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14 de junho de 2008

TONICHA: FESTIVAL RTP DA CANÇÃO 1973

A RAPARIGA E O POETA
EP, ORFEU, ATEP 6467

A terceira passagem de Tonicha pelo FESTIVAL RTP DA CANÇÃO aconteceu no ano de 1973.
O tema que a cantora defendeu foi "A Rapariga e o Poeta" que, apesar de ser uma canção com um bom texto e uma música forte, acabou por ficar-se pelo penúltimo lugar. Esse foi um Festival muito disputado e que teve como grande favorito Fernando Tordo (que defendeu a canção "Tourada" escrita por Ary).


1973, FESTIVAL RTP DA CANÇÃO, Lisboa


A canção é da autoria de José Niza e José Calvário. Foi editado em disco num EP da editora Orfeu chamado precisamente "A rapariga e o poeta". Na capa apresenta-nos uma bela fotografia de Tonicha da autoria do fotógrafo Álvaro João (que viria a ser responsável por muitas das fotografias dos discos da cantora).

O tema foi reeditado pela Movieplay em 1994 na colecção "O MELHOR DOS MELHORES", como parte integrante de alguns dos temas mais emblemáticos de Tonicha, que também inclui uma das canções da face B do EP de 1973, "Rosa, Rosae" com letra do poeta Ary dos Santos.
"A rapariga e o poeta" faz também parte do alinhamento do CD lançado pela Movieplay no ano 2000 "CLÁSSICOS DA RENASCENÇA", no número 82 (dedicado a Tonicha).
O excelente "Com um cravo na boca", com uma letra pujante de Ary dos Santos e uma música muitíssimo bem conseguida de Jorge Palma (a emprestar a sonoridade "épica" que os versos de Ary sugerem) e "Contraluz" foram incluídos na "ANTOLOGIA 1971-1977" que a Movieplay (detentora dos direitos das canções) lançou em 2004.



FACE A:
A RAPARIGA E O POETA
(Letra: José Niza/Música: José Calvário)
COM UM CRAVO NA BOCA
(Letra: Ary dos Santos/Música: Jorge Palma)

FACE B:
CONTRALUZ
(Letra: José Niza/Música: José Calvário)
ROSA, ROSAE
(Letra: Ary dos Santos/Música: João Henrique).



A RAPARIGA E O POETA
(José Niza/José Calvário)

Poeta amigo
Parto contigo
Nosso degredo
Fica em segredo.
Adeus ao mundo!...
Venham cantores
Descobrir a ilha dos amores!
Sofreste o livro
De um povo ao vivo!
Viveste à sorte
Sorriste à morte!
Brigaste vidas
Calaste dores
Mas nunca temeste adamastores!
História ao contar,
Mundo a correr;
Mulheres a amar,
A esquecer, a encontrar,
A perder, a inventar!
Fúrias de mar,
Gestos de amor;
Beber, lutar,
Com quem for;
Naufragar, renascer
E a cantar!
Sofreste o livro
De um povo ao vivo!
Viveste à sorte
Sorriste à morte!
Brigaste vidas,
Calaste dores,
Mas nunca temeste adamastores!

Oiça a canção "A rapariga e o poeta" no YouTube:
http://br.youtube.com/watch?v=eSLTZ6ngRyA

No ano de 1973 o vencedor do FESTIVAL RTP DA CANÇÃO foi Fernando Tordo, com o tema "Tourada".

TONICHA NO FESTIVAL DA OTI

GLÓRIA, GLÓRIA, ALELUIA
SINGLE, ORFEU, SAT 845

No ano de 1972, Tonicha consegue o 5º lugar no 1º FESTIVAL DA OTI em Espanha com "Glória, Glória Aleluia" de José Cid, numa inspirada orquestração de Augusto Algueró.
O lado B do single contém o tema "Lisboa perto e longe" também de José Cid, com orquestração de José Calvário. A fotografia da capa deste single é de Álvaro João.
A canção "Glória, Glória, Aleluia" voltou a ser reeditada em CD: na compilação da Movieplay "O MELHOR DOS MELHORES" em 1994, na edição Movieplay para a Rádio Renascença "CLÁSSICOS DA RENASCENÇA" (nº 82) de 2000, e na "ANTOLOGIA 1971-1977" que foi para o mercado em 2004, pela mesma editora.



FOTO DE CAPA: Álvaro João

GLÓRIA, GLÓRIA, ALELUIA
(Letra e Música: José Cid/Orquestração: Augusto Algueró)

Glória, glória, aleluia
um mundo de amor
um mundo melhor. (2x)
Já é tempo
de construir
um mundo melhor
onde haja amor, e paz.
Já é tempo
de descobrir
o que foi mentira
e esquecer o ódio, também.
Pois só assim, acredita
tens uma canção
para teu cantar.
Pois só assim, meu amigo
te sentirás livre
livre p'ra poder voar.
Glória, glória, aleluia
um mundo de amor
um mundo melhor. (2x)
Já é tempo
de começar
ambos a caminhar
pelo mundo fora, cantando.
Pois só assim, acredita
tens uma canção
para teu cantar.
Pois só assim, meu amigo
te sentirás livre
livre p'ra poder voar.

Foi assim que Tonicha se apresentou em Madrid...









Veja o vídeo da prestação no FESTIVAL DA OTI no YouTube:
http://br.youtube.com/watch?v=aboUqD19vq0



LISBOA PERTO E LONGE
(Letra e Música: José Cid/Orquestração: José Calvário)

Lisboa tem um Tejo de ilusões
Tem casas de penhor e multidões
Nas feiras, romarias, procissões
De rastos lentamente atrás das rosas
Gritando multidões silenciosas.

Lisboa é espelho de Lisboa
Lisboa são seis letras proibidas
Um fado, uma guitarra, uma cantiga
Um grito, um pregão, sete colinas
É virgem há mil anos e menina.

Lisboa tem o sol mistificado
Nas praças, nas vielas, avenidas
Onde há sangue, onde há vidas
Tem santos muito antigos milagreiros
E o povo em promessa de joelhos.

Lisboa tem os santos populares
Tem cravos de papel e manjericos
Carroças, autocarros e jericos
Lisboa mais ou menos, menos mais
Museus, casas de passe, catedrais.

Lisboa é alegre labirinto
Lisboa é Benfica, marinheiro
Sporting e manhã de nevoeiro
Uma gaivota podre milenar
O Tejo que protesta contra o mar.

Lisboa tem um Tejo de ilusões
Tem casas de penhor e multidões
Nas feiras, romarias, procissões
Avançam lentamente atrás das rosas
Gritando multidões silenciosas.

Reparem no pregão desta varina
No fado em dó menor mas incompleto
Na ponte, no Castelo, no deserto
Neste tremor de terra, cataclismo
Quiçá maremoto de autoclismo.



Nesse ano de 1972 foi ainda uma das presenças na 14ª edição da TAÇA DA EUROPA DE CANTARES de Knokke conjuntamente com Paulo de Carvalho e Teresa Silva Carvalho. Thilo Krassman foi o director musical.