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30 de janeiro de 2023

Rui Malhoa e "Fui ter com a madrugada"

Faleceu Rui Malhoa(1943-2023), letrista de canções, cantor e professor de Filosofia. Foi o autor da letra da canção com que Tonicha quase ganhou o Festival RTP 1968: "Fui ter com a madrugada".

20 de setembro de 2018

Festival RTP da Canção: E as outras?

 





















"Fui ter com a madrugada", Tonicha
(Rui Malhoa/Pedro Jordão)
O Festival de 1968 teve seis das dez canções escritas por Pedro Jordão. então com 31 anos, era um verdadeiro caso sério na nossa música, ao tentar renovar por dentro a canção ligeira. Tonicha foi uma das vozes que o recebeu e que, por escassos 2 pontos, não o levaria à vitória no certame. Mais de 40 anos depois, esta música teve uma nova versão pelo projecto Movimento, de Gomo, Marta Ren, Miguel Ângelo e Selma Uamusse."
 in dvd "Festival RTP da Canção, 1964-1988, E as outras?", p. 12

9 de novembro de 2011

TONICHA: PORTUGAL NO CORAÇÃO

HOMENAGEM A PEDRO OSÓRIO

Recordamos algumas das imagens que conseguimos obter da participação de Tonicha no programa "Portugal no Coração", RTP, no passado dia 19 Outubro, numa emissão especial que a estação pública preparou de homenagem ao maestro Pedro Osório.






Durante este especial, a RTP procurou nos seu extenso espólio audiovisual e brindou-nos com um excerto do videoclip do tema "Maria da Conceição", de que as duas imagens anteriores são exemplo.
Trata-se de um tema com letra de Joaquim Pessoa e música do maestro Pedro Osório. Faz parte de um programa exibido em 1984 e dedicado ao repertório de música tradicional de Tonicha.





Tonicha e Fernando Tordo conversam sobre as suas colaborações musicais com o maestro Pedro Osório. Aqui fazem referência ao LP "As duas faces de Tonicha" (ZIP, 1974) da autoria de Pedro Osório, Fernando Tordo e Ary dos Santos e ao LP "Ela por ela" (Polygram, 1980) da autoria de Joaquim Pessoa, Carlos Mendes e Pedro Osório.





Agradecimentos especiais:
- RTP
- Ana Rodrigues

28 de setembro de 2008

TONICHA: FESTIVAL RTP DA CANÇÃO 1968

FUI TER COM A MADRUGADA
EP, RCA, TP-373

Parabéns RTP Memória!
Ontem tivemos o prazer de rever a nossa cantora preferida no Festival RTP da Canção 1978, que a RTP Memória transmitiu. Nesse ano, a RTP convidou apenas 3 cantores: José Cid, os Gemini e a nossa Tonicha. Cada um cantou 4 canções. Claro que, para nós, uma das melhores canções foi interpretada por Tonicha: "Canção da Amizade", letra de Joaquim Pessoa e música de Carlos Mendes.



FESTIVAL RTP DA CANÇÃO (1968)

A propósito de festivais, lembrámo-nos de apresentar hoje, na íntegra, os dois discos que incluem as canções que Tonicha cantou em 1968.
Este disco contém a canção que quase ganhou o Festival: "Fui ter com a madrugada".
O disco é uma edição RCA. Obteve apenas menos dois pontos que o "Verão" de Carlos Mendes que ganhou nesse ano. Curiosamente, o primeiro episódio da excelente série da RTP "Conta-me como foi" gira à volta deste festival, com umas personagens a torcerem por Carlos Mendes e outras por Tonicha.

LADO 1
FUI TER COM A MADRUGADA
(Pedro Jordão / Rui Malhoa)
AQUELE ENTARDECER
(Pedro Jordão / António José)

LADO 2
NÃO DÊS ATENÇÃO
(Pedro Jordão / António José)
ALGUÉM PARA AMAR
(Eduardo Garcia / Rocha Oliveira)



FUI TER COM A MADRUGADA
(Pedro Jordão / Rui Malhoa)

Fui ter com a madrugada
Ainda deitada
Vim a abraçar o sol
Aves poisam no silvado
Num canto trinado
Chegou mui perto do sol
Ai se os homens todos soubessem
Ir como eu ver nascer a luz
Não fariam noites mais negras,
Negras de noite breu. (1x)



A outra canção que Tonicha apresentou em 1968 foi "Calendário".
Este tema foi gravado num EP, cujo exemplar aqui apresentado foi-nos oferecido por João Maria Viegas, para a então RCA e inclui os temas:

LADO 1
CALENDÁRIO
(Pedro Jordão / António José)
FOI EM NOVEMBRO
(Mariana Filomena / António José)

LADO 2
ZÉ NINGUÉM
(José Mesquita / Francisco Nicholson)
A CANÇÃO DO NOSSO ENCONTRO
(Rocha Oliveira)



CALENDÁRIO
(Pedro Jordão / António José)

Cada dia que se acaba
Vou riscando com uma cruz
Passam anos vai-se a vida
Que já nada traduz
Hoje outra folha
Tirei ao meu calendário
Passou mais um mês
Não adianta contar
São mais trinta dias
Sem ti outra vez
Longa espera, meu cabelo
Acabou já por embranquecer
Falta muito ou falta pouco
P´ra te voltar a ver
São doze folhas cruéis
Que o meu desespero
Há-de sempre atirar
Para o cesto dos papéis
E no fim de tudo nada vai mudar
Passam invernos e primaveras
E o calendário é igual
Por meu mal sempre igual
Por essa razão já pensei que talvez
Seja melhor arrancar
As folhas que falta
Todas de uma vez.

14 de junho de 2008

BIOGRAFIA DE TONICHA

1946
O INÍCIO...


Antónia de Jesus Montes Tonicha Viegas, de seu nome completo e nome artístico TONICHA (com que para sempre ficou lembrada), nasceu em Beja (Alentejo) a 08 de Março de 1946.

Terceira de quatro irmãos, cedo mostrou vocação para cantar. Primeiro, na escola e mais tarde na adolescência, nas festas da "Capricho", colectividade de cultura e recreio, actualmente conhecida como Sociedade Filarmónica Capricho Bejense.

Aos 16 anos, foi para o Barreiro para casa do seu tio-avô, então Chefe da Estação dos Caminhos de Ferro do Barreiro. Tanto ele, como todos os seus filhos, tinham grande paixão pela música. A sua prima Elizete Tonicher, irmã de Francisco Naia, era cantora e o resto da familia do lado do pai estavam ligados à música mas como amadores. Naturalmente que todos foram grande incentivo à sua determinação.
Com a irreverência da sua juventude apresentou-se, ainda com 16 anos, a concurso na Emissora Nacional, em cujos "quadros" só veio a entrar aos 18 anos.

Entretanto, foi recebendo lições dos Maestros Tavares Belo, Fernando de Carvalho, António Melo e outros. Recebeu naqueles 2 anos lições de canto por parte da então famosa vedeta internacional, Corina Freire.
A sua actividade como profissional foi iniciada em 1965, recebendo a Carteira Profissional com o nº 1626.

No entanto, as primeiras gravações de Tonicha são anteriores a 1965.
O primeiro disco que a cantora grava, um EP chamado "CANÇÕES DE NATAL" que reune vários nomes da canção dos quais o mais conhecido é o da Gina Maria, é supostamente gravado em 1963, numa edição da etiqueta Estúdio.



A primeira gravação a solo de Tonicha, que é editada com o nome de Antónia Tonicha, data de 1964, num EP da editora RCA chamado "LUAR PARA ESTA NOITE".



Em 1966 participa no Festival da Figueira da Foz, o mais importante Acontecimento Artístico Nacional da época, onde ganha o 1º Prémio com a canção "Boca de Amora", de José Gouveia.
Nesse mesmo ano, estréia-se no cinema no filme "Sarilho com fraldas" de Constantino Esteves, com Nicolau Breyner, António Calvário e Madalena Iglésias.

No ano seguinte, concorre ao mesmo Festival com a canção "A tua canção avózinha", conquistando de novo o 1º Prémio, bem como o Prémio de Interpretação.
Ainda em 1967, ganha o Prémio de Interpretação do Festival de Ourense (Espanha), com um tema de Francisco Nicholson.

Ao longo da sua carreira participou com muito sucesso, a merecer grande destaque da Imprensa, em vários festivais em Portugal e no estrangeiro dos quais se destacam:

1968 - Festival RTP da Canção (2º lugar)
1971 - Festival RTP da Canção (1º lugar)
1971 - Festival da Eurovisão - Dublin, Irelanda (9º lugar)
Festival de Brasov - Roménia (Medalha de Bronze)
Festival de Split - Jugoslávia (1º Prémio de Interpretação)
1972 - Olimpíadas de Atenas (4º lugar, 1º Prémio de Interpretação)
1972 - Festival do Rio de Janeiro - Brasil (Prémio da Crítica)
1972 - Festival da OTI em Madrid - Espanha (5º lugar)

1966
FESTIVAL DA CANÇÃO
FIGUEIRA DA FOZ



TONICHA foi chamada a actuar, em muitos casos, repetidas vezes, em: Espanha, França, Bélgica, Suiça, Luxemburgo, Inglaterra, Irlanda, Alemanha, Roménia, Jugoslávia, Angola, Moçambique, África do Sul, Macau, Hong-Kong, Austrália, Brasil, Venezuela, América do Norte e Canadá.

Manteve contractos com as editoras RCA, Zip-Zip, Discófilo, Orfeu, Movieplay, Sassetti e Polygram. Actualmente assina pela Universal Music (Portugal), tendo lançado em 2008 um CD pela Farol Música, sob licença da Universal.

Tem discos editados em:
- Espanha
- França
- Itália
- Canadá
- Venezuela
- Brasil.

1967
FESTIVAL DA CANÇÃO
FIGUEIRA DA FOZ



Com "A tua canção avózinha" ganha o 7º Festival da Canção da Figueira da Foz.
No ano de 1967 recebeu o Microfone de Ouro do Rádio Clube Português e foi eleita "Mulher Portuguesa do Ano", pelo Clube das Donas de Casa.
Vence ainda o Prémio de Imprensa do ano de 1967.

A TUA CANÇÃO AVOZINHA
(Rocha Oliveira)

Teus cabelos avozinha
São da cor do mar
Os teus olhos são estrelas
Que eu gosto de beijar
Tuas mãos são tão queridas
O teu sorrir doçura
As histórias que me contas
Eu lembro com ternura.

Sei que não há ninguém
Sem ter uma avózinha
E que também não há
Outra mais bela que a minha
Avozinha serás sempre
Fada dos sonhos meus
Tu me dás tanto carinho
Que o meu coração é teu.



1968
FESTIVAL RTP DA CANÇÃO

Depois das participações no Festival da Figueira da Foz, em dois anos consecutivos, logo em 1968 Tonicha estreia-se no FESTIVAL RTP DA CANÇÃO.
A primeira passagem de Tonicha pelo FESTIVAL RTP foi com o tema "FUI TER COM A MADRUGADA", com letra de Pedro Jordão e música de Rui Malhoa. Na sua estréia, Tonicha classificou-se em 2º lugar, com 59 pontos.



Clique no link abaixo e assista ao vídeo desta prestação, no canal YouTube:



Capa do EP "Fui ter com a madrugada", 1968, RCA

Nesse mesmo FESTIVAL RTP DA CANÇÃO de 1968 interpreta ainda o tema "CALENDÁRIO", classificando-se em 7º lugar com 12 pontos.
Veja o vídeo da prestação de Tonicha com o tema "CALENDÁRIO", no YouTube: