29 de maio de 2025
LP "TONICHA" - ORFEU, 1973
21 de janeiro de 2024
29 de junho de 2017
TONICHA na ORFEU
“Discos Orfeu — Imagens, Palavras, Sons (1956-1983)”, na Casa do Design de Matosinhos, de 04.05.17 a 02.09.17
2 de março de 2013
Tonicha: LP "Folclore" - 40 anos

Face A
Batatinhas
(Popular - Ribatejo / José Carlos Ary dos Santos)
Vareira do Mar
(Popular - Minho)
A Amendoeira
(Popular - Beira Litoral)
Senhor Padre Valentim
(Popular - Ribatejo / Arranjos de José Carlos Ary dos Santos)
Os Bravos
(Popular - Açores)
Vira do Vinho
(Popular - Ribatejo / Arranjos de José Carlos Ary dos Santos)
Face B
Labuta, Meu Bem, Labuta
(Popular - Ribatejo / José Carlos Ary dos Santos)
Farrapeirinha
(Popular - Beira Litoral)
Dança Daí
(Popular - Douro Litoral)
Malhão de Águeda
(Popular - Beira Litoral)
Passarinho Trigueiro
(Popular - Ribatejo)
Chula de Viana
(Popular - Minho)
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Arranjos e direção musical: António Chaínho
Grupo de guitarras de António Chaínho:
Raul Nery, José Maria Nóbrega, Francisco Peres "Paquito", Raúl Silva
Fotografia: Álvaro João
Registo de som: Moreno Pinto
ORFEU - 1973
16 de abril de 2010
TONICHA: FALA DO HOMEM NASCIDO
LP, ORFEU
Por iniciativa de José Niza a cantora Tonicha participa, em 1972, em "Fala do Homem Nascido", uma opereta gravada para disco, com poemas de António Gedeão.
Os cantores convidados para este projecto, que inicialmente saiu em LP pela editora Orfeu, foram Duarte Mendes, Carlos Mendes, Samuel e Tonicha.
Com música composta por José Niza, que também assinou a produção do disco, "Fala do Homem Nascido" teve arranjos e direcção de orquestra a cargo do maestro José Calvário.
Já no final dos anos 90, mais precisamente em 1998, a Movieplay lançou no mercado uma reedição em formato CD.

1- ESTRELA DA MANHÃ
Cantam: Carlos Mendes, Duarte Mendes, Samuel e Tonicha
FALA DO HOMEM NASCIDO
Canta: Samuel
2- DESENCONTRO
Cantam: Samuel e Tonicha
3- TEMPO DE POESIA
Canta: Duarte Mendes
VIDRO CÔNCAVO
Cantam: Carlos Mendes, Duarte Mendes, Samuel e Tonicha
4- POEMA DA MALTA DAS NAUS
Canta: Samuel
LÁGRIMA DE PRETA
Canta: Duarte Mendes
5- POEMA DO FECHO ÉCLAIR
Canta: Duarte Mendes
6- CALÇADA DE CARRICHE
Canta: Carlos Mendes
7- POEMA DA AUTO-ESTRADA
Canta: Tonicha
8- POEMA DE PEDRA LIOZ
Canta: Samuel
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FOTO: Álvaro João
Poemas: António Gedeão
Música: José Niza
Arranjos e Direcção de Orquestra: José Calvário
Gravação de Orquestra nos Estúdios Celada (Madrid): Pepe Fernandez, Enrique Rielo e Vinader
Gravação de vozes nos Estúdios Polysom (Lisboa): Moreno Pinto
Produção: José Niza
Arranjo gráfico da capa original: Beatriz Morais Alçada
Fotografias da capa original: Álvaro João
Fotografia de António Gedeão: gentilmente cedida pelo fotógrafo João Ribeiro
1972, Orfeu
POEMA DA AUTO-ESTRADA
(Letra: António Gedeão/Música: José Niza)
Voando vai para a praia
Leonor na estrada preta.
Vai na brasa, de lambreta.
Leva calções de pirata,
vermelho de alizarina,
modelando a coxa fina,
de impaciente nervura.
como guache lustroso,
amarelo de idantreno,
blusinha de terileno
desfraldada na cintura.
Fuge, fuge, Leonoreta:
Vai na brasa, de lambreta.
Agarrada ao companheiro
na volúpia da escapada
pincha no banco traseiro
em cada volta da estrada.
Grita de medo fingido,
que o receio não é com ela,
mas por amor e cautela
abraça-o pela cintura.
Vai ditosa e bem segura.
Com um rasgão na paisagem
corta a lambreta afiada,
engole as bermas da estrada
e a rumorosa folhagem.
Urrando, estremece a terra,
bramir de rinoceronte,
enfia pelo horizonte
como um punhal que se enterra.
Tudo foge à sua volta,
o céu, as nuvens, as casas,
e com os bramidos que solta,
lembra um demónio com asas.
Na confusão dos sentidos
já nem percebe Leonor
se o que lhe chega aos ouvidos
são ecos de amor perdidos
se os rugidos do motor.
Fuge, fuge, Leonoreta
Vai na brasa, de lambreta.
8 de março de 2010
8 DE MARÇO
Para comemorarmos o aniversário de Tonicha, oferecemos aos nossos leitores uma das melhores interpretações da cantora, numa das faixas do álbum "CANTIGAS POPULARES", um trabalho magistralmente orquestrado por Jorge Palma. Da editora Orfeu, corria o ano de 1976. Um excelente tema que, infelizmente, nunca conheceu edição em CD:
O MEU BEM
(Folclore açoriano)
Arranjos: Jorge Palma
Ó meu bem se tu te fores
Como dizem que te vais
Deixa-me o teu nome escrito
Numa pedrinha do cais.
Meu amor na nossa ausência
Nunca deixes de escrever
Duas regras ao teu bem
Que por ti fica a sofrer.
O meu bem quando se foi
Sete lenços alaguei
Mais a manga da camisa
E dizem que não chorei.
Meu amor na nossa ausência
Nunca deixes de escrever
Duas regras ao teu bem
Que por ti fica a sofrer.
Cortesia: sychmusic
15 de fevereiro de 2010
GLÓRIA, GLÓRIA, ALELUIA
AT. PROM. 3

Em 1972, Tonicha representou Portugal no 1º Festival da OTI, em Madrid. Cantou uma canção com letra e música de josé Cid: "Glória, Glória, Aleluia". O tema tem grandes influências de godspell e a voz magnífica de Tonicha serviu adequadamente as intenções do autor.
Este disco é um single promocional da editora ORFEU.
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2 de dezembro de 2009
TONICHA: CANÇÕES E FOLCLORE
LP, ORLADOR (Círculo de Leitores), 2041

FOTO: Álvaro João
O Círculo de Leitores, cumprindo uma longa tradição, lançou edições especiais de álbuns de grandes nomes da música portuguesa para os seus sócios. Com Tonicha não foi excepção.
No ano de 1973, sob licença da editora Orfeu, o Círculo de Leitores disponibilizou apenas para sócios uma edição especial intitulada "CANÇÕES E FOLCLORE".
Na face 1, composta por canções de autores, estão reunidos temas de 1971 ("Menina" e "Mulher e força"), 1972 ("Glória, Glória, Aleluia", "Com um cravo na boca" e "Poema Pena") e 1973 ("A rapariga e o poeta").
A face 2 reúne seis temas que foram editados em 1973 no LP "FOLCLORE" da etiqueta Orfeu.
As fotografias utilizadas nesta edição do Círculo de Leitores são da mesma série do referido álbum Orfeu.
FACE 1
GLÓRIA, GLÓRIA, ALELUIA
(Letra e Música: José Cid)
A RAPARIGA E O POETA
(Letra: José Niza / Música: José Calvário)
MULHER E FORÇA
(Letra: Ary dos Santos / Música: Nuno Nazareth Fernandes)
COM UM CRAVO NA BOCA
(Letra: Ary dos Santos / Música: Jorge Palma)
POEMA PENA
(Letra: Nuno Gomes dos Santos / Música: Nuno Nazareth Fernandes)
MENINA
(Letra: Ary dos Santos / Música: Nuno Nazareth Fernandes)
FACE 2
DANÇA DAÍ (Douro Litoral)
(Popular / Arranjos: António Chainho)
OS BRAVOS (Açores)
(Popular / Arranjos: António Chainho)
MALHÃO DE ÁGUEDA (Beira Litoral)
(Popular / Arranjos: António Chainho)
CHULA DE VIANA (Minho)
(Popular / Arranjos: António Chainho)
FARRAPEIRINHA (Beira Litoral)
(Popular / Arranjos: António Chainho)
VAREIRA DO MAR (Minho)
(Popular / Arranjos: António Chainho)

FOTO: Álvaro João
11 de julho de 2009
AS DUAS FACES
LP, ORFEU, SB1155

FACE A
A VOZ DO MEU POVO
(Letra: Ary dos Santos/Música: Fernando Tordo)
CANTO DA PRIMAVERA
(Letra: Ary dos Santos/Música: Fernando Tordo)
EM LISBOA
(Letra: Ary dos Santos/Música: Fernando Tordo)
OS NOVOS POBRES
(Letra: Ary dos Santos/Música: Pedro Osório)
O CACAU DA RIBEIRA
(Letra: Ary dos Santos/Música: Fernando Tordo)
FACE B
MEU AMOR FOI A LISBOA
(Letra: Ary dos Santos/Música: Popular, Arranjo: Pedro Osório)
VIRA DA MADRUGADA
(Letra: Ary dos Santos/Música: Popular, Arranjo: Pedro Osório)
OBRIGADO SOLDADINHO
(Letra: Ary dos Santos/Música: Popular, Arranjo: Pedro Osório)
RISCADINHO PR'A AVENTAIS
(Letra: Ary dos Santos/Música: Popular, Arranjo: Pedro Osório)
JÁ CHEGOU A LIBERDADE
(Letra: Ary dos Santos/Música: Popular, Arranjo: Pedro Osório)
TROVAS DO CARMO
(Letra: Ary dos Santos/Música: Popular, Arranjo: Pedro Osório)
FICHA TÉCNICA
ARRANJOS E DIRECÇÃO MUSICAL Pedro Osório
FACE A (2, 4) José Calvário
ESTÚDIOS Eurosonic Madrid (Orquestra, Coros e Misturas)
Polyson Lisboa (Voz e coros)
ENGENHEIROS DE SOM Alberto Navarette, Bryan H. Stóite, Jean François Baudet

Esta é a 2ª edição do LP "AS DUAS FACES DE TONICHA", editado inicialmente pela Sassetti, em 1974. Note-se que a etiqueta de Arnaldo Trindade alterou o título: em vez de "AS DUAS FACES DE TONICHA", chamou-lhe na edição de 1975 "AS DUAS FACES DA TONICHA". Tudo uma questão de preposição...
30 de março de 2009
TONICHA: CANTIGAS DO MEU PAÍS
LP, ORFEU, SB 1121

No ano de 1975 os portugueses viram chegar ao mercado um novo LP de Tonicha com a chancela da ORFEU, numa extraordinária recolha de temas do Cancioneiro Popular Português a que deram o nome de "CANTIGAS DO MEU PAÍS".
Os temas de "CANTIGAS DO MEU PAÍS", pesquisados e seleccionados por João Viegas (esposo de Tonicha e desde sempre o grande orientador da sua carreira), etnólogo por paixão, ao longo dos anos seleccionou os temas do Cancioneiro Popular Português que melhor se adequassem à voz clara e ampla de Tonicha.
"CANTIGAS DO MEU PAíS" ficou marcado pela primeira colaboração de Tonicha com um então jovem músico "desconhecido" mas que, já na altura, evidenciava um enorme talento musical e de seu nome JORGE PALMA.
Neste LP, editado pela etiqueta portuense ORFEU, para além de assinar a Supervisão e as misturas do LP, Jorge Palma surge nas gravações a tocar piano e xilofone.
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Outra característica merecedora de destaque nas "CANTIGAS DO MEU PAÍS" foi contar com a extraordinária colaboração, no acompanhamento, do CONJUNTO DE GUITARRAS DE ANTÓNIO CHAINHO, também por essa razão considerado um dos álbuns mais emblemáticos de Tonicha.
Esta participação imprimiu aos temas um som distintivo, extremamaente marcante, capaz de elevar os temas do folclore a um nível de erudição talvez nunca antes tão bem conseguido, amplificando e fazendo sobressair a beleza natural da voz de Tonicha que na altura contava apenas 29 anos. Deste conjunto faziam parte:
ANTÓNIO CHAINHO
NOBRE COSTA
J. M. NÓBREGA
RAÚL SILVA
O alinhamento do álbum, de 12 faixas e do qual haveriam de ser retirados 3 EPs para lançamento, era composto pelos temas:
FACE A
FADINHO DO POBRE
(Popular)
BARQUINHA FEITICEIRA
(Popular)
CANTIGA DO REI
(Popular)
COMPADRE PARTIDÁRIO
(Ary dos Santos - Popular)
VIDA MILITAR
(Popular)
BARQUEIROS DO POVO
(Ary dos Santos - Popular)
FACE B
SERRANA POVO
(Ary dos Santos - Popular)
RIBEIRA CHEIA
(Popular)
MALHÃO DE CINFÃES
(Popular)
DOBADOIRA
(Popular)
A MODA DA SAIA CURTA
(Ary dos Santos - Popular)
ISTO AGORA OU VAI OU RACHA
(Ary dos Santos - Popular)
Para além de temas do Cancioneiro Popular Português, este LP contou com uma já longa parceria com o poeta José Carlos Ary dos Santos que criou as letras para alguns dos temas populares: tratam-se precisamente das canções com os títulos mais "politizados" do álbum. Se não, atente-se nos títulos das canções: "Compadre Partidário", "Barqueiros do Povo", "Serrana Povo" e "Isto agora ou vai ou racha"...
Nos dias de hoje nada haveria de extraordinário nesta junção, mas nesses idos anos da década de 70, tinha ocorrido o famoso Verão quente de 1975 e o autor destas letras foi o não menos famoso e à sua maneira polémico poeta mas, infelizmente, já falecido José Carlos Ary dos Santos.
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O "Fadinho do Pobre" (que ainda hoje faz parte do repertório dos espectáculos da cantora) e "Malhão de Cinfães" são as únicas canções deste álbum que, infelizmente, voltaram a ter a sua reedição em CD, pelas mãos da editora Movieplay (detentora de grande parte do melhor e mais significativo repertório de Tonicha relativo à década de 70) que os incluiu na colectânea de 2004 "ANTOLOGIA 1971-1977".
A nós cabe-nos apenas deixar a pergunta:
"Para quando a reedição em CD dos temas que fazem parte deste e de outros álbuns de Tonicha que o povo português (a não ser que ainda tenha um velho gira-discos e as gravações dos tempos do vinil pode ter o prazer de os ouvir) tem sido privado ao longo destes anos?"
Ouvintes e compradores com certeza não faltam, isto a julgar pelo feedback que temos tido neste espaço de homenagem à carreira da cantora (de pessoas das mais variadas idades e proveniências que sucessivamente nos perguntam onde e como podem adquirir esses álbuns) e à afluência de público aos seus últimos espectáculos... Já aqui demos conta de alguns desses momentos!
Deste belíssimo "CANTIGAS DO MEU PAÍS", e dos EPs que se lhe seguiram, merecem ainda o nosso destaque e admiração todos aqueles que colaboraram para tornar possível este trabalho:
Álvaro João
(Fotografias)
Júlio Gomes
(Fotografias)
PLATEIA nº758, de 12 de Agosto de 1975
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Numa edição da revista PLATEIA do ano do lançamento deste álbum, encontrámos esta fotografia, a propósito da edição de um disco de Paulo de Carvalho para a etiqueta Orfeu de Arnaldo Trindade.
Na fotografia, vislumbramos a nossa Tonicha atrás do Paulo, curiosamente com o belo vestido que usou para a série de fotografias do álbum e respectivos Eps de "CANTIGAS DO MEU PAÍS". Cremos que esta fotografia foi tirada durante uma festa de promoção dos artistas que gravavam para esta editora nortenha.
25 de março de 2009
TONICHA: CANTIGAS DO MEU PAÍS
EP, ORFEU, ATEP 6683

O ano de 1975 foi para Tonicha um ano muito prolífico em gravações.
Foi o ano em que editou cerca de 15 discos, entre LPs, singles e EPs, entre álbuns com temas do Cancioneiro Popular Português e álbuns de autor e de cariz mais interventivo.
Foi neste ano que os portugueses viram chegar ao mercado um belíssimo álbum de temas do Cancioneiro Popular Português chamado "CANTIGAS DO MEU PAÍS", do qual foram editados 3 EP's intitulados respectivamente "Folclore 1", "Folclore 2" e "Folclore 3", que apresentamos a partir de agora.
Primeiro desta série de EPs retirados do álbum "CANTIGAS DO MEU PAÍS" (que ficaria marcado pela excelente colaboração de Tonicha com Jorge Palma - na altura ainda um compositor não tão conhecido como hoje - na supervisão e mistura das músicas, o EP "Folclore 1" reúne 4 temas. Um deles ainda hoje é muito conhecido e às vezes é recordado nos espectáculos da cantora: o "Fadinho do Pobre".
Do alinhamento do EP, este tema ("Fadinho do Pobre") é aliás o único, infelizmente, que voltou a ter a sua reedição em CD, pelas mãos da editora Movieplay (detentora de grande parte do melhor e mais significativo repertório de Tonicha relativo à década de 70) que o incluiu no CD2 da colectânea de 2004 de nome "ANTOLOGIA 1971-1977".
FACE A
FADINHO DO POBRE
(Popular)
BARQUINHA FEITICEIRA
(Popular)
FACE B
CANTIGA DO REI
(Popular)
VIDA MILITAR
(Popular)
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FADINHO DO POBRE
(Popular)
Ó minha mãe dos trabalhos
Para quem trabalho eu
Trabalho, mato o meu corpo
Não tenho nada de meu
Trabalho, mato o meu corpo
Não tenho nada de meu.
Refrão (2x)
Quem é pobre não tem vícios
Quem é surdo está calado
Quem é pobre não namora
Pois fica sempre enganado
O nosso patrão já chora
Pelo sol que vai baixinho
Não chores patrão, não chores
Que ele vai devagarinho
Não chores patrão, não chores
Que ele vai devagarinho.
Refrão (2x)
Chega o sol posto da vida
Não consegue escapar ninguém
Leva servos e patrões
Até leva a nossa mãe
Leva servos e patrões
Até leva a nossa mãe.
Refrão (3x)
24 de março de 2009
TONICHA: SERRANA POVO
EP, ORFEU, ATEP 6684

O segundo EP retirado do álbum de 1975 "CANTIGAS DO MEU PAíS", da editora portuense Orfeu, é este "Folclore 2".
Este disco reúne talvez alguns dos temas mais "politizados" do álbum. Se não, atente-se nos títulos das canções: "Serrana Povo", "Compadre Partidário", "Barqueiros do Povo"... ou não tivesse ocorrido o famoso Verão quente em 1975 e não fosse o não menos famoso mas infelizmente já falecido poeta Ary dos Santos o autor destas letras .
FACE A
SERRANA POVO
(Popular - Ary dos Santos)
COMPADRE PARTIDÁRIO
(Popular - Ary dos Santos)
FACE B
RIBEIRA CHEIA
BARQUEIROS DO POVO
(Popular - Ary dos Santos)
SERRANA POVO
(Popular - Ary dos Santos)
Serrana ó serraninha
Sem pão nem vinho
Sem pai nem mãe.
Sim senhor, eu da terra sou
Mas em quem eu sou
Não manda ninguém.
Serrana, linda serrana
Ninguém te engana
Na tua lida.
Sim senhor, eu da terra sou
E a ela dou
Toda a minha vida.
Serrana, serrana forte
Nem sempre a morte
Te fez calar.
Sim senhor, eu da terra sou
E agora vou
Mas é trabalhar.
Serrana, serrana povo
Vamos de novo
Saber cantar.
Sim senhor, eu da terra sou
E agora acabou
Ter de me curvar.
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RIBEIRA CHEIA
(Popular)
Ribeira vai cheia
E o barco parado
Eu queria passar lá pró outro lado
Ribeira vai cheia
E o barco parado
Eu queria passar lá pró outro lado.
Ai lá pró outro lado
Ai lá prá outra banda
Ribeira vai cheia e o barco não anda
Ai lá pró outro lado
Ai lá prá outra banda
Ribeira vai cheia e o barco não anda.
Ribeira vai cheia e o barco perdido
Se eu perder a vida
Morrerás comigo
Ribeira vai cheia e o barco perdido
Se eu perder a vida
Morrerás comigo.
Ai o barco parado
Ai o barco não anda
Eu queria passar lá pr'áquela banda
Ai lá pr'áquela banda
Ai lá pr'áquele lado
Ribeira vai cheia e o barco parado.
Na barquinha à vela
Vem sardinha boa
Vem meu amorzinho sentadinho à proa
Na barquinha à vela
Vem sardinha boa
Vem meu amorzinho sentadinho à proa.
Ai o barco parado
Ai o barco não anda
Eu queria passar lá pr'áquela banda
Ai lá pr'áquela banda
Ai lá pr'áquele lado
Ribeira vai cheia e o barco parado.
Meu amor barqueiro
Tem lancha no cais
Hoje é camarada
Pró ano é arrais.
Meu amor barqueiro
Tem lancha no cais
Hoje é camarada
Pró ano é arrais.
Ai lá pró outro lado
Ai lá prá outra banda
Ribeira vai cheia e o barco não anda
Ai lá pró outro lado
Ai lá prá outra banda
Ribeira vai cheia e o barco não anda.
16 de março de 2009
TONICHA: A MODA DA SAIA CURTA
EP, ORFEU, ATEP 6685

Esta série de discos ficou marcada pela colaboração de Tonicha com JORGE PALMA que, para além de assinar a Supervisão e as Misturas do LP, surge na gravação ao piano e a tocar xilofone.
O álbum "CANTIGAS DO MEU PAÍS" ficou também conhecido pela participação, no acompanhamento, do Conjunto de Guitarras de António Chainho constituído pelo grande guitarrista António Chainho, por Nobre Costa, J. M. Nóbrega e Raúl Silva.
A parceria vencedora com o poeta José Carlos Ary dos Santos manteve-se na escrita de alguns temas.
FACE A
A MODA DA SAIA CURTA
(Popular - Ary dos Santos)
DOBADOIRA
(Popular)
FACE B
MALHÃO DE CINFÃES
(Popular)
ISTO AGORA OU VAI OU RACHA
(Popular - Ary dos Santos)
Tanto o álbum como os EPs, editados pela ORFEU, mantiveram o grafismo (um belo lettering marcadamente dos anos 70 no nome de Tonicha, com uma ligeira variação entre o álbum e os EPs) e as belas fotografias de Álvaro João (colaborador em muitos discos da cantora) e Júlio Gomes.
Do alinhamento deste EP "Folclore 3" destacamos o belíssimo tema "Malhão de Cinfães" que, juntamente com "A moda da saia curta" foram, do conjunto dos quatro temas, os únicos a terem reedição em CD. Integram a colectânea de 2004 lançada pela Movieplay com o nome "ANTOLOGIA 1971-1977".
MALHÃO DE CINFÃES
(Popular)
Ó Malhão triste Malhão
Ó Malhão triste Malhão
Ó Malhão triste coitado
Eu por ti suspiro, eu por ti dou ais
Eu por ti não posso suspirar jamais
Eu por ti suspiro, eu por ti dou ais
Eu por ti não posso suspirar jamais.
Ó Malhão triste coitado
Por causa de ti Malhão
Ando triste, apaixonado
Eu por ti suspiro, eu por ti dou ais
Eu por ti não posso suspirar jamais
Eu por ti suspiro, eu por ti dou ais
Eu por ti não posso suspirar jamais.
O Malhão quando morreu
O Malhão quando morreu
Deixou dito na escritura
Eu por ti suspiro, eu por ti dou ais
Eu por ti não posso suspirar jamais
Eu por ti suspiro, eu por ti dou ais
Eu por ti não posso suspirar jamais.
Deixou dito na escritura
Que lhe forrasse o caixão
Com pano de pouca dura
Eu por ti suspiro, eu por ti dou ais
Eu por ti não posso suspirar jamais
Eu por ti suspiro, eu por ti dou ais
Eu por ti não posso suspirar jamais.
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A MODA DA SAIA CURTA
(Popular - Ary dos Santos)
A moda da saia curta
É uma moda excelente
A moda da saia curta
É uma moda excelente
Deixa os joelhos à mostra
Faz inveja a muita gente.
Ai menina encurta a saia
Dá-lhe a medida moderna
Ai menina encurta a saia
Dá-lhe a medida moderna
Quem não encurtar a saia
Não pode mostrar a perna.
A moda da saia curta
Nunca fez mal a ninguém
A moda da saia curta
Nunca fez mal a ninguém
Porque umas pernas bem feitas
Só as mostra quem as tem.
A moda da saia curta
Também tem os seus porquês
A moda da saia curta
Também tem os seus porquês
Só serve a quem for bonita
Da cabeça até aos pés.
A moda da saia curta
Não gosta de coisas feias
A moda da saia curta
Não gosta de coisas feias
E põe as pernas a nu
Mesmo por baixo das meias
E põe as pernas a nu
Mesmo por baixo das meias.
4 de março de 2009
TONICHA: FARRAPEIRA
EP, ORFEU, ATEP 6713

Depois do espectáculo no Redondo, no acolhedor Auditório do Centro Cultural, continuamos a apresentação da discografia de Tonicha referente aos anos 70.
"Farrapeira" foi o último disco que Tonicha gravou para a editora ORFEU, em 1976.
O disco prolonga a parceria com Jorge Palma como autor dos arranjos das 4 canções populares. A produção essa ficou a cargo de João Viegas.
A bela capa deste EP reproduz a fotografia de Tonicha do álbum "CANTIGAS POPULARES", aqui multiplicada por quatro.
FACE A
FARRAPEIRA
(Popular/Arranjos: Jorge Palma)
S. JOÃO
(Popular/Arranjos: Jorge Palma)
FACE B
FADO
(Popular/Arranjos: Jorge Palma)
POVEIRINHA
(Popular/Arranjos: Jorge Palma)
Produtor: João Viegas
Orquestrador musical: Jorge Palma
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SÃO JOÃO
(Popular/Arranjos: Jorge Palma)
São João lá vem, lá vem
Ai se lá vem deixai-o vir
Ai ele é menino mimoso
Ai vai ao céu e torna a vir.
Refrão:
Estas é que são as saias
Estas calças é que são
Foram feitas e talhadas
Na manhã de São João
Foram feitas e talhadas
Na manhã de São João
(2x)
São João caiu na casa
Ai lá para os lados da ribeira
Ai haja quem lhe dê a cama
Que eu lhe darei a madeira.
Refrão (2x).
Dos temas presentes neste EP editados pela Orfeu e cujos direitos de publicação actualmente pertencem à editora Movieplay, apenas dois deles viram a sua reedição em CD. Trata-se dos temas "Fado" e "São João" que integraram o CD1 da "ANTOLOGIA 1971-1977" lançado no mercado em 2004 e já aqui apresentado.
Continuamos a aguardar que, em boa hora e para alegria dos muitos fãs, a Movieplay se recorde de reeditar o restante (e numeroso) material discográfico de Tonicha que nunca teve a sua reedição em formato CD.
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FADO
(Popular/Arranjos: Jorge Palma)
Ai quem me dera uma lima
Para limar a garganta
Ai quem me dera uma lima
Para limar a garganta
Para cantar como a rola
Como a rola ninguém canta
Para cantar como a rola
Como a rola ninguém canta.
Já lá vai já se acabou
O tempo em que te amava
Já lá vai já se acabou
O tempo em que te amava
Tinha olhos e não via
Na cegueira em que eu andava
Tinha olhos e não via
Na cegueira em que eu andava.
É pena ou não é pena
De pena sinto aqui
É pena ou não é pena
De pena sinto aqui
Ontem pena ai de te ver
Hoje pena que te não vi
Ontem pena ai de te ver
Hoje pena que te não vi.
Escrevi na branca areia
o retrato do meu bem
Escrevi na branca areia
o retrato do meu bem
Escrevi e rasguei logo
Com medo não visse alguém
Escrevi e rasguei logo
Com medo não visse alguém.
24 de outubro de 2008
TONICHA: VIRA DO VINHO
EP, ORFEU, ATEP 6541
Lembrámo-nos de recordar dois EP retirados de um álbum que aqui apresentámos recentemente num post no dia 13 de Outubro, "Folclore" (Orfeu, 1973).

FACE A
BATATINHAS
(Popular: Ribatejo - Ary dos Santos)
SENHOR PADRE VALENTIM
(Popular: Ribatejo - Ary dos Santos)
FACE B
VIRA DO VINHO
(Popular: Ribatejo - Ary dos Santos)
PASSARINHO TRIGUEIRO
(Popular: Ribatejo)
BATATINHAS
(Popular: Ribatejo - Ary dos Santos)
Batatinhas miudinhas
A fritar, a fritar na frigideira
Batatinhas miudinhas
A fritar, a fritar na frigideira.
São as senhoras vizinhas
A cortar na casaquinha
Durante uma tarde inteira
São as senhoras vizinhas
A cortar na casaquinha
Durante uma tarde inteira.
Batatinhas miudinhas
Cortadinhas, cortadinhas às rodelas
Batatinhas miudinhas
Cortadinhas, cortadinhas às rodelas
São as senhoras vizinhas
A fazerem intriguinhas
Na ourela das chinelas
São as senhoras vizinhas
A fazerem intriguinhas
Na ourela das chinelas.
Batatinhas miudinhas
Cortadinhas, cortadinhas em palitos
Batatinhas miudinhas
Cortadinhas, cortadinhas em palitos
São as senhoras vizinhas
A dizerem às sobrinhas
Que o senhorio é de gritos
São as senhoras vizinhas
A dizerem às sobrinhas
Que o senhorio é de gritos.
Batatinhas miudinhas
Acabadas, acabadas de fritar
Batatinhas miudinhas
Acabadas, acabadas de fritar
São as senhoras vizinhas
Coitadinhas, coitadinhas
Que não param de falar
São as senhoras vizinhas
Coitadinhas, coitadinhas
Que não param de falar.
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VIRA DO VINHO
(Popular-Ribatejo/Ary dos Santos)
Era o vinho, meu bem, era o vinho
Era a coisa que eu mais adorava
Era o vinho, meu bem, era o vinho
Era a coisa que eu mais adorava
Só por morte, meu bem, só por morte
Só por morte o vinho eu deixava
Só por morte, meu bem, só por morte
Só por morte o vinho eu deixava.
Ai minha sogra quando morreu
Ai levou o diabo com ela
Ai minha sogra quando morreu
Ai levou o diabo com ela
Ai deixou-me as chaves da adega
Ai mas o vinho bebeu-o ela
Ai deixou-me as chaves da adega
Ai mas o vinho bebeu-o ela.
Era o vinho, meu bem, era o vinho
Era a coisa que eu mais adorava
Era o vinho, meu bem, era o vinho
Era a coisa que eu mais adorava
Que a velhota levou para a cova
Nem já morta a pinguinha deixava
Que a velhota levou para a cova
Nem já morta a pinguinha deixava.
Nem já morta a pinguinha deixava
E São Pedro porteiro do céu
Nem já morta a pinguinha deixava
E São Pedro porteiro do céu
Amparou-a quando tropeçava
E com ela uma ginja bebeu
Amparou-a quando tropeçava
E com ela uma ginja bebeu.
FOLCLORE
EP, ORFEU, ATEP 6500

Outro dos EP que foram editados pela Orfeu chama-se, tal como o LP, "Folclore" e inclui mais quatro canções.
Os arranjos musicais destes discos são de António Chainho.
Todas as belíssimas fotografias de Tonicha que foram usadas para as capas destes EP são da autoria de Álvaro João.
FACE A
FARRAPEIRINHA
OS BRAVOS
FACE B
MALHÃO DE ÁGUEDA
DANÇA DAÍ
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DANÇA DAÍ
Popular (Douro Litoral)
Meu benzinho eu vou-me embora
Faz carinhos a quem te adora
Meu benzinho eu vou-me embora
Faz carinhos a quem te adora
Meu benzinho eu já cá estou
Faz carinhos a quem te amou
Meu benzinho eu já cá estou
Faz carinhos a quem te amou
Dança daí
Daqui canto eu
Tu és o meu par
O teu par sou eu (2x)
As estrelas miudinhas
Todas bordam um cordão
Para te prender amor
Todas ao meu coração (2x)
As estrelas no céu correm
Todas numa carreirinha
Assim os beijos corressem
Da tua boca para a minha (2x)
Dança daí
Daqui canto eu
Tu és o meu par
O teu par sou eu (2x)
Recentemente, no programa da RTP "A minha geração", um dos temas que Tonicha apresentou foi precisamente "Os bravos".
Nos espectáculos actuais, com o projecto "Tonicha e venham mais cinco... alentejanos", o repertório inclui duas canções destes discos: "Vira do vinho" e "Os bravos".
OS BRAVOS
(popular: Açores - Ilha Terceira)
Eu fui à terra do bravo
Eu fui à terra do bravo
Bravo, meu bem
Com o meu lenço vermelho
Bravo, meu bem
Com o meu lenço vermelho
O mais bravo que eu lá vi
O mais bravo que eu lá vi
Bravo, meu bem
Foi um mansinho coelho
Bravo, meu bem
Foi um mansinho coelho
Eu fui à terra do bravo
Eu fui à terra do bravo
Bravo, meu bem
Com o meu vestido amarelo
Bravo, meu bem
Com o meu vestido amarelo
Amor de fora da terra
Amor de fora da terra
Bravo, meu bem
Tenho medo que me pelo
Bravo, meu bem
Tenho medo que me pelo
Eu fui à terra do bravo
Eu fui à terra do bravo
Bravo, meu bem
Vestida de azul escuro
Bravo, meu bem
Vestida de azul escuro
Amor que não é da terra
Amor que não é da terra
Bravo, meu bem
Não é firme nem seguro
Bravo, meu bem
Não é firme nem seguro
Eu fui à terra do bravo
Eu fui à terra do bravo
Bravo, meu bem
Para ver se embravecia
Bravo, meu bem
Para ver se embravecia
Cada vez fiquei mais manso
Cada vez fiquei mais manso
Bravo, meu bem
Para tua companhia
Bravo, meu bem
Para tua companhia
Bravo, meu bem
Para tua companhia
Bravo, meu bem
Para tua companhia.
REVISTA PLATEIA, 1972
A propósito destes discos, e porque as memórias também se tecem com as imagens e as palavras que outros escreveram, publicamos o excerto seguinte.
Trata-se de uma notícia publicada na extinta revista PLATEIA da Agência Portuguesa de Revistas, no ano de 1972, numa rubrica intitulada "Ronda" da autoria de Ricardo Soeiro.
A notícia dava conta da mudança da editora de Tonicha. A cantora passou da Movieplay para ingressar na Orfeu, do portuense Arnaldo Trindade.
Haveremos de dedicar futuramente uma secção às publicações da época.
13 de outubro de 2008
TONICHA: VAREIRA DO MAR
LP, ORFEU, SB-1066

Continuamos o registo dos vários momentos da carreira de Tonicha.
Hoje apresentamos um LP de 1973, para a editora Orfeu, chamado simplesmente "Folclore". São oito temas populares e quatro temas também populares mas com versos adaptados por José Carlos Ary dos Santos.
Os arranjos musicais do disco são de António Chainho.
A fotografia da capa é da autoria de Álvaro João.
António Chainho e Raúl Nery
(GUITARRAS)
José Maria Nóbrega, Francisco Peres e Manuel Martins
(VIOLAS)
Raúl Silva
(VIOLA BAIXO).
FACE A
BATATINHAS
popular (Ribatejo) - Ary dos Santos
VAREIRA DO MAR
popular (Minho)
A AMENDOEIRA
popular (Beira Litoral)
SENHOR PADRE VALENTIM
popular (Ribatejo) - Ary dos Santos
OS BRAVOS
popular (Açores)
VIRA DO VINHO
popular (Ribatejo) - Ary dos Santos
VAREIRA DO MAR
popular (Minho)
Vareira linda vareira
vareira eu vou, eu vou
dá 'qui, dá cá que eu dou vida
matar a quem me matou.
Matar a quem me matou
vareira linda vareira
vareira linda vareira
vareira eu vou, eu vou.
No meio daquele mar
há uma pedra comprida
com um letreiro que diz
quem lá for arrisca a vida.
Quem lá for arrisca a vida
no meio daquele mar
no meio daquele mar
há uma pedra comprida.
Ó amieiro do rio
deixa passar os peixinhos
quem namora às escondidas
quer abraços e beijinhos.
Quer abraços e beijinhos
ó amieiro do rio
ó amieiro do rio
deixa passar os peixinhos.
Sou cantada, sou bailada
sou bem de toda a maneira
vou-me para a minha terra
adeus ó chula vareira.
Adeus ó chula vareira
sou cantada, sou bailada
sou cantada, sou bailada
sou bem de toda a maneira.
FACE B
LABUTA, MEU BEM, LABUTA
popular (Ribatejo) - Ary dos Santos
FARRAPEIRINHA
popular (Beira Litoral)
DANÇA DAÍ
popular (Douro Litoral)
PASSARINHO TRIGUEIRO
popular (Ribatejo)
CHULA DE VIANA
popular (Minho)

Muitas destas canções foram passadas nas rádios intensivamente.
Algumas delas integram ainda o repertório que Tonicha tem apresentado com o novo projecto "Tonicha e venham mais cinco... alentejanos".
Deixamos para apreciação estas metáforas bem trabalhadas por Ary dos Santos e muito arrojadas para o antes 25 de Abril:
LABUTA, MEU BEM, LABUTA
popular (Ribatejo) - Ary dos Santos
Labuta, meu bem, labuta
É no mês de Maio que começa a luta
Labuta, meu bem, labuta
É no mês de Maio que começa a luta
Que começa a luta, que rebenta o raio
Vamos colher fruta lá no mês de Maio
Persiste, meu bem, resiste
Lá no mês de Maio não queiras ser triste
Persiste, meu bem, resiste
Lá no mês de Maio não queiras ser triste
Não queiras ser triste, não queiras ser pobre
Lá no mês de Maio não há fruta podre
Trabalha, meu bem, trabalha
É no mês de Maio que a gente lhes malha
Trabalha, meu bem, trabalha
É no mês de Maio que a gente lhes malha
Que a gente lhes malha, que a gente lhes canta
A canção do gaio presa na garganta
Semeia, meu bem, semeia
É no mês de Maio que o fogo se ateia
Semeia, meu bem, semeia
É no mês de Maio que o fogo se ateia
Que o fogo se ateia, que se põe o estrume
Numa terra cheia de trigais de lume
Que o fogo se ateia, que se põe o estrume
Numa terra cheia de trigais de lume.
7 de outubro de 2008
TONICHA: CANTIGAS POPULARES
LP, ORFEU, SB 1088
Aproveitamos o inédito, "Menino/rapaz", que Jorge Palma compôs para o mais recente álbum de Tonicha, "Cantos da Vida", para relembrarmos uma das anteriores colaborações entre Jorge Palma e Tonicha.

O álbum "Cantigas Populares" (da editora Arnaldo Trindade e Cª / Orfeu) é um dos discos de Tonicha dedicados às cantigas tradicionais portuguesas.
O nosso disco data de 1976, no entanto, um dos três singles extraídos deste álbum (ver post de Junho) tem data de 1975. Ou o álbum teve uma primeira edição em 1975 ou o single tem a data errada.
"Cantigas Populares" tem arranjos e direcção musical de Jorge Palma.
A produção e selecção musical é de João Viegas.
FACE A
Minha mãe, minha mãe (popular)
Entrudo (popular)
Olhos pretos (popular)
Milho verde (popular)
Roseira brava (A.Ferreira Guedes/José Niza)
FACE B
O meu bem (popular)
Samacaio (popular)
Charamba (popular)
Menina Florentina (popular)
Cantigas de Maio (José Afonso)
As canções editadas neste LP são magníficas.
"Minha mãe, minha mãe", do Alentejo, que Tonicha cantou, acompanhada por um coro alentejano, num concerto no Teatro São Luís e transmitido pela RTP, ainda hoje faz parte do alinhamento do seu projecto "Tonicha e venham mais cinco alentejanos".
"Milho verde" já antes gravado por José Afonso faz parte do nosso património cultural. Também o tema "Entrudo", da Beira Baixa, atravessou gerações. "Roseira brava", uma canção muito bem construída, fora também gravada por Adriano Correia de Oliveira.
A viagem deste disco pelo folclore nacional passa também pelos Açores com os temas "Samacaio" e "Charamba".
Finalmente o último tema do disco é uma recriação de Tonicha da famosa canção de José Afonso, "Cantigas de Maio".
14 de julho de 2008
TONICHA: CANÇÕES DE ABRIL
EP, ORFEU, ATEP 6696
Pelo número de edição do disco, percebemos que este "Cantaremos/Lutaremos" é posterior ao "Serrana Povo" já aqui apresentado.
Ao contrário do outro disco, nenhum destes temas é da autoria de Ary dos Santos, mas encontramos uma curiosa "Bandeira da Vitória", com letra do crítico de televisão Mário Castrim, uma versão do incontornável hino da Ermelinda Duarte, "Somos Livres", e um poema do grande poeta António Feliciano de Castilho.
PRODUÇÃO E SELECÇÃO: João Viegas
ARRANJOS E DIRECÇÃO MUSICAL: Jorge Palma

FACE A
CANTAREMOS/LUTAREMOS
(Gonçalves Preto - Braga Santos)
BANDEIRA DA VITÓRIA
(Mário Castrim - Nuno Nazareth Fernandes)
FACE B
SOMOS LIVRES
(Ermelinda Duarte)
HINO DO TRABALHO
(S. Galarza-António F. Castilho)

CANTAREMOS/LUTAREMOS
(Gonçalves Preto - Braga Santos)
Agora companheiros cantaremos
por aqueles que morreram na prisão.
Cantaremos a canção que vale a pena,
com a força de uma raiva em cada mão.
Cantaremos com a voz da liberdade
e faremos dessa voz nossa razão.
Cantaremos este sol imaginado,
cantaremos esta sede de amanhã,
que tiveram os amigos que lutaram
p'ra nos dar a liberdade por irmã.
Cantaremos os caminhos que nos deram
cantaremos o sinal que ainda se vê
e deixaram os amigos que levaram
e morreram a saber por quê.
Lutaremos
(lutaremos)
Venceremos
(venceremos)
Cantaremos
(cantaremos).
18 de junho de 2008
TONICHA E AS CANTIGAS DO MEU PAÍS

Hoje fomos até ao Chiado e encontrámos este single raro, de 1975. Repare-se nos títulos tão politizados... e não fosse o Verão quente no ano da publicação deste vinyl e o autor das letras o Ary.Trata-se do volume "Folclore 2" dedicado às "Cantigas do meu país" que contém 4 temas:
FACE A
(Popular - Ary dos Santos)
COMPADRE PARTIDÁRIO
(Popular - Ary dos Santos)
FACE B
RIBEIRA CHEIA
(Popular)
BARQUEIROS DO POVO
(Popular - Ary dos Santos)
14 de junho de 2008
TONICHA: MINHA MÃE, MINHA MÃE
CANTIGAS POPULARES, de 1976, é o resultado de, talvez, uma das mais interessantes parcerias da música portuguesa, esta que uniu Tonicha ao então ainda pouco conhecido Jorge Palma que, já em meados dos idos anos 70, com a Direcção Musical do álbum da cantora alentejana indiciava o talento e a mestria na arte da música que hoje se lhe (re)conhece.

Tonicha regressa ao folclore com uma nova série de discos dedicados às cantigas do nosso país. O álbum "CANTIGAS POPULARES" (da Orfeu/Arnaldo Trindade e Cª), com arranjos e uma brilhante Direcção Musical de Jorge Palma, com produção e selecção musical de João Viegas, é editado no ano de 1976.
Deste álbum foram lançados os EP seguintes:
EP, ORFEU, ATEP 6698

MINHA MÃE, MINHA MÃE
(Popular/Arranjo e Direcção Musical: Jorge Palma)
Minha mãe, minha mãe
ó minha mãe minha amada
quem tem uma mãe tem tudo
quem não tem mãe não tem nada.
Eu cheguei e embarquei no comboio
que soprava pela linha
e ás vezes penso comigo e digo:
- Triste sorte que é a minha.
Depois de chegar ao Barreiro
embarquei no vapor que passa o Tejo
Chora por mim, que eu choro por ti
Já deixei o Alentejo.
Chora por mim, que eu choro por ti
Já deixei o Alentejo.
Minha mãe, minha mãe
por Deus não me peça nada
Vale-me Tu nesta hora
que eu p'ra aqui estou desprezada.
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ENTRUDO
(Popular/Arranjo e Direcção Musical: Jorge Palma)
Ó entrudo, ó entrudo
ó entrudo chocalheiro
que não deixas assentar
as mocinhas ao soalheiro.
Eu quero ir para o monte
eu quero ir para o monte
que no monte é que estou bem
que no monte é que estou bem.
Eu quero ir para o monte
eu quero ir para o monte
onde não veja ninguém
que no monte é que estou bem.
Estas casas são caiadas
estas casas são caiadas
quem seria a caiadeira
quem seria a caiadeira.
Foi o noivo mais a noiva
foi o noivo mais a noiva
com um ramo de laranjeira
quem seria a caiadeira.
EP, ORFEU, ATEP 6699

ROSEIRA BRAVA
(A. Ferreira Guedes/José Niza)
Roseira brava, roseira
Barco sem leme nem remos
Roseira brava é a vida
Que amargamente vivemos.
Roseira brava não tem
Rosas abertas nos ramos
Roseira brava é espinho
Que em nosso peito cravamos.
Roseira brava, roseira
Rosa em botão desfolhada
Roseira brava é teu rosto
Rompendo da madrugada.
Roseira brava no vento
Vai espalhando a semente
Roseira brava é lembrar
Quem se não lembra da gente.
Roseira brava, roseira
Que o sol de Verão não aquece
Roseira brava é o amor
A quem amor não merece.
Roseira brava é o ódio
Que vai minando a raiz
Roseira brava, roseira
Roseira do meu país.
Roseira brava é o ódio
Roseira do meu país.
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CHARAMBA
(Letra e música: Popular - Ilha Terceira)
(Arranjo e Direcção Musical: Jorge Palma)
Das modas da minha terra, da minha terra
A Charamba é a primeira.
Das modas da minha terra, da minha terra
A Charamba é a primeira.
Vou começar por cantá-la, ai por cantá-la
Lembrando a Ilha Terceira.
Vou começar por cantá-la, ai por cantá-la
Lembrando a Ilha Terceira
Boas noites meus senhores, senhoras e belas flores
Que aqui estais neste salão.
Boas noites meus senhores, senhoras e belas flores
Que aqui estais neste salão.
Para vós eu vou cantar, e a todos quero saudar
Do fundo do coração.
Para vós eu vou cantar, e a todos quero saudar
Do fundo do coração.
EP, ORFEU, ATEP 6700

OLHOS PRETOS
(Popular/Arranjo e Direcção Musical: Jorge Palma)
Olhos pretos
pretos pretos
são gentis
são gentios da Guiné.
Ai da Guiné por serem pretos
gentios por não terem fé.
Olhos pretos
são brilhantes
semelhantes
aos luzeiros que o céu tem.
Uns olhos pretos
eu preferi
e nunca vi
de cor mais linda ninguém.
Olhos pretos
são brilhantes
semelhantes
aos luzeiros que o céu tem.
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MENINA FLORENTINA
(Popular/Arranjo e Direcção Musical: Jorge Palma)
Ó menina Florentina
é do peito o coração, menina
seu amante delirante
de viagem chegou neste instante.
REFRÃO
Já cá está tiro-liro-liro-lé
Já cá está tito-liro-liro-ló
Já cá está tiro-liro ó amor
Tiro-liro abre a porta, ó branca flor.
Adormecei num jardim
a cheirar a branca flor
acordei e vi-me presa
nos braços do meu amor.
REFRÃO
Quando te não conhecia
Nada de ti se me dava
sem pensamentos dormia
sem cuidados acordava.
REFRÃO
SINGLE, POLYDOR, 2063 015

Entretanto Tonicha muda de editora e passa a ver as suas canções editadas pela Polydor, mais tarde tornada Polygram.
Em 1976, grava o disco "O Menino", com letra de José Carlos Ary dos Santos e música de Tozé Brito. No lado B, canta "Um grande amor" dos mesmos autores.
(J. C. Ary dos Santos / Tozé Brito)
Primeiro fui namorada
E depois mulher feliz
Foi por eu ter sido amada
Que um dia deitei raíz.
Raíz com braços e riso
Com olhos cheios de brilho
Para ser mãe é preciso
Gostar de fazer um filho.
O menino já salta à corda
Joga à bola num jardim
É tão lindo o mais lindo de todos
Porque andou dentro de mim.
O menino já vai à escola
Decora depressa e bem
Ele aprende a tornar-se um homem
E eu aprendo a ser mãe.
Não há no mundo outro amor
Tão imenso e tão profundo
Ser mãe é como dar flor
Pôr uma rosa no mundo.
A rosa que vai crescendo
Folha a folha espinho a espinho
A rosa que vai vivendo
No canteiro do carinho.

SINGLE, POLYDOR, 2063 022
Embora ao longo da sua carreira Tonicha tenha sempre feito o possível por não cantar temas de outros colegas cantores (pois sempre quis demarcar-se e construir o seu próprio repertório), gravou a "Marcha da Mouraria" (gravada e cantada por várias cantoras, talvez a mais conhecida seja a gravação deixada por Amália Rodrigues) e a "Marcha de Benfica", também para editora Polydor.

MARCHA da MOURARIA
(Raúl Ferrão / Frederico de Brito)
Mouraria garrida
Muito sacudida
Muito requebrada
Com seu tom de galdério
De moira encantada
É como um livro de novela
Onde o amor é tudo
E o ciúme impera
Ao abrir duma janela
Aparece o vulto daquela severa.
A marcha da Mouraria
Tem o seu quê de bairrista
Certos laivos de alegria
É a mais boémia
É a mais fadista.
Anda toda engraçada
De saia engomada
Blusinha de chita
É franzina pequena
Gaiata morena
Cigana bonita
Tem a guitarra p'ra gemer
Um amor submisso
Que nunca atraiçoa
Este bairro deve ser
'Inda o mais castiço
Da nossa Lisboa.
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TU ÉS O ZÉ QUE FUMAS
SINGLE, POLYDOR, 2063 027
Em 1977, ainda pela editora Polydor (Phonogram), grava "Tu És o Zé Que Fumas".
O tema acabou por tornar-se um dos maiores êxitos populares da cantora, estando ainda hoje muito viva no imaginário popular português a interpretação muito característica de Tonicha.
No lado B do single aparece o tema "Cana Verde".

Tu és o Zé que fumas
(Popular / Arranjo: J. Libório)
Tu és o Zé que fumas
Tu és o fumador
Tu és o mariquinhas
Tu és o meu amor.
Ó lua vai-te deitar
Ai no quarto do meu amado
Ai dai-lhe beijinhos por mim
Ai se ele estiver acordado.
Já te dei o coração
Ai coisa que dar não podia
Já te dei a melhor prenda
Que no meu peito trazia.
Ó meu amor, meu amor
Ai ó meu amor, meu enleio
Quando comecei a amar-te
Tinha dez anos e meio.
Tenho corrido mil terras
Aldeias mais de quarenta
Tenho visto caras lindas
Só a tua me contenta.





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