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28 de julho de 2018

Tonicha e Paulo de Carvalho






















Tonicha e Paulo de Carvalho, os grandes rivais no Festival RTP da Canção 1971, estiveram juntos nesse mesmo ano num festival em Torremolinos, Espanha.
A Flama de Novembro de 1971 dá conta dessa participação, escolhendo para capa uma foto dos dois cantores.
Tonicha gravará pela primeira vez uma canção da autoria musical de Paulo de Carvalho em 2008: "Fui quem sou" (letra de José Fanha) para o cd "Cantos da Vida", da editora Farol.

20 de abril de 2015

Tonicha: a Menina do Chapéu Encarnado

Tele Semana nº 88, de 27 de setembro de 1974
Na edição de 27 de setembro de 1974 da popular revista "Tele Semana", Tonicha foi a imagem de capa, numa bela fotografia tirada durante o Festival RTP da Canção desse mesmo ano. Recorde-se que então saiu vencedor Paulo de Carvalho, com o hino "E Depois do Adeus". Nas páginas centrais, podemos ler um interessante texto, assinado por Cipriano Ricardo (C.R.), sobre um leque de cantores que tinham acabado de lançar discos, cujos temas os afastavam do repertório do tempo da RTP de Ramiro Valadão e que os deixavam com grandes responsabilidades perante os novos públicos.

Tele Semana nº 88, de 27 de setembro de 1974
São eles: Tonicha, Fernando Tordo, Duarte Mendes, Carlos Mendes, Paulo de Carvalho, Carlos Alberto Moniz e Maria do Amparo. Destaque também para dois letristas muito cantados na época: Ary dos Santos e José Niza. Aqui fica o texto original: 

A Canção entre "uns" e os "outros"

Se mais e melhor não houvesse (e havia, se havia!...) para ilustrar a orientação imprimida pela RTP de antanho, estariam os seus invariáveis programas ditos de variedades. Era ali que se cultivava, como bacilo raro em proveta cara, essa coisa que ficou definida de uma vez para sempre, quando alguém, certeira e correctamente, a baptizou de nacional-cançonetismo.
Quem eram os seus sustentáculos gargarejantes todos o sabem. Não vale a pena enumerá-los.
Estranhos a esse afável calor dos estúdios e das salas administradas pela RTP, suportando mesmo calafrios arrepiantes (e mais frequentemente do que, ainda agora, alguns pensam) havia outros que construíam a canção. Aquela que, fatalmente, tinha de vir, como veio, a rebentar a rua, pois era para a rua, isto é, para a garganta de todos e de cada um que ela tinha sido feita.
Também aqui não vou nomear ninguém. Não é preciso. Todos os seus autores e intérpretes se têm dado a conhecer publicamente através do seu próprio trabalho. Mas, entre estes dois campos, um terceiro existe, menos claro, menos definido. Enfim, na canção como no resto.
Referimo-nos àqueles que não fazendo propriamente parte da mobília da RTP de Ramiro Valadão por lá passaram vezes suficientes para deixarem o público entre o espanto e o desconfiado, quando apareceram com trabalhos que, com certeza, não teriam o aval dos antigos responsáveis pelos serviços de produção das tais invariedades, ou lá o que eram aqueles TV Clubes e quejandos.
Estamos, concretamente, a referir-nos aos discos mais recentes, e ainda anteriores a 25 de Abril, de Fernando Tordo, Carlos Mendes, Tonicha e Maria do Amparo - C. A. Moniz, que apontavam já numa direcção mais correcta que aquela que parecia que viria a ser o seu destino. De comum a todos eles está o facto de terem tido a TV na base da sua popularidade, principalmente através do festival da RTP, do qual foram uns a seguir aos outros desistindo, e, também, excepção feita a Maria do Amparo - C. A. Moniz, o terem servido poemas (e não meras letras) de Ary dos Santos e José Niza.
Quer pela popularidade que alcançaram e também pelo trabalho que fizeram com esses dois autores, este grupo de cançonetistas, que de certo modo se situa entre uns e os outros, tem certas responsabilidades perante o público, o telespectador em particular. Responsabilidades que, como já se disse, se começavam a adivinhar como conscientemente assumidas.
Mas a verdade é que, até à presente data, nada apareceu a confirmar ou a negar o que se adivinhava. E verdade também é que já não estamos no tempo de jogar às adivinhas. Nem na canção.
Uma pausa para meditar? Está bem. Pode ser salutar. Ficar entre uns e outros é que não pode ser.
Tele Semana nº 88, de 27 de setembro de 1974

5 de novembro de 2013

Tonicha: capa de revista























Conhecida pela maioria dos portugueses, Tonicha é uma cantora popular, que se evidenciou, após inúmeras dificuldades, no Festival da Figueira da Foz, muitos anos atrás. A crítica e a então Emissora Nacional interessaram-se pela menina rebelde e firme nas suas aspirações artísticas que lutara anos a fio pela divulgação do nome: TONICHA.
Casada com João Viegas - locutor e produtor durante 15 anos da Rádio Ribatejo (a emissora independente de Santarém), autor e apresentador de programas da RTP, especialista em folclore, director de várias editoras discográficas - vivem ambos numa bela vivenda em Cascais.


in Revista Maria, 19 a 25 de Maio de 1982.
Material gentilmente cedido pela revista.


19 de janeiro de 2013

Tonicha: Cantos da Vida



De novo disponível em fnac.pt o mais recente cd de Tonicha: Cantos da Vida, Farol - 2008

Para além dos maiores êxitos, o novo álbum "Cantos da Vida" numa edição Farol para a Colecção Vida, marca o regresso de Tonicha às gravações com 3 temas inéditos:

Menino/Rapaz
(Letra e Música: Jorge Palma)
Fui quem sou
(Letra: José Fanha/Música: Paulo de Carvalho)
Alguém
(Letra: Gonçalves Crespo/Música: José Marinho)

23 de setembro de 2012

TONICHA EM KNOKKE

TONICHA
PAULO DE CARVALHO
TERESA SILVA DE CARVALHO
Taça da Europa de Intérpretes / Knokke (Bélgica) / 1972

Revista Flama nº 1268, de 23 de junho de 1972















4 de janeiro de 2012

TONICHA CANTA CAVALO À SOLTA

As imagens de hoje são da promoção ao Festival RTP da Canção de 1986. Neste clip de promoção, vários vencedores do festival cantam o muito aclamado "Cavalo à solta" com letra de José Carlos Ary dos Santos e música de Fernando Tordo.






(Carlos Mendes, Tonicha e Sérgio Borges)



(Tonicha e Sérgio Borges)

Sérgio Borges, cantor natural da Madeira e recentemente falecido, foi vocalista do Conjunto Académico João Paulo. Em 1970, Sérgio Borges participou no Festival RTP da canção com o tema "Onde vais rio que eu canto" do qual saiu vencedor. Aqui fica a homenagem.



(Eduardo Nascimento, Carlos Mendes, Tonicha e Sérgio Borges)



(Tonicha, Sérgio Mendes e Paulo de Carvalho)



(Todos os intérpretes, orquestra e coro)
Pode ver o vídeo aqui.

9 de setembro de 2010

FESTIVAL RTP DA CANÇÃO

1971 OS TRÊS VENCEDORES

A vitória de Tonicha no Festival RTP da Canção de 1971 foi amplamente noticiada na imprensa da época. A extinta revista de espectáculos "Plateia", da Agência Portuguesa de Revistas, foi um dos títulos que lhe deu destaque. Na página que hoje partilhamos, a revista apresenta, em jeito de pódio, as três canções mais votadas, ilustrada com as respectivas letras e fotos dos intérpretes.


in Revista Plateia nº 526, 2 de Março de 1971, p.23

7 de setembro de 2008

TONICHA: CANTOS DA VIDA

CANTOS DA VIDA
NOVO DISCO!

Chama-se "Cantos da Vida" e é uma edição Farol que nos traz de volta a voz de Tonicha.
O disco já havia sido anunciado por Tonicha nalgumas entrevistas que deu este Verão. Chegou finalmente ao mercado.
É composto por 16 temas. Os primeiros 13 temas foram gravados para a Polygram/Universal Music Portugal e são alguns dos maiores êxitos de sempre da cantora. Os restantes são inéditos:

1- Tu és o Zé que fumas
2- Zumba na caneca
3- Gaiteiro português
4- Sericotalho, bacalhau, azeite e alho
5- Chico Pinguinhas
6- Pulguinhas
7- Marcha dos marinheiros
8- Pestotira
9- Resineiro
10- Vira dos malmequeres
11- Não vás ao mar Tonho
12- O mar enrola na areia
13- Todos me querem



Os três últimos temas do disco são 3 belas novas canções!

14- Alguém
Poema do poeta Gonçalves Crespo e música do falecido maestro José Marinho.

15- Fui quem sou
Letra de José Fanha e música de Paulo de Carvalho.

16- Menino/rapaz
Letra e música de Jorge Palma.

Estamos muito contentes por Tonicha ter voltado às gravações.
A sua voz adaptou-se muito bem a estas três pérolas. A faixa número 16, de Jorge Palma, é, no nosso entender, a mais bonita destas novas canções. O regresso a uma colaboração que já tinha acontecido nos anos 70 resultou em pleno. Oiçam bem a melodia e vejam como a voz casa bem com ela.

Menino/Rapaz
(Letra e Música: Jorge Palma)

Menino
Eu conheço o teu olhar
A tua forma de afirmar
Que o mundo inteiro é só teu
Menino
Eu já sei dessa aflição
Pequeno sim, pequeno não
E há sempre alguém que perdeu.
Traz o teu corpo incandescente
Traz essa chama irreverente
Mostra-me o trabalho de inglês
Qual foi a tua nota?
Foi boa a tua nota?

Rapaz
Se queres falar comigo
Tira a mão do teu umbigo
Olha pra mim a valer
Rapaz
Fuma lá esse cigarro
Acaba lá com esse charro
Mas faz-me sentir mulher.
Traz o teu corpo incandescente
Traz essa chama irreverente
Mostra-me o trabalho de inglês
Qual foi a tua nota?
Foi boa a tua nota?
Qual foi a tua nota?
Foi boa a tua nota.

No entanto, também gostamos muito das outras duas canções.
O poema da canção número 14 é muito interessante e a música serve bem as palavras.
A canção "Fui quem sou" é uma justa homenagem à linda carreira de Tonicha, aqui tão bem retratada na letra de José Fanha. A música do Paulo de Carvalho (cremos que é a primeira vez que Tonicha grava uma composição do autor) vai ficar facilmente no ouvido.

Fui quem sou
(Letra: José Fanha / Música: Paulo de Carvalho)

Fui quem sou com inteireza
Rosto claro e alma acesa
E um lume sempre a brilhar
E ao pensar neste meu fado
A menina do passado
Passa por mim num olhar.
Passam campos e cidades
Passam poetas, saudades
E a ternura a transbordar
Deste país pequenino
Malandro, santo, menino
Amante louco do mar.

Passa tudo, passa tudo o que cantei
Nas canções, nas canções em que espalhei
Muitos sonhos, muitos sonhos, ilusões
Tristezas e alegrias, gaivotas e cotovias
Passam no céu das canções.

Passa a papoila mimosa
O botãozinho de rosa
Passa o velho e passa o novo
Passa a laranja e o figo
Passa a música do trigo
Mais as cantigas do povo.
Passam luzes e encantos
Passam lágrimas de espanto
Tudo passa de corrida
Passam palcos que pisei
Os amigos que encontrei
Pelos sete cantos da vida.

Passa tudo, passa tudo o que cantei
Nas canções, nas canções em que espalhei
Muitos sonhos, muitos sonhos, ilusões
Tristezas e alegrias, gaivotas e cotovias
Passam no céu das canções.



ALGUÉM
(Letra: Gonçalves Crespo, 1846-1883/José Marinho)

Para alguém sou o lírio entre os abrolhos,
E tenho as formas ideais de Cristo;
Para alguém sou a vida e a luz dos olhos,
E, se na Terra existe, é porque existo.

Esse alguém, que prefere ao namorado
Cantar das aves minha rude voz,
Não és tu, anjo meu idolatrado!
Nem, meus amigos, é nenhum de vós!

Quando, alta noite, me reclino e deito,
Melancólico, triste e fatigado,
Esse alguém abre as asas no meu leito,
E o meu sono desliza perfumado.

Chovam bênçãos de Deus sobre a que chora
Por mim além dos mares! esse alguém
É de meus olhos a esplendente aurora;
És tu, doce velhinha, ó minha mãe!