Artur Garcia: 1937-2021
21 de abril de 2021
8 de março de 2021
TONICHA: 75 ANOS
27 de fevereiro de 2021
Tonicha por Maria Teresa Horta
Maria Teresa Horta, figura ímpar das letras portuguesas, e que ganhou recentemente mais um prestigiado prémio literário, também escreveu sobre o VIII Grande Prémio TV da Canção -1971:
11 de fevereiro de 2021
A "Menina (do Alto da Serra)" faz 50 anos!
A "Menina (do Alto da Serra)" faz hoje 50 anos! Foi no dia 11 de Fevereiro de 1971, no Teatro Tivoli, que se sagrou vencedora no Festival RTP da Canção.
11 de dezembro de 2020
João Maria Viegas, Ary dos Santos, Tonicha e Bernardo Santareno
6 de dezembro de 2020
"Ela por ela" faz 40 anos
Continuamos a redescobrir o vasto repertório de Tonicha. Esta semana, recuamos 40 anos, a Dezembro de 1980. Numa pausa de canções mais populares ou de raiz tradicional, Tonicha regressa aos temas de autor, na linha dos trabalhos que tinha feito com José Carlos Ary dos Santos. O LP em destaque chama-se "Ela por ela" e é composto por dez canções. Todas as letras são assinadas pelo poeta Joaquim Pessoa. (Recordamos que a última colaboração com Ary dos Santos data de 1976, com o single "O menino" e "Um grande amor", disco que inaugura o contrato de Tonicha com a Polygram.). São três os autores das músicas. Carlos Mendes assina seis temas. Tozé Brito assina o grande êxito "Canção da alegria". Pedro Osório assina a canção de raiz mais tradicional, "Maria da Conceição". Arranja também as versões da belíssima balada "Chamar-te meu amor", sobre música popular italiana, e da não menos bela "Canção sem ti", adaptação do tema "A comme amour", popularizado pelo pianista francês Richard Clayderman. A produção é de João Maria Viegas e os arranjos e a direção de orquestra são de Pedro Osório.
Deste manancial de canções com letras intensas e músicas harmoniosas, escolhemos uma das canções menos tocadas na rádio nessa década de 1980: "Canção da coragem", de Joaquim Pessoa e Carlos Mendes.
"Nem que a morte me soltasse/ todas as velas do sangue/ deixaria a minha casa/ como se fosse culpada/ Nem que a morte me soltasse/ todas as velas do sangue."
"Nem que a morte me dissesse:/ Virás de noite comigo.../ eu trairia um amigo/ Nem que a morte me levasse/ Nem que a morte me dissesse/ Nem que a morte me fugisse."
Recordamos que todas estas canções podem ser gratuitamente escutadas nas plataformas digitais, tais como o Spotify ou o Youtube.
"Ela por ela", da Universal Music Group, mostra a faceta mais doce da cantora ibérica que é Tonicha. O disco é uma dedicatória ao amor e à amizade. Prestemos atenção à voz da cantora e aos versos.
"Nem que a morte me fechasse/ todas as portas do sonho/ deixaria de cantar/ Nem que a morte me calasse/ Nem que a morte me fechasse/ todas as portas do sonho."
Foto incluída na entrevista de Tonicha à TV Guia n.º 101, de 10 a 16 de Janeiro de 198120 de outubro de 2020
SENHORA DO ALMORTÃO
Hoje propomos uma viagem musical às terras raianas da Beira Baixa.
Reza a lenda que, numa madrugada, uns pastores atravessavam o campo pelo sítio "Água Murta", em Idanha-a-Nova, quando encontraram uma imagem da Virgem num arbusto de murtas.
Depois de rezarem à Senhora, recolheram a imagem na Igreja de Monsanto. Passados dias, a imagem desapareceu, tendo sido reencontrada no murtão onde surgira inicialmente.
Respeitando a vontade da Virgem, foi aí construída uma ermida em sua devoção que ficaria conhecida, anos mais tarde, por Santuário de Nossa Senhora do Almortão.
Todos os anos, 15 dias após a Páscoa, tem lugar a Romaria da Senhora do Almortão, com a celebração de uma missa e a muito conhecida procissão. Desta tradição antiga, faz parte um almoço-convívio onde se cantam quadras à Senhora. Dizem os historiadores que, além de falarem da devoção à Virgem, as quadras exprimem o sentimento das pessoas da raia por terem sido libertadas do domínio castelhano.
Dessas cantigas, faz parte a sugestão musical de hoje: "Senhora do Almortão" pela voz de Tonicha.
Em 1995, Tonicha volta a gravar para a Polygram alguns dos temas do Cancioneiro Popular Português, que foram êxitos seus nos anos 60 e 70.
O álbum, onde se inclui esta versão, chamou-se "Canções d'Aquém e d'Além Tejo" e é considerado por muitos um dos melhores trabalhos da cantora.
Para isso muito contribuiu não só a interpretação de Tonicha, mas também a selecção do material etnográfico, a produção muito cuidada e a supervisão de João Viegas, marido de Tonicha, e a bem sucedida colaboração com a Brigada Vitor Jara e o professor Fontes Rocha, na guitarra.
Com arranjos sublimes de Rui Vaz, "Senhora do Almortão" tira partido da voz de Tonicha, dando-lhe o devido destaque. Presta ainda tributo à música popular e à região da Beira Baixa, com o recurso ao adufe que, entrosado com o violino, lhe empresta uma toada celta, quase épica, que nos faz viajar por tempos antigos nas paisagens de murta das terras raianas.
SENHORA DO ALMORTÃO (Beira Baixa)
Letra: popular / Arranjos: Rui Vaz
Senhora do Almortão
Minha tão bela raiana
Virai costas a Castela
Não queiras ser castelhana.
Senhora do Almortão
Para lá eu vou andando
Minha alma já lá está
Meu coração vai chegando.
Senhora do Almortão
Eu p'ro ano não prometo
Que me morreu o amor
Ando vestida de preto.
Minha tão bela raiana
Virai costas a Castela
Não queiras ser castelhana.
15 de outubro de 2020
OS MAIORES SUCESSOS DE TONICHA
A Universal Music Portugal disponilizou hoje este LP de Tonicha nas plataformas digitais (Spotify, Itunes, Youtube). É uma compilação de 1980, com os grandes êxitos da cantora, mas também com dois medleys originais: "Tiro liro liro/ Rebola a bola/ A saia da Carolina" e "Ora vai tu/ Ora bate bate/ Ora viva a pândega". As letras são todas de J. Libório ou populares e as músicas, todas populares. Os arranjos são de Thilo Krasmann. A produção é de João Maria Viegas, (falecido) marido da Tonicha.
9 de outubro de 2020
A ARTE E A MÚSICA DE TONICHA
A Universal Music Portugal disponibilizou hoje o LP de 1985, "A Arte e a Música de Tonicha". É uma coletânea com 26 canções. Está dividida em 4 secções. "No Início" tem 6 canções, algumas das mais antigas do repertório da cantora: duas vencedoras do Festival da Figueira da Foz ("Boca de amora", de José Gouveia, e "A tua canção avozinha", de Rocha de Oliveira); uma da dupla Manuel Paião/Eduardo damas ("Um minuto sem te ver"); uma da colaboração com José Cid/Quarteto 1111 ("Caminheiro, donde vens"); uma de Luís Miguel de Oliveira ("D. Pedro que volta da pinga") e "O Menino" (Ary/Tozé Brito). "Tradicionais" apresenta 7 canções do cancioneiro tradicional português, como "Vira dos malmequeres", "Resineiro" ou "Maria Rita (cara bonita)". A terceira secção, "Êxitos populares", abrange alguns dos temas mais populares: "Zumba na caneca", "Gaiteiro português", "Chico pinguinhas" ou "Sericotalho, bacalhau, azeite e alho". Finalmente, a última parte, "A outra face", inclui canções de autor: "Maria da Conceição (Joaquim Pessoa/Pedro Osório); a famosíssima "Canção da alegria" (Joaquim Pessoa/Tozé Brito); "O orquestrador" (Fernando Guerra) ou "Pela vida fora" (João Henrique/Carlos Santos) - uma das quatro canções defendidas por Tonicha no Festival RTP da Canção 1978.
1 de outubro de 2020
Tonicha: "O Menino"
O mês de outubro começa com o lançamento, pela Universal Music Portugal, do single "O Menino" (Lado A) e "Um Grande Amor" (Lado B). Foi a última colaboração entre Ary dos Santos e Tonicha. Ambas as canções têm música de Tozé Brito e letra de José Carlos Ary dos Santos. A produção é de Tozé Brito. Os arranjos e a direção de orquestra são de Mike Sergeant. "O Menino" foi uma canção que invadiu as rádios e fez parte de inúmeras coletâneas. Integrou o duplo LP de 1985 "A Arte e a Música de Tonicha" (editado posteriormente em cd) e integrou também o CD de 2008 "Canções para os Meus Netos... de Qualquer Idade". Já a canção do Lado B, "Um Grande Amor", nunca tinha sido reeditada em CD, nem disponibilizada nas plataformas digitais. É-o agora e os inúmeros fãs desta canção, tão bem interpretada, podem assim enriquecer a sua lista de canções de Tonicha.
25 de setembro de 2020
Tonicha: "Quem te quer bem, meu bem"
18 de setembro de 2020
Tonicha: "Fadinho da Comida"
Esta semana, a Universal Music Portugal disponibizou mais um single de Tonicha. Desta vez, é um disco de 1981 que apresenta uma canção redescoberta recentemente graças a uma telenovela da SIC, "Nazaré". "Fadinho da Comida" passou a estar no top das canções de Tonicha mais ouvidas nas plataformas digitais. No lado B, surge uma canção que nunca tinha sido reeditada: "Isto Aqui é o da Joana". Ambas as canções são da autoria da dupla António Avelar Pinho / Nuno Rodrigues. Os arranjos pertencem a Pedro Osório e a produção é de João Maria Viegas. José Júlio Barros é o autor da capa.
11 de setembro de 2020
Tonicha: "Zumba na Caneca"
"Zumba na Caneca" e "Ti Zé da Horta" são as duas canções que ficaram disponíveis hoje nas plataformas digitais (Spotify, Itunes e Youtube). Este single é um recordista de vendas. Ainda hoje entra em inúmeras coletâneas de música popular. Toda a gente sabe de cor "Zumba na Caneca". Não há festa popular onde o tema não entre. O "Ti Zé da Horta" andava esquecido, nunca tinha surgido na era do cd nem na digital. Ambos os temas são da autoria do marido da Tonicha, João Maria Viegas (com o pseudónimo J. Libório), sobre música popular. Os arranjos são de Thilo Krasmann. No ano da edição deste single, 1978, Tonicha anunciou, numa conferência de imprensa, a sua "Volta a Portugal". Os jornalistas aí presentes tiveram direito a uma caneca como a que aparece na foto do disco. Tonicha percorreu o país de lés a lés nesses anos seguintes e cantou para todas as comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo.
4 de setembro de 2020
Tonicha: "O Chico Pinguinhas"
Esta semana é a vez de aparecer "O Chico Pinguinhas", de 1979. No Spotify, no Itunes, no Youtube.
O single Universal Music Portugal tem, no Lado A, "O Chico Pinguinhas", "que anda aos tombos pela romaria", e, no Lado B, "Quadrilha de Cinfães", com a participação especial de Vítor Norte, na voz do Mandador.
Ambos os temas são da autoria de João Maria Viegas sobre música popular e com arranjos de Thilo Krasmann.
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28 de agosto de 2020
Tonicha: "Pinga amor"
Durante várias semanas, sempre à 6.ª feira, a Universal Music Portugal vai disponibilizar os singles de Tonicha que foram sempre sucessos de popularidade. São canções que todos sabíamos de cor. Hoje, é a vez do single de 1984, "Pinga amor", com "Canção do futebol" no lado B. São canções que já tinham sido populares noutros tempos. A letra e a música de "Pinga amor" são da autoria de A. Silva. A "Canção do futebol" tem letra de Tomaz R. Colaço e música de Frederico de Freitas. Foi uma produção de António Pinho, com arranjos de Shegundo Galarza.
21 de agosto de 2020
Tonicha: "Esta Festa Portuguesa"
O single "Esta Festa Portuguesa", de 1985, foi hoje disponibilizado nas plataformas digitais pela Universal Music Portugal.
23 de julho de 2020
Tonicha e Amália
Recordamo-la numa fotografia de 1967, no Festival da Figueira da Foz. Amália foi a grande atração; Tonicha, a vencedora do certame.
4 de julho de 2020
Tonicha e a TAP
8 de março de 2020
18 de dezembro de 2019
Recordar Patxi Andión (1947-2019)
Em jeito de homenagem recordamos a colaboração com Tonicha.
O ano era o de 1972. Tonicha gravou um EP chamado "4 Canções de Patxi Andión", um vinil que continha, no lado A, "Puedo inventar" e "Poeta desde lejos" e, no lado B, "20 versos a mi muerte" e "Habria que saberlo".
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| FOTO CAPA: M. Fiuza |
Nesse mesmo ano, em Espanha, Tonicha editou o single "Poeta desde lejos"/"20 versos a mi muerte", na versão original. Ambos os discos foram editados pela Movieplay. A adaptação dos poemas para português ficou a cargo de Ary dos Santos e a direcção musical do maestro Thilo Krassman.
João Maria Viegas, marido e manager da cantora, contou-nos que Patxi, perseguido pela Pide e proibido de entrar em Portugal, tinha de vir a Lisboa às escondidas acompanhar as gravações de Tonicha.
Anos mais tarde, corria o ano de 1994, Tonicha confidenciou, no popular programa "Parabéns" da RTP apresentado por Herman José, que, uns meses após a gravação do disco, Patxi telefonou-lhe a pedir autorização para ele próprio gravar essas canções. Comentou então a cantora: "Incrível, ele que era o autor ia pedir-me autorização a mim...".
Num dos últimos concertos que Patxi Andión fez em Lisboa, no Cinema São Jorge, fomos aos bastidores e ele recebeu-nos. De forma muito simpática. Falámos-lhe deste blogue, do projecto de uma fotobiografia da cantora que estava a ser preparado e oferecemos-lhe o CD de Tonicha "Antologia 1971-1977", uma colectânea da Movieplay. Trata-se do único CD que contém uma destas 4 belíssimas canções de Patxi Andión que Tonicha gravou, "Poeta desde lejos".
Na contracapa do EP "4 Canções de Patxi Andión" (que no interior traz as letras em castelhano e em português), num texto assinado por Ary dos Santos, o poeta português referia-se a Patxi Andión desta forma:
"Pax Andion (?) é - e já muitos o têm dito - um 'caso' musical. Mas, quanto a mim, a grandeza maior desse 'caso' reside no impacto de uma força profundamente humana que quase se sente e se aprende fisicamente em todas as suas canções. Ao ouvi-las é impossível dissociarmo-nos da imagem do homem novo ibérico que, com os pés assentes na terra e os olhos virados à esperança, canta, sem dó nem piedade, o seu próprio destino. (...)".
20 versos a mi muerte
(versão: Ary dos Santos)
Ai quando eu morrer não quero
Nem coroas de cravos velhos
Nem ramos de lirios secos
Que me flagelem os dedos.
Quero que o ar se recolha
Até que o eco tropece
Quero morrer devagar
E que a vida recomece.
Eu quero morrer descalça
Metida dentro da terra
Sem uma lágrima falsa
Como se um filho tivera.
Eu quero que a terra seja
O lençol da minha vida
À morte que se deseja
Porque não é despedida.




















