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28 de junho de 2022

Tonicha: 1.º Festival OTI, Madrid, 1972

 


15 de fevereiro de 2010

GLÓRIA, GLÓRIA, ALELUIA

FESTIVAL DA OTI SINGLE PROMOCIONAL
AT. PROM. 3
EDIÇÃO ARNALDO TRINDADE & C.a Lda.



Em 1972, Tonicha representou Portugal no 1º Festival da OTI, em Madrid. Cantou uma canção com letra e música de josé Cid: "Glória, Glória, Aleluia". O tema tem grandes influências de godspell e a voz magnífica de Tonicha serviu adequadamente as intenções do autor.
Este disco é um single promocional da editora ORFEU.



Tonicha chegou à vida numa província portuguesa de interior - o Alentejo.
Cresceu entre aquela gente aberta, de ideias tão destapadas como a paisagem, gritante de sol e de distâncias.
Ali aprendeu a beleza das pessoas e as lutas da sobrevivência.
Ali decorou a melodia magoada dos cantares tristes de terra queimada.
Ali compreendeu o significado das melhores palavras e das outras.
Um dia escolheu cantar como maneira de viver. Uma voz menina, um sorriso medroso, um encanto natural de pureza desafectada, abriram-lhe o caminho.
É hoje considerada uma das vozes mais populares de Portugal.
Tonicha já esteve presente nos mais importantes Festivais da Europa, Ásia e América do Sul (de Tóquio ao Rio de Janeiro) nos quais foi sempre reconhecida como excelente intérprete das composições que os mais variados autores lhe têm confiado. E ainda uma presença no Festival da Eurovisão (1971) no qual alcançou o melhor lugar de todos os que a música portuguesa tinha conseguido naquele certame.

14 de junho de 2008

TONICHA NO FESTIVAL DA OTI

GLÓRIA, GLÓRIA, ALELUIA
SINGLE, ORFEU, SAT 845

No ano de 1972, Tonicha consegue o 5º lugar no 1º FESTIVAL DA OTI em Espanha com "Glória, Glória Aleluia" de José Cid, numa inspirada orquestração de Augusto Algueró.
O lado B do single contém o tema "Lisboa perto e longe" também de José Cid, com orquestração de José Calvário. A fotografia da capa deste single é de Álvaro João.
A canção "Glória, Glória, Aleluia" voltou a ser reeditada em CD: na compilação da Movieplay "O MELHOR DOS MELHORES" em 1994, na edição Movieplay para a Rádio Renascença "CLÁSSICOS DA RENASCENÇA" (nº 82) de 2000, e na "ANTOLOGIA 1971-1977" que foi para o mercado em 2004, pela mesma editora.



FOTO DE CAPA: Álvaro João

GLÓRIA, GLÓRIA, ALELUIA
(Letra e Música: José Cid/Orquestração: Augusto Algueró)

Glória, glória, aleluia
um mundo de amor
um mundo melhor. (2x)
Já é tempo
de construir
um mundo melhor
onde haja amor, e paz.
Já é tempo
de descobrir
o que foi mentira
e esquecer o ódio, também.
Pois só assim, acredita
tens uma canção
para teu cantar.
Pois só assim, meu amigo
te sentirás livre
livre p'ra poder voar.
Glória, glória, aleluia
um mundo de amor
um mundo melhor. (2x)
Já é tempo
de começar
ambos a caminhar
pelo mundo fora, cantando.
Pois só assim, acredita
tens uma canção
para teu cantar.
Pois só assim, meu amigo
te sentirás livre
livre p'ra poder voar.

Foi assim que Tonicha se apresentou em Madrid...









Veja o vídeo da prestação no FESTIVAL DA OTI no YouTube:
http://br.youtube.com/watch?v=aboUqD19vq0



LISBOA PERTO E LONGE
(Letra e Música: José Cid/Orquestração: José Calvário)

Lisboa tem um Tejo de ilusões
Tem casas de penhor e multidões
Nas feiras, romarias, procissões
De rastos lentamente atrás das rosas
Gritando multidões silenciosas.

Lisboa é espelho de Lisboa
Lisboa são seis letras proibidas
Um fado, uma guitarra, uma cantiga
Um grito, um pregão, sete colinas
É virgem há mil anos e menina.

Lisboa tem o sol mistificado
Nas praças, nas vielas, avenidas
Onde há sangue, onde há vidas
Tem santos muito antigos milagreiros
E o povo em promessa de joelhos.

Lisboa tem os santos populares
Tem cravos de papel e manjericos
Carroças, autocarros e jericos
Lisboa mais ou menos, menos mais
Museus, casas de passe, catedrais.

Lisboa é alegre labirinto
Lisboa é Benfica, marinheiro
Sporting e manhã de nevoeiro
Uma gaivota podre milenar
O Tejo que protesta contra o mar.

Lisboa tem um Tejo de ilusões
Tem casas de penhor e multidões
Nas feiras, romarias, procissões
Avançam lentamente atrás das rosas
Gritando multidões silenciosas.

Reparem no pregão desta varina
No fado em dó menor mas incompleto
Na ponte, no Castelo, no deserto
Neste tremor de terra, cataclismo
Quiçá maremoto de autoclismo.



Nesse ano de 1972 foi ainda uma das presenças na 14ª edição da TAÇA DA EUROPA DE CANTARES de Knokke conjuntamente com Paulo de Carvalho e Teresa Silva Carvalho. Thilo Krassman foi o director musical.