A Universal Music Portugal disponibilizou hoje o LP de 1985, "A Arte e a Música de Tonicha". É uma coletânea com 26 canções. Está dividida em 4 secções. "No Início" tem 6 canções, algumas das mais antigas do repertório da cantora: duas vencedoras do Festival da Figueira da Foz ("Boca de amora", de José Gouveia, e "A tua canção avozinha", de Rocha de Oliveira); uma da dupla Manuel Paião/Eduardo damas ("Um minuto sem te ver"); uma da colaboração com José Cid/Quarteto 1111 ("Caminheiro, donde vens"); uma de Luís Miguel de Oliveira ("D. Pedro que volta da pinga") e "O Menino" (Ary/Tozé Brito). "Tradicionais" apresenta 7 canções do cancioneiro tradicional português, como "Vira dos malmequeres", "Resineiro" ou "Maria Rita (cara bonita)". A terceira secção, "Êxitos populares", abrange alguns dos temas mais populares: "Zumba na caneca", "Gaiteiro português", "Chico pinguinhas" ou "Sericotalho, bacalhau, azeite e alho". Finalmente, a última parte, "A outra face", inclui canções de autor: "Maria da Conceição (Joaquim Pessoa/Pedro Osório); a famosíssima "Canção da alegria" (Joaquim Pessoa/Tozé Brito); "O orquestrador" (Fernando Guerra) ou "Pela vida fora" (João Henrique/Carlos Santos) - uma das quatro canções defendidas por Tonicha no Festival RTP da Canção 1978.
9 de outubro de 2020
A ARTE E A MÚSICA DE TONICHA
1 de outubro de 2020
Tonicha: "O Menino"
O mês de outubro começa com o lançamento, pela Universal Music Portugal, do single "O Menino" (Lado A) e "Um Grande Amor" (Lado B). Foi a última colaboração entre Ary dos Santos e Tonicha. Ambas as canções têm música de Tozé Brito e letra de José Carlos Ary dos Santos. A produção é de Tozé Brito. Os arranjos e a direção de orquestra são de Mike Sergeant. "O Menino" foi uma canção que invadiu as rádios e fez parte de inúmeras coletâneas. Integrou o duplo LP de 1985 "A Arte e a Música de Tonicha" (editado posteriormente em cd) e integrou também o CD de 2008 "Canções para os Meus Netos... de Qualquer Idade". Já a canção do Lado B, "Um Grande Amor", nunca tinha sido reeditada em CD, nem disponibilizada nas plataformas digitais. É-o agora e os inúmeros fãs desta canção, tão bem interpretada, podem assim enriquecer a sua lista de canções de Tonicha.
25 de setembro de 2020
Tonicha: "Quem te quer bem, meu bem"
18 de setembro de 2020
Tonicha: "Fadinho da Comida"
Esta semana, a Universal Music Portugal disponibizou mais um single de Tonicha. Desta vez, é um disco de 1981 que apresenta uma canção redescoberta recentemente graças a uma telenovela da SIC, "Nazaré". "Fadinho da Comida" passou a estar no top das canções de Tonicha mais ouvidas nas plataformas digitais. No lado B, surge uma canção que nunca tinha sido reeditada: "Isto Aqui é o da Joana". Ambas as canções são da autoria da dupla António Avelar Pinho / Nuno Rodrigues. Os arranjos pertencem a Pedro Osório e a produção é de João Maria Viegas. José Júlio Barros é o autor da capa.
11 de setembro de 2020
Tonicha: "Zumba na Caneca"
"Zumba na Caneca" e "Ti Zé da Horta" são as duas canções que ficaram disponíveis hoje nas plataformas digitais (Spotify, Itunes e Youtube). Este single é um recordista de vendas. Ainda hoje entra em inúmeras coletâneas de música popular. Toda a gente sabe de cor "Zumba na Caneca". Não há festa popular onde o tema não entre. O "Ti Zé da Horta" andava esquecido, nunca tinha surgido na era do cd nem na digital. Ambos os temas são da autoria do marido da Tonicha, João Maria Viegas (com o pseudónimo J. Libório), sobre música popular. Os arranjos são de Thilo Krasmann. No ano da edição deste single, 1978, Tonicha anunciou, numa conferência de imprensa, a sua "Volta a Portugal". Os jornalistas aí presentes tiveram direito a uma caneca como a que aparece na foto do disco. Tonicha percorreu o país de lés a lés nesses anos seguintes e cantou para todas as comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo.
4 de setembro de 2020
Tonicha: "O Chico Pinguinhas"
Esta semana é a vez de aparecer "O Chico Pinguinhas", de 1979. No Spotify, no Itunes, no Youtube.
O single Universal Music Portugal tem, no Lado A, "O Chico Pinguinhas", "que anda aos tombos pela romaria", e, no Lado B, "Quadrilha de Cinfães", com a participação especial de Vítor Norte, na voz do Mandador.
Ambos os temas são da autoria de João Maria Viegas sobre música popular e com arranjos de Thilo Krasmann.
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28 de agosto de 2020
Tonicha: "Pinga amor"
Durante várias semanas, sempre à 6.ª feira, a Universal Music Portugal vai disponibilizar os singles de Tonicha que foram sempre sucessos de popularidade. São canções que todos sabíamos de cor. Hoje, é a vez do single de 1984, "Pinga amor", com "Canção do futebol" no lado B. São canções que já tinham sido populares noutros tempos. A letra e a música de "Pinga amor" são da autoria de A. Silva. A "Canção do futebol" tem letra de Tomaz R. Colaço e música de Frederico de Freitas. Foi uma produção de António Pinho, com arranjos de Shegundo Galarza.
21 de agosto de 2020
Tonicha: "Esta Festa Portuguesa"
O single "Esta Festa Portuguesa", de 1985, foi hoje disponibilizado nas plataformas digitais pela Universal Music Portugal.
23 de julho de 2020
Tonicha e Amália
Recordamo-la numa fotografia de 1967, no Festival da Figueira da Foz. Amália foi a grande atração; Tonicha, a vencedora do certame.
4 de julho de 2020
Tonicha e a TAP
8 de março de 2020
18 de dezembro de 2019
Recordar Patxi Andión (1947-2019)
Em jeito de homenagem recordamos a colaboração com Tonicha.
O ano era o de 1972. Tonicha gravou um EP chamado "4 Canções de Patxi Andión", um vinil que continha, no lado A, "Puedo inventar" e "Poeta desde lejos" e, no lado B, "20 versos a mi muerte" e "Habria que saberlo".
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| FOTO CAPA: M. Fiuza |
Nesse mesmo ano, em Espanha, Tonicha editou o single "Poeta desde lejos"/"20 versos a mi muerte", na versão original. Ambos os discos foram editados pela Movieplay. A adaptação dos poemas para português ficou a cargo de Ary dos Santos e a direcção musical do maestro Thilo Krassman.
João Maria Viegas, marido e manager da cantora, contou-nos que Patxi, perseguido pela Pide e proibido de entrar em Portugal, tinha de vir a Lisboa às escondidas acompanhar as gravações de Tonicha.
Anos mais tarde, corria o ano de 1994, Tonicha confidenciou, no popular programa "Parabéns" da RTP apresentado por Herman José, que, uns meses após a gravação do disco, Patxi telefonou-lhe a pedir autorização para ele próprio gravar essas canções. Comentou então a cantora: "Incrível, ele que era o autor ia pedir-me autorização a mim...".
Num dos últimos concertos que Patxi Andión fez em Lisboa, no Cinema São Jorge, fomos aos bastidores e ele recebeu-nos. De forma muito simpática. Falámos-lhe deste blogue, do projecto de uma fotobiografia da cantora que estava a ser preparado e oferecemos-lhe o CD de Tonicha "Antologia 1971-1977", uma colectânea da Movieplay. Trata-se do único CD que contém uma destas 4 belíssimas canções de Patxi Andión que Tonicha gravou, "Poeta desde lejos".
Na contracapa do EP "4 Canções de Patxi Andión" (que no interior traz as letras em castelhano e em português), num texto assinado por Ary dos Santos, o poeta português referia-se a Patxi Andión desta forma:
"Pax Andion (?) é - e já muitos o têm dito - um 'caso' musical. Mas, quanto a mim, a grandeza maior desse 'caso' reside no impacto de uma força profundamente humana que quase se sente e se aprende fisicamente em todas as suas canções. Ao ouvi-las é impossível dissociarmo-nos da imagem do homem novo ibérico que, com os pés assentes na terra e os olhos virados à esperança, canta, sem dó nem piedade, o seu próprio destino. (...)".
20 versos a mi muerte
(versão: Ary dos Santos)
Ai quando eu morrer não quero
Nem coroas de cravos velhos
Nem ramos de lirios secos
Que me flagelem os dedos.
Quero que o ar se recolha
Até que o eco tropece
Quero morrer devagar
E que a vida recomece.
Eu quero morrer descalça
Metida dentro da terra
Sem uma lágrima falsa
Como se um filho tivera.
Eu quero que a terra seja
O lençol da minha vida
À morte que se deseja
Porque não é despedida.
28 de novembro de 2019
Tonicha e o seu Alentejo
14 de setembro de 2019
"Fadinho da comida" na telenovela da SIC
15 de julho de 2019
Tonicha no Brasil
(Na foto: Jho Archer (Haiti); Llanit (Israel); Fady El Khoury (Líbano); Nancy Wilson (EUA, cantora de jazz, convidada, falecida em 2018); Tonicha; Chi Coltrane (EUA, convidada)
1 de junho de 2019
4 de março de 2019
Conan Osiris e Tonicha
Diário de Notícias online, consultado no dia 04-03-2019
17 de janeiro de 2019
Ary deixou-nos há 35 anos
(FOTO: Ary dos Santos, Tonicha e Nuno Nazareth Fernandes in Folheto do Turismo de Portugal, 1971)
Faz dia 18 de Janeiro 35 anos que José Carlos Ary dos Santos morreu.
Lembramo-lo da melhor forma que um poeta como Ary pode ser lembrado: nas canções que escreveu e que andaram sempre na boca do povo, pela voz de cantores como a nossa Tonicha.
Já em 1972, na contracapa do EP "4 canções de Patxi Andión", Ary escreveu:
"Em boa hora decidiu Tonicha interpretar algumas das suas [Patxi] canções, de cuja versão portuguesa tive o prazer de me ocupar. Também ela à sua maneira, personifica mais do que nenhuma outra, entre nós, o canto da nova mulher portuguesa. Canto de amor do povo e de amor pelo povo. Canto personificado num talento de facto ímpar mas, por força da sinceridade e do poder de comunicação humana, tornado colectivo e geral."
Fazemos aqui uma viagem pelas canções que marcaram a colaboração entre Ary dos Santos e Tonicha e que ficaram eternizadas em disco:
1971
Menina
Niña
Bergère
Mulher e força
Manhã clara
1972
Puedo inventar (versão portuguesa)
Poeta desde lejos (versão portuguesa)
20 versos a mi muerte (versão portuguesa)
Habria que saberlo (versão portuguesa)
Parole, parole (versão portuguesa)
Simplesmente Maria (versão portuguesa)
1973
Com um cravo na boca
Rosa Rosae
Batatinhas
Senhor padre Valentim
Vira do vinho
Labuta, meu bem, labuta
1974
Portugal ressuscitado
Canção combate
Obrigado soldadinho
Já chegou a liberdade
O preto no branco
Tanto me faz
Canto da Primavera
Os novos pobres
Meu amor foi a Lisboa
Riscadinho p'ra aventais
A voz do meu povo
Em Lisboa
O cacau (da Ribeira)
Vira da madrugada
Trovas do Carmo
1975
Terras de Garcia Lorca
País irmão
O povo em marcha
Soneto do trabalho
Bandeira da vitória (colaboração)
Cantaremos/Lutaremos (colaboração)
Barqueiros do povo
Serrana povo
Compadre partidário
Isto agora ou vai ou racha
A moda da saia curta
1976
O menino
Um grande amor
1993
O mercado
1997
Cavalo de palavras (co-autoria: Joaquim Pessoa)
14 de janeiro de 2019
Tonicha nas plataformas digitais
Podemos ouvir gratuitamente todos estes álbuns de Tonicha nas várias plataformas digitais: Spotify; Youtube Music; Itunes...

























