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20 de junho de 2021

As mais populares no Spotify

 Neste mês de junho de 2012, são estas as 10 canções de Tonicha mais populares no Spotify.

"Fadinho da comida" entrou muito graças à telenovela "Nazaré", da SIC.

"Canção sem ti" teve agora uma versão nas vozes de dois fadistas: Natalino de jesus e Lenita Gentil.

"Esta festa portuguesa" e "Minha terra de Agosto desejado" costumam ter muitos ouvintes no verão.



11 de dezembro de 2020

João Maria Viegas, Ary dos Santos, Tonicha e Bernardo Santareno

Neste estranho ano de 2020, Ary dos Santos faria 83 anos; Bernardo Santareno, 100 anos; João Maria Viegas, 90 anos.
Fica aqui a nossa homenagem a estes três homens. A foto, do acervo de Tonicha, deverá ser de 1975.



6 de dezembro de 2020

"Ela por ela" faz 40 anos

 Continuamos a redescobrir o vasto repertório de Tonicha. Esta semana, recuamos 40 anos, a Dezembro de 1980. Numa pausa de canções mais populares ou de raiz tradicional, Tonicha regressa aos temas de autor, na linha dos trabalhos que tinha feito com José Carlos Ary dos Santos. O LP em destaque chama-se "Ela por ela" e é composto por dez canções. Todas as letras são assinadas pelo poeta Joaquim Pessoa. (Recordamos que a última colaboração com Ary dos Santos data de 1976, com o single "O menino" e "Um grande amor", disco que inaugura o contrato de Tonicha com a Polygram.). São três os autores das músicas. Carlos Mendes assina seis temas. Tozé Brito assina o grande êxito "Canção da alegria". Pedro Osório assina a canção de raiz mais tradicional, "Maria da Conceição". Arranja também as versões da belíssima balada "Chamar-te meu amor", sobre música popular italiana, e da não menos bela "Canção sem ti", adaptação do tema "A comme amour", popularizado pelo pianista francês Richard Clayderman. A produção é de João Maria Viegas e os arranjos e a direção de orquestra são de Pedro Osório.

Deste manancial de canções com letras intensas e músicas harmoniosas, escolhemos uma das canções menos tocadas na rádio nessa década de 1980: "Canção da coragem", de Joaquim Pessoa e Carlos Mendes.

"Nem que a morte me soltasse/ todas as velas do sangue/ deixaria a minha casa/ como se fosse culpada/ Nem que a morte me soltasse/ todas as velas do sangue."

"Nem que a morte me dissesse:/ Virás de noite comigo.../ eu trairia um amigo/ Nem que a morte me levasse/ Nem que a morte me dissesse/ Nem que a morte me fugisse."

Recordamos que todas estas canções podem ser gratuitamente escutadas nas plataformas digitais, tais como o Spotify ou o Youtube.

"Ela por ela", da Universal Music Group, mostra a faceta mais doce da cantora ibérica que é Tonicha. O disco é uma dedicatória ao amor e à amizade. Prestemos atenção à voz da cantora e aos versos.

"Nem que a morte me fechasse/ todas as portas do sonho/ deixaria de cantar/ Nem que a morte me calasse/ Nem que a morte me fechasse/ todas as portas do sonho."

Foto incluída na entrevista de Tonicha à TV Guia n.º 101, de 10 a 16 de Janeiro de 1981

20 de outubro de 2020

SENHORA DO ALMORTÃO

Hoje propomos uma viagem musical às terras raianas da Beira Baixa.
Reza a lenda que, numa madrugada, uns pastores atravessavam o campo pelo sítio "Água Murta", em Idanha-a-Nova, quando encontraram uma imagem da Virgem num arbusto de murtas.
Depois de rezarem à Senhora, recolheram a imagem na Igreja de Monsanto. Passados dias, a imagem desapareceu, tendo sido reencontrada no murtão onde surgira inicialmente.
Respeitando a vontade da Virgem, foi aí construída uma ermida em sua devoção que ficaria conhecida, anos mais tarde, por Santuário de Nossa Senhora do Almortão.
Todos os anos, 15 dias após a Páscoa, tem lugar a Romaria da Senhora do Almortão, com a celebração de uma missa e a muito conhecida procissão. Desta tradição antiga, faz parte um almoço-convívio onde se cantam quadras à Senhora. Dizem os historiadores que, além de falarem da devoção à Virgem, as quadras exprimem o sentimento das pessoas da raia por terem sido libertadas do domínio castelhano.
Dessas cantigas, faz parte a sugestão musical de hoje: "Senhora do Almortão" pela voz de Tonicha.



Em 1995, Tonicha volta a gravar para a Polygram alguns dos temas do Cancioneiro Popular Português, que foram êxitos seus nos anos 60 e 70.
O álbum, onde se inclui esta versão, chamou-se "Canções d'Aquém e d'Além Tejo" e é considerado por muitos um dos melhores trabalhos da cantora.
Para isso muito contribuiu não só a interpretação de Tonicha, mas também a selecção do material etnográfico, a produção muito cuidada e a supervisão de João Viegas, marido de Tonicha, e a bem sucedida colaboração com a Brigada Vitor Jara e o professor Fontes Rocha, na guitarra.
Com arranjos sublimes de Rui Vaz, "Senhora do Almortão" tira partido da voz de Tonicha, dando-lhe o devido destaque. Presta ainda tributo à música popular e à região da Beira Baixa, com o recurso ao adufe que, entrosado com o violino, lhe empresta uma toada celta, quase épica, que nos faz viajar por tempos antigos nas paisagens de murta das terras raianas.

SENHORA DO ALMORTÃO (Beira Baixa)
Letra: popular / Arranjos: Rui Vaz

Senhora do Almortão
Minha tão bela raiana 
Virai costas a Castela
Não queiras ser castelhana.

Senhora do Almortão
Para lá eu vou andando
Minha alma já lá está
Meu coração vai chegando.

Senhora do Almortão
Eu p'ro ano não prometo
Que me morreu o amor
Ando vestida de preto.

Senhora do Almortão
Minha tão bela raiana 
Virai costas a Castela
Não queiras ser castelhana. 

15 de outubro de 2020

OS MAIORES SUCESSOS DE TONICHA













A Universal Music Portugal disponilizou hoje este LP de Tonicha nas plataformas digitais (Spotify, Itunes, Youtube). É uma compilação de 1980, com os grandes êxitos da cantora, mas também com dois medleys originais: "Tiro liro liro/ Rebola a bola/ A saia da Carolina" e "Ora vai tu/ Ora bate bate/ Ora viva a pândega". As letras são todas de J. Libório ou populares e as músicas, todas populares. Os arranjos são de Thilo Krasmann. A produção é de João Maria Viegas, (falecido) marido da Tonicha.

 

18 de setembro de 2020

Tonicha: "Fadinho da Comida"

 

Esta semana, a Universal Music Portugal disponibizou mais um single de Tonicha. Desta vez, é um disco de 1981 que apresenta uma canção redescoberta recentemente graças a uma telenovela da SIC, "Nazaré". "Fadinho da Comida" passou a estar no top das canções de Tonicha mais ouvidas nas plataformas digitais. No lado B, surge uma canção que nunca tinha sido reeditada: "Isto Aqui é o da Joana". Ambas as canções são da autoria da dupla António Avelar Pinho / Nuno Rodrigues. Os arranjos pertencem a Pedro Osório e a produção é de João Maria Viegas. José Júlio Barros é o autor da capa.

11 de setembro de 2020

Tonicha: "Zumba na Caneca"

"Zumba na Caneca" e "Ti Zé da Horta" são as duas canções que ficaram disponíveis hoje nas plataformas digitais (Spotify, Itunes e Youtube). Este single é um recordista de vendas. Ainda hoje entra em inúmeras coletâneas de música popular. Toda a gente sabe de cor "Zumba na Caneca". Não há festa popular onde o tema não entre. O "Ti Zé da Horta" andava esquecido, nunca tinha surgido na era do cd nem na digital. Ambos os temas são da autoria do marido da Tonicha, João Maria Viegas (com o pseudónimo J. Libório), sobre música popular. Os arranjos são de Thilo Krasmann. No ano da edição deste single, 1978, Tonicha anunciou, numa conferência de imprensa, a sua "Volta a Portugal". Os jornalistas aí presentes tiveram direito a uma caneca como a que aparece na foto do disco. Tonicha percorreu o país de lés a lés nesses anos seguintes e cantou para todas as comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo.



4 de setembro de 2020

Tonicha: "O Chico Pinguinhas"

 Esta semana  é a vez de aparecer "O Chico Pinguinhas", de 1979. No Spotify, no Itunes, no Youtube.

O single Universal Music Portugal tem, no Lado A, "O Chico Pinguinhas", "que anda aos tombos pela romaria", e, no Lado B, "Quadrilha de Cinfães", com a participação especial de Vítor Norte, na voz do Mandador.

Ambos os temas são da autoria de João Maria Viegas sobre música popular e com arranjos de Thilo Krasmann.




21 de agosto de 2020

Tonicha: "Esta Festa Portuguesa"

O single "Esta Festa Portuguesa", de 1985, foi hoje disponibilizado nas plataformas digitais pela Universal Music Portugal.

Estamos muito contentes, pois gostamos muito destas canções, que têm uma frescura de outros tempos. E a voz da nossa Tonicha está ao rubro!
Os autores das duas canções: letras de João Maria Viegas (o falecido marido da Tonicha) e músicas de Carlos Alberto Vidal.
Podemos ouvir estas canções gratuitamente.

18 de dezembro de 2019

Recordar Patxi Andión (1947-2019)

Morreu Patxi Andión, um dos maiores cantautores espanhóis, que várias vezes visitou e actuou em Portugal.

Em jeito de homenagem recordamos a colaboração com Tonicha.
O ano era o de 1972. Tonicha gravou um EP chamado "4 Canções de Patxi Andión", um vinil que continha, no lado A, "Puedo inventar" e "Poeta desde lejos" e, no lado B, "20 versos a mi muerte" e "Habria que saberlo".

FOTO CAPA: M. Fiuza

Nesse mesmo ano, em Espanha, Tonicha editou o single "Poeta desde lejos"/"20 versos a mi muerte", na versão original. Ambos os discos foram editados pela Movieplay. A adaptação dos poemas para português ficou a cargo de Ary dos Santos e a direcção musical do maestro Thilo Krassman.

João Maria Viegas, marido e manager da cantora, contou-nos que Patxi, perseguido pela Pide e proibido de entrar em Portugal, tinha de vir a Lisboa às escondidas acompanhar as gravações de Tonicha.
Anos mais tarde, corria o ano de 1994, Tonicha confidenciou, no popular programa "Parabéns" da RTP apresentado por Herman José, que, uns meses após a gravação do disco, Patxi telefonou-lhe a pedir autorização para ele próprio gravar essas canções. Comentou então a cantora: "Incrível, ele que era o autor ia pedir-me autorização a mim...".

Num dos últimos concertos que Patxi Andión fez em Lisboa, no Cinema São Jorge, fomos aos bastidores e ele recebeu-nos. De forma muito simpática. Falámos-lhe deste blogue, do projecto de uma fotobiografia da cantora que estava a ser preparado e oferecemos-lhe o CD de Tonicha "Antologia 1971-1977", uma colectânea da Movieplay. Trata-se do único CD que contém uma destas 4 belíssimas canções de Patxi Andión que Tonicha gravou, "Poeta desde lejos".

Na contracapa do EP "4 Canções de Patxi Andión" (que no interior traz as letras em castelhano e em português), num texto assinado por Ary dos Santos, o poeta português referia-se a Patxi Andión desta forma:

"Pax Andion (?) é - e já muitos o têm dito - um 'caso' musical. Mas, quanto a mim, a grandeza maior desse 'caso' reside no impacto de uma força profundamente humana que quase se sente e se aprende fisicamente em todas as suas canções. Ao ouvi-las é impossível dissociarmo-nos da imagem do homem novo ibérico que, com os pés assentes na terra e os olhos virados à esperança, canta, sem dó nem piedade, o seu próprio destino. (...)". 


20 versos a mi muerte
(versão: Ary dos Santos)

Ai quando eu morrer não quero
Nem coroas de cravos velhos
Nem ramos de lirios secos
Que me flagelem os dedos.

Quero que o ar se recolha
Até que o eco tropece
Quero morrer devagar
E que a vida recomece.

Eu quero morrer descalça
Metida dentro da terra
Sem uma lágrima falsa
Como se um filho tivera.

Eu quero que a terra seja
O lençol da minha vida
À morte que se deseja
Porque não é despedida.

28 de novembro de 2019

Tonicha e o seu Alentejo

Uma leitora do Blogue enviou-nos  uma prenda: a "Crónica Feminina" n.º 999, de 4 de Dezembro de 1975. 
Nas páginas 9, 10 e 11, encontramos uma entrevista a Tonicha com o título "Tonicha e o seu Alentejo. No parágrafo-destaque, podemos ler: "Quem conhece be Tonicha? Talvez muitos, como intérprete do folclore da nossa terra, talvez poucos, cidadã. É alentejana; filha de um trabalhador rural do Baleizão. Tonicha, ao cantar folclore, põe na sua voz, na expressão e no sentir o grito desse povo alentejano. Ela também "emigrante" dentro do seu país, lutando pela melhoria de uma vida, que o seu meio ambiente lhe negava."
Na entrevista, Tonicha fala do marido, João Maria Viegas (1930-2013): "Ele é do Ribatejo. Sente o folclore como eu... Foi operário em Almeirim até aos 28 anos. Sempre "investigou" o folclore, e bem de perto. Depois de acabar o curso, foi para a Sicília; passou tempos longos na Calábria, no Canal da Mancha, nas Astúrias... Eu sei lá!... Claro que, dos conhecimentos adquiridos, dedicou-se ao estudo profundo do folclore do nosso país; em especial Alentejo e Beira Baixa."
(Clique sobre as imagens)

14 de setembro de 2019

"Fadinho da comida" na telenovela da SIC


 A nova telenovela da SIC, "Nazaré", da autoria de Sandra Santos, realizada por Jorge Cardoso e produzida por SP Televisão, conta com uma canção da Tonicha na sua banda sonora: "Fadinho da comida". É um tema de António Pinho e Nuno Rodrigues, com arranjos de Pedro Osório, produzido por João Maria Viegas, editado em 1981, pela Polygram, atual Universal Music Portugal. A capa do disco é da autoria de José Júlio Barros.
Esta produção televisiva tem imagens da Nazaré, das Caldas da Rainha e de Leiria.
A cantiga da Tonicha pode ser ouvida quando a intriga da novela se passa no mercado de peixe, frutas e legumes. "Ai que gosto que a comida tinha outrora/ Ai que gosto que nos dava então comê-la/ Porque agora em vez de gosto tem um preço/ Que por subir de hora a hora já nem dá vontade vê-la". Delicie-se!

21 de agosto de 2017

Cantigas duma terra à beira mar

40 anos depois da sua 1.ª edição (houve duas capas), o LP "Cantigas duma terra à beira mar" (Polygram, 1977) está disponível nas plataformas digitais, tais como itunes, spotify...

















Eis a capa da segunda edição, com o título da canção mais popular do LP em destaque: "Tu és o Zé que fumas". 

2 de janeiro de 2017

"Vira dos Malmequeres": na BSO do filme "A mãe é que sabe"!


O primeiro tema de música tradicional portuguesa gravado por Tonicha, "Vira dos Malmequeres", em 1969, faz parte da banda sonora do mais recente filme português: "A mãe é que sabe". O filme é realizado por Nuno Rocha, tendo como protagonista Maria João Abreu. A personagem principal, interpretada por Maria João Abreu, recorda-se, ao longo do filme, da sua infância e da sua juventude. É num desses regressos ao passado que a personagem aprende a dançar com a governanta da casa, ao som da telefonia. É aí que se ouve o tema tradicional do Ribatejo, recolhido por João Maria Viegas no Cancioneiro de Alves Redol. Tonicha é acompanhada pelo conjunto de guitarras de Jorge Fontes, que também é o autor dos arranjos. A canção foi editada no EP "Modas do Ribatejo", pela editora RCA. Em 1985, foi incluído no duplo LP "A Arte e a Música de Tonicha".