30 de março de 2026
Zumba na Caneca
15 de outubro de 2020
OS MAIORES SUCESSOS DE TONICHA
A Universal Music Portugal disponilizou hoje este LP de Tonicha nas plataformas digitais (Spotify, Itunes, Youtube). É uma compilação de 1980, com os grandes êxitos da cantora, mas também com dois medleys originais: "Tiro liro liro/ Rebola a bola/ A saia da Carolina" e "Ora vai tu/ Ora bate bate/ Ora viva a pândega". As letras são todas de J. Libório ou populares e as músicas, todas populares. Os arranjos são de Thilo Krasmann. A produção é de João Maria Viegas, (falecido) marido da Tonicha.
11 de setembro de 2020
Tonicha: "Zumba na Caneca"
"Zumba na Caneca" e "Ti Zé da Horta" são as duas canções que ficaram disponíveis hoje nas plataformas digitais (Spotify, Itunes e Youtube). Este single é um recordista de vendas. Ainda hoje entra em inúmeras coletâneas de música popular. Toda a gente sabe de cor "Zumba na Caneca". Não há festa popular onde o tema não entre. O "Ti Zé da Horta" andava esquecido, nunca tinha surgido na era do cd nem na digital. Ambos os temas são da autoria do marido da Tonicha, João Maria Viegas (com o pseudónimo J. Libório), sobre música popular. Os arranjos são de Thilo Krasmann. No ano da edição deste single, 1978, Tonicha anunciou, numa conferência de imprensa, a sua "Volta a Portugal". Os jornalistas aí presentes tiveram direito a uma caneca como a que aparece na foto do disco. Tonicha percorreu o país de lés a lés nesses anos seguintes e cantou para todas as comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo.
4 de setembro de 2020
Tonicha: "O Chico Pinguinhas"
Esta semana é a vez de aparecer "O Chico Pinguinhas", de 1979. No Spotify, no Itunes, no Youtube.
O single Universal Music Portugal tem, no Lado A, "O Chico Pinguinhas", "que anda aos tombos pela romaria", e, no Lado B, "Quadrilha de Cinfães", com a participação especial de Vítor Norte, na voz do Mandador.
Ambos os temas são da autoria de João Maria Viegas sobre música popular e com arranjos de Thilo Krasmann.
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18 de dezembro de 2019
Recordar Patxi Andión (1947-2019)
Em jeito de homenagem recordamos a colaboração com Tonicha.
O ano era o de 1972. Tonicha gravou um EP chamado "4 Canções de Patxi Andión", um vinil que continha, no lado A, "Puedo inventar" e "Poeta desde lejos" e, no lado B, "20 versos a mi muerte" e "Habria que saberlo".
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| FOTO CAPA: M. Fiuza |
Nesse mesmo ano, em Espanha, Tonicha editou o single "Poeta desde lejos"/"20 versos a mi muerte", na versão original. Ambos os discos foram editados pela Movieplay. A adaptação dos poemas para português ficou a cargo de Ary dos Santos e a direcção musical do maestro Thilo Krassman.
João Maria Viegas, marido e manager da cantora, contou-nos que Patxi, perseguido pela Pide e proibido de entrar em Portugal, tinha de vir a Lisboa às escondidas acompanhar as gravações de Tonicha.
Anos mais tarde, corria o ano de 1994, Tonicha confidenciou, no popular programa "Parabéns" da RTP apresentado por Herman José, que, uns meses após a gravação do disco, Patxi telefonou-lhe a pedir autorização para ele próprio gravar essas canções. Comentou então a cantora: "Incrível, ele que era o autor ia pedir-me autorização a mim...".
Num dos últimos concertos que Patxi Andión fez em Lisboa, no Cinema São Jorge, fomos aos bastidores e ele recebeu-nos. De forma muito simpática. Falámos-lhe deste blogue, do projecto de uma fotobiografia da cantora que estava a ser preparado e oferecemos-lhe o CD de Tonicha "Antologia 1971-1977", uma colectânea da Movieplay. Trata-se do único CD que contém uma destas 4 belíssimas canções de Patxi Andión que Tonicha gravou, "Poeta desde lejos".
Na contracapa do EP "4 Canções de Patxi Andión" (que no interior traz as letras em castelhano e em português), num texto assinado por Ary dos Santos, o poeta português referia-se a Patxi Andión desta forma:
"Pax Andion (?) é - e já muitos o têm dito - um 'caso' musical. Mas, quanto a mim, a grandeza maior desse 'caso' reside no impacto de uma força profundamente humana que quase se sente e se aprende fisicamente em todas as suas canções. Ao ouvi-las é impossível dissociarmo-nos da imagem do homem novo ibérico que, com os pés assentes na terra e os olhos virados à esperança, canta, sem dó nem piedade, o seu próprio destino. (...)".
20 versos a mi muerte
(versão: Ary dos Santos)
Ai quando eu morrer não quero
Nem coroas de cravos velhos
Nem ramos de lirios secos
Que me flagelem os dedos.
Quero que o ar se recolha
Até que o eco tropece
Quero morrer devagar
E que a vida recomece.
Eu quero morrer descalça
Metida dentro da terra
Sem uma lágrima falsa
Como se um filho tivera.
Eu quero que a terra seja
O lençol da minha vida
À morte que se deseja
Porque não é despedida.
5 de junho de 2011
TONICHA NO RIO DE JANEIRO

Hotel Glória de Copacabana, Rio de Janeiro, Outubro de 1971
FESTIVAL INTERNACIONAL DA CANÇÃO POPULAR
RIO DE JANEIRO
1971
PRÉMIO DA CRÍTICA
Em Outubro de 1971, Tonicha participou em mais um grande festival internacional. Depois da Eurovisão, em Dublin, e da Olimpíada da Canção em Atenas, a cantora foi até ao Brasil participar no Festival Internacional da Canção Popular do Rio de Janeiro.
Defendeu a canção "Manhã clara" da dupla José Carlos Ary dos Santos (com um texto muito inspirado como era seu apanágio) e Nuno Nazareth Fernandes (que compôs uma bela partitura em crescendo, mas cheia de nuances e subtilezas sempre ao serviço do poema), brilhantemente orquestrada por Thilo Krassmann.
Com esta actuação a jovem Tonicha obteve o Prémio da Crítica.
"Manhã clara" teve grande impacto no festival sobretudo graças à letra da canção, bastante ousada para um país (ou dois, se contarmos com Portugal) que vivia sob forte ditadura.
E se há palavras, daquelas que Tonicha cantou no Rio, que melhor evocaram essa vontade de libertação foram com certeza: "E nunca mais/as nossas bocas/amordaçadas."
Lembram-se do refrão?
Por ti vou inventar
A manhã clara
De outras raízes
De outras verdades
De outros países
De outras cidades
De homens felizes.
Vou renegar
As coisas fáceis
As coisas vãs
As coisas fúteis.
E nunca mais, E nunca mais
Essas manhãs
Serão inúteis
Essas cidades
Serão vazias
Essas verdades
Ficarão frias
Essas janelas
Serão fechadas.
E nunca mais, E nunca mais
As nossas bocas
Amordaçadas.
17 de maio de 2010
POEMA PENA
EP, ZIP-ZIP, 10034/E
Hoje apresentamos um disco do ano de 1971, das edições ZipZip, que contém três canções muito importantes no repertório e na carreira de Tonicha.
São três "canções" no verdadeiro sentido da palavra; canções de autor, canções de poetas e a interpretação de cada uma delas valeu à cantora um prémio.

FACE A
POEMA PENA
(Letra: Nuno Gomes dos Santos/Música: Nuno Nazareth Fernandes)
(Orquestração: Augusto Algueró)
FACE B
ROSA DE BARRO
(Letra e Música: Fernando Guerra)
(Orquestração: Thilo Krasmann)
MANHÃ CLARA
(Letra: J. C. Ary dos Santos/Música: Nuno Nazareth Fernandes)
(Orquestração: Thilo Krasmann)
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A canção "Poema Pena" foi aquela com que Tonicha se apresentou nas Olimpíadas da Canção de Atenas e onde obteve o 2ºprémio de interpretação. Trata-se de uma canção difícil do ponto de vista da interpretação, em crescendo, pedindo, exigindo sempre mais da voz. E a voz de Tonicha está sempre lá, pujante, dando-se, entregando-se ao crescendo que a música exige. Já a belíssima orquestração de Augusto Algueró valeu-lhe o 1º prémio ex-aequo.
"Rosa de barro" foi apresentada por Tonicha no Festival de Split na Jugoslávia e valeu-lhe o 1º prémio de interpretação.
A canção "Manhã clara" foi cantada no VI Festival do Rio de Janeiro e mereceu a Tonicha o Prémio da Crítica.
ROSA DE BARRO
(Letra e Música: Fernando Guerra)
(Orquestração: Thilo Krasmann)
Viver da espiga
Saber do pão
Sabor do sangue
Do mesmo chão
Viver da sombra
Cestos ao ombro
Na seiva do corpo descansa
Minha saudade
Minha incerteza
Minha eterna esperança
Raíz sem água
Razão de dor
Sede de mágoa
Do mesmo amor
Raíz cortada, desenterrada
De braços suspensos
Nas danças
Minha saudade
Minha certeza
Minha vontade
Minha criança
Minha eternidade
É minha terra
Feita no barro
Semeada com calor
É minha terra
Rosa de barro
Inventada com suor
Por ela eu choro
Por ela eu corro
Construo as pedras
Feitas em serras
Por ela eu luto
Por ela eu luto
Morre nos olhos
A minha terra
Por ela eu volto
Aperto as flores
Nas minhas mãos
Presas às folhas
Soltas ao vento no chão
É minha terra
Feita no barro
Semeada com calor
É minha terra
Rosa de barro
Inventada com suor
Viver da espiga
Sabor a pão
Saber da terra
Saber do chão
Viver de chuva
Cestos de uva
Em vinho o corpo se cansa
Minha saudade
Minha certeza
Meu suor
Minha criança
Minha dor
Minha defesa
Minha lança
Minha noite
Meu dia
Minha terra, alegria.
MANHÃ CLARA
(Letra: J. C. Ary dos Santos/Música: Nuno Nazareth Fernandes)
(Orquestração: Thillo Krasmann)
Em ti vou nascendo
Por ti vou morrendo
Meu amor distante
Quase anoitecendo
Sempre acontecendo.
Por ti vou ficando
Em mim vou partindo
Meu amor bastante
Que vou descobrindo
Chegando e partindo.
REFRÃO:
Por ti vou inventar
A manhã clara
De outras raízes
De outras verdades
De outros países
De outras cidades
De homens felizes.
Vou renegar
As coisas fáceis
As coisas vãs
As coisas fúteis.
E nunca mais
E nunca mais
Essas manhãs
Serão inúteis
Essas cidades
Serão vazias
Essas verdades
Ficarão frias
Essas janelas
Serão fechadas.
E nunca mais
E nunca mais
As nossas bocas
Amordaçadas.
Por ti vou cantando
Em mim vou dizendo
Que nunca sei quando
Por ti vou sofrendo
E em mim vou crescendo.
REFRÃO.
12 de abril de 2010
PATXI ANDIÓN
EP, MOVIEPLAY, SON100.020

FOTO: M. Fiuza
Este disco de 1972 apresenta as versões de José Carlos Ary dos Santos para "4 CANÇÕES DE PATXI ANDIÓN", com direcção musical do maestro Thilo Krassman. No interior do disco encontramos as letras das canções em castelhano e em português.
Leia-se o interessante texto que Ary assina na contracapa:
"Pax Andion (?) é - e já muitos o têm dito - um "caso" musical. Mas, quanto a mim, a grandeza maior desse "caso" reside no impacto de uma força profundamente humana que quase se sente e se aprende fisicamente em todas as suas canções. Ao ouvi-las é impossível dissociarmo-nos da imagem do homem novo ibérico que, com os pés assentes na terra e os olhos virados à esperança, canta, sem dó nem piedade, o seu próprio destino.
Em boa hora decidiu Tonicha interpretar algumas das suas canções, de cuja versão portuguesa tive o prazer de me ocupar. Também ela à sua maneira, personifica mais do que nenhuma outra, entre nós, o canto da nova mulher portuguesa. Canto de amor do povo e de amor pelo povo. Canto personificado num talento de facto ímpar mas, por força da sinceridade e do poder de comunicação humana, tornado colectivo e geral."

FACE A
PUEDO INVENTAR
POETA DESDE LEJOS
FACE B
20 VERSOS A MI MUERTE
HABRIA QUE SABERLO
Poemas e Música de Patxi Andión / Versões em Português de J. C. Ary dos Santos
Direcção Musical: Thilo Krasmann
Estúdios: Celada (Madrid) e Polysom (Lisboa) / Som: Pepe Fernandez e J. François Beaudet
Foto da Capa: M. Fiuza
1972 Movieplay
Destas 4 belas canções que integraram este EP de 1972, apenas o tema "Poeta desde lejos" foi reeditado, na versão portuguesa, na colectânea da Movieplay "ANTOLOGIA 1971-1977" do ano 2004.
Mais uma vez, uma parte importante do material discográfico de Tonicha fica por enquanto confinado ao vinil, enquanto se espera que as editoras apostem, invistam, na reedição destes temas. Ouvintes interessados há muitos, espalhados de norte a sul do país, e até no estrangeiro (incluindo na vizinha Espanha onde a carreira de Tonicha ainda é lembrada e seguida atentamente).
PUEDO INVENTAR
(Letra e Música: Patxi Andión)
(Versão portuguesa: J. C. Ary dos Santos)
Posso cantar inventando
Que te deixaste ficar
Posso cantar inventando
O que eu quiser inventar.
Posso inventar-te encontrando
Por sobre as ondas do mar
Teus olhos que estão esperando
Que tu me vejas chegar.
Posso inventar um lugar
De onde te lance a voz
E ouvir-te murmurar:
"Quem está aqui somos nós".
Posso inventar-te chorando
Mesmo que o choro não venha
Posso inventar-te sonhando
Embora sonhos não tenha.
À voz da minha guitarra
Gostaria de mandar
Que se transforme em cigarra
E que deixe de chorar.
Que abafe a sua tristeza
E não me perturbe a voz
Hoje és mais meu do que nunca
Basto eu por sermos nós.
Hoje não é como era
Hoje serás como eu for
Posso inventar tua ausência
Posso inventar teu amor.
29 de março de 2010
20 VERSOS A MI MUERTE
SINGLE, MOVIEPLAY, SN-20669

Em 1972, Tonicha assina um contrato com a Movieplay portuguesa para gravar quatro canções do cantautor espanhol Patxi Andión.
Em Portugal, é publicado o EP "4 CANÇÕES DE PATXI ANDIÓN", cantadas em português nas versões de José Carlos Ary dos Santos.
Em Espanha, publica-se o single que apresentamos, com duas canções em castelhano.
CARA A
20 VERSOS A MI MUERTE
(Letra e Música: Patxi Andión)
CARA B
POETA DESDE LEJOS
(Letra e Música: Patxi Andión)
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Arreglos y Dirección: Thilo Krassman
Director de Producción: Rui Ressurreição
1972 Movieplay Portugal
20 VERSOS A MI MUERTE
(Letra e Música: Patxi Andión)
Cuando me muera no quiero
Ni coronas de claveles
Ni ramos de lirios viejos
Que me flajelen los dedos
Quiero que el aire se estreche
Hasta que tropieze el eco
Quiero morirme despacio
Quiero morirme silbando
Quiero morirme descalzo
Quiero que me echen la tierra
Sin mimo y sin desconsuelo
Como quando se hace un hijo
Yo quiero sentir la tierra
Cubrirme toda la vida
Que se me escapa sin verla
Por un camino sin prisas
Quiero morirme de cerca
Quiero morirme hacia abajo
Quiero morirme deprisa
Quiero morirme cantando.
17 de março de 2010
MENINA
SINGLE, MOVIEPLAY, SP 20.021

O single que apresentamos é a segunda edição lançada em Portugal do tema "Menina (do alto da serra)". A primeira foi em 1971 para a etiqueta Zip-Zip.
A Movieplay aproveitou o contrato que fez com Tonicha, para a gravação de "4 CANÇÕES DE PATXI ANDIÓN", para comprar à Zip-Zip os direitos destas duas canções que compõem o single.
"PRÉMIO TV DA CANÇÃO"
"MENINA: FLORES PARA TONICHA"
"TONICHA: UMA RECEPÇÃO À BENFICA"
"TONICHA RECEBIDA NO PORTO COM ENTUSIASMO E FLORES"
"TONICHA: a melhor presença portuguesa nos festivais da Eurovisão"
Estes são apenas alguns dos inúmeros títulos que ilustraram os jornais da época após a participação de Tonicha no Festival da Eurovisão. São estes mesmos recortes de imprensa que, brilhantemente, foram usados pela Movieplay na composição da capa deste single. A composição gráfica, invulgar para a época, ilustra o êxito da cantora e do tema que representou Portugal em Dublin.
FACE A
MENINA (do alto da serra)
(Letra: J.C.Ary dos Santos / Música: Nuno Nazareth Fernandes)
Arranjos e Direcção de Orquestra: Augusto Algueró
FACE B
MULHER E FORÇA
(Letra: J.C.Ary dos Santos / Música: Nuno Nazareth Fernandes)
Arranjos e Direcção de Orquestra: Thilo Krasmann

MULHER E FORÇA
(Letra: J.C.Ary dos Santos / Música: Nuno Nazareth Fernandes)
(Arranjos e Direcção de Orquestra: Thilo Krasmann)
Menina e moça me levaram duma rosa
Menina e moça me arrancaram dum jardim
Menina e moça não sabia qual a asa
Que podia voar dentro de mim.
Mulher e moça me encontrei e descobri
Mulher e moça de vermelho me vesti
Mulher e moça não sabia qual a força
Que podia crescer dentro de mim.
Menina e moça
Mulher e força.
Menina e moça me prenderam e cercaram
Mulher e moça me ofenderam e acordaram
Menina e moça me quiseram, me quiseram
Mulher e moça me levaram, me levaram.
Mulher com força me atacaram e disseram
Palavras duras das que os homens não quiseram
Mulher com força me apertaram, me esqueceram
Mas nunca me sonharam nem tiveram.
Menina e moça
Mulher e força.
23 de novembro de 2008
TONICHA: SUPERESTRELAS
LP, READERS DIGEST, nº8

Para encerrarmos o acervo relativo aos anos 80 da carreira de Tonicha (pelo menos enquanto não descobrimos mais material), dedicamos o post de hoje a dois trabalhos feitos nesta década.
A Selecção do Reader's Digest editou uma caixa com 8 LP dedicada aos maiores cantores da música portuguesa a que chamou "SUPERESTRELAS DA MÚSICA PORTUGUESA". Cada LP incluía dois cantores, um em cada face. Excepção: Amália teve direito a um LP só para ela.
O LP número 8 juntou curiosamente, visto já terem trabalhados juntos, Tonicha e José Cid. A face A inclui os temas de Tonicha e a B os de Cid.
FACE A - TONICHA
PESTOTIRA
(Popular/Arranjo: J. Libório)
ZÉ QUE FUMAS
(Popular/Arranjo: J. Libório)
ZUMBA NA CANECA
(J. Libório/popular/Arranjo: Thilo Krasmann)
O GAITEIRO PORTUGUÊS
(J. Libório/popular/Arranjo: Thilo Krasmann)
NO ALTO DAQUELA SERRA
(Popular/Arranjo: J. Libório)
TI ZÉ DA HORTA
(J. Libório/popular/Arranjo: Thilo Krasmann)
A edição incluía na contracapa o seguinte texto sobre a nossa cantora:
"Se a especialização pode ser considerada limitação, então retiremos o termo, porque essa não é nossa intenção ao pretendermos que Tonicha é sem dúvida uma especialista, isto é um elogio, na criação e divulgação a nível nacional de números do nosso folclore que ela tem o dom raro para retirar do anonimato em que se encontram, e revivendo-os, na sua característica maneira de cantar, lhes dar celebridade e ao recuperá-los, contribui para a valorização da nossa música popular.
Música popular que muitos pretendem não dever ser afastada do meio criador, os locais de trabalho onde o povo, com uma necessidade de expansão e criatividade imaginativa, associa ao trabalho físico o prazer artístico espontâneo e ingénuo, ora leve, ora profundo, mas sempre de uma riqueza melódica capaz de interessar até o mais cosmopolita dos ouvintes.
O entendimento que aqui se diz, por parte dos organizadores deste álbum, levou-os a incluir, na certeza de irem ao encontro do gosto do público em geral, os mais conhecidos títulos do repertório de Tonicha, que todos sem excepção são do conhecimento da maioria dos ouvintes.
Quem não se lembra da graça de Pestotira, da malícia de Zé que fumas, da modernidade do Gaiteiro português, do lirismo de Do alto daquela serra e da brejeirice de Ti Zé da horta? "

1985
ABRAÇO A MOÇAMBIQUE

"Abraço a Moçambique" foi um projecto feito em parceria com a RTP e a RDP e a colaboração de diversas editoras, que permitiram a participação dos seus cantores na gravação deste tema. A direcção musical foi de Pedro Osório.
Todos os lucros obtidos com este disco, segundo consta na contracapa, foram oferecidos ao povo moçambicano.
A nossa Tonicha também participou nesta iniciativa de solidariedade, cantando a solo e em dueto com o Raul Indipwo.
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18 de novembro de 2008
OS MAIORES SUCESSOS DE TONICHA
LP, POLYGRAM,

Ainda durante o ano de 1981, a editora Polygram lançou um LP com alguns dos maiores sucessos de Tonicha, a que chamaram precisamente "OS MAIORES SUCESSOS DE TONICHA".
Trata-se de uma bela edição em LP, com a particularidade de que as canções recolhidas vão de 1977 a 1980. Desconhecem-se os autores das fotografias da capa e contracapa.
FACE A
(a1) Tiro-liro-liro
(a1) Rebola a bola
(a1) A saia da Carolina
(a2) O chico pinguinhas
(a2) Sericotalho, bacalhau, azeite e alho
(a3) Ti Zé da horta
(b4) Tu és o Zé que fumas
FACE B
(a1) Ora vai tu
(a1) Ora bate, bate
(a1) Ora viva a pândega
(a3) Zumba na caneca
(a2) Gaiteiro português
(a2) Quadrilha de cinfães
(b4) Pestotira
(a)
Músicas populares
Arranjos de: THILO KRASMANN
(b)
6 de setembro de 2008
TONICHA: POEMA PENA
EP, ZIP-ZIP, ZIP 10 034/E
Na "rentrée", continuamos com a recolha dos vinis de Tonicha e temos muitas novidades para mostrar ao longo deste mês.
Temos feito aquisições para a nossa colecção e também já começámos a receber valiosos contributos dos nossos leitores. Aqui fica o nosso agradecimento.

Hoje apresentamos um disco do ano de 1971, das edições ZipZip, que contém três canções muito importantes no repertório e na carreira de Tonicha.
São três "CANÇÕES" no verdadeiro sentido da palavra; canções de autor, canções de poetas e a interpretação de cada uma delas valeu à cantora um prémio.
FACE A
POEMA PENA
Nuno Nazareth Fernandes (Música)
Nuno Gomes dos Santos (Letra)
Augusto Algueró (Orquestração)
FACE B
ROSA DE BARRO
Thilo Krasmann (Orquestração)
MANHÃ CLARA
Nuno Nazareth Fernandes (Música)
Ary dos Santos (Letra)
Thilo Krasmann (Orquestração)
A canção "POEMA PENA" foi aquela com que Tonicha se apresentou nas Olimpíadas da Canção de Atenas e onde obteve o 2ºprémio de interpretação. Trata-se de uma canção difícil do ponto de vista da interpretação, em crescendo, pedindo, exigindo sempre mais da voz. E a voz de Tonicha está sempre lá, pujante, dando-se, entregando-se ao crescendo que a música exige. Já a belíssima orquestração de Augusto Algueró valeu-lhe o 1º prémio ex-aequo.
"ROSA DE BARRO" foi apresentada por Tonicha no Festival de Split na Jugoslávia e valeu-lhe o 1º prémio de interpretação.
A canção "MANHÃ CLARA" foi cantada pela nossa Tonicha no VI Festival do Rio de Janeiro e mereceu-lhe o Prémio da Crítica.
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"POEMA PENA"
PARABÉNS (RTP-1996)
Como já aqui afirmámos, uma das razões de ser deste blogue é a preservação e concentração de vários documentos sobre Tonicha que se encontram dispersos.
No Youtube conseguimos descobrir uma interpretação do tema "Poema pena" numa edição do programa "Parabéns" da RTP, apresentado por Herman José. Este programa era dedicado a Nuno Nazareth Fernandes. Tonicha foi um dos convidados por ter gravado ao longo da sua carreira muitos temas do compositor.
Falta-nos ainda encontrar o "Parabéns" de 1993 em que a cantora era a convidada principal.



POEMA PENA
(Letra: Nuno Gomes dos Santos)
(Música: Nuno Nazareth Fernandes)
(Orquestração: Augusto Algueró)
Este mal de não saber o bem
Esta dor que me faz não chorar
Esta espada que o meu sonho tem
Este sol que me queima o olhar.
Este vôo que não sei voar
Este ser o que não sei se sou
Este barco que não sabe o mar
Esta espiga que secou.
Tudo isto é o meu poema
Tudo isto é minha pena
Canção vencida de mim, só
Dos poemas fiz meu canto
Fiz das penas o meu manto
Canção meu grito e minha espera.
Tudo isto é o meu poema
Tudo isto é minha pena
Canção vencida de mim, só
Dos poemas fiz meu canto
Fiz das penas o meu manto
E embarquei só.
Esta espera de não poder esperar
Esta cama onde não dormir
Este amor de não saber amar
Esta boca sem saber sorrir.
Esta noite sem amanhecer
Este grito sem querer gritar
Minha casa onde habito só
Este muro a derrubar.
(2x)
Tudo isto é o meu poema
Tudo isto é minha pena
Canção vencida de mim, só
Dos poemas fiz meu canto
Fiz das penas o meu manto
Canção meu grito e minha espera.
Tudo isto é o meu poema
Tudo isto é minha pena
Canção vencida de mim, só
Dos poemas fiz meu canto
Fiz das penas o meu manto
E embarquei só.
Só embarquei minha canção
Nesta estrada
Só.


Veja o vídeo no YouTube:
14 de junho de 2008
TONICHA: O GAITEIRO PORTUGÊS
SINGLE, POLYDOR, 2063 046
O disco tem uma capa original e muito jocosa, com ilustrações assinadas por M. Vieira.

FACE 1
O GAITEIRO PORTUGUÊS
(Letra: J. Libório / Música: Popular - Arranjo: Thilo Krassman)
FACE 2
SERICOTALHO, BACALHAU, AZEITE E ALHO
(Letra: J. Libório / Música: Popular - Arranjo: Thilo Krassman)
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O CHICO PINGUINHAS
SINGLE, POLYDOR, 2063 069

Ainda no mesmo ano é editado "O Chico Pinguinhas", mantendo a parceria anterior, produção de João Viegas e arranjos do maestro Thilo Krassman, também para a Polygram. Tem uma colaboração especial de Vitor Norte (mandador).
FACE 1
O CHICO PINGUINHAS
(Letra: J.Libório / Música: Popular - Arranjo: Thilo Krassman)
FACE 2
QUADRILHA DE CINFÃES
(Letra: J.Libório / Música: Popular - Arranjo: Thilo Krassman)





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