22 de outubro de 2008

ONZE de OUTUBRO

as fotos do PAX JULIA


FOTO: Mariline Alves, in CM

Quando estivemos em Beja para assistir ao espectáculo de Tonicha, fomos de máquina fotográfica em riste, com o intuito de registar imagens para podermos divulgar no blogue.
Queríamos dar a oportunidade de mostrar um pouco daquela tarde a todos os que não puderam lá ir.
Ainda o espectáculo não tinha começado, uma voz ao microfone lembrou-nos que não era permitida a captação de imagens. Tínhamos que ter pedido uma autorização... ficámos desolados.

Tivemos a sorte de, no decorrer do espectáculo (já Tonicha e os seus cinco alentejanos nos tinham levantado a moral), conhecer duas jovens: Isabel Ramos (jornalista) e Mariline Alves (fotógrafa) que tinham ido fazer o registo do espectáculo para o Correio da Manhã, como já aqui anunciámos.

As fotos que hoje mostramos são da autoria de uma jovem fotógrafa, MARILINE ALVES, que fez a gentileza de cedê-las e deu-nos a devida autorização para serem publicadas exclusivamente no blogue da Tonicha. Um beijo, Mariline!

no CAMARIM
antes do espectáculo

FOTO: Mariline Alves

a entrada
EM PALCO

FOTO: Mariline Alves

TONICHA
E VENHAM MAIS CINCO... ALENTEJANOS


FOTO: Mariline Alves

a FESTA
da música portuguesa

FOTO: Mariline Alves

a caminho
de CASA

FOTO: Mariline Alves

19 de outubro de 2008

TONICHA: O REGRESSO

PAX JULIA, a reportagem
in revista Domingo, Correio da Manhã

Já há algum tempo que não acordávamos tão cedo e com tanta disposição num Domingo!
A revista do Correio da Manhã, na sua edição de hoje, traz a reportagem do concerto de Tonicha no Cine-Teatro PAX JULIA em Beja e a que fomos assistir.
Uma belíssima reportagem com texto de Isabel Ramos e fotos de Mariline Alves!

"Ela continua a ser a "menina" de Ary dos Santos, rosa brava, rosa povo. Em Beja, terra onde nasceu, cantou para espantar males e mágoas. Cantou para os seus vizinhos e para a gente que veio de Lisboa ouvi-la." (Isabel Ramos, in Domingo, CM)



A jornalista Isabel Ramos escreveu um belíssimo texto, que não resistimos a transcrever, que começa assim:

"É ela, a menina de andar de linho, que ali vem. Em vez do ribeiro à cintura e do coletinho de lã, traz uma blusa colorida que o costureiro José Carlos fez para ela. Há muito tempo cortou o cabelo. Perdeu as tranças de madrugada. Mas a menina de riso aos molhos persiste. É ela que sai do camarim inundado de luz e caminha na direcção do palco do teatro Pax Julia, em Beja. Tonicha, 62 anos, está de volta ao Alentejo.
Nos bastidores - onde as lâmpadas são cobertas por filtros azuis para que as entradas e saídas não perturbem o ambiente - as palmas soam como a chuva. E ela avança, debaixo daquele pingar insistente, para o centro do palco. Não vacila.
"



A jornalista continua:

"Não há lugar vazio na plateia do Pax Julia (...) O público de Beja não vê no palco apenas a cantora. Tonicha é mulher querida da terra para onde voltou depois de longa ausência.
(...) No palco com os cinco alentejanos, Tonicha pergunta agora ao pastor porque chora. Pede-lhe, como escreveu José Gomes Ferreira, que deite as mágoas fora pois "carneiros é o que mais há
".



Referindo-se a um dos momentos do espectáculo, a jornalista Isabel Ramos escreve:

"No centro do círculo de luz, Tonicha balança os braços e estala os dedos ao som do "Vira do Minho", com letra de José Carlos Ary dos Santos, o mesmo que, em 1971, na sua casa da rua do Alecrim, Lisboa, foi dizendo, à medida que criava com os olhos postos nela, o poema "Menina".



No último parágrafo da reportagem pode ler-se:

"Tonicha retira-se do palco. Retoma os jeans e os ténis vermelhos. Põe os óculos rectangulares de aros pretos (...) Voltam para casa, ao pé do liceu de Beja. Tonicha deixou o jantar feito."



Para ler a reportagem completa, clique em:
http://www.correiomanha.pt/noticia.aspx?contentid=22AFBE8F-B637-42C3-A6CC-DE3741D758A1&channelid=00000019-0000-0000-0000-000000000019

15 de outubro de 2008

TONICHA NA RTP

A MINHA GERAÇÃO



Já no próximo domingo, dia 19 Outubro/2008, teremos oportunidade de rever Tonicha nos ecrãs da RTP.
Tonicha é convidada do programa "A Minha Geração" apresentado por Catarina Furtado e que é dedicado aos anos 70. Trata-se de um espectáculo ao vivo e transmitido em directo.
Segundo informações a que tivemos acesso, em princípio, teremos oportunidade de ouvir Tonicha cantar:

"Menina", 1971
(Ary dos Santos/Nuno Nazareth Fernandes)
"Os bravos", 1973
(popular: Açores - Ilha Terceira)
"Zumba na Caneca", 1978
(José Libório/popular)



Sobre o programa "A minha Geração", pode ler-se no site da RTP:

"A Minha Geração tem como base os grandes acontecimentos históricos desde 1960 até ao presente, recorrendo a imagens de arquivo para melhor contextualização do público. O fio condutor é a música-entendida como forma privilegiada de identificação de diferentes gerações-apresentada década a década, e organizada em torno dos temas culturais, politicos, sociais ou científicos mais marcantes de cada uma das décadas em causa. É também objectivo deste projecto apresentar testemunhos pessoais de quem tenha tido a oportunidade de viver alguns momentos mais importantes dos últimos 50 anos."

13 de outubro de 2008

TONICHA: VAREIRA DO MAR

FOLCLORE
LP, ORFEU, SB-1066



Continuamos o registo dos vários momentos da carreira de Tonicha.
Hoje apresentamos um LP de 1973, para a editora Orfeu, chamado simplesmente "Folclore". São oito temas populares e quatro temas também populares mas com versos adaptados por José Carlos Ary dos Santos.
Os arranjos musicais do disco são de António Chainho.
A fotografia da capa é da autoria de Álvaro João.

Neste trabalho Tonicha foi acompanhada pelos músicos:

António Chainho e Raúl Nery
(GUITARRAS)
José Maria Nóbrega, Francisco Peres e Manuel Martins
(VIOLAS)
Raúl Silva
(VIOLA BAIXO).

FACE A
BATATINHAS
popular (Ribatejo) - Ary dos Santos
VAREIRA DO MAR
popular (Minho)
A AMENDOEIRA
popular (Beira Litoral)
SENHOR PADRE VALENTIM
popular (Ribatejo) - Ary dos Santos
OS BRAVOS
popular (Açores)
VIRA DO VINHO
popular (Ribatejo) - Ary dos Santos

VAREIRA DO MAR
popular (Minho)

Vareira linda vareira
vareira eu vou, eu vou
dá 'qui, dá cá que eu dou vida
matar a quem me matou.

Matar a quem me matou
vareira linda vareira
vareira linda vareira
vareira eu vou, eu vou.

No meio daquele mar
há uma pedra comprida
com um letreiro que diz
quem lá for arrisca a vida.

Quem lá for arrisca a vida
no meio daquele mar
no meio daquele mar
há uma pedra comprida.

Ó amieiro do rio
deixa passar os peixinhos
quem namora às escondidas
quer abraços e beijinhos.

Quer abraços e beijinhos
ó amieiro do rio
ó amieiro do rio
deixa passar os peixinhos.

Sou cantada, sou bailada
sou bem de toda a maneira
vou-me para a minha terra
adeus ó chula vareira.

Adeus ó chula vareira
sou cantada, sou bailada
sou cantada, sou bailada
sou bem de toda a maneira.

FACE B
LABUTA, MEU BEM, LABUTA
popular (Ribatejo) - Ary dos Santos
FARRAPEIRINHA
popular (Beira Litoral)
DANÇA DAÍ
popular (Douro Litoral)
MALHÃO DE ÁGUEDA
popular (Beira Litoral)
PASSARINHO TRIGUEIRO
popular (Ribatejo)
CHULA DE VIANA
popular (Minho)



Muitas destas canções foram passadas nas rádios intensivamente.
Algumas delas integram ainda o repertório que Tonicha tem apresentado com o novo projecto "Tonicha e venham mais cinco... alentejanos".

Deixamos para apreciação estas metáforas bem trabalhadas por Ary dos Santos e muito arrojadas para o antes 25 de Abril:

LABUTA, MEU BEM, LABUTA
popular (Ribatejo) - Ary dos Santos

Labuta, meu bem, labuta
É no mês de Maio que começa a luta
Labuta, meu bem, labuta
É no mês de Maio que começa a luta

Que começa a luta, que rebenta o raio
Vamos colher fruta lá no mês de Maio

Persiste, meu bem, resiste
Lá no mês de Maio não queiras ser triste
Persiste, meu bem, resiste
Lá no mês de Maio não queiras ser triste

Não queiras ser triste, não queiras ser pobre
Lá no mês de Maio não há fruta podre

Trabalha, meu bem, trabalha
É no mês de Maio que a gente lhes malha
Trabalha, meu bem, trabalha
É no mês de Maio que a gente lhes malha

Que a gente lhes malha, que a gente lhes canta
A canção do gaio presa na garganta

Semeia, meu bem, semeia
É no mês de Maio que o fogo se ateia
Semeia, meu bem, semeia
É no mês de Maio que o fogo se ateia

Que o fogo se ateia, que se põe o estrume
Numa terra cheia de trigais de lume
Que o fogo se ateia, que se põe o estrume
Numa terra cheia de trigais de lume.

12 de outubro de 2008

TONICHA NO PAX JULIA

ESPECTÁCULO
TEATRO MUNICIPAL DE BEJA

O convite estava feito por Tonicha e pelos cinco alentejanos: espectáculo no Cine-Teatro PAX JULIA em Beja, às 16h30.



Chegámos um pouco antes da hora marcada para assistirmos à chegada das gentes de Beja, para percebermos o ambiente de festa que antecedeu a abertura das portas. Ponto de encontro para gente que não se via há algum tempo ("Também vem ver a Tonicha? "), beijos e abraços, sorrisos francos, reunidos para uma sentida homenagem à grande cantora da terra.





Sala completamente cheia!
Entram os cinco alentejanos. Tocam a "Laurindinha" para aquecer as vozes. A plateia não se faz rogada e canta bem afinada.
Seguem-se depois os aplausos já a pedir a presença da cantora.

Tonicha entra e recebe a primeira ovação da tarde.
Bem disposta e visivelmente feliz por ser tão bem recebida na sua terra, desfia uma série de canções do cancioneiro tradicional português. Excepção para uma canção de autores: "Ó pastor que choras" do poeta José Gomes Ferreira e música de José Almada, que haveria de ser uma das canções mais aplaudidas do espectáculo e que, por isso, teve direito a ser um dos vários "encore".
Um aplauso especial à banda "Venham mais cinco... alentejanos" que está cada vez melhor e que teve uma excelente prestação.

Os conterrâneos de Tonicha cantaram de viva voz, sorriram, emocionaram-se e aplaudiram de pé a sua estrela maior da canção nacional.
Justa homenagem de Beja à carreira de Tonicha!

Fomos depois aos bastidores na companhia de João Viegas. Demos os parabéns aos músicos e a Tonicha e, num ambiente de boa disposição, conversámos todos com duas jornalistas do Correio da Manhã que vieram fazer a cobertura do espectáculo para a revista de Domingo. Haveremos de dar notícias desta reportagem.



SERPA
SET/2008
A propósito de espectáculo, aproveitamos para mostrar duas fotografias de Tonicha tiradas no dia 12 de Setembro, dia em que "Tonicha e venham mais cinco... alentejanos" se apresentaram em Vale de Poço, Serpa. Ouvimos uma Tonicha bem disposta, que respondeu a alguns pedidos da assistência, feliz por cantar para o povo alentejano.



FOTOS: Venâncio Gomes

10 de outubro de 2008

TONICHA: CANTOS DA VIDA

NOVO DISCO
JÁ À VENDA



Para além dos maiores êxitos, o novo álbum "Cantos da Vida" numa edição Farol para a Colecção Vida, marca o regresso de Tonicha às gravações com 3 temas inéditos:

Menino/Rapaz
(Letra e Música: Jorge Palma)

Fui quem sou
(Letra: José Fanha/Música: Paulo de Carvalho)

Alguém
(Letra: Gonçalves Crespo/Música: José Marinho)
NOTA: Saiba mais sobre este álbum no post de 07/09/2008.

7 de outubro de 2008

TONICHA: CANTIGAS POPULARES

DIRECÇÃO MUSICAL DE JORGE PALMA
LP, ORFEU, SB 1088

Aproveitamos o inédito, "Menino/rapaz", que Jorge Palma compôs para o mais recente álbum de Tonicha, "Cantos da Vida", para relembrarmos uma das anteriores colaborações entre Jorge Palma e Tonicha.



O álbum "Cantigas Populares" (da editora Arnaldo Trindade e Cª / Orfeu) é um dos discos de Tonicha dedicados às cantigas tradicionais portuguesas.
O nosso disco data de 1976, no entanto, um dos três singles extraídos deste álbum (ver post de Junho) tem data de 1975. Ou o álbum teve uma primeira edição em 1975 ou o single tem a data errada.
"Cantigas Populares" tem arranjos e direcção musical de Jorge Palma.
A produção e selecção musical é de João Viegas.

FACE A

Minha mãe, minha mãe (popular)
Entrudo (popular)
Olhos pretos (popular)
Milho verde (popular)
Roseira brava (A.Ferreira Guedes/José Niza)

FACE B

O meu bem (popular)
Samacaio (popular)
Charamba (popular)
Menina Florentina (popular)
Cantigas de Maio (José Afonso)

As canções editadas neste LP são magníficas.
"Minha mãe, minha mãe", do Alentejo, que Tonicha cantou, acompanhada por um coro alentejano, num concerto no Teatro São Luís e transmitido pela RTP, ainda hoje faz parte do alinhamento do seu projecto "Tonicha e venham mais cinco alentejanos".
"Milho verde" já antes gravado por José Afonso faz parte do nosso património cultural. Também o tema "Entrudo", da Beira Baixa, atravessou gerações. "Roseira brava", uma canção muito bem construída, fora também gravada por Adriano Correia de Oliveira.
A viagem deste disco pelo folclore nacional passa também pelos Açores com os temas "Samacaio" e "Charamba".
Finalmente o último tema do disco é uma recriação de Tonicha da famosa canção de José Afonso, "Cantigas de Maio".

1 de outubro de 2008

2008

in Correio da Manhã
30/09/2008





in Jornal da Madeira
30/09/2008


http://www.jornaldamadeira.pt/not2008.php?Seccao=13&id=105815

in Cotonete




http://cotonete.clix.pt/quiosque/noticias/body.aspx?id=40833

in site Festivais RTP da Canção






http://festivais.home.sapo.pt/

in Rádio Voz da Planície


http://www.vozdaplanicie.pt/index.php?q=C/NEWSSHOW/22286

in Região Sul


http://www.regiao-sul.pt/noticia.php?refnoticia=87244

in Blogue Palmaníaco


http://bloguepalmaniaco.blogspot.com/

...a todos o nosso muito obrigado!

28 de setembro de 2008

TONICHA: FESTIVAL DA FIGUEIRA DA FOZ

BOCA DE AMORA
EP, RCA, TP-290

No ano de 1966, Tonicha ganha o Festival da Figueira da Foz. Tinha 20 anos.
A canção "Boca de amora" foi um sucesso e fala de uma princesa que encontrou um grande amor. No ano seguinte, como já aqui referimos no primeiro post deste blogue, Tonicha voltou a ganhar esse Festival com "A tua canção avozinha" (ver início, Junho 2008).

Na contracapa do EP "Boca de amora" os editores da RCA incluíram um curioso texto:

"A pequena Tonicha tem, agora o seu segundo disco, composto de trechos bem ao seu jeito e, talvez, mais ao gosto do público.
Boca de amora, com que a azougada Tonicha venceu o Festival da Figueira da Foz em 1966, é, de facto, uma canção de bela melodia, à qual a artista dá uma interpretação sem igual.
Quanto aos restantes 3 números, por serem de autores, de há muito consagrados, dispensamo-nos de quaisquer comentários.
O público os apreciará, como irá julgar com justiça esta irrequieta e irreverente garota, embora a conheça já dos programas de rádio e TV e ainda dos inúmeros espectáculos em que actua continuamente.
Para acompanhar Tonicha, os arranjos e direcção musical deste disco foram entregues a Jorge Costa Pinto."




LADO 1
BOCA DE AMORA
(José Gouveia)
A VIDA NÃO PÁRA
(Nóbrega e Sousa / António José)

LADO 2
VENTO SUL
(Manuel Paião / Eduardo Damas)
QUERO VIVER
(Manuel Paião / Eduardo Damas)



boca de amora

Era uma vez...
uma princesa tão bonita como a aurora
lábios de mel, boca de amora
eram seus olhos estrelinhas a brilhar
vivia triste pois não tinha a quem amar
mas certo dia seu olhar se iluminou
um grande amor ela encontrou
hoje é feliz e também fez feliz alguém
qualquer história de princesa acaba bem
lá lá lá lá lá lá
lá lá lá lá
a vida com amor é uma canção
o dia tem mais luz e o sol aquece
se o amor floresce no coração

Essa princesa tão bonita como a aurora
lábios de mel, boca de amora
que por amor deixou prender seu coração
é quem vos canta, tão feliz, esta canção!

TONICHA: VOLTA A CANTAR DAMAS PAIÃO

MARUJO DE LISBOA
EP, RCA, TP-343



Este EP, edição RCA, que, pelo número de série, presumimos ser do ano de 1967 marcou o regresso de Tonicha às canções de Eduardo Damas e Manuel Paião.
O disco chama-se "Tonicha volta a cantar Damas/Paião" e é composto pelos seguintes temas, todos da autoria daqueles autores:

LADO 1
MARUJO DE LISBOA
O TEMPO DIRÁ

LADO 2
SE TENS NO PEITO UM CORAÇÃO
QUANTO MAIS LONGE MELHOR


EP gentilmente cedido por João Maria Viegas.

TONICHA: FESTIVAL RTP DA CANÇÃO 1968

FUI TER COM A MADRUGADA
EP, RCA, TP-373

Parabéns RTP Memória!
Ontem tivemos o prazer de rever a nossa cantora preferida no Festival RTP da Canção 1978, que a RTP Memória transmitiu. Nesse ano, a RTP convidou apenas 3 cantores: José Cid, os Gemini e a nossa Tonicha. Cada um cantou 4 canções. Claro que, para nós, uma das melhores canções foi interpretada por Tonicha: "Canção da Amizade", letra de Joaquim Pessoa e música de Carlos Mendes.



FESTIVAL RTP DA CANÇÃO (1968)

A propósito de festivais, lembrámo-nos de apresentar hoje, na íntegra, os dois discos que incluem as canções que Tonicha cantou em 1968.
Este disco contém a canção que quase ganhou o Festival: "Fui ter com a madrugada".
O disco é uma edição RCA. Obteve apenas menos dois pontos que o "Verão" de Carlos Mendes que ganhou nesse ano. Curiosamente, o primeiro episódio da excelente série da RTP "Conta-me como foi" gira à volta deste festival, com umas personagens a torcerem por Carlos Mendes e outras por Tonicha.

LADO 1
FUI TER COM A MADRUGADA
(Pedro Jordão / Rui Malhoa)
AQUELE ENTARDECER
(Pedro Jordão / António José)

LADO 2
NÃO DÊS ATENÇÃO
(Pedro Jordão / António José)
ALGUÉM PARA AMAR
(Eduardo Garcia / Rocha Oliveira)



FUI TER COM A MADRUGADA
(Pedro Jordão / Rui Malhoa)

Fui ter com a madrugada
Ainda deitada
Vim a abraçar o sol
Aves poisam no silvado
Num canto trinado
Chegou mui perto do sol
Ai se os homens todos soubessem
Ir como eu ver nascer a luz
Não fariam noites mais negras,
Negras de noite breu. (1x)



A outra canção que Tonicha apresentou em 1968 foi "Calendário".
Este tema foi gravado num EP, cujo exemplar aqui apresentado foi-nos oferecido por João Maria Viegas, para a então RCA e inclui os temas:

LADO 1
CALENDÁRIO
(Pedro Jordão / António José)
FOI EM NOVEMBRO
(Mariana Filomena / António José)

LADO 2
ZÉ NINGUÉM
(José Mesquita / Francisco Nicholson)
A CANÇÃO DO NOSSO ENCONTRO
(Rocha Oliveira)



CALENDÁRIO
(Pedro Jordão / António José)

Cada dia que se acaba
Vou riscando com uma cruz
Passam anos vai-se a vida
Que já nada traduz
Hoje outra folha
Tirei ao meu calendário
Passou mais um mês
Não adianta contar
São mais trinta dias
Sem ti outra vez
Longa espera, meu cabelo
Acabou já por embranquecer
Falta muito ou falta pouco
P´ra te voltar a ver
São doze folhas cruéis
Que o meu desespero
Há-de sempre atirar
Para o cesto dos papéis
E no fim de tudo nada vai mudar
Passam invernos e primaveras
E o calendário é igual
Por meu mal sempre igual
Por essa razão já pensei que talvez
Seja melhor arrancar
As folhas que falta
Todas de uma vez.