18 de abril de 2023

Recordar Joaquim Pessoa

Morreu um poeta: Joaquim Pessoa (1948-2023). Para a Tonicha escreveu várias canções: "Vinho novo" (1977); "Canção da amizade" (1978); 9 canções do LP "Ela por ela" (1980), entre as quais, "Canção da alegria", "Canção de Rosalinda", "Conversa a dois", "Chamar-te meu amor" ou "Canção da coragem"; "Cavalo de palavras" (coautoria: Ary dos Santos), 1997. À exceção de "Vinho novo", todas as canções foram musicadas por Carlos Mendes.


 






9 de abril de 2023

Tonicha na RTP no Domingo de Páscoa 1984

30 de janeiro de 2023

Rui Malhoa e "Fui ter com a madrugada"

Faleceu Rui Malhoa(1943-2023), letrista de canções, cantor e professor de Filosofia. Foi o autor da letra da canção com que Tonicha quase ganhou o Festival RTP 1968: "Fui ter com a madrugada".

13 de janeiro de 2023

Tonicha: Natal dos Hospitais 1985

11 de dezembro de 2022

As Duas Faces de Tonicha

Disponível nas plataformas digitais, embora com algumas incorreções. Editora: Word Music Records.

17 de novembro de 2022

Tonicha: uma das "Mulheres de Beja"

4 de novembro de 2022

Tonicha por Jorge Mangorrinha

The Temple Bar, ao que me disseram o mais famoso da cidade e diariamente com música ao vivo, foi o meu primeiro ponto de visita no dia da chegada a Dublin. Depois da espera na fila, sentei-me e pedi a melhor cerveja local e uma sanduíche. E logo ouvi: "A "pint of Gat"!", como ali designam a Guiness. Na entrega do pedido, o funcionário saudou-me, mas logo soltou um "sorry", termo utilizado muito frequentemente na Irlanda, mesmo se não se fizer nada de errado. Enquanto estava saboreando o lanche e a ouvir o quarteto de música, a memória levou-me a meio século atrás, talvez impelido por aquela sonoridade de inspiração céltica. Em 1971, Portugal foi representado no Gaiety Theatre pela minha familiar Tonicha e pelos meus amigos Nuno Gomes dos Santos, corista, e Nuno Nazareth Fernandes, compositor e corista naquele palco. Tonicha apresentou-se em Dublin "de olhar sereno e de fato novo". Participar nesse certame poderia ter pelo menos a virtude de mostrar que Portugal não desejava continuar a estar orgulhosamente só. A "menina de corpo inteiro" alcançaria um nono lugar, a melhor classificação portuguesa até então: "Menina resistiu à geopolítica da canção", intitulou a revista "Rádio & Televisão" no rescaldo, nas palavras de uma outra minha amiga, a jornalista Lourdes Féria, que fez uma reportagem na capital irlandesa. Lembrei-me de que, na véspera do evento, se anunciou um protesto contra o dispêndio da verba necessária para a televisão irlandesa o organizar e, ainda, por a canção da casa ser defendida em inglês e não no gaélico da cultura céltica local. Soaram, também, protestos políticos, designadamente de associações feministas partidárias do controlo da natalidade, numa época de grandes tumultos no território britânico. Por seu turno, Ary dos Santos desdobrava-se em contactos e até ofereceu o seu capote alentejano a um irlandês, que saiu do hotel envergando-o, para surpresa da restante comitiva. O representante diplomático de Portugal, o embaixador António da Rocha Fontes, ofereceu a toda a comitiva portuguesa e seus convidados uma receção. A popularidade de que a canção estava a gozar entre o povo irlandês foi salientada nos ensaios, onde "Menina" foi muito aplaudida. A cantora portuguesa era procurada pelos jornalistas de todo o mundo, por causa da expectativa quanto à canção. A comitiva portuguesa era considerada a mais simpática e teve, pela primeira vez, um "attaché de presse". Tonicha aderira também à moda dos "hot-pants". No palco, exibiu um vestido criado por Ana Maravilhas, estampado em tons variados, verde, cor-de-rosa, laranja, vermelho, com um cinto em laço, um dos mais bonitos vestidos da noite, segundo os comentários em Dublin, sobressaindo sobre o fundo creme do cenário. Porém, a vitória coube ao Mónaco, com "um banco, uma árvore e uma rua", que remeteram para as recordações de infância. As mesmas que, neste bar, me trouxeram para junto de mim, virtualmente, aqueles meus amigos, até porque já há muito passou o "orgulhosamente sós" - "Give me a pint of Gat, please!" -, sendo que, no final da tarde, me senti "a whale of a time" e "happy out", de quão bom foi ter estado naquele bairro mágico de Dublin e até aprendido novas expressões tipicamente locais. https://www.dn.pt/edicao-do-dia/04-nov-2022/irlanda-a-pint-of-gat-please-15316780.html, consultado no dia 04-11-2022

10 de agosto de 2022

Tonicha no "Jardim das Estrelas"

Em 1997, aquando do lançamento do cd "Mulher", Tonicha esteve no programa "Jardim das Estrelas" (RTP), de Júlio Isidro. Cantou "Ao menos uma vez" (Pedro Barroso) e "Que mulher esta" (José Fanha/Brian Adams/N. Kamen).

9 de julho de 2022

Tonicha: Festival de Knokke, Bélgica, 1972


 

28 de junho de 2022

Tonicha: 1.º Festival OTI, Madrid, 1972

 


7 de março de 2022

Parabéns, Tonicha!


 

2 de janeiro de 2022

Votos de um bom 2022!



10 de novembro de 2021

"Canção da alegria" reinterpretada

Mitó (dos grupos A Naifa e Señoritas), fã incondicional de Tonicha, reinterpreta, com Ana Bacalhau, "Canção da alegria", de Joaquim Pessoa e Tozé Brito, no cd de homenagem ao autor/compositor, disponível a 12 de novembro, neste ano do seu 70º aniversário.

"Quando me disseram que ela [Mitó] ia entrar no álbum, eu sabia que ela ia escolher uma canção de Tonicha", disse Tozé Brito ao Diário de Notícias.

O disco "Tozé Brito (de) Novo" reúne versões novas de canções que ele escreveu para Tonicha, Adelaide Ferreira, Herman José, Doce, Dina, Carlos do Carmo ou Ana Moura, agora recriadas por Selma Uamusse, Camané, Catarina Salinas, Tiago Bettencourt e António Zambujo, entre outros.

"Canção da alegria" foi o grande sucesso do LP "Ela por ela", Polygram, 1980.


10 de setembro de 2021

20 de junho de 2021

As mais populares no Spotify

 Neste mês de junho de 2012, são estas as 10 canções de Tonicha mais populares no Spotify.

"Fadinho da comida" entrou muito graças à telenovela "Nazaré", da SIC.

"Canção sem ti" teve agora uma versão nas vozes de dois fadistas: Natalino de jesus e Lenita Gentil.

"Esta festa portuguesa" e "Minha terra de Agosto desejado" costumam ter muitos ouvintes no verão.



21 de abril de 2021

Recordar Artur Garcia

 Artur Garcia: 1937-2021



8 de março de 2021

TONICHA: 75 ANOS























"É da torre mais alta do meu pranto
Que eu canto este meu sangue
Este meu povo
Nessa torre maior em que apenas
Sou grande
Por me cantar de novo"
(in "A voz do meu povo" do LP "As Duas Faces de Tonicha", Zip Zip - 1974. Autor: Ary dos Santos; compositor: Fernando Tordo)

27 de fevereiro de 2021

Tonicha por Maria Teresa Horta

 Maria Teresa Horta, figura ímpar das letras portuguesas, e que ganhou recentemente mais um prestigiado prémio literário, também escreveu sobre o VIII Grande Prémio TV da Canção -1971:

"Mais um Festival da Canção... por sinal até o melhor de todos. Pelo menos, três poemas de José Carlos Ary dos Santos é já uma garantia de qualidade a que estamos pouco habituados. Habituados estamos, infelizmente, às manifestações pouco educadas do nosso público... Mas a pateada de ontem, mais do que má educação, foi índice bem grave de ignorância: mais do que "falta de chá", foi bem significativo a determinar uma certa mentalidade... - José Carlos Ary dos Santos, ao subir ao palco, estava a ser vaiado... e é então que dá vontade de perguntar: mas afinal vale a pena? E é então que nos lembramos do ditado: "dar pérolas a porcos"...
O público queria Paulo de Carvalho. (...)
Porém, que maravilhosos foi ouvir "Cavalo à Solta"! (...)
Ganhou, porém, a "Menina", canção mais simples e capaz de ser imediatamente apreendida por um público mais vasto. Neste poema, José Carlos Ary dos Santos teve sobretudo a exigência da frescura, da transparência, da simplicidade, de gesto ainda impreciso e doce, de orvalho ou da terra: teve como que a exigência de uma ténue pele de mulher...
Se Ary dos Santos quis dar tudo isto, conseguiu: "Menina" é uma bonita canção que Tonicha (muito mais loura quando a canta) aprenderá a interpretar com maior rigor, à medida que melhor a vá sentindo no corpo, na boca, nos sentidos: subtil, roçagante, breve, um pouco secreta até, com algo e indeciso na textura, no tacto, no sorriso. - Depois de "Cavalo à Solta", a melhor canção é pois esta "Menina" - "com tranças de madrugada" -, feita de simplicidade e transparência. (...)"
Maria Teresa Horta, in Mundo da Canção.
Caricatura:
J. Rosa, in Restaurante Solar dos Presuntos, Lisboa.

11 de fevereiro de 2021

A "Menina (do Alto da Serra)" faz 50 anos!

 A "Menina (do Alto da Serra)" faz hoje 50 anos! Foi no dia 11 de Fevereiro de 1971, no Teatro Tivoli, que se sagrou vencedora no Festival RTP da Canção.