5 de junho de 2010

FESTIVAL DA EUROVISÃO 1971

DUBLIN
OS BASTIDORES




Concluimos a viagem por Dublin, apresentando estas imagens captadas imediatamente antes de Tonicha entrar no palco da Eurovisão.
Estávamos no sábado 3 de Abril de 1971, no Gaiety Theatre da capital irlandesa. A Irlanda organizava pela primeira vez o Eurofestival. Portugal regressava aos palcos da Eurovisão (bem como a Finlândia, a Noruega e a Suécia) depois de um ano de ausência, contribuindo assim para que o número de países concorrentes voltasse a ser 18.





Depois, foi o que já se conhece...



Numa classificação em que não foi atribuído o 7º lugar, em virtude de ter havido dois países em 6º lugar (a Suécia e a Holanda com 85 pontos), Tonicha conseguiu classificar-se em 9º lugar com 83 pontos. Saiba mais aqui.

À chegada ao aeroporto da Portela, a recepção à cantora foi esta:



MENINA
FEITA SENHORA DA CANÇÃO EUROPEIA


Regressou a Tonicha!
Regressou a Tonicha, de braço dado com a "Menina" que em Dublin conquistou para Portugal a melhor classificação de sempre em festivais da Eurovisão.


Foi com estas palavras que abria o artigo da extinta revista Plateia que noticiava a chegada de Tonicha ao aeroporto da Portela, vinda de Dublin.


in Revista Plateia nº 523, 13 de Abril de 1971, p.47

27 de maio de 2010

FESTIVAL DA EUROVISÃO 1971

DUBLIN
OS ENSAIOS


Depois de mostrarmos a sua chegada ao aeroporto de Dublin, continuamos hoje a recordar a passagem de Tonicha pelo palco da Eurovisão.



A série de imagens que hoje partilhamos referem-se aos ensaios da canção "Menina do Alto da Serra". Pela roupa que Tonicha tem vestida, somos levados a crer que houve pelo menos dois ensaios.





26 de maio de 2010

FESTIVAL DA EUROVISÃO 1971

A CHEGADA A DUBLIN

Continuamos a relembrar a passagem de Tonicha pelo Festival da Eurovisão, desfiando as memórias, revelando as imagens, mostrando os sorrisos e partilhando a emoção...
Hoje mostramos Tonicha, em 1971, na sua chegada a Dublin, no momento em que desce do avião. Sobre os cabelos louros, apanhados, a célebre boina que fez moda por cá.



Simpática e sempre sorridente, aqui no momento em que a recebem com flores.



O momento de posar para as fotografias.



O gnomo, um dos símbolos da Irlanda, foi oferecido a Tonicha com os votos de boa sorte no aeroporto de Lisboa pelo então Embaixador da Irlanda em Portugal.

24 de maio de 2010

MENINA

DO ALTO DA SERRA
SINGLE, EMI-COLUMBIA, 4C006-23304M



Na semana em que se assistirá a mais uma edição do Festival Eurovisão da Canção, que este ano tem lugar na cidade de Oslo (nos dias 25, 27 e 29 de Maio), recordamos a prestação de Tonicha no Festival.
Foi em 1971 na cidade de Dublin, na Irlanda, que Tonicha defendeu Portugal com o inesquecível tema de Ary/Nazareth Fernandes "Menina do Alto da Serra".
O single que aqui apresentamos é uma das edições do tema da passagem de Tonicha pela Eurovisão, numa bonita edição da EMI - COLUMBIA para o mercado britânico.

A
MENINA DO ALTO DA SERRA
(José Carlos Ary dos Santos / Nuno Nazareth Fernandes)
(Orq: Augusto Algueró)

B
MULHER
(José Carlos Ary dos Santos / Nuno Nazareth Fernandes)
(Orq: Thilo Krasmann)



Menina de olhar sereno
Raiando pela manhã
Do seio duro e pequeno
Num coletinho de lã.
Menina cheirando a feno
Casado com hortelã.

Menina cheirando a feno
Casado com hortelã.



Menina que no caminho
Vais pisando formosura
Levas nos olhos um ninho
Todo em penas de ternura.
Menina de andar de linho
Com um ribeiro à cintura.

Menina de andar de linho
Com um ribeiro à cintura.



Menina da saia aos folhos
Quem te vê fica lavado
Água da sede dos olhos
Pão que não foi amassado.



Menina do riso aos molhos
Minha seiva de pinheiro
Menina da saia aos folhos
Alfazema sem canteiro.



Menina de corpo inteiro
Com tranças de madrugada
Que se levanta primeiro
Do que a terra alvoroçada.



Menina do riso aos molhos
Minha seiva de pinheiro
Menina da saia aos folhos
Alfazema sem canteiro.



Menina de fato novo
Avé-Maria da terra
Rosa brava rosa povo
Brisa do alto da serra.



Rosa brava rosa povo
Brisa do alto da serra. (5X)

17 de maio de 2010

POEMA PENA

ROSA DE BARRO MANHÃ CLARA
EP, ZIP-ZIP, 10034/E

Hoje apresentamos um disco do ano de 1971, das edições ZipZip, que contém três canções muito importantes no repertório e na carreira de Tonicha.
São três "canções" no verdadeiro sentido da palavra; canções de autor, canções de poetas e a interpretação de cada uma delas valeu à cantora um prémio.



FACE A
POEMA PENA
(Letra: Nuno Gomes dos Santos/Música: Nuno Nazareth Fernandes)
(Orquestração: Augusto Algueró)


FACE B
ROSA DE BARRO
(Letra e Música: Fernando Guerra)
(Orquestração: Thilo Krasmann)


MANHÃ CLARA
(Letra: J. C. Ary dos Santos/Música: Nuno Nazareth Fernandes)
(Orquestração: Thilo Krasmann)



A canção "Poema Pena" foi aquela com que Tonicha se apresentou nas Olimpíadas da Canção de Atenas e onde obteve o 2ºprémio de interpretação. Trata-se de uma canção difícil do ponto de vista da interpretação, em crescendo, pedindo, exigindo sempre mais da voz. E a voz de Tonicha está sempre lá, pujante, dando-se, entregando-se ao crescendo que a música exige. Já a belíssima orquestração de Augusto Algueró valeu-lhe o 1º prémio ex-aequo.

"Rosa de barro" foi apresentada por Tonicha no Festival de Split na Jugoslávia e valeu-lhe o 1º prémio de interpretação.
A canção "Manhã clara" foi cantada no VI Festival do Rio de Janeiro e mereceu a Tonicha o Prémio da Crítica.

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ROSA DE BARRO
(Letra e Música: Fernando Guerra)
(Orquestração: Thilo Krasmann)


Viver da espiga
Saber do pão
Sabor do sangue
Do mesmo chão
Viver da sombra
Cestos ao ombro
Na seiva do corpo descansa
Minha saudade
Minha incerteza
Minha eterna esperança
Raíz sem água
Razão de dor
Sede de mágoa
Do mesmo amor
Raíz cortada, desenterrada
De braços suspensos
Nas danças
Minha saudade
Minha certeza
Minha vontade
Minha criança
Minha eternidade
É minha terra
Feita no barro
Semeada com calor
É minha terra
Rosa de barro
Inventada com suor
Por ela eu choro
Por ela eu corro
Construo as pedras
Feitas em serras
Por ela eu luto
Por ela eu luto
Morre nos olhos
A minha terra
Por ela eu volto
Aperto as flores
Nas minhas mãos
Presas às folhas
Soltas ao vento no chão
É minha terra
Feita no barro
Semeada com calor
É minha terra
Rosa de barro
Inventada com suor
Viver da espiga
Sabor a pão
Saber da terra
Saber do chão
Viver de chuva
Cestos de uva
Em vinho o corpo se cansa
Minha saudade
Minha certeza
Meu suor
Minha criança
Minha dor
Minha defesa
Minha lança
Minha noite
Meu dia
Minha terra, alegria.

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MANHÃ CLARA
(Letra: J. C. Ary dos Santos/Música: Nuno Nazareth Fernandes)
(Orquestração: Thillo Krasmann)

Em ti vou nascendo
Por ti vou morrendo
Meu amor distante
Quase anoitecendo
Sempre acontecendo.

Por ti vou ficando
Em mim vou partindo
Meu amor bastante
Que vou descobrindo
Chegando e partindo.

REFRÃO:

Por ti vou inventar
A manhã clara
De outras raízes
De outras verdades
De outros países
De outras cidades
De homens felizes.
Vou renegar
As coisas fáceis
As coisas vãs
As coisas fúteis.
E nunca mais
E nunca mais
Essas manhãs
Serão inúteis
Essas cidades
Serão vazias
Essas verdades
Ficarão frias
Essas janelas
Serão fechadas.
E nunca mais
E nunca mais
As nossas bocas
Amordaçadas.

Por ti vou cantando
Em mim vou dizendo
Que nunca sei quando
Por ti vou sofrendo
E em mim vou crescendo.

REFRÃO.

25 de abril de 2010

CANÇÕES DE ABRIL

CRAVOS DA MADRUGADA
SINGLE, DISCÓFILO 1001/S


FOTO: Carlos Gil / CAPA: Nuno Nazareth Fernandes

FACE A
O POVO EM MARCHA
(Letra: J. C. Ary dos Santos/Música: Braga Santos)

FACE B
CRAVOS DA MADRUGADA
(Letra: Mário Castrim/Música: Nuno Nazareth Fernandes)




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CRAVOS DA MADRUGADA
(Letra: Mário Castrim/Música: Nuno Nazareth Fernandes)

Quando o povo ergueu a sua voz
Para deixar de ser escravo
O sol nasceu e brilhou para nós
E tinha a forma de um cravo.

Era ainda madrugada
E já um cravo dizia
Que na ponta da espingarda
Era tempo de ser dia.

REFRÃO (2x)
Eram cravos cravos cravos
Eram cravos mais de mil
Eram punhos levantados
Do povo no mês de Abril.

O cravo exigiu salário
Para se tornar português
Alex deu sangue operário
Catarina o camponês.

Aperta um cravo na mão
Carne viva cravo novo
Defende-o bem, capitão
Defende-o capitão-povo.

NOTA: Pode encontrar informação mais detalhada sobre este trabalho aqui e aqui.

16 de abril de 2010

TONICHA: FALA DO HOMEM NASCIDO

OPERETA PARA DISCO
LP, ORFEU

Por iniciativa de José Niza a cantora Tonicha participa, em 1972, em "Fala do Homem Nascido", uma opereta gravada para disco, com poemas de António Gedeão.
Os cantores convidados para este projecto, que inicialmente saiu em LP pela editora Orfeu, foram Duarte Mendes, Carlos Mendes, Samuel e Tonicha.
Com música composta por José Niza, que também assinou a produção do disco, "Fala do Homem Nascido" teve arranjos e direcção de orquestra a cargo do maestro José Calvário.
Já no final dos anos 90, mais precisamente em 1998, a Movieplay lançou no mercado uma reedição em formato CD.



1- ESTRELA DA MANHÃ
Cantam: Carlos Mendes, Duarte Mendes, Samuel e Tonicha
FALA DO HOMEM NASCIDO
Canta: Samuel
2- DESENCONTRO
Cantam: Samuel e Tonicha
3- TEMPO DE POESIA
Canta: Duarte Mendes
VIDRO CÔNCAVO
Cantam: Carlos Mendes, Duarte Mendes, Samuel e Tonicha
4- POEMA DA MALTA DAS NAUS
Canta: Samuel
LÁGRIMA DE PRETA
Canta: Duarte Mendes
5- POEMA DO FECHO ÉCLAIR
Canta: Duarte Mendes
6- CALÇADA DE CARRICHE
Canta: Carlos Mendes
7- POEMA DA AUTO-ESTRADA
Canta: Tonicha
8- POEMA DE PEDRA LIOZ
Canta: Samuel


FOTO: Álvaro João

Poemas: António Gedeão
Música: José Niza
Arranjos e Direcção de Orquestra: José Calvário
Gravação de Orquestra nos Estúdios Celada (Madrid): Pepe Fernandez, Enrique Rielo e Vinader
Gravação de vozes nos Estúdios Polysom (Lisboa): Moreno Pinto
Produção: José Niza
Arranjo gráfico da capa original: Beatriz Morais Alçada
Fotografias da capa original: Álvaro João
Fotografia de António Gedeão: gentilmente cedida pelo fotógrafo João Ribeiro
1972, Orfeu

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POEMA DA AUTO-ESTRADA
(Letra: António Gedeão/Música: José Niza)

Voando vai para a praia
Leonor na estrada preta.
Vai na brasa, de lambreta.

Leva calções de pirata,
vermelho de alizarina,
modelando a coxa fina,
de impaciente nervura.
como guache lustroso,
amarelo de idantreno,
blusinha de terileno
desfraldada na cintura.

Fuge, fuge, Leonoreta:
Vai na brasa, de lambreta.

Agarrada ao companheiro
na volúpia da escapada
pincha no banco traseiro
em cada volta da estrada.

Grita de medo fingido,
que o receio não é com ela,
mas por amor e cautela
abraça-o pela cintura.
Vai ditosa e bem segura.

Com um rasgão na paisagem
corta a lambreta afiada,
engole as bermas da estrada
e a rumorosa folhagem.

Urrando, estremece a terra,
bramir de rinoceronte,
enfia pelo horizonte
como um punhal que se enterra.

Tudo foge à sua volta,
o céu, as nuvens, as casas,
e com os bramidos que solta,
lembra um demónio com asas.

Na confusão dos sentidos
já nem percebe Leonor
se o que lhe chega aos ouvidos
são ecos de amor perdidos
se os rugidos do motor.

Fuge, fuge, Leonoreta
Vai na brasa, de lambreta.

12 de abril de 2010

PATXI ANDIÓN

4 CANÇÕES
EP, MOVIEPLAY, SON100.020


FOTO: M. Fiuza

Este disco de 1972 apresenta as versões de José Carlos Ary dos Santos para "4 CANÇÕES DE PATXI ANDIÓN", com direcção musical do maestro Thilo Krassman. No interior do disco encontramos as letras das canções em castelhano e em português.
Leia-se o interessante texto que Ary assina na contracapa:

"Pax Andion (?) é - e já muitos o têm dito - um "caso" musical. Mas, quanto a mim, a grandeza maior desse "caso" reside no impacto de uma força profundamente humana que quase se sente e se aprende fisicamente em todas as suas canções. Ao ouvi-las é impossível dissociarmo-nos da imagem do homem novo ibérico que, com os pés assentes na terra e os olhos virados à esperança, canta, sem dó nem piedade, o seu próprio destino.
Em boa hora decidiu Tonicha interpretar algumas das suas canções, de cuja versão portuguesa tive o prazer de me ocupar. Também ela à sua maneira, personifica mais do que nenhuma outra, entre nós, o canto da nova mulher portuguesa. Canto de amor do povo e de amor pelo povo. Canto personificado num talento de facto ímpar mas, por força da sinceridade e do poder de comunicação humana, tornado colectivo e geral."




FACE A
PUEDO INVENTAR
POETA DESDE LEJOS

FACE B
20 VERSOS A MI MUERTE
HABRIA QUE SABERLO

Poemas e Música de Patxi Andión / Versões em Português de J. C. Ary dos Santos
Direcção Musical: Thilo Krasmann
Estúdios: Celada (Madrid) e Polysom (Lisboa) / Som: Pepe Fernandez e J. François Beaudet
Foto da Capa: M. Fiuza
1972 Movieplay


Destas 4 belas canções que integraram este EP de 1972, apenas o tema "Poeta desde lejos" foi reeditado, na versão portuguesa, na colectânea da Movieplay "ANTOLOGIA 1971-1977" do ano 2004.
Mais uma vez, uma parte importante do material discográfico de Tonicha fica por enquanto confinado ao vinil, enquanto se espera que as editoras apostem, invistam, na reedição destes temas. Ouvintes interessados há muitos, espalhados de norte a sul do país, e até no estrangeiro (incluindo na vizinha Espanha onde a carreira de Tonicha ainda é lembrada e seguida atentamente).

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PUEDO INVENTAR
(Letra e Música: Patxi Andión)
(Versão portuguesa: J. C. Ary dos Santos)

Posso cantar inventando
Que te deixaste ficar
Posso cantar inventando
O que eu quiser inventar.

Posso inventar-te encontrando
Por sobre as ondas do mar
Teus olhos que estão esperando
Que tu me vejas chegar.

Posso inventar um lugar
De onde te lance a voz
E ouvir-te murmurar:
"Quem está aqui somos nós".

Posso inventar-te chorando
Mesmo que o choro não venha
Posso inventar-te sonhando
Embora sonhos não tenha.

À voz da minha guitarra
Gostaria de mandar
Que se transforme em cigarra
E que deixe de chorar.

Que abafe a sua tristeza
E não me perturbe a voz
Hoje és mais meu do que nunca
Basto eu por sermos nós.

Hoje não é como era
Hoje serás como eu for
Posso inventar tua ausência
Posso inventar teu amor.

29 de março de 2010

20 VERSOS A MI MUERTE

POETA DESDE LEJOS
SINGLE, MOVIEPLAY, SN-20669



Em 1972, Tonicha assina um contrato com a Movieplay portuguesa para gravar quatro canções do cantautor espanhol Patxi Andión.
Em Portugal, é publicado o EP "4 CANÇÕES DE PATXI ANDIÓN", cantadas em português nas versões de José Carlos Ary dos Santos.
Em Espanha, publica-se o single que apresentamos, com duas canções em castelhano.

CARA A
20 VERSOS A MI MUERTE
(Letra e Música: Patxi Andión)

CARA B
POETA DESDE LEJOS
(Letra e Música: Patxi Andión)


Arreglos y Dirección: Thilo Krassman
Director de Producción: Rui Ressurreição
1972 Movieplay Portugal



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20 VERSOS A MI MUERTE
(Letra e Música: Patxi Andión)

Cuando me muera no quiero
Ni coronas de claveles
Ni ramos de lirios viejos
Que me flajelen los dedos

Quiero que el aire se estreche
Hasta que tropieze el eco
Quiero morirme despacio
Quiero morirme silbando

Quiero morirme descalzo
Quiero que me echen la tierra
Sin mimo y sin desconsuelo
Como quando se hace un hijo

Yo quiero sentir la tierra
Cubrirme toda la vida
Que se me escapa sin verla
Por un camino sin prisas

Quiero morirme de cerca
Quiero morirme hacia abajo
Quiero morirme deprisa
Quiero morirme cantando.

17 de março de 2010

MENINA

DO ALTO DA SERRA
SINGLE, MOVIEPLAY, SP 20.021



O single que apresentamos é a segunda edição lançada em Portugal do tema "Menina (do alto da serra)". A primeira foi em 1971 para a etiqueta Zip-Zip.
A Movieplay aproveitou o contrato que fez com Tonicha, para a gravação de "4 CANÇÕES DE PATXI ANDIÓN", para comprar à Zip-Zip os direitos destas duas canções que compõem o single.

"PRÉMIO TV DA CANÇÃO"
"MENINA: FLORES PARA TONICHA"
"TONICHA: UMA RECEPÇÃO À BENFICA"
"TONICHA RECEBIDA NO PORTO COM ENTUSIASMO E FLORES"
"TONICHA: a melhor presença portuguesa nos festivais da Eurovisão"

Estes são apenas alguns dos inúmeros títulos que ilustraram os jornais da época após a participação de Tonicha no Festival da Eurovisão. São estes mesmos recortes de imprensa que, brilhantemente, foram usados pela Movieplay na composição da capa deste single. A composição gráfica, invulgar para a época, ilustra o êxito da cantora e do tema que representou Portugal em Dublin.

FACE A
MENINA (do alto da serra)
(Letra: J.C.Ary dos Santos / Música: Nuno Nazareth Fernandes)
Arranjos e Direcção de Orquestra: Augusto Algueró


FACE B
MULHER E FORÇA
(Letra: J.C.Ary dos Santos / Música: Nuno Nazareth Fernandes)
Arranjos e Direcção de Orquestra: Thilo Krasmann




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MULHER E FORÇA
(Letra: J.C.Ary dos Santos / Música: Nuno Nazareth Fernandes)
(Arranjos e Direcção de Orquestra: Thilo Krasmann)

Menina e moça me levaram duma rosa
Menina e moça me arrancaram dum jardim
Menina e moça não sabia qual a asa
Que podia voar dentro de mim.

Mulher e moça me encontrei e descobri
Mulher e moça de vermelho me vesti
Mulher e moça não sabia qual a força
Que podia crescer dentro de mim.

Menina e moça
Mulher e força.

Menina e moça me prenderam e cercaram
Mulher e moça me ofenderam e acordaram
Menina e moça me quiseram, me quiseram
Mulher e moça me levaram, me levaram.

Mulher com força me atacaram e disseram
Palavras duras das que os homens não quiseram
Mulher com força me apertaram, me esqueceram
Mas nunca me sonharam nem tiveram.

Menina e moça
Mulher e força.

8 de março de 2010

8 DE MARÇO

PARABÉNS!

Para comemorarmos o aniversário de Tonicha, oferecemos aos nossos leitores uma das melhores interpretações da cantora, numa das faixas do álbum "CANTIGAS POPULARES", um trabalho magistralmente orquestrado por Jorge Palma. Da editora Orfeu, corria o ano de 1976. Um excelente tema que, infelizmente, nunca conheceu edição em CD:

O MEU BEM
(Folclore açoriano)
Arranjos: Jorge Palma



Ó meu bem se tu te fores
Como dizem que te vais
Deixa-me o teu nome escrito
Numa pedrinha do cais.

Meu amor na nossa ausência
Nunca deixes de escrever
Duas regras ao teu bem
Que por ti fica a sofrer.

O meu bem quando se foi
Sete lenços alaguei
Mais a manga da camisa
E dizem que não chorei.

Meu amor na nossa ausência
Nunca deixes de escrever
Duas regras ao teu bem
Que por ti fica a sofrer.


Cortesia: sychmusic

15 de fevereiro de 2010

GLÓRIA, GLÓRIA, ALELUIA

FESTIVAL DA OTI SINGLE PROMOCIONAL
AT. PROM. 3
EDIÇÃO ARNALDO TRINDADE & C.a Lda.



Em 1972, Tonicha representou Portugal no 1º Festival da OTI, em Madrid. Cantou uma canção com letra e música de josé Cid: "Glória, Glória, Aleluia". O tema tem grandes influências de godspell e a voz magnífica de Tonicha serviu adequadamente as intenções do autor.
Este disco é um single promocional da editora ORFEU.



Tonicha chegou à vida numa província portuguesa de interior - o Alentejo.
Cresceu entre aquela gente aberta, de ideias tão destapadas como a paisagem, gritante de sol e de distâncias.
Ali aprendeu a beleza das pessoas e as lutas da sobrevivência.
Ali decorou a melodia magoada dos cantares tristes de terra queimada.
Ali compreendeu o significado das melhores palavras e das outras.
Um dia escolheu cantar como maneira de viver. Uma voz menina, um sorriso medroso, um encanto natural de pureza desafectada, abriram-lhe o caminho.
É hoje considerada uma das vozes mais populares de Portugal.
Tonicha já esteve presente nos mais importantes Festivais da Europa, Ásia e América do Sul (de Tóquio ao Rio de Janeiro) nos quais foi sempre reconhecida como excelente intérprete das composições que os mais variados autores lhe têm confiado. E ainda uma presença no Festival da Eurovisão (1971) no qual alcançou o melhor lugar de todos os que a música portuguesa tinha conseguido naquele certame.

21 de dezembro de 2009

A RAPARIGA E O POETA

JOSÉ NIZA E JOSÉ CALVÁRIO
(Letra: José Niza / Música: José Calvário)




Cortesia, Festivais RTP da Canção