9 de outubro de 2024
"Canção da Alegria"
18 de abril de 2023
Recordar Joaquim Pessoa
10 de novembro de 2021
"Canção da alegria" reinterpretada
Mitó (dos grupos A Naifa e Señoritas), fã incondicional de Tonicha, reinterpreta, com Ana Bacalhau, "Canção da alegria", de Joaquim Pessoa e Tozé Brito, no cd de homenagem ao autor/compositor, disponível a 12 de novembro, neste ano do seu 70º aniversário.
6 de dezembro de 2020
"Ela por ela" faz 40 anos
Continuamos a redescobrir o vasto repertório de Tonicha. Esta semana, recuamos 40 anos, a Dezembro de 1980. Numa pausa de canções mais populares ou de raiz tradicional, Tonicha regressa aos temas de autor, na linha dos trabalhos que tinha feito com José Carlos Ary dos Santos. O LP em destaque chama-se "Ela por ela" e é composto por dez canções. Todas as letras são assinadas pelo poeta Joaquim Pessoa. (Recordamos que a última colaboração com Ary dos Santos data de 1976, com o single "O menino" e "Um grande amor", disco que inaugura o contrato de Tonicha com a Polygram.). São três os autores das músicas. Carlos Mendes assina seis temas. Tozé Brito assina o grande êxito "Canção da alegria". Pedro Osório assina a canção de raiz mais tradicional, "Maria da Conceição". Arranja também as versões da belíssima balada "Chamar-te meu amor", sobre música popular italiana, e da não menos bela "Canção sem ti", adaptação do tema "A comme amour", popularizado pelo pianista francês Richard Clayderman. A produção é de João Maria Viegas e os arranjos e a direção de orquestra são de Pedro Osório.
Deste manancial de canções com letras intensas e músicas harmoniosas, escolhemos uma das canções menos tocadas na rádio nessa década de 1980: "Canção da coragem", de Joaquim Pessoa e Carlos Mendes.
"Nem que a morte me soltasse/ todas as velas do sangue/ deixaria a minha casa/ como se fosse culpada/ Nem que a morte me soltasse/ todas as velas do sangue."
"Nem que a morte me dissesse:/ Virás de noite comigo.../ eu trairia um amigo/ Nem que a morte me levasse/ Nem que a morte me dissesse/ Nem que a morte me fugisse."
Recordamos que todas estas canções podem ser gratuitamente escutadas nas plataformas digitais, tais como o Spotify ou o Youtube.
"Ela por ela", da Universal Music Group, mostra a faceta mais doce da cantora ibérica que é Tonicha. O disco é uma dedicatória ao amor e à amizade. Prestemos atenção à voz da cantora e aos versos.
"Nem que a morte me fechasse/ todas as portas do sonho/ deixaria de cantar/ Nem que a morte me calasse/ Nem que a morte me fechasse/ todas as portas do sonho."
Foto incluída na entrevista de Tonicha à TV Guia n.º 101, de 10 a 16 de Janeiro de 198110 de fevereiro de 2018
21 de junho de 2015
TONICHA: 35 ANOS DE "ELA POR ELA"
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| FOTO: Jorge Jacinto, in "Vozes do Coração 11 - Tonicha", Levoir/Correio da Manhã, 2013 |
19 de julho de 2014
Tonicha no iTunes
É verdade. A cantora, que gravou o primeiro disco em 1965, "Luar para esta noite" um EP em formato vinyl com 4 temas, começa agora a ter a sua discografia disponível para compra no iTunes.
Recorde-se que o primeiro albúm de Tonicha a sair em CD (o formato que veio suceder ao velhinho vinyl) foi "A arte e a música de Tonicha" no ano de 1989 (edição Polygram), uma reedição do LP com mesmo nome editado em 1985, e que pretendia precisamente fazer a passagem da discografia da cantora para o novo formato.
Alguns dos temas contidos em albúns anteriores foram sendo ao longo dos anos passados para CD, a maioria integrando colectâneas de êxitos, mas muitos ficaram infelizmente esquecidos nas ranhuras do vinyl.
A Universal deu agora o passo seguinte e começou a recuperar e disponibilizar a discografia da cantora no iTunes, trazendo-a para o século XXI. É com muita satisfação que anunciamos os álbuns de Tonicha que já estão disponíveis para compra:
Louvamos o esforço e pedimos mais!
28 de abril de 2012
TONICHA: ANTOLOGIA 77/97
9 de novembro de 2011
TONICHA: PORTUGAL NO CORAÇÃO
Recordamos algumas das imagens que conseguimos obter da participação de Tonicha no programa "Portugal no Coração", RTP, no passado dia 19 Outubro, numa emissão especial que a estação pública preparou de homenagem ao maestro Pedro Osório.




Durante este especial, a RTP procurou nos seu extenso espólio audiovisual e brindou-nos com um excerto do videoclip do tema "Maria da Conceição", de que as duas imagens anteriores são exemplo.
Trata-se de um tema com letra de Joaquim Pessoa e música do maestro Pedro Osório. Faz parte de um programa exibido em 1984 e dedicado ao repertório de música tradicional de Tonicha.



Tonicha e Fernando Tordo conversam sobre as suas colaborações musicais com o maestro Pedro Osório. Aqui fazem referência ao LP "As duas faces de Tonicha" (ZIP, 1974) da autoria de Pedro Osório, Fernando Tordo e Ary dos Santos e ao LP "Ela por ela" (Polygram, 1980) da autoria de Joaquim Pessoa, Carlos Mendes e Pedro Osório.




Agradecimentos especiais:
- RTP
- Ana Rodrigues
11 de janeiro de 2011
TONICHA POR CARLOS CASTRO
Tonicha apresentou-se impecável perante um público que soube patentear o gosto pela música desta terra, que se rendeu completamente ao profissionalismo, ao talento, e a uma segurança desta "menina-mulher" do nosso parco meio artístico.Carlos Castro in "Nova Gente" nº 219 de 26/11 a 2/12 de 1980, p. 13
2 de janeiro de 2009
QUEM TE QUER BEM, MEU BEM
Este novo ano de 2009 começa por nos transportar até à década de 70, certamente uma das mais ricas (em discos e espectáculos) na carreira de Tonicha.
Começamos por 1978, um ano em cheio.
Em Janeiro, Tonicha apresenta um espectáculo memorável no Teatro S. Luís, em Lisboa, e que seria transmitido posteriormente, pela RTP, para todo o país. Este "Show Tonicha 1978" mereceu críticas muito positivas na imprensa. Das nossas pesquisas, seleccionámos as duas que se seguem:

in Revista PLATEIA, Janeiro de 1978

in Revista PLATEIA, Janeiro de 1978
Em 18 de Fevereiro, no Teatro Villaret, Tonicha defendeu quatro canções no 15º Festival RTP da Canção:
PELA VIDA FORA
UM DIA UMA FLOR
CANÇÃO DA AMIZADE
QUEM TE QUER BEM, MEU BEM
Nesse mesmo ano de 1978, pelas mãos da Polydor, foram editados dois singles que incluiam três dessas quatro canções.

LADO 1
QUEM TE QUER BEM, MEU BEM
(A. Avelar Pinho / Nuno Rodrigues)
(Arranjo de Armindo Neves)
LADO 2
UM DIA UMA FLOR
(Fernando Calvário / José Sotto Mayor)
(Arranjo de José Calvário)

QUEM TE QUER BEM, MEU BEM
(A. Avelar Pinho / Nuno Rodrigues)
(Arranjo de Armindo Neves)
Meu amor, meu país de tantos rios
Mil aldeias mil meninas
A molhar os pés no mar
Meu país de mil campinas
O teu corpo hei-de cantar
Meu amor, meu país de mágoa e sol
Mil vontades mil desejos a roçar a um altar
Meu país de tantos beijos
Teu quebranto hei-de quebrar
Minha terra, terra minha
Minha força portuguesa
Minha terra, terra minha
Lua cheia de surpresa.
Quem te viu meu mal, quem te quis meu bem
Quem te vê meu mal, quem te quer meu bem
Meu amor, meu país de ladainhas
Mil tambores, mil cantigas
A dançar d'horas no ar
Meu país de mil fadigas não te deixes enganar
Meu amor, meu país de sete cores
Mil florestas mil cidades
Onde o sol se vai sentar
Meu país de mil idades
É já tempo de casar
Minha terra, terra minha
Minha força portuguesa
Minha terra, terra minha
Lua cheia de surpresa.
Quem te viu meu mal, quem te quis meu bem
Quem te vê meu mal, quem te quer meu bem
Meu amor, meu filho lindo
Já são horas de acordar
Meu amor eu já vou indo
É tempo de te encontrar
Minha terra, terra minha
Minha força portuguesa
Minha terra, terra minha
Lua cheia de surpresa.
Quem te viu meu mal, quem te quis meu bem
Quem te vê meu mal, quem te quer meu bem
Minha terra, terra minha
Minha força portuguesa
Minha terra, terra minha
Lua cheia de surpresa.
Quem te viu meu mal, quem te quis meu bem
Quem te vê meu mal, quem te quer meu bem
Quem te viu meu mal, quem te quis meu bem
Quem te vê meu mal, quem te quer meu bem
Quem me quer bem, quem me quer bem, meu bem
Quem me quer bem, quem me quer bem, meu bem.
O outro single editado, também pela Polydor, inclui talvez a melhor canção desse lote: "Canção da Amizade".
Curiosamente, a única canção que não foi registada em single, "Pela vida fora" (incluída no álbum duplo "A ARTE E A MÚSICA DE TONICHA", Polydor, 1985), veio a ser a única das quatro editada em CD, em 1989, pela Polygram, mantendo o mesmo nome que o LP.

LADO 1
CANÇÃO DA AMIZADE
(Joaquim Pessoa / Carlos Mendes)
(Orquestração de Pedro Osório)
(Coro: Adelaide)
LADO 2
É TARDE MEU AMOR
(Joaquim Pessoa / Pedro Só)
(Orquestração de Correia Martins)
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CANÇÃO DA AMIZADE
(Joaquim Pessoa / Carlos Mendes)
(Orquestração de Pedro Osório)
Não vou falar, nesta canção de azar ou sorte
Mas da razão que a gente tem de ser mais forte.
Uma canção é quase sempre uma viagem
É um navio subindo o rio da coragem.
Falo do amor, como uma rosa ou uma estrada
Rasgando a noite em direcção à madrugada
Trago na boca um canto aberto à claridade
Que é sempre pouca esta palavra liberdade
Liberdade, liberdade, liberdade
Meu coração, é como um pássaro poisado
Nas tuas mãos ó meu irmão desesperado
Canta comigo uma canção que seja nossa
Que a gente deve dizer tanto quanto possa.
Não estamos sós trago na voz uma mensagem
Com que este povo diz verdade e diz coragem
Quero dizer que sei de cor a tua dor
Pois a cantar a gente sofre e faz amor.
Por isso faço esta canção ó meu amigo
E a razão porque hoje canto é estar contigo
Mas não te dou nem um centavo de saudade
Dou-te um abraço e dou-te um cravo de amizade
Dou-te um abraço e dou-te um cravo de amizade
Dou-te um abraço e dou-te um cravo de amizade.
Veja os vídeos no YouTube:
(escolha a opção "assistir em alta qualidade")
PELA VIDA FORA
http://br.youtube.com/watch?v=T9w2FhYQG-Q
UM DIA UMA FLOR
http://br.youtube.com/watch?v=VtvHAlqEGek
CANÇÃO DA AMIZADE
http://br.youtube.com/watch?v=rMU83lgC_AI
QUEM TE QUER BEM, MEU BEM
http://br.youtube.com/watch?v=53SmzoYr0O0
MEGA SUCESSO
ZUMBA NA CANECA - 2ª EDIÇÃO
"Zumba na Caneca" foi um sucesso na carreira de Tonicha de tal ordem que, ainda em 1978, teve uma segunda edição com uma capa diferente. A primeira edição tinha uma fotografia da caneca que fora mandada fazer a propósito do lançamento do tema e para ser distribuída durante a conferência de imprensa. Este Natal, Tonicha e o seu marido, João Maria Viegas, surpreenderam-nos com uma prenda tão inesperada quanto inolvidável: uma das duas canecas que ainda possuiam!
"Caneca" gentilmente oferecida por Tonicha e João Maria Viegas
FOTOS: António Caló
O single que agora destacamos foi buscar uma das fotografias da série usada também para o single "O Chico Pinguinhas", 1979, cujo autor lamentavelmente desconhecemos.
Esta reedição mantém no lado B o tema "Ti Zé da horta", que cremos nunca ter sido reeditado em CD.
"Zumba na caneca", 2ª edição, mereceu edição também na Europa e no Brasil.
Nós tivemos acesso ao disco da edição francesa, por cortesia de João Maria Viegas e Tonicha. Aproveitámos a oportunidade para digitalizar, na Biblioteca José Saramago, Beja, a capa e contracapa..jpg)
Veja o vídeo no YouTube:
http://br.youtube.com/watch?v=FpBejrEgzv4
14 de junho de 2008
TONICHA: ELA POR ELA
LP, POLYDOR, 2480 586
Grava o álbum "ELA POR ELA", em 1980 em Lisboa (de 15 de Setembro a 22 de Outubro), com canções de Carlos Mendes, Joaquim Pessoa, Tozé Brito e Pedro Osório.
"ELA POR ELA", considerado por muitos o melhor disco de repertório de autor de sempre de Tonicha, contém algumas das melhores interpretações da cantora, casos de "Canção da Alegria", "Chamar-te meu amor" (com arranjo de Pedro Osório, talvez uma das melhores canções de amor que Tonicha já cantou) e "Canção sem ti", que juntamente com "Canção de Rosalinda" foram das mais tocadas na rádio.

É de salientar ainda os excelentes temas "Canção da coragem" e "Canção do amor perdido", uma composição de Carlos Mendes para as letras do poeta Joaquim Pessoa, que Tonicha interpreta magistralmente, tinha então 34 anos.
Este disco foi reeditado em CD no ano de 1996.
Canção da Coragem (Joaquim Pessoa / Carlos Mendes)
Nem que a morte me soltasse
todas as velas no sangue
deixaria a minha casa
como se fosse culpada
Nem que a morte me soltasse
todas as velas no sangue
Nem que morte me dissesse:
"Virás de noite comigo..."
eu trairia um amigo
Nem que a morte me levasse
Nem que a morte me dissesse
Nem que vida me fugisse
Nem que morte me fechasse
todas as portas do sonho
deixaria de cantar
Nem que a morte me calasse
Nem que a morte me fechasse
todas as portas do sonho
Nem que a morte acontecesse
bem por dentro dos meus olhos
eu deixaria de viver
todo o amor de joelhos
Nem que a morte me acontecesse
ou me amor, me cegasse
Ai nem que a morte viesse
como só vem a tristeza
eu me dava por vencida
Nem que a morte me doesse
Ai que nem a morte viesse
como só vem a tristeza
E se a morte violentasse
as paredes do meu peito
meu coração lá estaria
como uma rosa de esperança
como um pássaro de sangue
ou uma bala perdida.

Chamar-te meu amor
(Joaquim Pessoa / Pop.-Arr.Pedro Osório)
Dizer que tudo em ti é movimento
e que há corças nas selvas em redor
do amor que às vezes faço em pensamento
ou do que eu penso quando faço amor.
Dizer que em tudo escuto a tua voz
no mar no vento na boca das searas
o maior amor do mundo somos nós
cobrindo a solidão de pedras raras.
Dizer tudo o que eu digo nunca basta
pois para ti não chegam as palavras
meu amor é uma expressão que já está gasta
mas tem sempre um aroma de ervas bravas.
É por ti tudo o que faço e digo e chamo
por ti eu tudo invento e tudo esqueço
dou tudo o que há em mim quando te amo
mas nem sei meu amor se te conheço.
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CANÇÃO DE ROSALINDA
(Letra: Joaquim Pessoa / Música: Carlos Mendes)
MENINO DE OIRO, MENINO DE LATA
(Letra: Joaquim Pessoa / Música: Carlos Mendes)
MARIA DA CONCEIÇÃO
(Letra: Joaquim Pessoa / Música: Pedro Osório)
CONVERSA A DOIS
(Letra: Joaquim Pessoa / Música: Carlos Mendes)
CHAMAR-TE MEU AMOR
(Letra: Joaquim Pessoa / Música: Popular/Arranjo: Pedro Osório)
CANÇÃO DA ALEGRIA
(Letra: Joaquim Pessoa / Música: Tozé Brito)
CANÇÃO SEM TI
(Letra: Joaquim Pessoa / Música: P. de Senneville / O. Toussaint / Arranjo: Pedro Osório)
CANÇÃO DA CORAGEM
(Letra: Joaquim Pessoa / Música: Carlos Mendes)
CANÇÃO DO AMOR PERDIDO
(Letra: Joaquim Pessoa / Música: Carlos Mendes)
MADALENA
Letra: Joaquim Pessoa / Música: Carlos Mendes)
Embora Tonicha sempre tenha feito por demarcar o seu repertório musical, alternando álbuns de repertório do Cancioneiro Popular Português com outros de repertório de Autor (e apesar de se "recusar" a gravar temas cantados por colegas cantores), logo no ano seguinte à edição de "ELA POR ELA", em 1981, a cantora Simone de Oliveira regrava o tema "Chamar-te meu amor" em versão fado no seu álbum chamado "Simone".
Canção do amor perdido
(Joaquim Pessoa / Carlos Mendes)
Era o deserto em que eu te percorria
e te inventava
eram pedaços de um dia
em que a alegria morria
quando a saudade voltava
Nas minhas mãos te acendia
quando o dia se apagava
Eras tu meu amor e eu sabia
adivinhava
e o silêncio que eu trazia
era sede que nascia
e nunca mais acabava
Quando o amor nos despia
é que a noite começava
Era o meu cabelo à solta
as tuas mãos no meu peito
eram beijos de revolta
num tempo quase desfeito
Eram dois corpos em flor
rosas da cor do meu espanto
quando o desejo era tanto
que só restava esta dor
Meu amor
Era o deserto em que eu te percorria
e te inventava.
CANÇÃO DA ALEGRIA
SINGLE, POLYDOR, 2063 061
Canção da Alegria(Joaquim Pessoa / Tozé Brito)
Há um pássaro que voa
Sobre as janelas do dia
Fugiu do meu peito
Poisou no meu leito
E fez
Um ninho de alegria.
Alegria que nasceu
De uma rosa quase pura
Meu amor dormindo
Nesta noite abrindo
Em flor
A minha ternura.
Tenho sede de viver
Tenho a vida à minha espera
Sou uma rosa a crescer
No azul da primavera.
Tenho sede de viver
De fazer amor contigo
Quantas vezes eu quiser
Amante, amor e amigo.
Há palavras que regressam
Como um beijo à minha boca
Para possuir-te
Para pertencer-te
A noite
Será sempre pouca.
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Canção sem ti(P. de Senneville/O. Toussaint)
(Arranjo: Pedro Osório)
sobre "A Comme Amour"
Sem ti
que me importa que o sol mude de cor
sem ti
já não me interessa mais seja o que for
sem ti
é como um jardim sem uma flor
viver sem ti
não é viver meu amor
Viver sem ti
é como se já nada mais houvesse
sem ti
é como se outro dia não nascesse
viver sem ti
é como se o meu peito não batesse
quero dizer
viver sem ti é morrer
Sem ti
sem a cama dos teus braços
ficarei à tua espera
porque sem ouvir teus passos
nunca mais é primavera
Viver sem ti
é pior que enlouquecer
não sentir nenhuma dor
é lutar por te esquecer
e esquecer-te meu amor
é não viver
Sem ti
podem morrer estrelas no universo
sem ti
não poderei cantar nem mais um verso
sem ti
nenhuma madrugada há-de chegar
viver sem ti
é não poder mais amar
...
é como se já nada mais houvesse
...
é como se outro dia não nascesse
...
é como se o meu peito não batesse
quero dizer
viver sem ti é morrer!
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