Amanhã, dia 14 de junho, estará disponível, nas plataformas digitais, o single "Canção da Amizade" (Joaquim Pessoa/Carlos Mendes). A canção do Lado B era inédita fora do vinil. Vale a pena escutá-la: "É tarde meu amor" (Joaquim Pessoa/Pedro Só).
13 de junho de 2024
"Canção da Amizade" nas plataformas digitais
18 de abril de 2023
Recordar Joaquim Pessoa
6 de dezembro de 2020
"Ela por ela" faz 40 anos
Continuamos a redescobrir o vasto repertório de Tonicha. Esta semana, recuamos 40 anos, a Dezembro de 1980. Numa pausa de canções mais populares ou de raiz tradicional, Tonicha regressa aos temas de autor, na linha dos trabalhos que tinha feito com José Carlos Ary dos Santos. O LP em destaque chama-se "Ela por ela" e é composto por dez canções. Todas as letras são assinadas pelo poeta Joaquim Pessoa. (Recordamos que a última colaboração com Ary dos Santos data de 1976, com o single "O menino" e "Um grande amor", disco que inaugura o contrato de Tonicha com a Polygram.). São três os autores das músicas. Carlos Mendes assina seis temas. Tozé Brito assina o grande êxito "Canção da alegria". Pedro Osório assina a canção de raiz mais tradicional, "Maria da Conceição". Arranja também as versões da belíssima balada "Chamar-te meu amor", sobre música popular italiana, e da não menos bela "Canção sem ti", adaptação do tema "A comme amour", popularizado pelo pianista francês Richard Clayderman. A produção é de João Maria Viegas e os arranjos e a direção de orquestra são de Pedro Osório.
Deste manancial de canções com letras intensas e músicas harmoniosas, escolhemos uma das canções menos tocadas na rádio nessa década de 1980: "Canção da coragem", de Joaquim Pessoa e Carlos Mendes.
"Nem que a morte me soltasse/ todas as velas do sangue/ deixaria a minha casa/ como se fosse culpada/ Nem que a morte me soltasse/ todas as velas do sangue."
"Nem que a morte me dissesse:/ Virás de noite comigo.../ eu trairia um amigo/ Nem que a morte me levasse/ Nem que a morte me dissesse/ Nem que a morte me fugisse."
Recordamos que todas estas canções podem ser gratuitamente escutadas nas plataformas digitais, tais como o Spotify ou o Youtube.
"Ela por ela", da Universal Music Group, mostra a faceta mais doce da cantora ibérica que é Tonicha. O disco é uma dedicatória ao amor e à amizade. Prestemos atenção à voz da cantora e aos versos.
"Nem que a morte me fechasse/ todas as portas do sonho/ deixaria de cantar/ Nem que a morte me calasse/ Nem que a morte me fechasse/ todas as portas do sonho."
Foto incluída na entrevista de Tonicha à TV Guia n.º 101, de 10 a 16 de Janeiro de 198121 de junho de 2015
TONICHA: 35 ANOS DE "ELA POR ELA"
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| FOTO: Jorge Jacinto, in "Vozes do Coração 11 - Tonicha", Levoir/Correio da Manhã, 2013 |
20 de abril de 2015
Tonicha: a Menina do Chapéu Encarnado
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| Tele Semana nº 88, de 27 de setembro de 1974 |
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| Tele Semana nº 88, de 27 de setembro de 1974 |
Quem eram os seus sustentáculos gargarejantes todos o sabem. Não vale a pena enumerá-los.
Estranhos a esse afável calor dos estúdios e das salas administradas pela RTP, suportando mesmo calafrios arrepiantes (e mais frequentemente do que, ainda agora, alguns pensam) havia outros que construíam a canção. Aquela que, fatalmente, tinha de vir, como veio, a rebentar a rua, pois era para a rua, isto é, para a garganta de todos e de cada um que ela tinha sido feita.
Também aqui não vou nomear ninguém. Não é preciso. Todos os seus autores e intérpretes se têm dado a conhecer publicamente através do seu próprio trabalho. Mas, entre estes dois campos, um terceiro existe, menos claro, menos definido. Enfim, na canção como no resto.
Referimo-nos àqueles que não fazendo propriamente parte da mobília da RTP de Ramiro Valadão por lá passaram vezes suficientes para deixarem o público entre o espanto e o desconfiado, quando apareceram com trabalhos que, com certeza, não teriam o aval dos antigos responsáveis pelos serviços de produção das tais invariedades, ou lá o que eram aqueles TV Clubes e quejandos.
Estamos, concretamente, a referir-nos aos discos mais recentes, e ainda anteriores a 25 de Abril, de Fernando Tordo, Carlos Mendes, Tonicha e Maria do Amparo - C. A. Moniz, que apontavam já numa direcção mais correcta que aquela que parecia que viria a ser o seu destino. De comum a todos eles está o facto de terem tido a TV na base da sua popularidade, principalmente através do festival da RTP, do qual foram uns a seguir aos outros desistindo, e, também, excepção feita a Maria do Amparo - C. A. Moniz, o terem servido poemas (e não meras letras) de Ary dos Santos e José Niza.
Quer pela popularidade que alcançaram e também pelo trabalho que fizeram com esses dois autores, este grupo de cançonetistas, que de certo modo se situa entre uns e os outros, tem certas responsabilidades perante o público, o telespectador em particular. Responsabilidades que, como já se disse, se começavam a adivinhar como conscientemente assumidas.
Mas a verdade é que, até à presente data, nada apareceu a confirmar ou a negar o que se adivinhava. E verdade também é que já não estamos no tempo de jogar às adivinhas. Nem na canção.
Uma pausa para meditar? Está bem. Pode ser salutar. Ficar entre uns e outros é que não pode ser.
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| Tele Semana nº 88, de 27 de setembro de 1974 |
12 de abril de 2014
Festival RTP 1972
Tonicha, vencedora em 1971, entrega o prémio a Carlos Mendes, vencedor em 1972.
26 de agosto de 2012
VOZES DE TRABALHO
Recordamos o espetáculo de Tiago Torres da Silva, "Vozes de Trabalho", que esteve em cena no Teatro da Trindade - Lisboa, de 25 de novembro a 12 de dezembro de 2010:
28 de abril de 2012
TONICHA: ANTOLOGIA 77/97
5 de janeiro de 2012
PEDRO OSÓRIO

FOTO: Gentilmente cedida por Tonicha
Uma das muitas viagens que Tonicha e Pedro Osório fizeram pelo mundo, durante os anos 70
Conheceram-se por volta dos anos 70.
Trabalharam muito juntos. Adimiravam-se.
Ele fez-lhe músicas e orquestrações. Tonicha cantava.
Fizeram muitas viagens, percorrendo o mundo com as cantigas.
Faleceu o grande maestro Pedro Osório.
Aqui fica uma muito justa homenagem a Pedro Osório através do poema de uma das muitas belíssimas canções que orquestrou para a Tonicha.
CANÇÃO DA AMIZADE
(Letra: Joaquim Pessoa)
(Música: Carlos Mendes)
(Orquestração: Pedro Osório)
Não vou falar/ nesta canção/ de azar ou sorte
mas da razão/ que a gente tem/ de ser mais forte.
Uma canção/ é quase sempre/ uma viagem
é um navio/ subindo o rio/ da coragem.
Falo do amor/ como uma rosa/ ou uma estrada
rasgando a noite/ em direcção/ à madrugada.
Trago na boca/ um canto aberto/ à claridade,
que é sempre pouca/ esta palavra liberdade.
Meu coração/ é como um pássaro/ poisado
nas tuas mãos,/ ó meu irmão/ desesperado.
Canta comigo/ uma canção/ que seja nossa,
que a gente deve/ dizer tanto/ quanto possa.
Não estamos sós/ trago na voz/ uma mensagem
com que este povo/ diz verdade/ e diz coragem.
Quero dizer/ que sei de cor/ a tua dor
pois a cantar/ a gente sofre/ e faz amor.
Por isso faço/ esta canção/ ó meu amigo,
e a razão/ porque hoje canto/ é estar contigo.
Mas não te dou/ nem um centavo/ de saudade:
dou-te um abraço/ e dou-te um cravo/ de amizade.
4 de janeiro de 2012
TONICHA CANTA CAVALO À SOLTA




(Carlos Mendes, Tonicha e Sérgio Borges)


(Tonicha e Sérgio Borges)
Sérgio Borges, cantor natural da Madeira e recentemente falecido, foi vocalista do Conjunto Académico João Paulo. Em 1970, Sérgio Borges participou no Festival RTP da canção com o tema "Onde vais rio que eu canto" do qual saiu vencedor. Aqui fica a homenagem.


(Eduardo Nascimento, Carlos Mendes, Tonicha e Sérgio Borges)


(Tonicha, Sérgio Mendes e Paulo de Carvalho)


(Todos os intérpretes, orquestra e coro)
Pode ver o vídeo aqui.
9 de novembro de 2011
TONICHA: PORTUGAL NO CORAÇÃO
Recordamos algumas das imagens que conseguimos obter da participação de Tonicha no programa "Portugal no Coração", RTP, no passado dia 19 Outubro, numa emissão especial que a estação pública preparou de homenagem ao maestro Pedro Osório.




Durante este especial, a RTP procurou nos seu extenso espólio audiovisual e brindou-nos com um excerto do videoclip do tema "Maria da Conceição", de que as duas imagens anteriores são exemplo.
Trata-se de um tema com letra de Joaquim Pessoa e música do maestro Pedro Osório. Faz parte de um programa exibido em 1984 e dedicado ao repertório de música tradicional de Tonicha.



Tonicha e Fernando Tordo conversam sobre as suas colaborações musicais com o maestro Pedro Osório. Aqui fazem referência ao LP "As duas faces de Tonicha" (ZIP, 1974) da autoria de Pedro Osório, Fernando Tordo e Ary dos Santos e ao LP "Ela por ela" (Polygram, 1980) da autoria de Joaquim Pessoa, Carlos Mendes e Pedro Osório.




Agradecimentos especiais:
- RTP
- Ana Rodrigues
11 de janeiro de 2011
TONICHA POR CARLOS CASTRO
Tonicha apresentou-se impecável perante um público que soube patentear o gosto pela música desta terra, que se rendeu completamente ao profissionalismo, ao talento, e a uma segurança desta "menina-mulher" do nosso parco meio artístico.Carlos Castro in "Nova Gente" nº 219 de 26/11 a 2/12 de 1980, p. 13
28 de setembro de 2008
TONICHA: FESTIVAL RTP DA CANÇÃO 1968
EP, RCA, TP-373
Parabéns RTP Memória!
Ontem tivemos o prazer de rever a nossa cantora preferida no Festival RTP da Canção 1978, que a RTP Memória transmitiu. Nesse ano, a RTP convidou apenas 3 cantores: José Cid, os Gemini e a nossa Tonicha. Cada um cantou 4 canções. Claro que, para nós, uma das melhores canções foi interpretada por Tonicha: "Canção da Amizade", letra de Joaquim Pessoa e música de Carlos Mendes.

FESTIVAL RTP DA CANÇÃO (1968)
A propósito de festivais, lembrámo-nos de apresentar hoje, na íntegra, os dois discos que incluem as canções que Tonicha cantou em 1968.
Este disco contém a canção que quase ganhou o Festival: "Fui ter com a madrugada".
O disco é uma edição RCA. Obteve apenas menos dois pontos que o "Verão" de Carlos Mendes que ganhou nesse ano. Curiosamente, o primeiro episódio da excelente série da RTP "Conta-me como foi" gira à volta deste festival, com umas personagens a torcerem por Carlos Mendes e outras por Tonicha.
LADO 1
FUI TER COM A MADRUGADA
(Pedro Jordão / Rui Malhoa)
AQUELE ENTARDECER
(Pedro Jordão / António José)
LADO 2
NÃO DÊS ATENÇÃO
(Pedro Jordão / António José)
ALGUÉM PARA AMAR
(Eduardo Garcia / Rocha Oliveira)
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FUI TER COM A MADRUGADA
(Pedro Jordão / Rui Malhoa)
Fui ter com a madrugada
Ainda deitada
Vim a abraçar o sol
Aves poisam no silvado
Num canto trinado
Chegou mui perto do sol
Ai se os homens todos soubessem
Ir como eu ver nascer a luz
Não fariam noites mais negras,
Negras de noite breu. (1x)

A outra canção que Tonicha apresentou em 1968 foi "Calendário".
Este tema foi gravado num EP, cujo exemplar aqui apresentado foi-nos oferecido por João Maria Viegas, para a então RCA e inclui os temas:
LADO 1
CALENDÁRIO
(Pedro Jordão / António José)
FOI EM NOVEMBRO
(Mariana Filomena / António José)
LADO 2
ZÉ NINGUÉM
(José Mesquita / Francisco Nicholson)
A CANÇÃO DO NOSSO ENCONTRO
(Rocha Oliveira)
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CALENDÁRIO
(Pedro Jordão / António José)
Cada dia que se acaba
Vou riscando com uma cruz
Passam anos vai-se a vida
Que já nada traduz
Hoje outra folha
Tirei ao meu calendário
Passou mais um mês
Não adianta contar
São mais trinta dias
Sem ti outra vez
Longa espera, meu cabelo
Acabou já por embranquecer
Falta muito ou falta pouco
P´ra te voltar a ver
São doze folhas cruéis
Que o meu desespero
Há-de sempre atirar
Para o cesto dos papéis
E no fim de tudo nada vai mudar
Passam invernos e primaveras
E o calendário é igual
Por meu mal sempre igual
Por essa razão já pensei que talvez
Seja melhor arrancar
As folhas que falta
Todas de uma vez.
14 de junho de 2008
TONICHA: MULHER
CD, POLYGRAM, 537243-2

Em 1997, Tonicha regressa às grandes canções de amor com um repertório muito cuidado quer na escolha dos poemas, quer na música e nos arranjos musicais.
Há poemas de José Gomes Ferreira, Raúl de Carvalho, Ary dos Santos, Joaquim Pessoa e António Botto. Há duas versões de canções estrangeiras: "Que mulher é esta" de Bryan Adams e "Dias de arco-íris" de Di Bari. Há ainda uma bonita homenagem em forma de canção, de Tozé Brito e António Pinho, à carreira de Tonicha: "O meu caminho".
Todas as fotografias presentes no álbum são da autoria de Jorge Nogueira.
Na contracapa do CD encontram-se as seguintes palavras de Baptista-Bastos:
Baptista-Bastos in MULHER, Polygram, 1997
POEMA DE AMOR
(António Botto / Arranjo: Luís Pedro Fonseca)
Quem é que abraça o meu corpo
na penumbra do meu leito?
quem é que beija o meu rosto
quem é que morde o meu peito.
Quem é que fala da morte
docemente ao meu ouvido?
és tu senhor dos meus olhos
e sempre do meu sentido.
De saudades vou morrendo
e na morte vou pensando.
Meu amor porque partiste
sem me dizer até quando?
Na minha boca tão triste
ó alegrias, cantai
mas quem acode ao que eu digo
- Enchei-vos de água, meus olhos
enchei-vos de água, chorai.
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CAVALO DE PALAVRAS
(Ary dos Santos/Joaquim Pessoa/Carlos Mendes)
Dos seixos destas mãos
Prenhes de mágoas
Dos freixos que dobravam a cintura
Dos olhos que já trouxe rasos de água
Eu fiz o meu ribeiro de ternura.
E das palavras ditas em segredo
Das coisas ciciadas pelo vento
Da minha imensa luta contra o medo
Eu fiz o meu caudal de sofrimento.
Cavalo de palavras quem me agarra
Quem aparta de mim esta saudade
Quem faz da minha voz uma guitarra
Tocada pelos dedos da verdade.
Quem é que põe a flor da madressilva
Na louca trepadeira dos meus braços
Quem pode desbravar a minha selva
De angústias e tormentos e cansaços.
E quem terá a cor da buganvília
Espreitando pelos olhos da janela
Quem pode ser a sombra de uma tília
Cheirando a alfazema e a canela.
Só tu que eu inventei mas não existes
Só tu que não sei bem se não és eu
E alegras os momentos que são tristes
E deitas o teu corpo sobre o meu.
O MEU CAMINHO
(Tozé Brito / António Pinho)
Essa voz lá de longe da minha terra
O chão que eu senti na ponta dos dedos
Contaram-me histórias
Que trazem memórias
De velhos segredos.
Esse aroma lá do sul daquele monte
A luz que vibrava e deixava um rumor
Nas arcas antigas
Papoilas em espigas
Cantigas de amor.
Fiz o meu caminho
Fui como um barquinho
Pelo mar de prata
Corpo miudinho
Alma de fragata
Fiz o meu caminho.
Fiz o meu caminho
Fui como andorinho
Pelo mundo fora
Voltarei ao ninho
Em chegando a hora.
Faço o meu caminho.
Essa Mãe toda toda oiro do trigo e do Sol
O vento a cantar na veia d'água a correr
Mulher e menina
Foi a minha sina
Meu jeito de ser.
Esse aroma lá do sul daquele monte
A luz que vibrava e deixava um rumor
Nas arcas antigas
Papoilas em espigas
Cantigas de amor.
Fiz o meu caminho
Fui como um barquinho
Pelo mundo fora
Voltarei ao ninho.
Em chegando a hora
Faço o meu caminho.
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AO MENOS UMA VEZ
(Letra e música: Pedro Barroso)
Abrir a porta que dá para o rio defronte
morder um malmequer azedo p'lo caminho
regressar de ouvido ao som que estava ausente
sentir o sol na cara e o cheiro a rosmaninho
e às vezes uma ortiga
às vezes uma rosa
e às vezes uma amora
que eu mordo com saudade
estamos sempre a tempo de sermos nesta vida
ao menos uma vez
gente de verdade.
Soltar na noite aberta a fantasia
viver o sonho como quem se aquece
ao fogo de um cuidado, ao fogo de um carinho
tecer em linho puro a vida que acontece
e às vezes uma ideia,
às vezes um poema,
às vezes um olhar
que vai valer a pena
estamos sempre a tempo
de ainda descobrir
ao menos uma vez
um gesto por sentir
depois ficam amigos às vezes até tarde
quando passa o carteiro a gente diz - Bom dia!
ser português assim se querem a verdade
é nascer uma menina e os pais porem: Maria...
e às vezes encontrar
razões p'ra lá de nós
e às vasculhar
na arca dos avós
estamos sempre a tempo
de sermos nesta vida
ao menos uma vez
gente conseguida.
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TERRA MÃE
(Raúl de Carvalho / Arranjo: Luís Pedro Fonseca)
Lá nos campos, tristes campos
Dos campos do Alentejo
Vim ainda pequenina
- E pequenina me vejo...
Lá nos campos, tristes campos
Da solitária planura
Nasceu a minha revolta
Nasceu a minha amargura.
Lá nos campos, tristes campos
Vem a lembrança de tudo
O que mais amo e desejo.
Vem a fome a sede e o sonho
Das terras do Alentejo.
Ó PASTOR QUE CHORAS
(José Gomes Ferreira/José Almada)
Ó pastor que choras
O teu rebanho onde está
Deita as mágoas fora
Carneiros é o que mais há
Uns de finos modos
Outros vis por desprazer
Mas carneiros todos
Com cargo de obedecer
Quem te pôs na orelha
Essas cerejas, pastor
São de cor vermelha
Vai pintá-las doutra cor
Vai pintar os frutos
As amoras e os rosais
Vai pintar de luto
As papoilas e os trigais.
QUE MULHER É ESTA
(J. Fanha/B. Adams/R. J. Lange/ N. Kamen)
Ó PASTOR QUE CHORAS
(José Gomes Ferreira/José Almada)
NA PEDRA DO TEU ANEL
(António Pinho/Carlos A. Vidal)
AO MENOS UMA VEZ
(Pedro Barroso)
FOLHINHA VERDE
(António A. Pinto/Carlos A. Vidal)
TERRA MÃE
(Raul de Carvalho/Luís Pedro Fonseca)
CAVALO DE PALAVRAS
(Ary dos Santos/Joaquim Pessoa/Carlos Mendes)
O NOSSO MENINO
(António A. Pinho/Carlos A. Vidal)
POEMA DE AMOR
(António Botto/Luís Pedro Fonseca)
DIAS DE ARCO-ÍRIS
(António J. L. Lampreia/Masini/Pintacci/Di Bari)
AVÉ MARIA
(Luís Pedro Fonseca/Schubert)
O MEU CAMINHO
(António A. Pinho/ Tozé Brito)















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