28 de novembro de 2019

Tonicha e o seu Alentejo

Uma leitora do Blogue enviou-nos  uma prenda: a "Crónica Feminina" n.º 999, de 4 de Dezembro de 1975. 
Nas páginas 9, 10 e 11, encontramos uma entrevista a Tonicha com o título "Tonicha e o seu Alentejo. No parágrafo-destaque, podemos ler: "Quem conhece be Tonicha? Talvez muitos, como intérprete do folclore da nossa terra, talvez poucos, cidadã. É alentejana; filha de um trabalhador rural do Baleizão. Tonicha, ao cantar folclore, põe na sua voz, na expressão e no sentir o grito desse povo alentejano. Ela também "emigrante" dentro do seu país, lutando pela melhoria de uma vida, que o seu meio ambiente lhe negava."
Na entrevista, Tonicha fala do marido, João Maria Viegas (1930-2013): "Ele é do Ribatejo. Sente o folclore como eu... Foi operário em Almeirim até aos 28 anos. Sempre "investigou" o folclore, e bem de perto. Depois de acabar o curso, foi para a Sicília; passou tempos longos na Calábria, no Canal da Mancha, nas Astúrias... Eu sei lá!... Claro que, dos conhecimentos adquiridos, dedicou-se ao estudo profundo do folclore do nosso país; em especial Alentejo e Beira Baixa."
(Clique sobre as imagens)

14 de setembro de 2019

"Fadinho da comida" na telenovela da SIC


 A nova telenovela da SIC, "Nazaré", da autoria de Sandra Santos, realizada por Jorge Cardoso e produzida por SP Televisão, conta com uma canção da Tonicha na sua banda sonora: "Fadinho da comida". É um tema de António Pinho e Nuno Rodrigues, com arranjos de Pedro Osório, produzido por João Maria Viegas, editado em 1981, pela Polygram, atual Universal Music Portugal. A capa do disco é da autoria de José Júlio Barros.
Esta produção televisiva tem imagens da Nazaré, das Caldas da Rainha e de Leiria.
A cantiga da Tonicha pode ser ouvida quando a intriga da novela se passa no mercado de peixe, frutas e legumes. "Ai que gosto que a comida tinha outrora/ Ai que gosto que nos dava então comê-la/ Porque agora em vez de gosto tem um preço/ Que por subir de hora a hora já nem dá vontade vê-la". Delicie-se!

15 de julho de 2019

Tonicha no Brasil

Esta semana, a propósito de um email de um aluno doutorando em História, na Universidade Rural do Rio de Janeiro, lembrámo-nos da participação de Tonicha no Festival Internacional da Canção do Rio de Janeiro (FIC), nos dias 1 e 2 de outubro de 1971. Tivemos de consultar todo o nosso acervo para encontrarmos documentos úteis a tal aluno. Descobrimos esta revista brasileira publicada nessa altura. Aqui fica a capa que apresenta cantores de vários países. A canção defendida por Tonicha foi "Manhã clara", com poema de Ary dos Santos e música de Nuno Nazareth Fernandes. Tonicha ganhou o Prémio da Crítica.





















(Na foto: Jho Archer (Haiti); Llanit (Israel); Fady El Khoury (Líbano); Nancy Wilson (EUA, cantora de jazz, convidada, falecida em 2018); Tonicha; Chi Coltrane (EUA, convidada)

1 de junho de 2019

Tonicha: anos 60


4 de março de 2019

Conan Osiris e Tonicha

"Ainda meio atordoado, Conan Osíris entra na sala de imprensa para falar ao jornalistas depois de ter vencido o Festival da Canção, programa que, confessa, só viu duas vezes - os dois últimos. "Vi vídeos no YouTube" e tem uma surpresa, a sua música favorita: "Menina" cantada por Tonicha em 1971. (...) para mim é genialidade pura, em termos de orquestração, da letra, da interpretação dela. Perfeito." 


Diário de Notícias online, consultado no dia 04-03-2019

17 de janeiro de 2019

Ary deixou-nos há 35 anos


 (FOTO: Ary dos Santos, Tonicha e Nuno Nazareth Fernandes in Folheto do Turismo de Portugal, 1971)

Faz dia 18 de Janeiro 35 anos que José Carlos Ary dos Santos morreu.
Lembramo-lo da melhor forma que um poeta como Ary pode ser lembrado: nas canções que escreveu e que andaram sempre na boca do povo, pela voz de cantores como a nossa Tonicha.

Já em 1972, na contracapa do EP "4 canções de Patxi Andión", Ary escreveu:

"Em boa hora decidiu Tonicha interpretar algumas das suas [Patxi] canções, de cuja versão portuguesa tive o prazer de me ocupar. Também ela à sua maneira, personifica mais do que nenhuma outra, entre nós, o canto da nova mulher portuguesa. Canto de amor do povo e de amor pelo povo. Canto personificado num talento de facto ímpar mas, por força da sinceridade e do poder de comunicação humana, tornado colectivo e geral."

Fazemos aqui uma viagem pelas canções que marcaram a colaboração entre Ary dos Santos e Tonicha e que ficaram eternizadas em disco:

1971
Menina
Niña
Bergère
Mulher e força
Manhã clara

1972
Puedo inventar (versão portuguesa)
Poeta desde lejos (versão portuguesa)
20 versos a mi muerte (versão portuguesa)
Habria que saberlo (versão portuguesa)
Parole, parole (versão portuguesa)
Simplesmente Maria (versão portuguesa)

1973
Com um cravo na boca
Rosa Rosae
Batatinhas
Senhor padre Valentim
Vira do vinho
Labuta, meu bem, labuta

1974
 Portugal ressuscitado
Canção combate
Obrigado soldadinho
Já chegou a liberdade
O preto no branco
Tanto me faz
Canto da Primavera
Os novos pobres
Meu amor foi a Lisboa
Riscadinho p'ra aventais
A voz do meu povo
Em Lisboa
O cacau (da Ribeira)
Vira da madrugada
Trovas do Carmo

1975
Terras de Garcia Lorca
País irmão
O povo em marcha
Soneto do trabalho
Bandeira da vitória (colaboração)
Cantaremos/Lutaremos (colaboração)
Barqueiros do povo
Serrana povo
Compadre partidário
Isto agora ou vai ou racha
A moda da saia curta

1976
O menino
Um grande amor

1993
O mercado

1997
Cavalo de palavras (co-autoria: Joaquim Pessoa)

14 de janeiro de 2019

Tonicha nas plataformas digitais













Podemos ouvir gratuitamente todos estes álbuns de Tonicha nas várias plataformas digitais: Spotify; Youtube Music; Itunes...

18 de dezembro de 2018

Boas Festas!





















(FOTO: Jorge Nogueira in cd "Mulher", Polygram, 1997)

1 de novembro de 2018

Tonicha canta José Cid: 50 anos























OUSADIAS
Faz hoje 50 anos que foi publicado o primeiro disco de Tonicha com canções de José Cid. Para uma cantora que, apesar de muito jovem, tinha já o seu público - e não era este - foi de facto uma ousadia gravar com músicos de rock - do Quarteto 1111 - e temas em francês e/ou baseados no Cancioneiro de Garcia de Resende. "Esperei, já não espero"!
João Carlos Callixto, Facebook, 31-10-2018

20 de outubro de 2018

Tonicha e José Maria Nóbrega

A nossa homenagem a José Maria Nóbrega (1926-2018):
espectáculo de Tonicha no Casino da Figueira da Foz, 1973,
"Folclore à viola e à guitarra", com Raúl Nery, António Chainho, Júlio Gomes e José Maria Nóbrega (foto Apollo).

20 de setembro de 2018

Festival RTP da Canção: E as outras?

 





















"Fui ter com a madrugada", Tonicha
(Rui Malhoa/Pedro Jordão)
O Festival de 1968 teve seis das dez canções escritas por Pedro Jordão. então com 31 anos, era um verdadeiro caso sério na nossa música, ao tentar renovar por dentro a canção ligeira. Tonicha foi uma das vozes que o recebeu e que, por escassos 2 pontos, não o levaria à vitória no certame. Mais de 40 anos depois, esta música teve uma nova versão pelo projecto Movimento, de Gomo, Marta Ren, Miguel Ângelo e Selma Uamusse."
 in dvd "Festival RTP da Canção, 1964-1988, E as outras?", p. 12

16 de agosto de 2018

Tonicha: fotobiografia no "Você na TV"

A cantora Tonicha esteve em destaque na TVI, no programa "Você na TV" apresentado por Manuel Luís Goucha e Cristina Ferreira, no passado dia 15 de Agosto de 2018.

Veja, carregando no link abaixo, a entrevista que Manuel Luís Goucha fez a Maria de Lourdes de Carvalho, a propósito da apresentação da fotobiografia de Tonicha («A eterna "menina"», The Book Hut Editores, 2017), da qual Maria de Lourdes é a autora:

28 de julho de 2018

Tonicha e Paulo de Carvalho






















Tonicha e Paulo de Carvalho, os grandes rivais no Festival RTP da Canção 1971, estiveram juntos nesse mesmo ano num festival em Torremolinos, Espanha.
A Flama de Novembro de 1971 dá conta dessa participação, escolhendo para capa uma foto dos dois cantores.
Tonicha gravará pela primeira vez uma canção da autoria musical de Paulo de Carvalho em 2008: "Fui quem sou" (letra de José Fanha) para o cd "Cantos da Vida", da editora Farol.

24 de junho de 2018

Tonicha - A Festa das Canções II
















"1971. Mais uma "Menina" oriunda do Centro de preparação de Artistas da Rádio, Tonicha (n. 1946) tinha-se estreado ainda adolescente, gravando pela primeira vez para a colectânea Christmas in Portugal, de 1964. A estreia a solo chega no ano seguinte, pela editora Telectra, com o EP Luar para Esta Noite, dirigido por Jorge Costa Pinto. Em 1966 e 1967, vence o Festival da Canção Portuguesa da Figueira da Foz, com Boca de Amora e A Tua Canção Avozinha, mas o seu reportório está em constante mutação. Grava  então canções de Pedro Jordão (chegando a ficar em 2.º lugar no Festival de 1968) e de José Cid, neste caso ao longo de três discos, entre 1968 e 1970, mostrando que a inovação podia coexistir com a apropriação de canções tradicionais, que Tonicha também popularizou. De Dublin, onde se realizou a Eurovisão em 1971, a cantora traz um 9.º lugar, a primeira de dez vezes que Portugal entra no top 10 - neste ano em que a inspiração de Nuno Nazareth Fernandes se virou para os lados mais folk, sempre magistralmente servido pelas palavras de Ary dos Santos."
in dvd Festival RTP da Canção, 1964-1988, A Festa das Canções, pp. 20-21

21 de maio de 2018

6 de maio de 2018

Tonicha na capa da Revista "Domingo" do "Correio da Manhã"

O Correio da Manhã do dia da mãe, 06-05-2018, apresenta, na revista "Domingo", um artigo intitulado "Onde Estão os Vencedores do Festival", da autoria dos jornalistas Vanessa Fidalgo e Miguel Balança. Na capa, aparece a nossa Tonicha em Dublin com o quadro de votação dos jornalistas europeus, antes da final do Festival da Eurovisão 1971.


2 de maio de 2018

8 de abril de 2018

Festas de Setúbal: 03-09-1967

Como Tonicha ganhou o famoso Festival da Figueira da Foz em 1966 ("Boca de Amora", de José Gouveia) e 1967 ("A tua canção avozinha", de Rocha Oliveira), passou a ser convidada para inúmeros espetáculos por todo o país.
Estas fotos dizem respeito à atuação de Tonicha nas Festas de Setúbal. A cantora foi uma das convidadas da Eleição da Rainha do Sado.
Pode-se ver um breve vídeo do espetáculo, mas sem som, na RTP Arquivos.





8 de março de 2018

Parabéns, Tonicha

Por mais um aniversário. E haja festa portuguesa!


10 de fevereiro de 2018

Relembrar "Ela Por Ela"

TV GUIA n.º 101, de 10 a 16 de Janeiro de 1981

1 de janeiro de 2018

Um ano mais feliz!













Sabe que pode ouvir estes discos de Tonicha gratuitamente no Spotify Web Player?
Votos de um bom ano e de boas audições musicais!

17 de dezembro de 2017

Boas Festas!


27 de novembro de 2017

Pedro Rolo Duarte e Tonicha



 João Carlos Callixto: A Tonicha foi, se calhar, a fronteira maior entre o que vinha de trás, a escrita da Emissora Nacional, do Nóbrega e Sousa, Jerónimo Bragança, e uma nova leva de compositores portugueses e estrangeiros. A Tonicha já faz versões do Patxi Andion.
Pedro Rolo Duarte: A primeira paixão da minha vida foi a Tonicha. Lembro-me um dia, com seis ou cinco anos, portanto em 69, 70, estar na cama com febre e com gripe e a Tonicha foi lá a casa, fazer não sei o quê. Tenho uma visão da Tonicha a entrar no meu quarto.
João Gobern: Devia ser com a farpela que ela usou no videoclip da "Menina do Alto da Serra". Linda! Toda de branco. Linda!
Pedro Rolo Duarte: Não sei. Só me lembro daquela figura a entrar, a sorrir, aquela falhazinha nos dentes. Oh meu Deus! Descobri o que é o amor.
in Hotel Babilónia - Antena Um, 11 de outubro de 2014

23 de outubro de 2017

Tonicha no Museu do Ar em Sintra


Na exposição permanente de fotografias de figuras nacionais e internacionais do Museu do Ar, em Sintra, aparece esta foto da Tonicha, que retrata a sua chegada a Lisboa, depois da sua atuação em Dublin (1971).
A foto foi tirada no aeroporto de Lisboa e mostra Tonicha sorridente, com um ramo de flores nos braços e a mascote/símbolo da editora Zip-Zip, etiqueta onde na altura editava.

24 de setembro de 2017

Tonicha 78


















Música & Som n.º 22, de 1 de janeiro de 1978

21 de agosto de 2017

Cantigas duma terra à beira mar

40 anos depois da sua 1.ª edição (houve duas capas), o LP "Cantigas duma terra à beira mar" (Polygram, 1977) está disponível nas plataformas digitais, tais como itunes, spotify...

















Eis a capa da segunda edição, com o título da canção mais popular do LP em destaque: "Tu és o Zé que fumas". 

27 de julho de 2017

Um cromo da Tonicha

                                       
(Coleção de cromos dos anos 70. Foto de 1965.)

29 de junho de 2017

TONICHA na ORFEU

“Discos Orfeu — Imagens, Palavras, Sons (1956-1983)”, na Casa do Design de Matosinhos, de 04.05.17 a 02.09.17

13 de junho de 2017

Baptista-Bastos (1933-2017)

"A Piaf afirmava que a arte de cantar (ela dizia, de uma forma mais rigorosa: "cançonetar") tinha como matriz "um pungente apelo interior". Tonicha pertence a essa estirpe de gente que canta aqueles que nos cantaram, servindo-se de uma voz pessoalíssima e absolutamente intransmissível. Digo: inimitável. Ela possui o tal registo interior que confere aos poemas escolhidos a dimensão do tempo, a marca de uma época e o timbre de uma personalidade. Personalidade, isso mesmo. Até porque Tonicha sabe, como poucos cantores portugueses, que cantar é amar o outro; os outros. E dizer-lhes que, apesar de tudo, ainda vale a pena acreditar. Porque não há conquista sem luta nem luta sem sofrimento.
Convido-os a escutar este disco, afinal a veemência de uma declaração de amor ao outro, aos outros - a nós."
Baptista-Bastos, in cd "Mulher", Polygram, 1997