ela usou no videoclip da "Menina do Alto da Serra". Linda! Toda de branco. Linda!
Pedro Rolo Duarte: Não sei. Só me lembro daquela figura a entrar, a sorrir, aquela falhazinha nos dentes. Oh meu Deus! Descobri o que é o amor.
in Hotel Babilónia - Antena Um, 11 de outubro de 2014