14 de junho de 2008

A VEZ E A VOZ DE TONICHA

DEIXEM PASSAR A MÚSICA, RTP

Em 1984 a RTP dedicou-lhe um programa da série "DEIXEM PASSAR A MÚSICA".
No domingo de Páscoa de 1984 a RTP transmitiu o programa "A VEZ E A VOZ DE TONICHA", que contou com a participação de dançarinos do Minho, do Ribatejo e do Algarve, assim como do actor Vítor de Sousa que declamou poemas de Ary dos Santos e Manuel da Fonseca.
Foram feitos vídeos para ilustrarem algumas das suas canções mais populares, como "Zumba na Caneca" e "Não vás ao mar Tonho".





PINGA AMOR
SINGLE, POLYGRAM (POLYDOR), 881 049-7

Em 1984, Tonicha grava duas canções antigas que tinham sido êxitos há muitas décadas atrás, nas vozes de outras glórias da música popular.
"Pinga amor", com letra e música de A. Silva, foi mais um êxito.
No lado B do single encontramos "Canção do futebol" de Tomaz R. Colaço e Frederico de Freitas. O disco é uma produção de António Pinho, com arranjos de Shegundo Galarza para a Polygram.



PINGA AMOR
(Letra e Música: A. Silva)

Quando na rua
Você vê alguma loira
Você até quase estoira
Se não se mete com ela.
Mas se a pequena
Em vez de loira é morena
Você faz-lhe a mesma cena
O que você quer é trela.

Vai logo atrás
Diz-lhe que é um bom rapaz
E que de tudo é capaz
Por uma mulher tão dura.
E se a mulher
Acredita o que disser
Vai atrás de outra qualquer
Que aquela já está segura.

REFRÃO (2x):
Pinga amor
Você é um pinga amor
Brancas, pretas, qualquer côr
Você quer tudo o que vê.
Não tem meias
Sejam bonitas ou feias
Altas, baixas, magras, cheias
Tudo serve p'ra você.

Juro que amo
Diz você à Joaquina
Mas à Rosa e à Miquelina
Diz o mesmo exactamente.
À Gabriela
Diz que quer casar com ela
Casa com esta e com aquela
Quer casar com toda a gente.

Sempre a mentir
Diz à Júlia p'ra ouvir
Que a Josefa era a fingir
E com ela é que é verdade.
Seu coração
Sempre cheio de paixão
Parece mesmo um vulcão
Quando em actividade.

REFRÃO (3x).



A ARTE E A MÚSICA
CD, POLYGRAM (POLYDOR), 823 891-2

Já no ano seguinte, em 1985, a Polygram edita uma colectânea de Tonicha, um duplo álbum chamado A ARTE E A MÚSICA DE TONICHA.
Neste disco as canções estão alinhadas em 4 grupos:

NO INÍCIO TRADICIONAIS
ÊXITOS POPULARES A OUTRA FACE

O disco voltou a ser reeditado em formato CD.



MARIA da CONCEIÇÃO
(Joaquim Pessoa / Pedro Osório)

Maria da Conceição
faça sol e chuva não
tens que trabalhar no campo
com teu pai com teu irmão
tens que trabalhar no campo
tens que trabalhar no campo
faça sol e chuva não.

E um arado no teu peito
e uma foice em tua mão
ceifa ceifa vai ceifando
ceifa ceifa vai ceifando
Maria da Conceição.

Já o sol nasce no monte
e a monte passa o ganhão
poisa um pássaro na fonte
e um amor no coração
põe-se o sol no horizonte
tu voltas de novo ao monte
Maria da Conceição.

Um chapéu de trigo loiro
e um lenço bordado à mão
cobres a seara de oiro
cobres a seara de oiro
Maria da Conceição.

Maria da Conceição
faça sol e chuva não
tens que trabalhar no campo
com teu pai com teu irmão
tens que trabalhar no campo
tens que trabalhar no campo
faça sol e chuva não.

Toda a vida te disseram
tens que lutar pelo pão
ceifa ceifa vai ceifando
ceifa ceifa vai ceifando
Maria da Conceição.

Já o sol nasce no monte
e a monte passa o ganhão
poisa um pássaro na fonte
e um amor no coração
põe-se o sol no horizonte
tu voltas de novo ao monte
Maria da Conceição.



PELA vida FORA
(João Henriques / Carlos Santos)

Pela vida fora
Muito vai embora
E eu a vida inteira aqui
Pensando em ti
Nesta ilusão
Pregada ao chão.

Mais do que enfeitada
Estou amargurada
Mas um dia há-de chegar
E o meu calor
Há-de voltar
Pra eu cantar.

Eu canto a vida à procura
Da noite segura
E do meu segredo
Porque eu sinto o gosto da vida
Na terra aquecida
De viver sem medo.

Eu faço a minha poesia
De noite e de dia
De janela aberta
Hoje eu canto a minha demora
Pelo tempo fora
Na minha voz certa.

Mas nada acontece
A quem adormece
E eu voltei a ser mulher
A renascer
Sempre a escolher
Quem eu quiser.

No meu corpo farto
Fica a dor e eu parto
Eu não sei onde parar
Mas vou cantar
Até chegar
Ao meu lugar.

ESTA FESTA PORTUGUESA
SINGLE, POLYGRAM (POLYDOR), 833 333-7

É também do ano de 1985 o single ESTA FESTA PORTUGUESA, com arranjos e produção de Ramon Galarza. As letras são de J. Libório, pseudónimo de João Maria Viegas, marido de Tonicha e seu agente.



LADO 1
ESTA FESTA PORTUGUESA
(Letra: J.Libório / Música: Carlos Alberto Vidal)

LADO 2
MANJERICO CASAMENTEIRO
(Letra: J.Libório / Música: Carlos Alberto Vidal)

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