23 de novembro de 2008

TONICHA: SUPERESTRELAS

DA MÚSICA PORTUGUESA
LP, READERS DIGEST, nº8



Para encerrarmos o acervo relativo aos anos 80 da carreira de Tonicha (pelo menos enquanto não descobrimos mais material), dedicamos o post de hoje a dois trabalhos feitos nesta década.
A Selecção do Reader's Digest editou uma caixa com 8 LP dedicada aos maiores cantores da música portuguesa a que chamou "SUPERESTRELAS DA MÚSICA PORTUGUESA". Cada LP incluía dois cantores, um em cada face. Excepção: Amália teve direito a um LP só para ela.
O LP número 8 juntou curiosamente, visto já terem trabalhados juntos, Tonicha e José Cid. A face A inclui os temas de Tonicha e a B os de Cid.

FACE A - TONICHA

PESTOTIRA
(Popular/Arranjo: J. Libório)
ZÉ QUE FUMAS
(Popular/Arranjo: J. Libório)
ZUMBA NA CANECA
(J. Libório/popular/Arranjo: Thilo Krasmann)
O GAITEIRO PORTUGUÊS
(J. Libório/popular/Arranjo: Thilo Krasmann)
NO ALTO DAQUELA SERRA
(Popular/Arranjo: J. Libório)
TI ZÉ DA HORTA
(J. Libório/popular/Arranjo: Thilo Krasmann)

A edição incluía na contracapa o seguinte texto sobre a nossa cantora:

"Se a especialização pode ser considerada limitação, então retiremos o termo, porque essa não é nossa intenção ao pretendermos que Tonicha é sem dúvida uma especialista, isto é um elogio, na criação e divulgação a nível nacional de números do nosso folclore que ela tem o dom raro para retirar do anonimato em que se encontram, e revivendo-os, na sua característica maneira de cantar, lhes dar celebridade e ao recuperá-los, contribui para a valorização da nossa música popular.
Música popular que muitos pretendem não dever ser afastada do meio criador, os locais de trabalho onde o povo, com uma necessidade de expansão e criatividade imaginativa, associa ao trabalho físico o prazer artístico espontâneo e ingénuo, ora leve, ora profundo, mas sempre de uma riqueza melódica capaz de interessar até o mais cosmopolita dos ouvintes.
O entendimento que aqui se diz, por parte dos organizadores deste álbum, levou-os a incluir, na certeza de irem ao encontro do gosto do público em geral, os mais conhecidos títulos do repertório de Tonicha, que todos sem excepção são do conhecimento da maioria dos ouvintes.
Quem não se lembra da graça de Pestotira, da malícia de Zé que fumas, da modernidade do Gaiteiro português, do lirismo de Do alto daquela serra e da brejeirice de Ti Zé da horta? "




1985
ABRAÇO A MOÇAMBIQUE



"Abraço a Moçambique" foi um projecto feito em parceria com a RTP e a RDP e a colaboração de diversas editoras, que permitiram a participação dos seus cantores na gravação deste tema. A direcção musical foi de Pedro Osório.
Todos os lucros obtidos com este disco, segundo consta na contracapa, foram oferecidos ao povo moçambicano.
A nossa Tonicha também participou nesta iniciativa de solidariedade, cantando a solo e em dueto com o Raul Indipwo.

18 de novembro de 2008

OS MAIORES SUCESSOS DE TONICHA

ANTOLOGIA
DE 1977-1980
LP, POLYGRAM,



Ainda durante o ano de 1981, a editora Polygram lançou um LP com alguns dos maiores sucessos de Tonicha, a que chamaram precisamente "OS MAIORES SUCESSOS DE TONICHA".
Trata-se de uma bela edição em LP, com a particularidade de que as canções recolhidas vão de 1977 a 1980. Desconhecem-se os autores das fotografias da capa e contracapa.
As três primeiras canções de cada face do LP estão compostas em meddley e foram arranjadas deste jeito de propósito para este álbum.

FACE A
(a1) Tiro-liro-liro
(a1) Rebola a bola
(a1) A saia da Carolina
(a2) O chico pinguinhas
(a2) Sericotalho, bacalhau, azeite e alho
(a3) Ti Zé da horta
(b4) Tu és o Zé que fumas

FACE B
(a1) Ora vai tu
(a1) Ora bate, bate
(a1) Ora viva a pândega
(a3) Zumba na caneca
(a2) Gaiteiro português
(a2) Quadrilha de cinfães
(b4) Pestotira

(a)
Letras de: J. LIBÓRIO
Músicas populares
Arranjos de: THILO KRASMANN

(b)
Letras e músicas populares
Arranjos de: J. LIBÓRIO

1) 1980 2) 1979 3) 1978 4) 1977

14 de novembro de 2008

FADINHO DA COMIDA

ISTO AQUI É O DA JOANA
SINGLE, POLYGRAM, 2063073

Corria o ano de 1981 quando saiu para o mercado um novo single de Tonicha.
Editado pela etiqueta Polygram, "Fadinho da Comida" teve produção de João Viegas e arranjos de Pedro Osório.
Este tema foi reeditado em CD, primeiro pela Polygram, numa compilação de 1990 chamada "OS MAIORES SUCESSOS". Já mais recentemente, em 2007, voltou a integrar uma colectânea, desta vez da Universal, numa recolha do repertório de Tonicha à qual a editora chamou "ANTOLOGIA 77-97".
O single "Fadinho da comida" foi uma das nossas últimas aquisições, que assim veio enriquecer a nossa colecção de vinis de Tonicha e que agora divulgamos. A capa do disco é assinada por José Júlio Barros.



FACE A
FADINHO DA COMIDA
(António A. Pinho / Nuno Rodrigues)

FACE B
ISTO AQUI É O DA JOANA
(António A. Pinho / Nuno Rodrigues)

A contracapa deste single traz uma belíssima fotografia de Tonicha com o cabelo comprido, muito loiro, e com a franja que usou durante muito tempo e que, ainda hoje, é lembrada por muitos.


FADINHO DA COMIDA
(António A. Pinho / Nuno Rodrigues)

Quem me dera o velho gosto do cozido
como dantes se fazia,
quando a gente enchia o nosso próprio enchido
ai que bem que me sabia,
como dantes se fazia.

Quem me dera ainda aquele pão caseiro
que bom cheiro que ele tinha,
quando a gente então passava p'lo padeiro de manhã,
de manhãzinha.

REFRÃO
Ai que gosto que a comida tinha outrora
ai que gosto que nos dava então comê-la
porque agora em vez de gosto tem um preço,
que por subir de hora a hora
já nem dá vontade vê-la. (2x)

Quem me dera que a batata ainda tivesse
sendo nova o gosto antigo,
e ao casar com o bacalhau então pudesse a gente cá
chamar-lhe um figo,
ao gosto antigo.

Quem me dera ter alfaces bem verdinhas
mas são quasi clandestinas,
pois agora nestas hortas alfacinhas só lá cheira
a pesticidas.

REFRÃO (2x)

Quem me dera que soubesse o carapau
como dantes me sabia,
e pensar que agora sei já não ser mau,
não saber a porcaria,
como dantes não sabia.

Quem me dera fosse puro o meu azeite
como era antigamente,
quando a vaca já nem gosto põe no leite
com franqueza, francamente.

REFRÃO (2x)

8 de novembro de 2008

TONICHA NO PAX JULIA: BEJA

MAIS FOTOS

Foto: Álvaro Barriga, in blogue Aldeagar

Temos mais fotografias do espectáculo que Tonicha deu com os Cinco Alentejanos no Cine-Teatro PAX JULIA, em Beja.
As imagens que hoje mostramos foram-nos gentilmente cedidas por Álvaro Barriga, que tem um blogue sobre a tradição e cultura portuguesa chamado Aldeagar. Esteve também a assistir ao espectáculo e fez estas imagens. Depois do nosso contacto, e de ter visitado o nosso blogue, deu-nos a sua permissão para aqui publicarmos as imagens da sua autoria. Obrigado, caro amigo!

TONICHA E VENHAM MAIS CINCO... ALENTEJANOS


Foto: Álvaro Barriga, in blogue Aldeagar

Para além da nossa vontade ser aqui mostrar mais fotografias dessa tarde memorável, também queríamos dar o devido destaque aos belíssimos músicos que acompanham Tonicha neste novo projecto, e de quem até agora tinhamos poucas imagens.
"Senhoras e senhores... convosco, os CINCO ALENTEJANOS!"

ANTÓNIO CATURRA
Gaita de Beiços, percussão livre e voz


Foto: Álvaro Barriga, in blogue Aldeagar

ARMANDO TORRÃO
Guitarras portuguesa, clássica, percussão e voz


Foto: Álvaro Barriga, in blogue Aldeagar

GABRIEL COSTA
Viola baixo, teclados, percussão e voz


Foto: Álvaro Barriga, in blogue Aldeagar

LUÍS MELGUEIRA
Percussão e voz


Foto: Álvaro Barriga, in blogue Aldeagar

JOÃO CATALUNA
Acordeão, teclados, percussão e voz


Foto: Álvaro Barriga, in blogue Aldeagar

Mais alguns momentos do ESPECTÁCULO...


Foto: Álvaro Barriga, in blogue Aldeagar


Foto: Álvaro Barriga, in blogue Aldeagar


Foto: Álvaro Barriga, in blogue Aldeagar


Foto: Álvaro Barriga, in blogue Aldeagar


Foto: Álvaro Barriga, in blogue Aldeagar

5 de novembro de 2008

TONICHA: A HOMENAGEM EM BEJA


FOTO: Sociedade Filarmónica Capricho Bejense

Na passada Sexta-feira, dia 31 de Outubro, comemoraram-se os 92 anos da Sociedade Filarmónica Capricho Bejense. Para quem não se recorda, foi aqui que Tonicha começou a cantar quando era pequena, antes de rumar a Lisboa para se tornar cantora.
A casa que a viu dar os primeiros passos aproveitou o seu aniversário para render uma homenagem a Tonicha.

Integrado nessa homenagem, dois jovens cantaram "O mar enrola na areia", acabando Tonicha por se juntar a eles, retribuindo a simpatia da organização.


FOTO: Sociedade Filarmónica Capricho Bejense

A partir de um dos temas mais conhecidos de sempre da cantora, e com o qual levou Portugal à Eurovisão, Cristina Coroa escreveu um texto que foi lido durante a homenagem.
Por gentileza de Luísa Costa, vice-presidente da Sociedade Capricho, publicamos aqui o texto e as imagens que nos fizeram chegar:

"Menina de olhar sereno…"
Um verso simples de uma canção…
E se os versos fossem pássaros rasando o quotidiano cinzento?
E se os poemas tomassem café connosco e banhos de sol e assaltassem as primeiras páginas dos jornais da manhã?
É o que fazem as canções: põem versos na boca do povo, espalham poemas nas ruas e enchem de poesia os corações.

"Com um ribeiro à cintura..."
Quando alguém a cantar nos conta de um ribeiro à cintura - e nós vemos! -é porque acreditou.
Que também a água pode cingir.
Que o olhar pode lavar.
Que podemos casar com hortelã.
Uma voz fresca como o linho enamorou-se das palavras dos poetas e nasceu mais que uma cantora, nasceu uma intérprete. Intérprete da sede, do pão, da água e da nossa fome de beleza.

"Vais pisando formosura..."
O tempo levou de Beja uma menina da planície, de cabelos de trigo louro. Foi pisar outros palcos cantando a voz dos poetas e a voz do povo, com a mesma entrega.
O tempo a trouxe há pouco de volta à terra mãe. Pela parte da Capricho, a casa primeira que a ouviu, menina ainda, tudo faremos para que aqui se sinta num ninho quente de ternura.

Bem-vinda, Tonicha!"


FOTO: Sociedade Filarmónica Capricho Bejense


FOTO: Sociedade Filarmónica Capricho Bejense

3 de novembro de 2008

TONICHA: TODOS ME QUEREM

O MAR ENROLA NA AREIA
SINGLE, POLYGRAM, 813 419-7

No mesmo ano em que foi para o mercado a "FOLIADA PORTUGUESA" (1983), foi editado um single com duas das canções mais populares do LP e que ainda hoje fazem parte do imaginário popular. Na capa temos uma Tonicha muito bonita e fotogénica, numa foto que não tem identificada a autoria.



LADO A
TODOS ME QUEREM
(POPULAR)

LADO B
O MAR ENROLA NA AREIA
(POPULAR)

TONICHA: FOLIADA PORTUGUESA

FOLCLORE
LP, POLYGRAM,

Uma homenagem feita pela Sociedade Capricho (de Beja) onde Tonicha começou a cantar em pequena, um espectáculo de solidariedade para a Liga Portuguesa contra o Cancro em Santiago do Cacém, um espectáculo com os "Cinco Alentejanos" no Alvito no dia 01 de Novembro...a nossa menina tem andado ocupada.

A propósito da homenagem que a Sociedade Capricho de Beja prestou a Tonicha e onde sabemos que cantaram "O mar enrola na areia", viajamos até 1983, ano da publicação do LP "Foliada Portuguesa", para a etiqueta Polygram.



O LP tem uma das capas mais curiosas dos discos de Tonicha. Extremamente adequado ao título e conteúdo do disco, "Foliada Portuguesa" está concebido com um arranjo gráfico alusivo ao bordado português. Trata-se de um bordado em ponto cruz com motivos de folclore, representando uma cena de baile. No pano estão bordados também o nome da cantora e o título do LP.

A selecção de temas esteve a cargo de João Viegas.
Os arranjos de base são da autoria de António Pinho e Shegundo Galarza; este último assinando também as orquestrações. António Pinho foi também produtor do álbum.



LADO A

TODOS ME QUEREM
(POPULAR)
NÃO VÁS AO MAR TÓNHO
(POPULAR)
MALMEQUER, BEM ME QUER
(POPULAR/J. LIBÓRIO)
OS OLHOS DO MEU AMOR
(POPULAR/J. LIBÓRIO)
TORRADINHAS
(POPULAR)

LADO B

O MAR ENROLA NA AREIA
(POPULAR)
ROSINHA
(POPULAR)
AS VIZINHAS
(POPULAR/J. LIBÓRIO)
ADIAFAS EM SETEMBRO
(POPULAR/J. LIBÓRIO)
DANÇA DAS ROMARIAS
(POPULAR)

26 de outubro de 2008

UM de NOVEMBRO

próximo ESPECTÁCULO



Se estiver por perto, no próximo dia 01/NOV, não perca o próximo espectáculo de TONICHA e Venham Mais Cinco... Alentejanos.

24 de outubro de 2008

TONICHA

SANTIAGO DO CACÉM
20 HORAS

Soubemos há pouco que Tonicha estará amanhã, dia 25 de Outubro de 2008, em Santiago do Cacém para um espectáculo de solidariedade.



A iniciativa "Missão Coragem", conta com uma Caminhada Solidária com a Luta contra o Cancro da Mama, e um espectáculo com vários cantores, entre os quais a nossa Tonicha.
Se estiver nas proximidades, venha também apoiar esta causa.

TONICHA: VIRA DO VINHO

BATATINHAS
EP, ORFEU, ATEP 6541

Lembrámo-nos de recordar dois EP retirados de um álbum que aqui apresentámos recentemente num post no dia 13 de Outubro, "Folclore" (Orfeu, 1973).



FACE A
BATATINHAS
(Popular: Ribatejo - Ary dos Santos)
SENHOR PADRE VALENTIM
(Popular: Ribatejo - Ary dos Santos)

FACE B
VIRA DO VINHO
(Popular: Ribatejo - Ary dos Santos)
PASSARINHO TRIGUEIRO
(Popular: Ribatejo)

BATATINHAS
(Popular: Ribatejo - Ary dos Santos)

Batatinhas miudinhas
A fritar, a fritar na frigideira
Batatinhas miudinhas
A fritar, a fritar na frigideira.

São as senhoras vizinhas
A cortar na casaquinha
Durante uma tarde inteira
São as senhoras vizinhas
A cortar na casaquinha
Durante uma tarde inteira.

Batatinhas miudinhas
Cortadinhas, cortadinhas às rodelas
Batatinhas miudinhas
Cortadinhas, cortadinhas às rodelas

São as senhoras vizinhas
A fazerem intriguinhas
Na ourela das chinelas
São as senhoras vizinhas
A fazerem intriguinhas
Na ourela das chinelas.

Batatinhas miudinhas
Cortadinhas, cortadinhas em palitos
Batatinhas miudinhas
Cortadinhas, cortadinhas em palitos

São as senhoras vizinhas
A dizerem às sobrinhas
Que o senhorio é de gritos
São as senhoras vizinhas
A dizerem às sobrinhas
Que o senhorio é de gritos.

Batatinhas miudinhas
Acabadas, acabadas de fritar
Batatinhas miudinhas
Acabadas, acabadas de fritar

São as senhoras vizinhas
Coitadinhas, coitadinhas
Que não param de falar
São as senhoras vizinhas
Coitadinhas, coitadinhas
Que não param de falar.



VIRA DO VINHO
(Popular-Ribatejo/Ary dos Santos)

Era o vinho, meu bem, era o vinho
Era a coisa que eu mais adorava
Era o vinho, meu bem, era o vinho
Era a coisa que eu mais adorava
Só por morte, meu bem, só por morte
Só por morte o vinho eu deixava
Só por morte, meu bem, só por morte
Só por morte o vinho eu deixava.

Ai minha sogra quando morreu
Ai levou o diabo com ela
Ai minha sogra quando morreu
Ai levou o diabo com ela
Ai deixou-me as chaves da adega
Ai mas o vinho bebeu-o ela
Ai deixou-me as chaves da adega
Ai mas o vinho bebeu-o ela.

Era o vinho, meu bem, era o vinho
Era a coisa que eu mais adorava
Era o vinho, meu bem, era o vinho
Era a coisa que eu mais adorava
Que a velhota levou para a cova
Nem já morta a pinguinha deixava
Que a velhota levou para a cova
Nem já morta a pinguinha deixava.

Nem já morta a pinguinha deixava
E São Pedro porteiro do céu
Nem já morta a pinguinha deixava
E São Pedro porteiro do céu
Amparou-a quando tropeçava
E com ela uma ginja bebeu
Amparou-a quando tropeçava
E com ela uma ginja bebeu.

FOLCLORE
EP, ORFEU, ATEP 6500



Outro dos EP que foram editados pela Orfeu chama-se, tal como o LP, "Folclore" e inclui mais quatro canções.
Os arranjos musicais destes discos são de António Chainho.
Todas as belíssimas fotografias de Tonicha que foram usadas para as capas destes EP são da autoria de Álvaro João.

FACE A
FARRAPEIRINHA
popular (Beira Litoral)
OS BRAVOS
popular (Açores: Ilha Terceira)

FACE B
MALHÃO DE ÁGUEDA
popular (Beira Litoral)
DANÇA DAÍ
popular (Douro Litoral)



DANÇA DAÍ
Popular (Douro Litoral)

Meu benzinho eu vou-me embora
Faz carinhos a quem te adora
Meu benzinho eu vou-me embora
Faz carinhos a quem te adora

Meu benzinho eu já cá estou
Faz carinhos a quem te amou
Meu benzinho eu já cá estou
Faz carinhos a quem te amou

Dança daí
Daqui canto eu
Tu és o meu par
O teu par sou eu (2x)

As estrelas miudinhas
Todas bordam um cordão
Para te prender amor
Todas ao meu coração (2x)

As estrelas no céu correm
Todas numa carreirinha
Assim os beijos corressem
Da tua boca para a minha (2x)

Dança daí
Daqui canto eu
Tu és o meu par
O teu par sou eu (2x)

Recentemente, no programa da RTP "A minha geração", um dos temas que Tonicha apresentou foi precisamente "Os bravos".
Nos espectáculos actuais, com o projecto "Tonicha e venham mais cinco... alentejanos", o repertório inclui duas canções destes discos: "Vira do vinho" e "Os bravos".

OS BRAVOS
(popular: Açores - Ilha Terceira)

Eu fui à terra do bravo
Eu fui à terra do bravo
Bravo, meu bem
Com o meu lenço vermelho
Bravo, meu bem
Com o meu lenço vermelho

O mais bravo que eu lá vi
O mais bravo que eu lá vi
Bravo, meu bem
Foi um mansinho coelho
Bravo, meu bem
Foi um mansinho coelho

Eu fui à terra do bravo
Eu fui à terra do bravo
Bravo, meu bem
Com o meu vestido amarelo
Bravo, meu bem
Com o meu vestido amarelo

Amor de fora da terra
Amor de fora da terra
Bravo, meu bem
Tenho medo que me pelo
Bravo, meu bem
Tenho medo que me pelo

Eu fui à terra do bravo
Eu fui à terra do bravo
Bravo, meu bem
Vestida de azul escuro
Bravo, meu bem
Vestida de azul escuro

Amor que não é da terra
Amor que não é da terra
Bravo, meu bem
Não é firme nem seguro
Bravo, meu bem
Não é firme nem seguro

Eu fui à terra do bravo
Eu fui à terra do bravo
Bravo, meu bem
Para ver se embravecia
Bravo, meu bem
Para ver se embravecia

Cada vez fiquei mais manso
Cada vez fiquei mais manso
Bravo, meu bem
Para tua companhia
Bravo, meu bem
Para tua companhia
Bravo, meu bem
Para tua companhia
Bravo, meu bem
Para tua companhia.

REVISTA PLATEIA, 1972

A propósito destes discos, e porque as memórias também se tecem com as imagens e as palavras que outros escreveram, publicamos o excerto seguinte.
Trata-se de uma notícia publicada na extinta revista PLATEIA da Agência Portuguesa de Revistas, no ano de 1972, numa rubrica intitulada "Ronda" da autoria de Ricardo Soeiro.
A notícia dava conta da mudança da editora de Tonicha. A cantora passou da Movieplay para ingressar na Orfeu, do portuense Arnaldo Trindade.
Haveremos de dedicar futuramente uma secção às publicações da época.

de LINK em LINK...

TONICHA
na FONOTECA MUNICIPAL DE LISBOA

"De link em link vai-se construindo a memória".
Esta parece-nos ser a melhor frase que conseguimos escrever, para assinalar mais um dia especial na vida do blogue dedicado à carreira de Tonicha.
A partir de hoje, e graças à gentileza da Fonoteca Municipal de Lisboa, passamos a estar ligados a essa grande caixinha de memórias!

Passa então a ser possível aceder ao blogue da Tonicha directamente a partir do site da Fonoteca.
O blogue encontra-se na secção de "LINKS" em: http://fonoteca.cm-lisboa.pt/links.htm, na categoria de COMPOSITORES, INTÉRPRETES e GRUPOS / MÚSICA DE TRADIÇÕES NACIONAIS.
Assim se vai construindo a memória, tudo à distância de um "clic".


Logo in FONOTECA MUNICIPAL DE LISBOA
"A Fonoteca Municipal é um equipamento cultural dedicado à música que pertence à Câmara Municipal de Lisboa - Direcção Municipal da Cultura - Divisão de Gestão de Equipamentos Diversos.
(...)
A Fonoteca Municipal procura satisfazer as necessidades de informação na área da música em geral, e da portuguesa em particular, de todos os que procuram os seus serviços, com base nos recursos existentes (documentais, humanos e técnicos) ou informando acerca dos sistemas informacionais adequados (na área da música ou relacionados com ela).
"
in site da Fonoteca Municipal de Lisboa.

Obrigado FONOTECA!

22 de outubro de 2008

ONZE de OUTUBRO

as fotos do PAX JULIA


FOTO: Mariline Alves, in CM

Quando estivemos em Beja para assistir ao espectáculo de Tonicha, fomos de máquina fotográfica em riste, com o intuito de registar imagens para podermos divulgar no blogue.
Queríamos dar a oportunidade de mostrar um pouco daquela tarde a todos os que não puderam lá ir.
Ainda o espectáculo não tinha começado, uma voz ao microfone lembrou-nos que não era permitida a captação de imagens. Tínhamos que ter pedido uma autorização... ficámos desolados.

Tivemos a sorte de, no decorrer do espectáculo (já Tonicha e os seus cinco alentejanos nos tinham levantado a moral), conhecer duas jovens: Isabel Ramos (jornalista) e Mariline Alves (fotógrafa) que tinham ido fazer o registo do espectáculo para o Correio da Manhã, como já aqui anunciámos.

As fotos que hoje mostramos são da autoria de uma jovem fotógrafa, MARILINE ALVES, que fez a gentileza de cedê-las e deu-nos a devida autorização para serem publicadas exclusivamente no blogue da Tonicha. Um beijo, Mariline!

no CAMARIM
antes do espectáculo

FOTO: Mariline Alves

a entrada
EM PALCO

FOTO: Mariline Alves

TONICHA
E VENHAM MAIS CINCO... ALENTEJANOS


FOTO: Mariline Alves

a FESTA
da música portuguesa

FOTO: Mariline Alves

a caminho
de CASA

FOTO: Mariline Alves

19 de outubro de 2008

TONICHA: O REGRESSO

PAX JULIA, a reportagem
in revista Domingo, Correio da Manhã

Já há algum tempo que não acordávamos tão cedo e com tanta disposição num Domingo!
A revista do Correio da Manhã, na sua edição de hoje, traz a reportagem do concerto de Tonicha no Cine-Teatro PAX JULIA em Beja e a que fomos assistir.
Uma belíssima reportagem com texto de Isabel Ramos e fotos de Mariline Alves!

"Ela continua a ser a "menina" de Ary dos Santos, rosa brava, rosa povo. Em Beja, terra onde nasceu, cantou para espantar males e mágoas. Cantou para os seus vizinhos e para a gente que veio de Lisboa ouvi-la." (Isabel Ramos, in Domingo, CM)



A jornalista Isabel Ramos escreveu um belíssimo texto, que não resistimos a transcrever, que começa assim:

"É ela, a menina de andar de linho, que ali vem. Em vez do ribeiro à cintura e do coletinho de lã, traz uma blusa colorida que o costureiro José Carlos fez para ela. Há muito tempo cortou o cabelo. Perdeu as tranças de madrugada. Mas a menina de riso aos molhos persiste. É ela que sai do camarim inundado de luz e caminha na direcção do palco do teatro Pax Julia, em Beja. Tonicha, 62 anos, está de volta ao Alentejo.
Nos bastidores - onde as lâmpadas são cobertas por filtros azuis para que as entradas e saídas não perturbem o ambiente - as palmas soam como a chuva. E ela avança, debaixo daquele pingar insistente, para o centro do palco. Não vacila.
"



A jornalista continua:

"Não há lugar vazio na plateia do Pax Julia (...) O público de Beja não vê no palco apenas a cantora. Tonicha é mulher querida da terra para onde voltou depois de longa ausência.
(...) No palco com os cinco alentejanos, Tonicha pergunta agora ao pastor porque chora. Pede-lhe, como escreveu José Gomes Ferreira, que deite as mágoas fora pois "carneiros é o que mais há
".



Referindo-se a um dos momentos do espectáculo, a jornalista Isabel Ramos escreve:

"No centro do círculo de luz, Tonicha balança os braços e estala os dedos ao som do "Vira do Minho", com letra de José Carlos Ary dos Santos, o mesmo que, em 1971, na sua casa da rua do Alecrim, Lisboa, foi dizendo, à medida que criava com os olhos postos nela, o poema "Menina".



No último parágrafo da reportagem pode ler-se:

"Tonicha retira-se do palco. Retoma os jeans e os ténis vermelhos. Põe os óculos rectangulares de aros pretos (...) Voltam para casa, ao pé do liceu de Beja. Tonicha deixou o jantar feito."



Para ler a reportagem completa, clique em:
http://www.correiomanha.pt/noticia.aspx?contentid=22AFBE8F-B637-42C3-A6CC-DE3741D758A1&channelid=00000019-0000-0000-0000-000000000019