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24 de junho de 2018

Tonicha - A Festa das Canções II
















"1971. Mais uma "Menina" oriunda do Centro de preparação de Artistas da Rádio, Tonicha (n. 1946) tinha-se estreado ainda adolescente, gravando pela primeira vez para a colectânea Christmas in Portugal, de 1964. A estreia a solo chega no ano seguinte, pela editora Telectra, com o EP Luar para Esta Noite, dirigido por Jorge Costa Pinto. Em 1966 e 1967, vence o Festival da Canção Portuguesa da Figueira da Foz, com Boca de Amora e A Tua Canção Avozinha, mas o seu reportório está em constante mutação. Grava  então canções de Pedro Jordão (chegando a ficar em 2.º lugar no Festival de 1968) e de José Cid, neste caso ao longo de três discos, entre 1968 e 1970, mostrando que a inovação podia coexistir com a apropriação de canções tradicionais, que Tonicha também popularizou. De Dublin, onde se realizou a Eurovisão em 1971, a cantora traz um 9.º lugar, a primeira de dez vezes que Portugal entra no top 10 - neste ano em que a inspiração de Nuno Nazareth Fernandes se virou para os lados mais folk, sempre magistralmente servido pelas palavras de Ary dos Santos."
in dvd Festival RTP da Canção, 1964-1988, A Festa das Canções, pp. 20-21

21 de maio de 2018

20 de abril de 2015

Tonicha: a Menina do Chapéu Encarnado

Tele Semana nº 88, de 27 de setembro de 1974
Na edição de 27 de setembro de 1974 da popular revista "Tele Semana", Tonicha foi a imagem de capa, numa bela fotografia tirada durante o Festival RTP da Canção desse mesmo ano. Recorde-se que então saiu vencedor Paulo de Carvalho, com o hino "E Depois do Adeus". Nas páginas centrais, podemos ler um interessante texto, assinado por Cipriano Ricardo (C.R.), sobre um leque de cantores que tinham acabado de lançar discos, cujos temas os afastavam do repertório do tempo da RTP de Ramiro Valadão e que os deixavam com grandes responsabilidades perante os novos públicos.

Tele Semana nº 88, de 27 de setembro de 1974
São eles: Tonicha, Fernando Tordo, Duarte Mendes, Carlos Mendes, Paulo de Carvalho, Carlos Alberto Moniz e Maria do Amparo. Destaque também para dois letristas muito cantados na época: Ary dos Santos e José Niza. Aqui fica o texto original: 

A Canção entre "uns" e os "outros"

Se mais e melhor não houvesse (e havia, se havia!...) para ilustrar a orientação imprimida pela RTP de antanho, estariam os seus invariáveis programas ditos de variedades. Era ali que se cultivava, como bacilo raro em proveta cara, essa coisa que ficou definida de uma vez para sempre, quando alguém, certeira e correctamente, a baptizou de nacional-cançonetismo.
Quem eram os seus sustentáculos gargarejantes todos o sabem. Não vale a pena enumerá-los.
Estranhos a esse afável calor dos estúdios e das salas administradas pela RTP, suportando mesmo calafrios arrepiantes (e mais frequentemente do que, ainda agora, alguns pensam) havia outros que construíam a canção. Aquela que, fatalmente, tinha de vir, como veio, a rebentar a rua, pois era para a rua, isto é, para a garganta de todos e de cada um que ela tinha sido feita.
Também aqui não vou nomear ninguém. Não é preciso. Todos os seus autores e intérpretes se têm dado a conhecer publicamente através do seu próprio trabalho. Mas, entre estes dois campos, um terceiro existe, menos claro, menos definido. Enfim, na canção como no resto.
Referimo-nos àqueles que não fazendo propriamente parte da mobília da RTP de Ramiro Valadão por lá passaram vezes suficientes para deixarem o público entre o espanto e o desconfiado, quando apareceram com trabalhos que, com certeza, não teriam o aval dos antigos responsáveis pelos serviços de produção das tais invariedades, ou lá o que eram aqueles TV Clubes e quejandos.
Estamos, concretamente, a referir-nos aos discos mais recentes, e ainda anteriores a 25 de Abril, de Fernando Tordo, Carlos Mendes, Tonicha e Maria do Amparo - C. A. Moniz, que apontavam já numa direcção mais correcta que aquela que parecia que viria a ser o seu destino. De comum a todos eles está o facto de terem tido a TV na base da sua popularidade, principalmente através do festival da RTP, do qual foram uns a seguir aos outros desistindo, e, também, excepção feita a Maria do Amparo - C. A. Moniz, o terem servido poemas (e não meras letras) de Ary dos Santos e José Niza.
Quer pela popularidade que alcançaram e também pelo trabalho que fizeram com esses dois autores, este grupo de cançonetistas, que de certo modo se situa entre uns e os outros, tem certas responsabilidades perante o público, o telespectador em particular. Responsabilidades que, como já se disse, se começavam a adivinhar como conscientemente assumidas.
Mas a verdade é que, até à presente data, nada apareceu a confirmar ou a negar o que se adivinhava. E verdade também é que já não estamos no tempo de jogar às adivinhas. Nem na canção.
Uma pausa para meditar? Está bem. Pode ser salutar. Ficar entre uns e outros é que não pode ser.
Tele Semana nº 88, de 27 de setembro de 1974

12 de abril de 2014

Festival RTP 1972















Tonicha, vencedora em 1971, entrega o prémio a Carlos Mendes, vencedor em 1972.
Além dos dois cantores, aparecem na foto os autores da canção vencedora, José Niza e José Calvário, autores que Tonicha também muito cantou.

30 de janeiro de 2012

TONICHA: OS MAIORES SUCESSOS

PASSATEMPO 1
«Em que ano participou Tonicha pela última vez no Festival RTP da Canção?»

Parabéns ao Miguel Meira, de Montemor-o-Novo!
Foi o primeiro a responder acertadamente.

Tonicha participou pela última vez no Festival RTP da Canção em 1978, defendendo 4 canções: "Canção da Amizade", Um dia uma flor", "Pela vida fora" e "Quem te quer, meu bem".

25 de janeiro de 2012

TONICHA: OS MAIORES SUCESSOS

PASSATEMPO 1


Até ao aniversário de Tonicha, a 08 de março, o blogue do clube de fãs irá felicitar os seus leitores com a oferta de alguns CD da cantora.
Para o primeiro, de uma série de passatempos que hoje começamos, vamos oferecer justamente aquele que foi o primeiro trabalho da carreira de Tonicha a ser gravado em formato CD. Trata-se do álbum "Os Maiores Sucessos" (Polygram, 1990).
Para ganhar esta compilação de 19 das mais populares canções de Tonicha, basta ser o primeiro a responder para o email do blogue, à seguinte pergunta:

«Em que ano participou Tonicha pela última vez no Festival RTP da Canção?»

4 de janeiro de 2012

TONICHA CANTA CAVALO À SOLTA

As imagens de hoje são da promoção ao Festival RTP da Canção de 1986. Neste clip de promoção, vários vencedores do festival cantam o muito aclamado "Cavalo à solta" com letra de José Carlos Ary dos Santos e música de Fernando Tordo.






(Carlos Mendes, Tonicha e Sérgio Borges)



(Tonicha e Sérgio Borges)

Sérgio Borges, cantor natural da Madeira e recentemente falecido, foi vocalista do Conjunto Académico João Paulo. Em 1970, Sérgio Borges participou no Festival RTP da canção com o tema "Onde vais rio que eu canto" do qual saiu vencedor. Aqui fica a homenagem.



(Eduardo Nascimento, Carlos Mendes, Tonicha e Sérgio Borges)



(Tonicha, Sérgio Mendes e Paulo de Carvalho)



(Todos os intérpretes, orquestra e coro)
Pode ver o vídeo aqui.