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11 de maio de 2011

TONICHA: ACTUAÇÃO EM ATENAS

IV OLIMPÍADA DA CANÇÃO
ATENAS - 1971


FOTO: Autor não identificado, Tonicha na IV Olimpíada da Canção,
Estádio Olímpico, Atenas, Julho de 1971

10 de maio de 2011

TONICHA EM ATENAS

IV OLIMPÍADA DA CANÇÃO
ATENAS - 1971

Plateia nº534, de 27 de Abril de 1971
Continuamos viagem pela carreira de Tonicha, desfiando as memórias dos anos 70, dando conta das suas andanças pelo mundo da canção no atarefado ano de 1971.
Entre 9 e 11 de Julho desse ano decorreu em Atenas aquele que era, então, o maior certame do velho continente: a "IV Olimpíada da Canção", que atrai anualmente, ao Estádio Olímpico da capital grega, 300 mil espectadores e intérpretes de melodias ligeiras de 50 países.
Nesta notícia ainda se fazia referência a José Carlos Ary dos Santos como autor do poema da canção que Tonicha ali tão bem defendeu. Ary recusou-se a fazer a letra para esse tema, dizendo que não escrevia para o país dos coronéis. A precisar de um letrista para a canção portuguesa, o autor da música, Nuno Nazareth Fernandes, pediu então ao Nuno Gomes dos Santos que fizesse a letra. Assim nasceu "Poema pena", uma fantástica canção, marco importante da discografia da artista. Diz-se que o José Carlos Ary dos Santos quando ouviu a canção afirmou: "Mas isto é meu!".
Em Atenas, Tonicha, perante um público de muitos milhares de espectadores, no estádio olímpico da cidade, conseguiu o 2º Prémio de Interpretação.
Augusto Algueró conquistou o 1º Prémio ex-aequo de Orquestração.

6 de setembro de 2008

TONICHA: POEMA PENA

MANHÃ CLARA
EP, ZIP-ZIP, ZIP 10 034/E

Na "rentrée", continuamos com a recolha dos vinis de Tonicha e temos muitas novidades para mostrar ao longo deste mês.
Temos feito aquisições para a nossa colecção e também já começámos a receber valiosos contributos dos nossos leitores. Aqui fica o nosso agradecimento.



Hoje apresentamos um disco do ano de 1971, das edições ZipZip, que contém três canções muito importantes no repertório e na carreira de Tonicha.
São três "CANÇÕES" no verdadeiro sentido da palavra; canções de autor, canções de poetas e a interpretação de cada uma delas valeu à cantora um prémio.

FACE A

POEMA PENA
Nuno Nazareth Fernandes (Música)
Nuno Gomes dos Santos (Letra)
Augusto Algueró (Orquestração)

FACE B

ROSA DE BARRO
Fernando Guerra (Letra e Música)
Thilo Krasmann (Orquestração)

MANHÃ CLARA
Nuno Nazareth Fernandes (Música)
Ary dos Santos (Letra)
Thilo Krasmann (Orquestração)

A canção "POEMA PENA" foi aquela com que Tonicha se apresentou nas Olimpíadas da Canção de Atenas e onde obteve o 2ºprémio de interpretação. Trata-se de uma canção difícil do ponto de vista da interpretação, em crescendo, pedindo, exigindo sempre mais da voz. E a voz de Tonicha está sempre lá, pujante, dando-se, entregando-se ao crescendo que a música exige. Já a belíssima orquestração de Augusto Algueró valeu-lhe o 1º prémio ex-aequo.

"ROSA DE BARRO" foi apresentada por Tonicha no Festival de Split na Jugoslávia e valeu-lhe o 1º prémio de interpretação.

A canção "MANHÃ CLARA" foi cantada pela nossa Tonicha no VI Festival do Rio de Janeiro e mereceu-lhe o Prémio da Crítica.



"POEMA PENA"
PARABÉNS (RTP-1996)

Como já aqui afirmámos, uma das razões de ser deste blogue é a preservação e concentração de vários documentos sobre Tonicha que se encontram dispersos.
No Youtube conseguimos descobrir uma interpretação do tema "Poema pena" numa edição do programa "Parabéns" da RTP, apresentado por Herman José. Este programa era dedicado a Nuno Nazareth Fernandes. Tonicha foi um dos convidados por ter gravado ao longo da sua carreira muitos temas do compositor.
Falta-nos ainda encontrar o "Parabéns" de 1993 em que a cantora era a convidada principal.







POEMA PENA
(Letra: Nuno Gomes dos Santos)
(Música: Nuno Nazareth Fernandes)
(Orquestração: Augusto Algueró)

Este mal de não saber o bem
Esta dor que me faz não chorar
Esta espada que o meu sonho tem
Este sol que me queima o olhar.

Este vôo que não sei voar
Este ser o que não sei se sou
Este barco que não sabe o mar
Esta espiga que secou.

Tudo isto é o meu poema
Tudo isto é minha pena
Canção vencida de mim, só
Dos poemas fiz meu canto
Fiz das penas o meu manto
Canção meu grito e minha espera.
Tudo isto é o meu poema
Tudo isto é minha pena
Canção vencida de mim, só
Dos poemas fiz meu canto
Fiz das penas o meu manto
E embarquei só.

Esta espera de não poder esperar
Esta cama onde não dormir
Este amor de não saber amar
Esta boca sem saber sorrir.

Esta noite sem amanhecer
Este grito sem querer gritar
Minha casa onde habito só
Este muro a derrubar.

(2x)
Tudo isto é o meu poema
Tudo isto é minha pena
Canção vencida de mim, só
Dos poemas fiz meu canto
Fiz das penas o meu manto
Canção meu grito e minha espera.
Tudo isto é o meu poema
Tudo isto é minha pena
Canção vencida de mim, só
Dos poemas fiz meu canto
Fiz das penas o meu manto
E embarquei só.

Só embarquei minha canção
Nesta estrada
Só.





Quer espreitar?
Veja o vídeo no YouTube:
(Escolha a opção "Assistir em alta qualidade")



Obrigado, RTP!

14 de junho de 2008

TONICHA: PAROLE, PAROLE

MELHOR DOS MELHORES
CD, MOVIEPLAY, MM 37021


FOTO: A confirmar

A Movieplay editou uma série dedicada aos cantores portugueses intitulada "O MELHOR DOS MELHORES", em 1994. A Tonicha coube o número 21.
Esta compilação inclui temas gravados para as editoras anteriores à Polygram. À cabeça da lista, vem a "Menina (do alto da serra)". Há temas de folclore: "Entrudo", "Olhos pretos", "Milho verde", "Passarinho trigueiro" e "Farrapeirinha", por exemplo.
Há também a canção que a Tonicha cantou nas Olimpíadas da Canção de Atenas nos anos 70, "Poema Pena" com letra de Nuno Gomes dos Santos e música de Nuno Nazareth Fernandes.
Está também no disco a canção do FESTIVAL RTP DA CANÇÃO de 1973, "A rapariga e o poeta". Há ainda outras canções de autores como Ary dos Santos, José Niza, Fernando Guerra e José Cid.



PAROLE, PAROLE
(Michaele - G. Gerrio / Versão: J. C. Ary dos Santos)

Engraçado, não sei que se passa comigo esta noite mas vejo-te como se fosse a primeira vez.
São só palavras
Sempre as palavras
Que nada dizem

Não sei como hei-de dizer-te, mas...
Só as palavras
... tu és o princípio e o fim da minha vida...
Palavras fáceis
Palavras frágeis
Que se desdizem
... meu amor de hoje, de amanhã
E contradizem
... de sempre...
Mas tudo acaba
Chegou o fim
Tudo me diz que dizes nada
Falando-me assim
És como a brisa que faz ondular os girassóis e rouba o perfume das rosas no seio do jardim.
Nem o mel
Nem as palavras doces
Às vezes não te consigo compreender...
Serão para mim
Mas podes bem dizê-las a quem chore
Os girassóis à noite no jardim
Eu deixo as palavras
À solta no vento
Perpassam por mim
Mas não ficam cá dentro.
Deixa dizer-te ainda uma palavra apenas...
Parole, parole, parole
Ouve-me...
Parole, parole, parole
Por favor...
Parole, parole, parole
Juro-te meu amor...
Parole, parole, parole, parole, parole
Apenas palavras
Lançadas ao vento.
É o meu destino falar-te, falar-te como se fosse pela primeira vez...
São só palavras
Sempre as palavras
Que repetias
Como eu gostava que me compreendesses...
Palavras sós
Que me ouvisses ao menos uma vez...
Palavras lindas
Palavras ocas
Que se soam falso.
Tu és o meu sonho proíbido...
Me fazem dó
A minha única razão, a minha última esperança...
Ninguém te cala
Na tua boca
Só a mentira é que me fala
Ai, deixa-me só.
A tua voz é a única música que faz dançar as estrelas no espaço...
Nem o mel
Nem as palavras doces

Se tu não existisses eu inventava-te, meu amor...
Serão para mim
Mas podes bem dizê-las a quem oiça
Os rouchinóis à noite no jardim
Eu deixo as palavras à solta no vento
Perpassam por mim
Mas não ficam cá dentro.

Deixa dizer-te ainda uma palavra só...
Parole, parole, parole
Ouve-me...
Parole, parole, parole
Por favor...
Parole, parole, parole
Juro-te meu amor...
Parole, parole, parole, parole, parole
Apenas palavras
E leva-as o vento.
És linda...
Parole, parole, parole
És linda...
Parole, parole, parole
És linda...
Parole, parole, parole, parole, parole
Apenas palavras
E leva-as o vento.




TONICHA E OS FESTIVAIS

INTERNACIONAIS

A cantora participa com sucesso em vários festivais internacionais.
"Poema Pena" fica em 4º nas Olimpíadas da Canção de Atenas, na Grécia, onde Tonicha obteve o 2º prémio de interpretação e Augusto Algueró conseguiu o 1º prémio ex-aequo de orquestração.
Fica também em 3º lugar no Festival de Brasov (Roménia). No Brasil, com "Manhã Clara", ganhou o Prémio da Crítica no VI Festival do Rio de Janeiro. Já com "Rosa de Barro" venceu o 1º Prémio de Interpretação no Festival de Split (ex-Jugoslávia).

1967
Festival de Ourense, Espanha: Prémio de Interpretação

1970
Festival de Brasov, Roménia: 3º lugar
Interpreta várias canções, entre as quais o "Resineiro", em romeno.

1971
Olimpíadas da Canção de Atenas, Grécia: 4º lugar e 2º Prémio de Interpretação
"Poema Pena"
VI Festival do Rio de Janeiro, Brasil: Prémio da Crítica
"Manhã Clara"
Festival de Split, ex-Jugoslávia: 1º Prémio de Interpretação
"Rosa de Barro"