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29 de maio de 2025

LP "TONICHA" - ORFEU, 1973

Finalmente, está disponível nas plataformas digitais (Spotify, por exemplo) o LP "Tonicha", da Orfeu, de 1973. Este disco reúne as grandes canções de autor que Tonicha gravou no início da década de 70. Eis o alinhamento do disco: 1. Glória, Glória, Aleluia (José Cid) 2. Com um Cravo na Boa (Ary dos Santos / Jorge Palma) 3. Contraluz ( José Niza / José Calvário) 4. Rosa, Rosae (Ary dos Santos / João Henrique) 5. Manhã Clara ( Ary dos Santos / Nuno Nazareth Fernandes) 6. A Rapariga e o Poeta (José Niza / José Calvário) 7. Menina (do Alto da Serra) (Ary dos Santos / Nuno Nazareth Fernandes) 8. Mulher e Força (Ary dos Santos / Nuno Nazareth Fernandes) 9. Poema Pena (Nuno Gomes dos Santos / Nuno Nazareth Fernandes) 10. Rosa de Barro (Fernando Guerra)

9 de outubro de 2020

A ARTE E A MÚSICA DE TONICHA

 A Universal Music Portugal disponibilizou hoje o LP de 1985, "A Arte e a Música de Tonicha". É uma coletânea com 26 canções. Está dividida em 4 secções. "No Início" tem 6 canções, algumas das mais antigas do repertório da cantora: duas vencedoras do Festival da Figueira da Foz ("Boca de amora", de José Gouveia, e "A tua canção avozinha", de Rocha de Oliveira); uma da dupla Manuel Paião/Eduardo damas ("Um minuto sem te ver"); uma da colaboração com José Cid/Quarteto 1111 ("Caminheiro, donde vens"); uma de Luís Miguel de Oliveira ("D. Pedro que volta da pinga") e "O Menino" (Ary/Tozé Brito). "Tradicionais" apresenta 7 canções do cancioneiro tradicional português, como "Vira dos malmequeres", "Resineiro" ou "Maria Rita (cara bonita)". A terceira secção, "Êxitos populares", abrange alguns dos temas mais populares: "Zumba na caneca", "Gaiteiro português", "Chico pinguinhas" ou "Sericotalho, bacalhau, azeite e alho". Finalmente, a última parte, "A outra face", inclui canções de autor: "Maria da Conceição (Joaquim Pessoa/Pedro Osório); a famosíssima "Canção da alegria" (Joaquim Pessoa/Tozé Brito); "O orquestrador" (Fernando Guerra) ou "Pela vida fora" (João Henrique/Carlos Santos) - uma das quatro canções defendidas por Tonicha no Festival RTP da Canção 1978.


5 de novembro de 2013

Tonicha: capa de revista























Conhecida pela maioria dos portugueses, Tonicha é uma cantora popular, que se evidenciou, após inúmeras dificuldades, no Festival da Figueira da Foz, muitos anos atrás. A crítica e a então Emissora Nacional interessaram-se pela menina rebelde e firme nas suas aspirações artísticas que lutara anos a fio pela divulgação do nome: TONICHA.
Casada com João Viegas - locutor e produtor durante 15 anos da Rádio Ribatejo (a emissora independente de Santarém), autor e apresentador de programas da RTP, especialista em folclore, director de várias editoras discográficas - vivem ambos numa bela vivenda em Cascais.


in Revista Maria, 19 a 25 de Maio de 1982.
Material gentilmente cedido pela revista.


20 de junho de 2010

MENINA

EUROVISÃO 1971
EP, DISQUES NOGUEIRA, NOG-1021-EP



Lançado em França pela editora Disques Nogueira, aqui fica uma das muitas edições em vinil da canção que Tonicha levou ao Festival da Eurovisão.
Trata-se de um EP que, para além do tema "Menina", inclui ainda os temas "Espera", nunca editado em cd, "Rosa de Barro" e "Mulher e Força".

MENINA
(Nuno Nazareth Fernandes/J.Carlos Ary dos Santos)
ESPERA
(T. Berbiou/Fernando Guerra)
ROSA DE BARRO
(Fernando Guerra)
MULHER E FORÇA
(Nuno Nazareth Fernandes/J.Carlos Ary dos Santos)




... clique no botão "Play"

ESPERA
(T. Berbiou/Fernando Guerra)

Mar onde os olhos
se perdem sem porto.
Mar onde as mãos
são as rotas.
Mar onde a espera
se escreve no porto.
Em sonhos que fazem
as frotas voltar.

Mulheres são esperança de areia
cabelos presos no mar.
Mulheres que lembram na praia
que os barcos não vão chegar.
Mar de quem espera
mar
desespero.

Mar feito de água
que arrasta navios
mar que os embala
e atrai.
Mar onde a mágoa
se escreve no frio
das velas que partem
do cais.

6 de setembro de 2008

TONICHA: POEMA PENA

MANHÃ CLARA
EP, ZIP-ZIP, ZIP 10 034/E

Na "rentrée", continuamos com a recolha dos vinis de Tonicha e temos muitas novidades para mostrar ao longo deste mês.
Temos feito aquisições para a nossa colecção e também já começámos a receber valiosos contributos dos nossos leitores. Aqui fica o nosso agradecimento.



Hoje apresentamos um disco do ano de 1971, das edições ZipZip, que contém três canções muito importantes no repertório e na carreira de Tonicha.
São três "CANÇÕES" no verdadeiro sentido da palavra; canções de autor, canções de poetas e a interpretação de cada uma delas valeu à cantora um prémio.

FACE A

POEMA PENA
Nuno Nazareth Fernandes (Música)
Nuno Gomes dos Santos (Letra)
Augusto Algueró (Orquestração)

FACE B

ROSA DE BARRO
Fernando Guerra (Letra e Música)
Thilo Krasmann (Orquestração)

MANHÃ CLARA
Nuno Nazareth Fernandes (Música)
Ary dos Santos (Letra)
Thilo Krasmann (Orquestração)

A canção "POEMA PENA" foi aquela com que Tonicha se apresentou nas Olimpíadas da Canção de Atenas e onde obteve o 2ºprémio de interpretação. Trata-se de uma canção difícil do ponto de vista da interpretação, em crescendo, pedindo, exigindo sempre mais da voz. E a voz de Tonicha está sempre lá, pujante, dando-se, entregando-se ao crescendo que a música exige. Já a belíssima orquestração de Augusto Algueró valeu-lhe o 1º prémio ex-aequo.

"ROSA DE BARRO" foi apresentada por Tonicha no Festival de Split na Jugoslávia e valeu-lhe o 1º prémio de interpretação.

A canção "MANHÃ CLARA" foi cantada pela nossa Tonicha no VI Festival do Rio de Janeiro e mereceu-lhe o Prémio da Crítica.



"POEMA PENA"
PARABÉNS (RTP-1996)

Como já aqui afirmámos, uma das razões de ser deste blogue é a preservação e concentração de vários documentos sobre Tonicha que se encontram dispersos.
No Youtube conseguimos descobrir uma interpretação do tema "Poema pena" numa edição do programa "Parabéns" da RTP, apresentado por Herman José. Este programa era dedicado a Nuno Nazareth Fernandes. Tonicha foi um dos convidados por ter gravado ao longo da sua carreira muitos temas do compositor.
Falta-nos ainda encontrar o "Parabéns" de 1993 em que a cantora era a convidada principal.







POEMA PENA
(Letra: Nuno Gomes dos Santos)
(Música: Nuno Nazareth Fernandes)
(Orquestração: Augusto Algueró)

Este mal de não saber o bem
Esta dor que me faz não chorar
Esta espada que o meu sonho tem
Este sol que me queima o olhar.

Este vôo que não sei voar
Este ser o que não sei se sou
Este barco que não sabe o mar
Esta espiga que secou.

Tudo isto é o meu poema
Tudo isto é minha pena
Canção vencida de mim, só
Dos poemas fiz meu canto
Fiz das penas o meu manto
Canção meu grito e minha espera.
Tudo isto é o meu poema
Tudo isto é minha pena
Canção vencida de mim, só
Dos poemas fiz meu canto
Fiz das penas o meu manto
E embarquei só.

Esta espera de não poder esperar
Esta cama onde não dormir
Este amor de não saber amar
Esta boca sem saber sorrir.

Esta noite sem amanhecer
Este grito sem querer gritar
Minha casa onde habito só
Este muro a derrubar.

(2x)
Tudo isto é o meu poema
Tudo isto é minha pena
Canção vencida de mim, só
Dos poemas fiz meu canto
Fiz das penas o meu manto
Canção meu grito e minha espera.
Tudo isto é o meu poema
Tudo isto é minha pena
Canção vencida de mim, só
Dos poemas fiz meu canto
Fiz das penas o meu manto
E embarquei só.

Só embarquei minha canção
Nesta estrada
Só.





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Obrigado, RTP!