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8 de novembro de 2008

TONICHA NO PAX JULIA: BEJA

MAIS FOTOS

Foto: Álvaro Barriga, in blogue Aldeagar

Temos mais fotografias do espectáculo que Tonicha deu com os Cinco Alentejanos no Cine-Teatro PAX JULIA, em Beja.
As imagens que hoje mostramos foram-nos gentilmente cedidas por Álvaro Barriga, que tem um blogue sobre a tradição e cultura portuguesa chamado Aldeagar. Esteve também a assistir ao espectáculo e fez estas imagens. Depois do nosso contacto, e de ter visitado o nosso blogue, deu-nos a sua permissão para aqui publicarmos as imagens da sua autoria. Obrigado, caro amigo!

TONICHA E VENHAM MAIS CINCO... ALENTEJANOS


Foto: Álvaro Barriga, in blogue Aldeagar

Para além da nossa vontade ser aqui mostrar mais fotografias dessa tarde memorável, também queríamos dar o devido destaque aos belíssimos músicos que acompanham Tonicha neste novo projecto, e de quem até agora tinhamos poucas imagens.
"Senhoras e senhores... convosco, os CINCO ALENTEJANOS!"

ANTÓNIO CATURRA
Gaita de Beiços, percussão livre e voz


Foto: Álvaro Barriga, in blogue Aldeagar

ARMANDO TORRÃO
Guitarras portuguesa, clássica, percussão e voz


Foto: Álvaro Barriga, in blogue Aldeagar

GABRIEL COSTA
Viola baixo, teclados, percussão e voz


Foto: Álvaro Barriga, in blogue Aldeagar

LUÍS MELGUEIRA
Percussão e voz


Foto: Álvaro Barriga, in blogue Aldeagar

JOÃO CATALUNA
Acordeão, teclados, percussão e voz


Foto: Álvaro Barriga, in blogue Aldeagar

Mais alguns momentos do ESPECTÁCULO...


Foto: Álvaro Barriga, in blogue Aldeagar


Foto: Álvaro Barriga, in blogue Aldeagar


Foto: Álvaro Barriga, in blogue Aldeagar


Foto: Álvaro Barriga, in blogue Aldeagar


Foto: Álvaro Barriga, in blogue Aldeagar

5 de novembro de 2008

TONICHA: A HOMENAGEM EM BEJA


FOTO: Sociedade Filarmónica Capricho Bejense

Na passada Sexta-feira, dia 31 de Outubro, comemoraram-se os 92 anos da Sociedade Filarmónica Capricho Bejense. Para quem não se recorda, foi aqui que Tonicha começou a cantar quando era pequena, antes de rumar a Lisboa para se tornar cantora.
A casa que a viu dar os primeiros passos aproveitou o seu aniversário para render uma homenagem a Tonicha.

Integrado nessa homenagem, dois jovens cantaram "O mar enrola na areia", acabando Tonicha por se juntar a eles, retribuindo a simpatia da organização.


FOTO: Sociedade Filarmónica Capricho Bejense

A partir de um dos temas mais conhecidos de sempre da cantora, e com o qual levou Portugal à Eurovisão, Cristina Coroa escreveu um texto que foi lido durante a homenagem.
Por gentileza de Luísa Costa, vice-presidente da Sociedade Capricho, publicamos aqui o texto e as imagens que nos fizeram chegar:

"Menina de olhar sereno…"
Um verso simples de uma canção…
E se os versos fossem pássaros rasando o quotidiano cinzento?
E se os poemas tomassem café connosco e banhos de sol e assaltassem as primeiras páginas dos jornais da manhã?
É o que fazem as canções: põem versos na boca do povo, espalham poemas nas ruas e enchem de poesia os corações.

"Com um ribeiro à cintura..."
Quando alguém a cantar nos conta de um ribeiro à cintura - e nós vemos! -é porque acreditou.
Que também a água pode cingir.
Que o olhar pode lavar.
Que podemos casar com hortelã.
Uma voz fresca como o linho enamorou-se das palavras dos poetas e nasceu mais que uma cantora, nasceu uma intérprete. Intérprete da sede, do pão, da água e da nossa fome de beleza.

"Vais pisando formosura..."
O tempo levou de Beja uma menina da planície, de cabelos de trigo louro. Foi pisar outros palcos cantando a voz dos poetas e a voz do povo, com a mesma entrega.
O tempo a trouxe há pouco de volta à terra mãe. Pela parte da Capricho, a casa primeira que a ouviu, menina ainda, tudo faremos para que aqui se sinta num ninho quente de ternura.

Bem-vinda, Tonicha!"


FOTO: Sociedade Filarmónica Capricho Bejense


FOTO: Sociedade Filarmónica Capricho Bejense

22 de outubro de 2008

ONZE de OUTUBRO

as fotos do PAX JULIA


FOTO: Mariline Alves, in CM

Quando estivemos em Beja para assistir ao espectáculo de Tonicha, fomos de máquina fotográfica em riste, com o intuito de registar imagens para podermos divulgar no blogue.
Queríamos dar a oportunidade de mostrar um pouco daquela tarde a todos os que não puderam lá ir.
Ainda o espectáculo não tinha começado, uma voz ao microfone lembrou-nos que não era permitida a captação de imagens. Tínhamos que ter pedido uma autorização... ficámos desolados.

Tivemos a sorte de, no decorrer do espectáculo (já Tonicha e os seus cinco alentejanos nos tinham levantado a moral), conhecer duas jovens: Isabel Ramos (jornalista) e Mariline Alves (fotógrafa) que tinham ido fazer o registo do espectáculo para o Correio da Manhã, como já aqui anunciámos.

As fotos que hoje mostramos são da autoria de uma jovem fotógrafa, MARILINE ALVES, que fez a gentileza de cedê-las e deu-nos a devida autorização para serem publicadas exclusivamente no blogue da Tonicha. Um beijo, Mariline!

no CAMARIM
antes do espectáculo

FOTO: Mariline Alves

a entrada
EM PALCO

FOTO: Mariline Alves

TONICHA
E VENHAM MAIS CINCO... ALENTEJANOS


FOTO: Mariline Alves

a FESTA
da música portuguesa

FOTO: Mariline Alves

a caminho
de CASA

FOTO: Mariline Alves

19 de outubro de 2008

TONICHA: O REGRESSO

PAX JULIA, a reportagem
in revista Domingo, Correio da Manhã

Já há algum tempo que não acordávamos tão cedo e com tanta disposição num Domingo!
A revista do Correio da Manhã, na sua edição de hoje, traz a reportagem do concerto de Tonicha no Cine-Teatro PAX JULIA em Beja e a que fomos assistir.
Uma belíssima reportagem com texto de Isabel Ramos e fotos de Mariline Alves!

"Ela continua a ser a "menina" de Ary dos Santos, rosa brava, rosa povo. Em Beja, terra onde nasceu, cantou para espantar males e mágoas. Cantou para os seus vizinhos e para a gente que veio de Lisboa ouvi-la." (Isabel Ramos, in Domingo, CM)



A jornalista Isabel Ramos escreveu um belíssimo texto, que não resistimos a transcrever, que começa assim:

"É ela, a menina de andar de linho, que ali vem. Em vez do ribeiro à cintura e do coletinho de lã, traz uma blusa colorida que o costureiro José Carlos fez para ela. Há muito tempo cortou o cabelo. Perdeu as tranças de madrugada. Mas a menina de riso aos molhos persiste. É ela que sai do camarim inundado de luz e caminha na direcção do palco do teatro Pax Julia, em Beja. Tonicha, 62 anos, está de volta ao Alentejo.
Nos bastidores - onde as lâmpadas são cobertas por filtros azuis para que as entradas e saídas não perturbem o ambiente - as palmas soam como a chuva. E ela avança, debaixo daquele pingar insistente, para o centro do palco. Não vacila.
"



A jornalista continua:

"Não há lugar vazio na plateia do Pax Julia (...) O público de Beja não vê no palco apenas a cantora. Tonicha é mulher querida da terra para onde voltou depois de longa ausência.
(...) No palco com os cinco alentejanos, Tonicha pergunta agora ao pastor porque chora. Pede-lhe, como escreveu José Gomes Ferreira, que deite as mágoas fora pois "carneiros é o que mais há
".



Referindo-se a um dos momentos do espectáculo, a jornalista Isabel Ramos escreve:

"No centro do círculo de luz, Tonicha balança os braços e estala os dedos ao som do "Vira do Minho", com letra de José Carlos Ary dos Santos, o mesmo que, em 1971, na sua casa da rua do Alecrim, Lisboa, foi dizendo, à medida que criava com os olhos postos nela, o poema "Menina".



No último parágrafo da reportagem pode ler-se:

"Tonicha retira-se do palco. Retoma os jeans e os ténis vermelhos. Põe os óculos rectangulares de aros pretos (...) Voltam para casa, ao pé do liceu de Beja. Tonicha deixou o jantar feito."



Para ler a reportagem completa, clique em:
http://www.correiomanha.pt/noticia.aspx?contentid=22AFBE8F-B637-42C3-A6CC-DE3741D758A1&channelid=00000019-0000-0000-0000-000000000019

12 de outubro de 2008

TONICHA NO PAX JULIA

ESPECTÁCULO
TEATRO MUNICIPAL DE BEJA

O convite estava feito por Tonicha e pelos cinco alentejanos: espectáculo no Cine-Teatro PAX JULIA em Beja, às 16h30.



Chegámos um pouco antes da hora marcada para assistirmos à chegada das gentes de Beja, para percebermos o ambiente de festa que antecedeu a abertura das portas. Ponto de encontro para gente que não se via há algum tempo ("Também vem ver a Tonicha? "), beijos e abraços, sorrisos francos, reunidos para uma sentida homenagem à grande cantora da terra.





Sala completamente cheia!
Entram os cinco alentejanos. Tocam a "Laurindinha" para aquecer as vozes. A plateia não se faz rogada e canta bem afinada.
Seguem-se depois os aplausos já a pedir a presença da cantora.

Tonicha entra e recebe a primeira ovação da tarde.
Bem disposta e visivelmente feliz por ser tão bem recebida na sua terra, desfia uma série de canções do cancioneiro tradicional português. Excepção para uma canção de autores: "Ó pastor que choras" do poeta José Gomes Ferreira e música de José Almada, que haveria de ser uma das canções mais aplaudidas do espectáculo e que, por isso, teve direito a ser um dos vários "encore".
Um aplauso especial à banda "Venham mais cinco... alentejanos" que está cada vez melhor e que teve uma excelente prestação.

Os conterrâneos de Tonicha cantaram de viva voz, sorriram, emocionaram-se e aplaudiram de pé a sua estrela maior da canção nacional.
Justa homenagem de Beja à carreira de Tonicha!

Fomos depois aos bastidores na companhia de João Viegas. Demos os parabéns aos músicos e a Tonicha e, num ambiente de boa disposição, conversámos todos com duas jornalistas do Correio da Manhã que vieram fazer a cobertura do espectáculo para a revista de Domingo. Haveremos de dar notícias desta reportagem.



SERPA
SET/2008
A propósito de espectáculo, aproveitamos para mostrar duas fotografias de Tonicha tiradas no dia 12 de Setembro, dia em que "Tonicha e venham mais cinco... alentejanos" se apresentaram em Vale de Poço, Serpa. Ouvimos uma Tonicha bem disposta, que respondeu a alguns pedidos da assistência, feliz por cantar para o povo alentejano.



FOTOS: Venâncio Gomes

30 de agosto de 2008

TONICHA NA MAIS ALENTEJO











TONICHA NA ALENTEJO TERRA MÃE





21 de julho de 2008

CORREIO ALENTEJO ENTREVISTA TONICHA

Ainda antes de irmos para férias de Verão, resolvemos pesquisar na internet à procura de novidades sobre a nossa diva. Encontrámos notícias frescas: o semanário regional "CORREIO ALENTEJO" na sua edição de 18/07/2008 apresentava Tonicha na primeira página.

A notícia reportava ao regresso da cantora à sua terra natal para onde foi viver.


http://www.correioalentejo.com/index.php?go=entrevista&id=40&highlight=Tonicha

Também no "DIÁRIO DO ALENTEJO" de 18/07/2008, encontrámos o seguinte texto assinado por João Covas Lima:

"Tonicha - Beja deve sentir-se orgulhosa por esta sua filha e pela sua carreira artística feita com muito senso e valor."

"Nasceu em Beja e foi na Capricho que começou a cantar e a encantar. Era uma menina pobre, lembro-me dela em casa da minha tia Maria Isabel, na Rua das Ferrarias.
Depois foi viver no Barreiro para casa do seu tio-avô, engrossando a coluna alentejana aí sedeada.
Tinha então 16 anos e aos 18 anos, depois da prestação de provas, entrou nos quadros da Emissora Nacional.
Teve lições de grandes nomes da música portuguesa, Tavares Belo, Fernando Carvalho e Corina Freire.
Em 1965 iniciou a sua vida profissional e logo em 1966 ganhou o primeiro prémio do Festival da Figueira da Foz com a canção "Boca de Amora".
A partir daí coleccionou prémios atrás de prémios, Grandes Prémios TV da Canção e, em 1971 na Irlanda, no Festival da Eurovisão, o de levou o poema "Menina", de José Carlos Ary dos Santos, ficou em nono lugar, um dos melhores de sempre entre os cantores portugueses.
Cantou Ary dos Santos, gravou com José Cid, fez disco colectivo com a participação de Carlos Mendes e, no seu tema "Cancioneiro" foi orquestrada por Jorge Palma.
Com Ary dos Santos gravou quarenta e cinco poemas e este escreveu sobre Tonicha que esta cantava, acima de tudo, o povo ou a mágoa, a alegria ou a dor, com real e profunda comunicação humana, e que Tonicha era, então, depois de Amália, a única intérprete portuguesa com verdadeira dimensão internacional.
Baptista Bastos disse que Tonicha sabe que cantar é amar os outros e dizer-lhes que, apesar de tudo, ainda vale a pena acreditar.
No Cinema estreou-se com António silva e fez Teatro musicado com Ivone Silva.
Agora, a nossa Tonicha regressou à terra que a viu nascer. Acompanhada do seu marido, veio residir para Beja.
Foi uma verdadeira embaixadora de Beja e do Baixo Alentejo e temos o prazer e a alegria de sentir junto de nós a sua figura, simples e despretensiosa, e o seu talento que inundou o mundo da canção.
A Tonicha tudo conquistou, com muita luta e sofrimento. Mas valeu a pena. Beja deve sentir-se orgulhosa por esta sua filha e pela sua carreira  artística feita com muito senso e valor.
"