18 de abril de 2009

TONICHA: FADINHO DO POBRE

A MODA DA SAIA CURTA
EP, DISCÓFILO, 3004/E



Este EP de 1975, com edição da responsabilidade da Discófilo, foi retirado do álbum "CANTIGAS DO MEU PAÍS".
À semelhança do vinil divulgado no post de dia 14/04/2009, também este contém um alinhamento diferente daquele que posteriormente viria a ser escolhido pela nortenha Orfeu.
Apesar das diferenças de alinhamentos, as capas de ambas as edições (Discófilo e Orfeu) utilizam a mesma série de fotografias da cantora, embora com arranjos gráficos diferentes.

Neste ano de 2009, 34 anos depois de Tonicha ter celebrizado o tema "Malhão de Cinfães", a cantora Tereza Salgueiro grava-o para o seu último CD com o Lusitânia Ensemble. Isto só vem provar que há temas que são intemporais.

LADO A
FADINHO DO POBRE
(Popular)
MALHÃO DE CINFÃES
(Popular)

LADO B
MODA DA SAIA CURTA
(Ary dos Santos - Popular)
DOBADOIRA
(Popular)



CURIOSIDADE:
Na revista de espectáculos PLATEIA nº 780 de 1 de Março de 1976 encontrámos o anúncio da venda deste EP, por encomenda, pelo preço de 78$50 (setenta e oito escudos e cinquenta centavos).

DOBADOIRA
(Popular)

Era tão cedo
Que mal se via
Na minha aldeia
Tudo dormia.

Tudo dormia
E trabalhando
A dobadoira
Ia rodando.

REFRÃO
Doba doba dobadoira
Não enrices a meada
Quero dobar o novelo
Tenho a minha mão cansada.
O novelo era grande
Não me cabia na mão
Doba doba dobadoira
Dentro do meu coração.

De pequenina
Que mal falava
Dobadoira
Já trabalhava
Já trabalhava
Sempre cantando
A dobadoira
Ia rodando.

14 de abril de 2009

TONICHA: RIBEIRA CHEIA

VIDA MILITAR
EP, DISCÓFILO, 3004/E



As várias mudanças de editoras que Tonicha teve ao longo da sua carreira deram origem a várias reedições do mesmo material discográfico, um sinal do potencial de venda das canções celebrizadas pela cantora.
Os EP que hoje começamos a divulgar são as gravações originais de um álbum que, ainda no mesmo ano de 1975, viria a ser reeditado pela Orfeu quando Tonicha se transferiu para a etiqueta de Arnaldo Trindade. Falamos do álbum "CANTIGAS DO MEU PAÍS".

Este EP, de um conjunto de três, foi gravado e lançado no mercado pela primeira vez pela extinta DISCÓFILO, editora que foi propriedade de Tonicha, João Viegas e Ary dos Santos.
As edições dos EPs lançados pela Discófilo apresentam um alinhamento de temas diferente daquele que viria a constar nos vinis da Orfeu.
Este primeiro disco, "Ribeira cheia", reúne os temas:

LADO A
RIBEIRA CHEIA
(Popular)
BARQUINHA FEITICEIRA
(Popular)

LADO B
VIDA MILITAR
(Popular)
CANTIGA DO REI
(Popular)



A propósito da criação da editora DISCÓFILO, a imprensa da época noticiou o acontecimento.
A primeira notícia que conseguimos encontrar data de 04 de Março de 1975, um apontamento que consta da revista de espectáculos PLATEIA.


in PLATEIA nº 735, 04/03/1975

Dois meses mais tarde, a mesma publicação volta a dar destaque à editora propriedade da nossa Tonicha, do marido João Viegas e do poeta Ary dos Santos.


in PLATEIA nº 744, 06/05/1975

8 de abril de 2009

TONICHA: REGRESSO

CORRECÇÃO



No seguimento do nosso post do dia 05 de Abril em que dávamos conta de uma possível reedição do CD de Tonicha "REGRESSO" do ano de 1993 e, no seguimento de um comentário deixado por um leitor, contactámos telefonicamente a UNIVERSAL MUSIC (Portugal), ao que apurámos o seguinte:

Os CDs que encontrámos, na semana anterior, em algumas grandes superfícies da área da grande Lisboa, não correspondem a uma reedição do trabalho "REGRESSO" (1993) da cantora Tonicha.
Segundo apurámos tratam-se sim, de "restos de colecção" que ainda estão no mercado.

Também aproveitámos para saber se, relativamente aos trabalhos "CANÇÕES D'AQUÉM E D'ALÉM TEJO" (1995) e "MULHER" (1997), estavam previstas reedições para breve.
A resposta que obtivemos foi que, "em princípio não estão previstas reedições, o que não significa que não possam vir a ser reeditados".

Fica a correcção.

Resta a todos nós: leitores, fãs, mercado discográfico, público em geral, a espera!!

5 de abril de 2009

TONICHA: REGRESSO

REEDIÇÃO ??



Boas notícias para todos aqueles que há muito nos contactam sobre as reedições dos CDs de Tonicha referentes aos anos 90.
Ainda durante esta última semana, voltámos a encontrar à venda o CD "REGRESSO" de 1993 em várias lojas da grande Lisboa.
Julgamos tratar-se de uma possível reedição, visto que este trabalho encontrava-se fora de catálogo há já algum tempo. Se se trata efectivamente da reedição, só nos resta saudar a iniciativa da UNIVERSAL.

Fica porém a saber a pouco!
Aguardamos com muita expectativa e, diríamos mesmo, impaciência que a editora UNIVERSAL se lembre de reeditar dois outros discos, pelos quais muitos leitores deste blogue têm insistentemente perguntado:

CANÇÕES D'AQUÉM E D'ALÉM TEJO
(1995)
MULHER
(1997)

ESPAÇO PÚBLICO



A propósito do último álbum de Tonicha, "CANTOS DA VIDA" (Farol, 2008), que já aqui anunciámos (ver o post de 7 de Setembro de 2008), foi publicado o seguinte comentário no "ESPAÇO PÚBLICO" do suplemento Ípsilon do jornal Público de 3 de Abril:

30 de março de 2009

TONICHA: CANTIGAS DO MEU PAÍS

FOLCLORE
LP, ORFEU, SB 1121



No ano de 1975 os portugueses viram chegar ao mercado um novo LP de Tonicha com a chancela da ORFEU, numa extraordinária recolha de temas do Cancioneiro Popular Português a que deram o nome de "CANTIGAS DO MEU PAÍS".
Tratava-se na verdade de uma reedição, já que este álbum (e os respectivos EPs que foram retirados do mesmo para lançamento) haviam já sido previamente editados nesse ano pela DISCÓFILO, quando a cantora ainda assinava por essa etiqueta.

Os temas de "CANTIGAS DO MEU PAÍS", pesquisados e seleccionados por João Viegas (esposo de Tonicha e desde sempre o grande orientador da sua carreira), etnólogo por paixão, ao longo dos anos seleccionou os temas do Cancioneiro Popular Português que melhor se adequassem à voz clara e ampla de Tonicha.
"CANTIGAS DO MEU PAíS" ficou marcado pela primeira colaboração de Tonicha com um então jovem músico "desconhecido" mas que, já na altura, evidenciava um enorme talento musical e de seu nome JORGE PALMA.
Neste LP, editado pela etiqueta portuense ORFEU, para além de assinar a Supervisão e as misturas do LP, Jorge Palma surge nas gravações a tocar piano e xilofone.



Outra característica merecedora de destaque nas "CANTIGAS DO MEU PAÍS" foi contar com a extraordinária colaboração, no acompanhamento, do CONJUNTO DE GUITARRAS DE ANTÓNIO CHAINHO, também por essa razão considerado um dos álbuns mais emblemáticos de Tonicha.
Esta participação imprimiu aos temas um som distintivo, extremamaente marcante, capaz de elevar os temas do folclore a um nível de erudição talvez nunca antes tão bem conseguido, amplificando e fazendo sobressair a beleza natural da voz de Tonicha que na altura contava apenas 29 anos. Deste conjunto faziam parte:

ANTÓNIO CHAINHO
NOBRE COSTA
J. M. NÓBREGA
RAÚL SILVA

O alinhamento do álbum, de 12 faixas e do qual haveriam de ser retirados 3 EPs para lançamento, era composto pelos temas:

FACE A

FADINHO DO POBRE
(Popular)
BARQUINHA FEITICEIRA
(Popular)
CANTIGA DO REI
(Popular)
COMPADRE PARTIDÁRIO
(Ary dos Santos - Popular)
VIDA MILITAR
(Popular)
BARQUEIROS DO POVO
(Ary dos Santos - Popular)

FACE B

SERRANA POVO
(Ary dos Santos - Popular)
RIBEIRA CHEIA
(Popular)
MALHÃO DE CINFÃES
(Popular)
DOBADOIRA
(Popular)
A MODA DA SAIA CURTA
(Ary dos Santos - Popular)
ISTO AGORA OU VAI OU RACHA
(Ary dos Santos - Popular)

Para além de temas do Cancioneiro Popular Português, este LP contou com uma já longa parceria com o poeta José Carlos Ary dos Santos que criou as letras para alguns dos temas populares: tratam-se precisamente das canções com os títulos mais "politizados" do álbum. Se não, atente-se nos títulos das canções: "Compadre Partidário", "Barqueiros do Povo", "Serrana Povo" e "Isto agora ou vai ou racha"...
Nos dias de hoje nada haveria de extraordinário nesta junção, mas nesses idos anos da década de 70, tinha ocorrido o famoso Verão quente de 1975 e o autor destas letras foi o não menos famoso e à sua maneira polémico poeta mas, infelizmente, já falecido José Carlos Ary dos Santos.



O "Fadinho do Pobre" (que ainda hoje faz parte do repertório dos espectáculos da cantora) e "Malhão de Cinfães" são as únicas canções deste álbum que, infelizmente, voltaram a ter a sua reedição em CD, pelas mãos da editora Movieplay (detentora de grande parte do melhor e mais significativo repertório de Tonicha relativo à década de 70) que os incluiu na colectânea de 2004 "ANTOLOGIA 1971-1977".

A nós cabe-nos apenas deixar a pergunta:

"Para quando a reedição em CD dos temas que fazem parte deste e de outros álbuns de Tonicha que o povo português (a não ser que ainda tenha um velho gira-discos e as gravações dos tempos do vinil pode ter o prazer de os ouvir) tem sido privado ao longo destes anos?"

Ouvintes e compradores com certeza não faltam, isto a julgar pelo feedback que temos tido neste espaço de homenagem à carreira da cantora (de pessoas das mais variadas idades e proveniências que sucessivamente nos perguntam onde e como podem adquirir esses álbuns) e à afluência de público aos seus últimos espectáculos... Já aqui demos conta de alguns desses momentos!

Deste belíssimo "CANTIGAS DO MEU PAÍS", e dos EPs que se lhe seguiram, merecem ainda o nosso destaque e admiração todos aqueles que colaboraram para tornar possível este trabalho:

Álvaro João
(Fotografias)
Júlio Gomes
(Fotografias)

PLATEIA nº758, de 12 de Agosto de 1975



Numa edição da revista PLATEIA do ano do lançamento deste álbum, encontrámos esta fotografia, a propósito da edição de um disco de Paulo de Carvalho para a etiqueta Orfeu de Arnaldo Trindade.
Na fotografia, vislumbramos a nossa Tonicha atrás do Paulo, curiosamente com o belo vestido que usou para a série de fotografias do álbum e respectivos Eps de "CANTIGAS DO MEU PAÍS". Cremos que esta fotografia foi tirada durante uma festa de promoção dos artistas que gravavam para esta editora nortenha.

25 de março de 2009

TONICHA: CANTIGAS DO MEU PAÍS

FOLCLORE 1
EP, ORFEU, ATEP 6683



O ano de 1975 foi para Tonicha um ano muito prolífico em gravações.
Foi o ano em que editou cerca de 15 discos, entre LPs, singles e EPs, entre álbuns com temas do Cancioneiro Popular Português e álbuns de autor e de cariz mais interventivo.

Foi neste ano que os portugueses viram chegar ao mercado um belíssimo álbum de temas do Cancioneiro Popular Português chamado "CANTIGAS DO MEU PAÍS", do qual foram editados 3 EP's intitulados respectivamente "Folclore 1", "Folclore 2" e "Folclore 3", que apresentamos a partir de agora.



Primeiro desta série de EPs retirados do álbum "CANTIGAS DO MEU PAÍS" (que ficaria marcado pela excelente colaboração de Tonicha com Jorge Palma - na altura ainda um compositor não tão conhecido como hoje - na supervisão e mistura das músicas, o EP "Folclore 1" reúne 4 temas. Um deles ainda hoje é muito conhecido e às vezes é recordado nos espectáculos da cantora: o "Fadinho do Pobre".

Do alinhamento do EP, este tema ("Fadinho do Pobre") é aliás o único, infelizmente, que voltou a ter a sua reedição em CD, pelas mãos da editora Movieplay (detentora de grande parte do melhor e mais significativo repertório de Tonicha relativo à década de 70) que o incluiu no CD2 da colectânea de 2004 de nome "ANTOLOGIA 1971-1977".

FACE A
FADINHO DO POBRE
(Popular)
BARQUINHA FEITICEIRA
(Popular)

FACE B
CANTIGA DO REI
(Popular)
VIDA MILITAR
(Popular)



FADINHO DO POBRE
(Popular)

Ó minha mãe dos trabalhos
Para quem trabalho eu
Trabalho, mato o meu corpo
Não tenho nada de meu
Trabalho, mato o meu corpo
Não tenho nada de meu.

Refrão (2x)
Quem é pobre não tem vícios
Quem é surdo está calado
Quem é pobre não namora
Pois fica sempre enganado

O nosso patrão já chora
Pelo sol que vai baixinho
Não chores patrão, não chores
Que ele vai devagarinho
Não chores patrão, não chores
Que ele vai devagarinho.

Refrão (2x)

Chega o sol posto da vida
Não consegue escapar ninguém
Leva servos e patrões
Até leva a nossa mãe
Leva servos e patrões
Até leva a nossa mãe.

Refrão (3x)

24 de março de 2009

TONICHA: SERRANA POVO

FOLCLORE 2
EP, ORFEU, ATEP 6684



O segundo EP retirado do álbum de 1975 "CANTIGAS DO MEU PAíS", da editora portuense Orfeu, é este "Folclore 2".
Este disco reúne talvez alguns dos temas mais "politizados" do álbum. Se não, atente-se nos títulos das canções: "Serrana Povo", "Compadre Partidário", "Barqueiros do Povo"... ou não tivesse ocorrido o famoso Verão quente em 1975 e não fosse o não menos famoso mas infelizmente já falecido poeta Ary dos Santos o autor destas letras .

FACE A
SERRANA POVO
(Popular - Ary dos Santos)
COMPADRE PARTIDÁRIO
(Popular - Ary dos Santos)

FACE B
RIBEIRA CHEIA
(Popular)
BARQUEIROS DO POVO
(Popular - Ary dos Santos)



SERRANA POVO
(Popular - Ary dos Santos)

Serrana ó serraninha
Sem pão nem vinho
Sem pai nem mãe.

Sim senhor, eu da terra sou
Mas em quem eu sou
Não manda ninguém.

Serrana, linda serrana
Ninguém te engana
Na tua lida.

Sim senhor, eu da terra sou
E a ela dou
Toda a minha vida.

Serrana, serrana forte
Nem sempre a morte
Te fez calar.

Sim senhor, eu da terra sou
E agora vou
Mas é trabalhar.

Serrana, serrana povo
Vamos de novo
Saber cantar.

Sim senhor, eu da terra sou
E agora acabou
Ter de me curvar.



RIBEIRA CHEIA
(Popular)

Ribeira vai cheia
E o barco parado
Eu queria passar lá pró outro lado
Ribeira vai cheia
E o barco parado
Eu queria passar lá pró outro lado.

Ai lá pró outro lado
Ai lá prá outra banda
Ribeira vai cheia e o barco não anda
Ai lá pró outro lado
Ai lá prá outra banda
Ribeira vai cheia e o barco não anda.

Ribeira vai cheia e o barco perdido
Se eu perder a vida
Morrerás comigo
Ribeira vai cheia e o barco perdido
Se eu perder a vida
Morrerás comigo.

Ai o barco parado
Ai o barco não anda
Eu queria passar lá pr'áquela banda
Ai lá pr'áquela banda
Ai lá pr'áquele lado
Ribeira vai cheia e o barco parado.

Na barquinha à vela
Vem sardinha boa
Vem meu amorzinho sentadinho à proa
Na barquinha à vela
Vem sardinha boa
Vem meu amorzinho sentadinho à proa.

Ai o barco parado
Ai o barco não anda
Eu queria passar lá pr'áquela banda
Ai lá pr'áquela banda
Ai lá pr'áquele lado
Ribeira vai cheia e o barco parado.

Meu amor barqueiro
Tem lancha no cais
Hoje é camarada
Pró ano é arrais.
Meu amor barqueiro
Tem lancha no cais
Hoje é camarada
Pró ano é arrais.

Ai lá pró outro lado
Ai lá prá outra banda
Ribeira vai cheia e o barco não anda
Ai lá pró outro lado
Ai lá prá outra banda
Ribeira vai cheia e o barco não anda.

16 de março de 2009

TONICHA: A MODA DA SAIA CURTA

FOLCLORE 3
EP, ORFEU, ATEP 6685



Esta série de discos ficou marcada pela colaboração de Tonicha com JORGE PALMA que, para além de assinar a Supervisão e as Misturas do LP, surge na gravação ao piano e a tocar xilofone.
O álbum "CANTIGAS DO MEU PAÍS" ficou também conhecido pela participação, no acompanhamento, do Conjunto de Guitarras de António Chainho constituído pelo grande guitarrista António Chainho, por Nobre Costa, J. M. Nóbrega e Raúl Silva.
A parceria vencedora com o poeta José Carlos Ary dos Santos manteve-se na escrita de alguns temas.

FACE A
A MODA DA SAIA CURTA
(Popular - Ary dos Santos)
DOBADOIRA
(Popular)

FACE B
MALHÃO DE CINFÃES
(Popular)
ISTO AGORA OU VAI OU RACHA
(Popular - Ary dos Santos)

Tanto o álbum como os EPs, editados pela ORFEU, mantiveram o grafismo (um belo lettering marcadamente dos anos 70 no nome de Tonicha, com uma ligeira variação entre o álbum e os EPs) e as belas fotografias de Álvaro João (colaborador em muitos discos da cantora) e Júlio Gomes.

Do alinhamento deste EP "Folclore 3" destacamos o belíssimo tema "Malhão de Cinfães" que, juntamente com "A moda da saia curta" foram, do conjunto dos quatro temas, os únicos a terem reedição em CD. Integram a colectânea de 2004 lançada pela Movieplay com o nome "ANTOLOGIA 1971-1977".

MALHÃO DE CINFÃES
(Popular)

Ó Malhão triste Malhão
Ó Malhão triste Malhão
Ó Malhão triste coitado
Eu por ti suspiro, eu por ti dou ais
Eu por ti não posso suspirar jamais
Eu por ti suspiro, eu por ti dou ais
Eu por ti não posso suspirar jamais.

Ó Malhão triste coitado
Por causa de ti Malhão
Ando triste, apaixonado
Eu por ti suspiro, eu por ti dou ais
Eu por ti não posso suspirar jamais
Eu por ti suspiro, eu por ti dou ais
Eu por ti não posso suspirar jamais.

O Malhão quando morreu
O Malhão quando morreu
Deixou dito na escritura
Eu por ti suspiro, eu por ti dou ais
Eu por ti não posso suspirar jamais
Eu por ti suspiro, eu por ti dou ais
Eu por ti não posso suspirar jamais.

Deixou dito na escritura
Que lhe forrasse o caixão
Com pano de pouca dura
Eu por ti suspiro, eu por ti dou ais
Eu por ti não posso suspirar jamais
Eu por ti suspiro, eu por ti dou ais
Eu por ti não posso suspirar jamais.



A MODA DA SAIA CURTA
(Popular - Ary dos Santos)

A moda da saia curta
É uma moda excelente
A moda da saia curta
É uma moda excelente
Deixa os joelhos à mostra
Faz inveja a muita gente.

Ai menina encurta a saia
Dá-lhe a medida moderna
Ai menina encurta a saia
Dá-lhe a medida moderna
Quem não encurtar a saia
Não pode mostrar a perna.

A moda da saia curta
Nunca fez mal a ninguém
A moda da saia curta
Nunca fez mal a ninguém
Porque umas pernas bem feitas
Só as mostra quem as tem.

A moda da saia curta
Também tem os seus porquês
A moda da saia curta
Também tem os seus porquês
Só serve a quem for bonita
Da cabeça até aos pés.

A moda da saia curta
Não gosta de coisas feias
A moda da saia curta
Não gosta de coisas feias
E põe as pernas a nu
Mesmo por baixo das meias
E põe as pernas a nu
Mesmo por baixo das meias.

8 de março de 2009

PARABÉNS

TONICHA

Hoje, Dia Internacional da Mulher, também é dia de darmos um beijo bem grande de parabéns à nossa DIVA.
Que tenha um dia feliz com muita saúde junto de quem lhe é querido. Muitos anos de vida. Um grande beijo, TONICHA.
(Adelaide, Barreiro)

4 de março de 2009

TONICHA: FARRAPEIRA

SÃO JOÃO
EP, ORFEU, ATEP 6713



Depois do espectáculo no Redondo, no acolhedor Auditório do Centro Cultural, continuamos a apresentação da discografia de Tonicha referente aos anos 70.
"Farrapeira" foi o último disco que Tonicha gravou para a editora ORFEU, em 1976.
O disco prolonga a parceria com Jorge Palma como autor dos arranjos das 4 canções populares. A produção essa ficou a cargo de João Viegas.
A bela capa deste EP reproduz a fotografia de Tonicha do álbum "CANTIGAS POPULARES", aqui multiplicada por quatro.

FACE A
FARRAPEIRA
(Popular/Arranjos: Jorge Palma)
S. JOÃO
(Popular/Arranjos: Jorge Palma)

FACE B
FADO
(Popular/Arranjos: Jorge Palma)
POVEIRINHA
(Popular/Arranjos: Jorge Palma)

Produtor: João Viegas
Orquestrador musical: Jorge Palma



SÃO JOÃO
(Popular/Arranjos: Jorge Palma)

São João lá vem, lá vem
Ai se lá vem deixai-o vir
Ai ele é menino mimoso
Ai vai ao céu e torna a vir.

Refrão:
Estas é que são as saias
Estas calças é que são
Foram feitas e talhadas
Na manhã de São João
Foram feitas e talhadas
Na manhã de São João
(2x)

São João caiu na casa
Ai lá para os lados da ribeira
Ai haja quem lhe dê a cama
Que eu lhe darei a madeira.

Refrão (2x).

Dos temas presentes neste EP editados pela Orfeu e cujos direitos de publicação actualmente pertencem à editora Movieplay, apenas dois deles viram a sua reedição em CD. Trata-se dos temas "Fado" e "São João" que integraram o CD1 da "ANTOLOGIA 1971-1977" lançado no mercado em 2004 e já aqui apresentado.
Continuamos a aguardar que, em boa hora e para alegria dos muitos fãs, a Movieplay se recorde de reeditar o restante (e numeroso) material discográfico de Tonicha que nunca teve a sua reedição em formato CD.



FADO
(Popular/Arranjos: Jorge Palma)

Ai quem me dera uma lima
Para limar a garganta
Ai quem me dera uma lima
Para limar a garganta
Para cantar como a rola
Como a rola ninguém canta
Para cantar como a rola
Como a rola ninguém canta.

Já lá vai já se acabou
O tempo em que te amava
Já lá vai já se acabou
O tempo em que te amava
Tinha olhos e não via
Na cegueira em que eu andava
Tinha olhos e não via
Na cegueira em que eu andava.

É pena ou não é pena
De pena sinto aqui
É pena ou não é pena
De pena sinto aqui
Ontem pena ai de te ver
Hoje pena que te não vi
Ontem pena ai de te ver
Hoje pena que te não vi.

Escrevi na branca areia
o retrato do meu bem
Escrevi na branca areia
o retrato do meu bem
Escrevi e rasguei logo
Com medo não visse alguém
Escrevi e rasguei logo
Com medo não visse alguém.

13 de fevereiro de 2009

PRÓXIMO ESPECTÁCULO


FOTO: Mariline Alves, in Correio da Manhã

Tonicha está de volta aos espectáculos!
A apresentação do primeiro espectáculo de 2009 com o seu novo projecto musical "Tonicha e venham mais cinco... alentejanos", ocorrerá já no próximo dia 28 FEVEREIRO pelas 21h30, no AUDITÓRIO DO CENTRO CULTURAL do Município de REDONDO (Alentejo).

Do vasto repertório do Cancioneiro Popular Português que a artista gravou e popularizou ao longo da sua carreira, será a oportunidade para ouvir alguns dos temas que ainda hoje povoam o imaginário popular português, eternizadas na voz da alentejana Tonicha.
Do alinhamento do espectáculo contam-se, entre outras, canções tão conhecidas como:

RESINEIRO (Beira Alta)
Letra e música: popular/Arranjos: Rui Vaz/Francisco Martins

MINHA MÃE, MINHA MÃE (Alentejo)
Letra e música: popular/Direcção Musical e Arranjos: Jorge Palma

Ó PASTOR QUE CHORAS
Letra: José Gomes Ferreira
Música: José Almada


SENHORA DO ALMORTÃO (Beira Baixa)
Letra e Música: popular/Arranjos: Rui Vaz

MARIA RITA (Baixo Alentejo)
Letra e música: popular/Arranjos: Rui Vaz/Fontes Rocha

TOURADA (Baixo Alentejo)
Letra: popular/Adaptação: João Viegas
Música: popular/Arranjos: Rui Vaz/Francisco Martins


VIRA DOS MALMEQUERES (Ribatejo)
Letra e música: popular/Arranjos: Rui Vaz

VIRA DA RAPIOCA (Ribatejo)
Letra: popular/Adaptação: João Viegas
Música: popular/Arranjos: Naná Sousa Dias

OS BRAVOS (Açores - Ilha Terceira)
Letra e música: popular/Arranjos: António Chainho

AGRADECIMENTO:
Ao jornal Correio da Manhã e à fotógrafa Mariline Alves que autorizaram o uso, em exclusivo para o blogue da cantora Tonicha, desta foto de divulgação do espectáculo.

10 de fevereiro de 2009

TONICHA: A VOZ CONTINUA...

A memória é um processo em construção.
Vive em tudo aquilo o que já se escreveu, ressurge sempre que passa de boca em boca, (sobre)vive quando habita os imaginários.
A memória aconteceu ontem. A memória é hoje e agora neste momento em que se escreve. Há-de ser também amanhã com as palavras que se vierem a escrever.
A memória escreve-se e reescreve-se, acrescenta-se e cresce com cada nova descoberta.
A memória alimenta-se de cada vez que se lembram poetas: Ary, Joaquim Pessoa, José Gomes Ferreira, António Botto ou José Fanha. Sempre que se trauteia uma moda, sempre que um malmequer é desfolhado ou há um pastor que chora.
E por vezes, com as mesmas letras, com as palavras desses poetas, com os mesmos trauteios, com toda a matéria com que se tecem as memórias, criam-se mitos. E, não raras vezes, com essa mesma matéria viva se desfazem outros. E assim a memória renasce, rejuvenesce e continua.
Porque a voz, essa, também continua!
(Venâncio Gomes)


in Boletim Informativo do Município de Beja, Abril 2007

9 de fevereiro de 2009

08 FEVEREIRO 2009

JORNAL 24 HORAS

Na revista de domingo do Jornal 24 Horas, na coluna "Eu conto como foi" assinada semanalmente pelo jornalista Carlos Castro, foi publicada uma reportagem com o título "TONICHA - A menina do alto da serra".
Escreve Carlos Castro:

"Fica como a legenda de uma parte maior da boa música portuguesa. Entre os primeiros, ela soube sempre escolher a qualidade. Dos grandes compositores e dos inesquecíveis poetas. Um percurso iluminado. Tantas vezes festivo. A cantora pop da música ligeira dá um contributo valioso ao folclore português e no que há do seu melhor tesouro (...)".

Segue a reportagem completa com as imagens que dizem tudo...


in revista de domingo do Jornal 24 Horas
Edição nº 3911, de 08/02/2009



in revista de domingo do Jornal 24 Horas
Edição nº 3911, de 08/02/2009

5 de fevereiro de 2009

PRÓXIMO DOMINGO

JORNAL 24 HORAS

Não perca na edição do Jornal 24 Horas do próximo domingo, dia 8 de Fevereiro de 2009, um artigo sobre a cantora Tonicha.
Um retrato-perfil da cantora pelas palavras do jornalista Carlos Castro que, segundo diz: "Faz semana a semana este retrato de GENTE grande dum país que se chamava Portugal. Porque tenho memória".


Festival RTP da Canção 1978, in RTP Memória

Já na edição Nº 3022 de 16 de Dezembro de 2008 do jornal 24 Horas, numa coluna designada "Fui eu que disse", o jornalista Carlos Castro escreveu o seguinte:

"ADORO resistentes. Combatentes. Falo do João Viegas, o homem que fez do cancioneiro português uma grande parte da cultura musical deste país. Repescando cantigas como as do Zeca Afonso, criou um quinteto alentejano de vozes e músicos excelentes. No acompanhamento da que é uma senhora cantora. TONICHA continua a ser esse símbolo. E os seus espectáculos são como as amoras frescas das nossas vidas. Força João, que os bravos vão sempre à luta!"


in Jornal 24 Horas, edição nº3022 de 16/12/2008, página 28


in Jornal 24 Horas, edição nº3022 de 16/12/2008, página 28

29 de janeiro de 2009

CANTIGAS DUMA TERRA À BEIRA MAR

VIRA DA DESGARRADA
LP, POLIDOR, 2480 431

Nos idos anos 70, década de grande actividade artística da cantora Tonicha e em que foram gravados muitos dos álbuns que contêm algumas das suas canções mais marcantes, e que ainda hoje povoam o imaginário popular português, Tonicha gravou o LP "CANTIGAS DUMA TERRA À BEIRA MAR" para a editora Polydor (Phonogram).



Foi no ano de 1977 que foi apresentado ao público em conferência de imprensa o LP "CANTIGAS DUMA TERRA À BEIRA MAR".
Deste LP foram editados dois singles, que já aqui apresentámos: "Tu és o Zé que fumas", que manteve a capa do álbum e incluiu os temas "Tu és o Zé que fumas" e "Cana Verde", e o single "Pestotira", que incluiu "Pestotira" e "Vira da desgarrada".



O repertório é do Cancioneiro Popular Português, o que é bem visível no título dado ao álbum numa clara alusão às cantigas do "nosso país", o nosso Portugal "à beira mar plantado".
Todos os títulos são populares com arranjo de J. Libório, pseudónimo de João Maria Viegas, marido de Tonicha, com que assinou muitos dos trabalhos da cantora. Deste leque de canções, apenas "VINHO NOVO" não é popular e tem letra do poeta Joaquim Pessoa.

FACE A
VIRA DA DESGARRADA
ROSAS DO MEU JARDIM
PESTOTIRA
FESTA DE CASAMENTO
CIRANDA
CANA VERDE

FACE B
TU ÉS O ZÉ QUE FUMAS
BAILARICO SALOIO
NO ALTO DAQUELA SERRA
VINHO NOVO
AS POMBINHAS DA CATRINA
CANA, REAL DAS CANAS




Na contracapa do disco consta uma bela fotografia de uma jovem Tonicha, na altura com 31 anos, de microfone na mão a cantar no seu jeito muito característico. Lamentavelmente durante as nossas pesquisas não encontrámos nenhuma referência ao autor desta foto.

ROSAS DO MEU JARDIM
(Popular)

Tu dizes que não há rosas
Nem brancas nem amarelas
Anda cá para o meu peito
Se queres ver um jardim delas.

REFRÃO:
Ó rosa não consintas
Que o cravo te ponha a mão
Que a rosa desmaiada
Já não tem essa canção.

Ó minha rosa encarnada
Criadinha ao pé do tanque
Dá-lhe o vento, dá-lhe a chuva
Cada vez está mais brilhante.

REFRÃO

Rosa que estás na roseira
Deixa-te estar fechadinha
Vou agora à minha terra
Quando vier serás minha.

REFRÃO

A rosa jurou ao lírio
Amizade sem ter fim
Agora namora um cravo
As rosas são sempre assim.


NOVA GENTE, nº 65, edição de 14 a 20 de Dezembro de 1977

A apresentação pública do disco foi feita com intensa cobertura radiofónica e com direito a artigos na imprensa escrita. É devido à gentileza de Tonicha e João Viegas, que nos emprestaram este material, que nos é possível apresentar a notícia e algumas das imagens que a imprensa escrita da época publicou.
No artigo de duas páginas publicado na Revista NOVA GENTE nº 65, edição de 14 a 20 de Dezembro de 1977, com o título "Tonicha apresentou o seu último disco!", pode ler-se:

«Há dias, no "Arraial", a Phonogram apresentou o último LP de Tonicha - cantigas duma terra à beira mar -. Reunião profundamente agradável onde a "máquina" da Rádio esteve presente, e muito bem, pois mais do que nunca a consciencialização neste sector, imperiosamente, reclama por continuação de directrizes idênticas à apresentada nessa noite no "Arraial". Bons profissionais defendendo bom trabalho.
Tonicha estreou-se no mundo da canção portuguesa em 1964. Presentemente é a artista que mais discos vende em Portugal. 40 discos e 16 prémios, algumas das distinções na carreira desta jovem alentejana que descobre o cantar do seu País na voz com que o canta.»


Aqui ficam as imagens:


in NOVA GENTE nº 65, edição de 14 a 20 de Dezembro, 1977


in NOVA GENTE nº 65, edição de 14 a 20 de Dezembro, 1977

Na legenda pode ler-se:
"Júlio Montenegro conversa com uma das primeiras se não a primeira figura da canção ligeira portuguesa."


in NOVA GENTE nº 65, edição de 14 a 20 de Dezembro, 1977


in NOVA GENTE nº 65, edição de 14 a 20 de Dezembro, 1977


in NOVA GENTE nº 65, edição de 14 a 20 de Dezembro, 1977

Aqui ficam as duas páginas completas que a revista NOVA GENTE dedicou ao lançamento do LP de Tonicha "CANTIGAS DUMA TERRA À BEIRA MAR":


in NOVA GENTE nº 65, edição de 14 a 20 de Dezembro, 1977


in NOVA GENTE nº 65, edição de 14 a 20 de Dezembro, 1977