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11 de janeiro de 2011

TONICHA POR CARLOS CASTRO

Tonicha apresentou-se impecável perante um público que soube patentear o gosto pela música desta terra, que se rendeu completamente ao profissionalismo, ao talento, e a uma segurança desta "menina-mulher" do nosso parco meio artístico.
Tonicha e o seu último trabalho discográfico ELA POR ELA estiveram no Maria Matos. Canções belíssimas na música e na palavra, canções que vão ser cantadas por aí. Carlos Mendes e Joaquim Pessoa ao escreverem "Rosalinda" criaram uma das mais belas composições de sempre. E a artista cantou, saciando a "sede" que tínhamos de escutar melodias muito nossas. E como ela soube cantar! Uma Tonicha adulta, no máximo da sua carreira. Foi lindo a participação do RANCHO TÁ MAR DA NAZARÉ, e do GRUPO CANCIONEIRO DE ÁGUEDA, que evoluiram pelo palco com danças e cantares, numa beleza de movimento e cor.
PEDRO OSÓRIO dirigiu a última parte do show com mestria. Nota alta pela sua participação. VICTOR MANUEL deu planos magníficos da sequência deste programa, mostrando mais uma vez como se empenha em transmitir a sua sensibilidade para o écran.
"A CANÇÃO DA ALEGRIA" (Tózé Brito musicou e Joaquim Pessoa escreveu) foi uma festa comungada por todos os presentes.
E em festa acabou. Festa que foi uma noite bem portuguesa!

Carlos Castro in "Nova Gente" nº 219 de 26/11 a 2/12 de 1980, p. 13

17 de dezembro de 2010

TONICHA NA REVISTA SÁBADO

Entrevista de Tonicha à Revista Sábado.


Veja a entrevista na edição online da Sábado, aqui.

25 de novembro de 2010

TONICHA ESTREIA-SE HOJE NO TRINDADE


FOTO: Bruno Colaço

‘Vozes de Trabalho’ é o título do espectáculo escrito e encenado por Tiago Torres da Silva e que assinala a estreia como actriz, esta noite, no Teatro da Trindade, às 21h00, da popular Tonicha, que o grande público conhece como cantora.

Ao lado de Carlos Mendes, Cecília Guimarães, Lourdes Norberto, Filipa Pais e Joana Negrão, num musical que retrata um País que quase já não existe (onde se acredita em lendas e o terço é companheiro de todas as horas), Tonicha é ‘tia Ana’, guardiã da memória colectiva e que conhece o valor da música – sobretudo como forma de aliviar as dores do trabalho. Recorrendo a canções do repertório popular e a inéditos (de Tiago Torres da Silva e Vasco Ribeiro Casais), a peça é para ver até 12 de Dezembro.

in edição online Correio da Manhã.


in Correio da Manhã, 25-11-2010, p. 43

19 de novembro de 2010

TONICHA: REGRESSO COM VOZES DE TRABALHO

Por Carlos Castro
in TVGuia nº 1660 de 17 a 23 Novembro de 2010

8 de novembro de 2010

TONICHA: SEMPRE CANTEI PARA O POVO

Cantora estreia-se no teatro pela mão de Tiago Torres da Silva.


Foto: Tiago Sousa Dias

É conhecida como cantora, mas agora vai estrear-se no teatro. Ainda a recuperar de graves problemas de saúde, a popular Tonicha vai ser uma das protagonistas de ‘Vozes de Trabalho’, espectáculo que tem estreia prevista para 25 de Novembro, na Sala Principal do Teatro da Trindade. Ao seu lado, estarão Lourdes Norberto, Carlos Mendes e Filipa Pais, entre outros.

Por: Ana Maria Pais, in Correio da Manhã, 8 Nov.2010



CM - Ficou surpreendida com o convite do Tiago Torres da Silva?

Tonicha - Sim. A primeira vez que ele me falou disto eu estava de cadeira de rodas e disse-lhe que ia pensar. Estive afastada da vida artística durante ano e meio e nesse tempo aconteceram imensas coisas... Coisas desagradáveis. A certa altura já nem tinha vontade de nada. Mais tarde, o Tiago fez-me o convite formal e apesar de não estar em condições de aceitar, aceitei. Achei que podia ser terapêutico. E tem sido.

- É a sua estreia como actriz de teatro. Isso não a assusta?
- Admito que é uma grande aventura, mas estou a fazer tudo para que me sair bem dela. Para já porque não quero desiludir o Tiago, a quem conheço desde miúdo, quando ia visitar a avó, que era minha vizinha em Cascais. Depois, porque o ambiente é tão interessante e os colegas são tão talentosos, que não quero ficar mal na fotografia.

- A peça fala da vida do povo trabalhador e das canções a que recorre como forma de tornar a sua vida mais agradável...
- Sim, é uma realidade que me é muito familiar. Eu conheço o povo. Sempre cantei para o povo, fiz muito trabalho de estrada, festas, arraiais, romarias - estive lá sempre e portanto conheço bem esta realidade. Isso facilitou o processo, sem dúvida.

- O facto de ser um musical também deve ter ajudado...
- Sim, é uma produção muito interessante, que liga a arte de representar e a de cantar. Nunca me tinha acontecido nada de parecido. Aqui todos cantam e todos representam. Claro que nem todos têm solos, mas há canções colectivas em que todos participam. Para mim, o pior é decorar o texto. Tem de ser devagar... (risos) Mas quando estrear vai tudo estar certinho.

- A nível de representação, chegou a fazer cinema...
- Fiz um filme, mas muito novinha. Tinha 16 anos. Era inconsciente. Mas foi um convite irrecusável: em início de carreira, convidarem-me para fazer um filme ao lado do António Silva! Fiquei encantada. Claro que não podia recusar.

- Fale-nos da sua personagem no espectáculo.
- A minha personagem é a ‘Ti Ana', uma velhinha que todos julgam já ter desaparecido, mas que, afinal, está mesmo viva! E rija. A peça é muito divertida, tem momentos ternurentos, outros tristes - afinal estamos a falar de coisas que acontecem às pessoas que trabalham no campo. Mas depois tem a alegria da música, acho que é um espectáculo completo.

- O público, que nunca lhe falhou, também não é desta que vai falhar...
- Espero que não. Mas é verdade. Tenho essa noção: o público das cantigas nunca me abandonou, e acho que virá com certeza ao espectáculo. O público de teatro, esse, não sei. Mas acho que sim. Nem que seja por curiosidade.

- Pondera a possibilidade de voltar ao teatro?
- Se a peça tiver êxito... Enfim, não sou uma actriz mas acho que tenho um certo jeitinho.

- O Ruy de Carvalho diz que um artista nunca se reforma.
- Depende. Para um cantor, isso não será tão verdade. A voz muda, os tons agudos têm de vir para baixo. Mas acho que um actor pode continuar a sua carreira sempre. Até os problemas de memória podem ser obviados actualmente. Mas eu ainda não tenho problemas com a voz. Os meus problemas são todos de saúde. Mas vou ultrapassá-los. Ainda não estou bem, mas hei-de estar.

9 de outubro de 2010

MENINA

CONSCIENTE DAS RESPONSABILIDADES
DE UM FESTIVAL


Continuamos a nossa viagem pelo ano de 1971, a descortinar o que a imprensa da época relatou sobre a passagem de Tonicha pelo Festival RTP da Canção.
A Plateia, uma das mais conhecidas revistas dedicadas ao mundo do espectáculo nos anos 60 e 70, dedicou na sua edição de 2 de Fevereiro um artigo com uma entrevista da cantora.


in Revista Plateia nº 522, 2 de Fevereiro de 1971, p.50

«Durante os sete anos que dura já a sua carreira, Tonicha soube marcar uma posição bem firme no mundo da música portuguesa e tornar-se querida e apreciada pelo público, a ponto de ter sido, no passado ano de 1970, a artista portuguesa que mais discos vendeu. É portanto com uma expectativa aguçada pela audição de "Mulher", de José Carlos Ary dos Santos e Nuno Nazareth Fernandes, que se aguarda a canção, dos mesmos autores, que Tonicha cantará no Festival: "Menina".
Tonicha participara no Festival de 68 com duas canções: "Fui ter com a madrugada" e "Calendário", ficando em 2º lugar. Depois, não mais acedera a defender uma canção, apesar de todos os anos lhe serem propostas várias com vista ao Festival. Mas quando este ano a RTP decidiu novamente mandar um vencedor ao Festival da Eurovisão, depois de terem sido introduzidas no sistema de votação antigo (que, afinal, é idêntico ao que a própria RTP, que protestou, continua a adoptar) diversas e importantes modificações, Tonicha decidiu-se.
Com uma carreira europeia já muito bem iniciada (ainda em Dezembro esteve em Dusseldorfe, Bruxelas e Luxemburgo e prepara-se já para ir a Split, na Jugoslávia e Bucareste, na Roménia) a ida como representante de Portugal ao Euro-Festival seria o passo decisivo para a internacionalização.
- O Ary e o Nuno fizeram a canção para mim e eu... apaixonei-me por ela. Numa entrevista recentemente publicada puseram na minha boca palavras que, de modo algum, exprimem a minha opinião em relação a "Menina": "A música é lírica, é simples como um poema". Considero, isso sim, o poema de extremo lirismo e de uma pureza e simplicidade bem portuguesas. O próprio Ary dos Santos o classifica como um dos melhores, se não o melhor que escreveu para ser cantado, pensando mesmo inclui-lo no seu próximo livro. Quanto à música, é suave e muito bem adaptada às palavras. Nunca também, como se refere na mesma entrevista, fiz distinções entre canções "lentas" ou "pop", pois uma canção lenta pode perfeitamente ser "pop".



Muito se tem falado e discutido o caso de Tonicha ter chamado o maestro espanhol Algueró para orquestrar "Menina". Diz ela:
- Se todos os anos em que temos participado no Festival da Eurovisão se proclama que o que nos prejudica é a orquestração antiquada e infeliz das nossas canções, não creio que exista nada que me possa impedir de recorrer a um orquestrador com méritos provados e cujos serviços a Espanha não reclamou este ano. Para o próprio "Vivo cantando", que Algueró acabou por orquestrar o ano passado, a muito poucos dias do festival, tinham sido pedidas orquestrações primeiro a um inglês e depois a um francês e só não foi uma dessas a escolhida por não terem agradado.
Algueró, grande senhor do mundo da canção, só aceitou fazer a orquestração depois de ouvir a canção cantada por mim. Para isso me desloquei a Madrid com o Nuno Nazareth Fernandes... e Algueró aceitou!
Quando os nossos maestros aprenderem a actualizar-se e a ir ao encontro das ideias e dos gostos dos novos, em vez de apenas os criticarem, então talvez tenham o direito de falar por eu ou qualquer outro artista recorrermos a orquestradores estrangeiros. Por agora, infelizmente, não.



Embora internacionalmente e mesmo em Portugal, Tonicha seja mais conhecida cantando folclore, é como cançonetista romântica que no próximo dia 11 ela incarnará, para milhares de portugueses, essa "Menina" talvez tão loira como ela. Para ganhar? Quem pode sabê-lo antes do dia 11? Fazendo tudo para isso, sem necessidade de recorrer a propagandas pagas? Isso, sem dúvida nenhuma, mas com plena consciência da responsabilidade que lhe pesa sobre os ombros. Convidada a comparecer no "Curto-Circuito" a realizar no dia 30 de Janeiro, Tonicha recusou por não achar que dispunha de tempo para preparar convenientemente a sua apresentação.
Boa sorte rumo à Europa, "Menina" de narizinho arrebitado e cabelos de sol.»
in Revista Plateia nº 522, 2 de Fevereiro de 1971, p.50

13 de setembro de 2010

TONICHA

A VINGADORA

No passado sábado, dia 28 de Agosto de 2010, a revista Única do semanário Expresso dedicou o tema de capa ao "Ego".
A Única lançou o repto aos humoristas Fernando Alvim e Pedro Santo de atribuirem alter egos a várias figuras públicas, tarefa que foi brilhantemente ilustrada pelas caricaturas criadas pelo conhecido ilustrador Júlio Vanzeler. De José Mourinho a Carlos Queiroz, passando por Rosa Mota, também Tonicha teve direito ao seu alter ego, a que os humoristas chamaram de "Tonicha, a Vingadora".


Ilustração: Júlio Vanzeler, in Revista Única, Expresso #1974, 28 de Agosto de 2010.

O texto que acompanha a ilustração, reza assim:

Uma das embaixadoras da música ligeira nacional, Tonicha tem, na figura do seu alter ego, uma faceta menos popular. Reza a lenda que a icónica intérprete terá, aquando duma ida à Rádio Renascença, acabado por ver a sua viatura trancada pela de António Sala, que, quando chegou, se limitou a levantar a mão, o que, aos olhos de Tonicha, seria manifestamente parco para as cerca de duas horas e quinze de espera e de apito para o boneco. Desde então, Tonicha tem procurado uma pequena vingança e, ao que parece, na última década, tem enviado mensagens de correio electrónico a António Sala a dizer que o hotmail vai acabar, tentando que este caia na esparrela e, após seguir uma hiperligação maliciosa, entupa o computador de spyware. Isto, na verdade, torna apenas o computador mais lento, que o alter ego de Tonicha, sendo vingativo, não chega a ser maldoso.


Para saber mais sobre o trabalho fantástico do ilustrador Júlio Vanzeler, clique aqui.

9 de setembro de 2010

FESTIVAL RTP DA CANÇÃO

1971 OS TRÊS VENCEDORES

A vitória de Tonicha no Festival RTP da Canção de 1971 foi amplamente noticiada na imprensa da época. A extinta revista de espectáculos "Plateia", da Agência Portuguesa de Revistas, foi um dos títulos que lhe deu destaque. Na página que hoje partilhamos, a revista apresenta, em jeito de pódio, as três canções mais votadas, ilustrada com as respectivas letras e fotos dos intérpretes.


in Revista Plateia nº 526, 2 de Março de 1971, p.23

1 de setembro de 2010

TONICHA VENCE COM "MENINA"

A ENTREGA DO TROFÉU


in Revista Plateia, 1971

31 de agosto de 2010

MENINA DO ALTO DA SERRA

8º FESTIVAL RTP DA CANÇÃO



No ano de 1971 a RTP transmitia o oitavo Festival da Canção, a partir do Teatro Tivoli em Lisboa. Nesse festival, de que muito se escreveu na imprensa da época, participava pela segunda vez Tonicha, a jovem cantora alentejana, com o inesquecível tema da dupla Ary/Nazareth Fernandes, "Menina do Alto da Serra".




A sua actuação conseguiu-lhe a vitória e o passaporte para representar Portugal no Festival da Eurovisão, que decorreria na cidade de Dublin.
Na imagem, Tonicha recebe o 1º prémio.


Agradecimento: Site "Festivais RTP"

Também a imprensa da época deu destaque ao evento, assinalando a vitória de Tonicha no Festival. A extinta publicação "Flama" publicou uma reportagem a propósito da partida da cantora para Dublin, para onde também seguiram os enviados da revista que fariam a cobertura da Eurovisão.


in Revista Flama, 2 de Abril de 1971
FOTO: A. Xavier

5 de junho de 2010

FESTIVAL DA EUROVISÃO 1971

DUBLIN
OS BASTIDORES




Concluimos a viagem por Dublin, apresentando estas imagens captadas imediatamente antes de Tonicha entrar no palco da Eurovisão.
Estávamos no sábado 3 de Abril de 1971, no Gaiety Theatre da capital irlandesa. A Irlanda organizava pela primeira vez o Eurofestival. Portugal regressava aos palcos da Eurovisão (bem como a Finlândia, a Noruega e a Suécia) depois de um ano de ausência, contribuindo assim para que o número de países concorrentes voltasse a ser 18.





Depois, foi o que já se conhece...



Numa classificação em que não foi atribuído o 7º lugar, em virtude de ter havido dois países em 6º lugar (a Suécia e a Holanda com 85 pontos), Tonicha conseguiu classificar-se em 9º lugar com 83 pontos. Saiba mais aqui.

À chegada ao aeroporto da Portela, a recepção à cantora foi esta:



MENINA
FEITA SENHORA DA CANÇÃO EUROPEIA


Regressou a Tonicha!
Regressou a Tonicha, de braço dado com a "Menina" que em Dublin conquistou para Portugal a melhor classificação de sempre em festivais da Eurovisão.


Foi com estas palavras que abria o artigo da extinta revista Plateia que noticiava a chegada de Tonicha ao aeroporto da Portela, vinda de Dublin.


in Revista Plateia nº 523, 13 de Abril de 1971, p.47

31 de julho de 2009

AS DUAS FACES DE TONICHA

A COBERTURA DA IMPRENSA

A imprensa portuguesa dos anos 70, sempre muito atenta à vida artística dos seus cantores, deu conta do lançamento do álbum "AS DUAS FACES DE TONICHA".
O extinto Diário de Lisboa relatava a saída para o mercado do último trabalho de Tonicha, numa notícia publicada a 12 de Dezembro de 1974.
Pela data da publicação desta notícia poder-se-á depreender que, já nos anos 70, havia a preocupação das editoras em prepararem os álbuns para lançamento na altura do Natal, de modo a fomentar as vendas.


in Diário de Lisboa, 12 de Dezembro de 1974

14 de abril de 2009

TONICHA: RIBEIRA CHEIA

VIDA MILITAR
EP, DISCÓFILO, 3004/E



As várias mudanças de editoras que Tonicha teve ao longo da sua carreira deram origem a várias reedições do mesmo material discográfico, um sinal do potencial de venda das canções celebrizadas pela cantora.
Os EP que hoje começamos a divulgar são as gravações originais de um álbum que, ainda no mesmo ano de 1975, viria a ser reeditado pela Orfeu quando Tonicha se transferiu para a etiqueta de Arnaldo Trindade. Falamos do álbum "CANTIGAS DO MEU PAÍS".

Este EP, de um conjunto de três, foi gravado e lançado no mercado pela primeira vez pela extinta DISCÓFILO, editora que foi propriedade de Tonicha, João Viegas e Ary dos Santos.
As edições dos EPs lançados pela Discófilo apresentam um alinhamento de temas diferente daquele que viria a constar nos vinis da Orfeu.
Este primeiro disco, "Ribeira cheia", reúne os temas:

LADO A
RIBEIRA CHEIA
(Popular)
BARQUINHA FEITICEIRA
(Popular)

LADO B
VIDA MILITAR
(Popular)
CANTIGA DO REI
(Popular)



A propósito da criação da editora DISCÓFILO, a imprensa da época noticiou o acontecimento.
A primeira notícia que conseguimos encontrar data de 04 de Março de 1975, um apontamento que consta da revista de espectáculos PLATEIA.


in PLATEIA nº 735, 04/03/1975

Dois meses mais tarde, a mesma publicação volta a dar destaque à editora propriedade da nossa Tonicha, do marido João Viegas e do poeta Ary dos Santos.


in PLATEIA nº 744, 06/05/1975

5 de abril de 2009

ESPAÇO PÚBLICO



A propósito do último álbum de Tonicha, "CANTOS DA VIDA" (Farol, 2008), que já aqui anunciámos (ver o post de 7 de Setembro de 2008), foi publicado o seguinte comentário no "ESPAÇO PÚBLICO" do suplemento Ípsilon do jornal Público de 3 de Abril:

30 de março de 2009

TONICHA: CANTIGAS DO MEU PAÍS

FOLCLORE
LP, ORFEU, SB 1121



No ano de 1975 os portugueses viram chegar ao mercado um novo LP de Tonicha com a chancela da ORFEU, numa extraordinária recolha de temas do Cancioneiro Popular Português a que deram o nome de "CANTIGAS DO MEU PAÍS".
Tratava-se na verdade de uma reedição, já que este álbum (e os respectivos EPs que foram retirados do mesmo para lançamento) haviam já sido previamente editados nesse ano pela DISCÓFILO, quando a cantora ainda assinava por essa etiqueta.

Os temas de "CANTIGAS DO MEU PAÍS", pesquisados e seleccionados por João Viegas (esposo de Tonicha e desde sempre o grande orientador da sua carreira), etnólogo por paixão, ao longo dos anos seleccionou os temas do Cancioneiro Popular Português que melhor se adequassem à voz clara e ampla de Tonicha.
"CANTIGAS DO MEU PAíS" ficou marcado pela primeira colaboração de Tonicha com um então jovem músico "desconhecido" mas que, já na altura, evidenciava um enorme talento musical e de seu nome JORGE PALMA.
Neste LP, editado pela etiqueta portuense ORFEU, para além de assinar a Supervisão e as misturas do LP, Jorge Palma surge nas gravações a tocar piano e xilofone.



Outra característica merecedora de destaque nas "CANTIGAS DO MEU PAÍS" foi contar com a extraordinária colaboração, no acompanhamento, do CONJUNTO DE GUITARRAS DE ANTÓNIO CHAINHO, também por essa razão considerado um dos álbuns mais emblemáticos de Tonicha.
Esta participação imprimiu aos temas um som distintivo, extremamaente marcante, capaz de elevar os temas do folclore a um nível de erudição talvez nunca antes tão bem conseguido, amplificando e fazendo sobressair a beleza natural da voz de Tonicha que na altura contava apenas 29 anos. Deste conjunto faziam parte:

ANTÓNIO CHAINHO
NOBRE COSTA
J. M. NÓBREGA
RAÚL SILVA

O alinhamento do álbum, de 12 faixas e do qual haveriam de ser retirados 3 EPs para lançamento, era composto pelos temas:

FACE A

FADINHO DO POBRE
(Popular)
BARQUINHA FEITICEIRA
(Popular)
CANTIGA DO REI
(Popular)
COMPADRE PARTIDÁRIO
(Ary dos Santos - Popular)
VIDA MILITAR
(Popular)
BARQUEIROS DO POVO
(Ary dos Santos - Popular)

FACE B

SERRANA POVO
(Ary dos Santos - Popular)
RIBEIRA CHEIA
(Popular)
MALHÃO DE CINFÃES
(Popular)
DOBADOIRA
(Popular)
A MODA DA SAIA CURTA
(Ary dos Santos - Popular)
ISTO AGORA OU VAI OU RACHA
(Ary dos Santos - Popular)

Para além de temas do Cancioneiro Popular Português, este LP contou com uma já longa parceria com o poeta José Carlos Ary dos Santos que criou as letras para alguns dos temas populares: tratam-se precisamente das canções com os títulos mais "politizados" do álbum. Se não, atente-se nos títulos das canções: "Compadre Partidário", "Barqueiros do Povo", "Serrana Povo" e "Isto agora ou vai ou racha"...
Nos dias de hoje nada haveria de extraordinário nesta junção, mas nesses idos anos da década de 70, tinha ocorrido o famoso Verão quente de 1975 e o autor destas letras foi o não menos famoso e à sua maneira polémico poeta mas, infelizmente, já falecido José Carlos Ary dos Santos.



O "Fadinho do Pobre" (que ainda hoje faz parte do repertório dos espectáculos da cantora) e "Malhão de Cinfães" são as únicas canções deste álbum que, infelizmente, voltaram a ter a sua reedição em CD, pelas mãos da editora Movieplay (detentora de grande parte do melhor e mais significativo repertório de Tonicha relativo à década de 70) que os incluiu na colectânea de 2004 "ANTOLOGIA 1971-1977".

A nós cabe-nos apenas deixar a pergunta:

"Para quando a reedição em CD dos temas que fazem parte deste e de outros álbuns de Tonicha que o povo português (a não ser que ainda tenha um velho gira-discos e as gravações dos tempos do vinil pode ter o prazer de os ouvir) tem sido privado ao longo destes anos?"

Ouvintes e compradores com certeza não faltam, isto a julgar pelo feedback que temos tido neste espaço de homenagem à carreira da cantora (de pessoas das mais variadas idades e proveniências que sucessivamente nos perguntam onde e como podem adquirir esses álbuns) e à afluência de público aos seus últimos espectáculos... Já aqui demos conta de alguns desses momentos!

Deste belíssimo "CANTIGAS DO MEU PAÍS", e dos EPs que se lhe seguiram, merecem ainda o nosso destaque e admiração todos aqueles que colaboraram para tornar possível este trabalho:

Álvaro João
(Fotografias)
Júlio Gomes
(Fotografias)

PLATEIA nº758, de 12 de Agosto de 1975



Numa edição da revista PLATEIA do ano do lançamento deste álbum, encontrámos esta fotografia, a propósito da edição de um disco de Paulo de Carvalho para a etiqueta Orfeu de Arnaldo Trindade.
Na fotografia, vislumbramos a nossa Tonicha atrás do Paulo, curiosamente com o belo vestido que usou para a série de fotografias do álbum e respectivos Eps de "CANTIGAS DO MEU PAÍS". Cremos que esta fotografia foi tirada durante uma festa de promoção dos artistas que gravavam para esta editora nortenha.

10 de fevereiro de 2009

TONICHA: A VOZ CONTINUA...

A memória é um processo em construção.
Vive em tudo aquilo o que já se escreveu, ressurge sempre que passa de boca em boca, (sobre)vive quando habita os imaginários.
A memória aconteceu ontem. A memória é hoje e agora neste momento em que se escreve. Há-de ser também amanhã com as palavras que se vierem a escrever.
A memória escreve-se e reescreve-se, acrescenta-se e cresce com cada nova descoberta.
A memória alimenta-se de cada vez que se lembram poetas: Ary, Joaquim Pessoa, José Gomes Ferreira, António Botto ou José Fanha. Sempre que se trauteia uma moda, sempre que um malmequer é desfolhado ou há um pastor que chora.
E por vezes, com as mesmas letras, com as palavras desses poetas, com os mesmos trauteios, com toda a matéria com que se tecem as memórias, criam-se mitos. E, não raras vezes, com essa mesma matéria viva se desfazem outros. E assim a memória renasce, rejuvenesce e continua.
Porque a voz, essa, também continua!
(Venâncio Gomes)


in Boletim Informativo do Município de Beja, Abril 2007

9 de fevereiro de 2009

08 FEVEREIRO 2009

JORNAL 24 HORAS

Na revista de domingo do Jornal 24 Horas, na coluna "Eu conto como foi" assinada semanalmente pelo jornalista Carlos Castro, foi publicada uma reportagem com o título "TONICHA - A menina do alto da serra".
Escreve Carlos Castro:

"Fica como a legenda de uma parte maior da boa música portuguesa. Entre os primeiros, ela soube sempre escolher a qualidade. Dos grandes compositores e dos inesquecíveis poetas. Um percurso iluminado. Tantas vezes festivo. A cantora pop da música ligeira dá um contributo valioso ao folclore português e no que há do seu melhor tesouro (...)".

Segue a reportagem completa com as imagens que dizem tudo...


in revista de domingo do Jornal 24 Horas
Edição nº 3911, de 08/02/2009



in revista de domingo do Jornal 24 Horas
Edição nº 3911, de 08/02/2009

5 de fevereiro de 2009

PRÓXIMO DOMINGO

JORNAL 24 HORAS

Não perca na edição do Jornal 24 Horas do próximo domingo, dia 8 de Fevereiro de 2009, um artigo sobre a cantora Tonicha.
Um retrato-perfil da cantora pelas palavras do jornalista Carlos Castro que, segundo diz: "Faz semana a semana este retrato de GENTE grande dum país que se chamava Portugal. Porque tenho memória".


Festival RTP da Canção 1978, in RTP Memória

Já na edição Nº 3022 de 16 de Dezembro de 2008 do jornal 24 Horas, numa coluna designada "Fui eu que disse", o jornalista Carlos Castro escreveu o seguinte:

"ADORO resistentes. Combatentes. Falo do João Viegas, o homem que fez do cancioneiro português uma grande parte da cultura musical deste país. Repescando cantigas como as do Zeca Afonso, criou um quinteto alentejano de vozes e músicos excelentes. No acompanhamento da que é uma senhora cantora. TONICHA continua a ser esse símbolo. E os seus espectáculos são como as amoras frescas das nossas vidas. Força João, que os bravos vão sempre à luta!"


in Jornal 24 Horas, edição nº3022 de 16/12/2008, página 28


in Jornal 24 Horas, edição nº3022 de 16/12/2008, página 28

29 de janeiro de 2009

CANTIGAS DUMA TERRA À BEIRA MAR

VIRA DA DESGARRADA
LP, POLIDOR, 2480 431

Nos idos anos 70, década de grande actividade artística da cantora Tonicha e em que foram gravados muitos dos álbuns que contêm algumas das suas canções mais marcantes, e que ainda hoje povoam o imaginário popular português, Tonicha gravou o LP "CANTIGAS DUMA TERRA À BEIRA MAR" para a editora Polydor (Phonogram).



Foi no ano de 1977 que foi apresentado ao público em conferência de imprensa o LP "CANTIGAS DUMA TERRA À BEIRA MAR".
Deste LP foram editados dois singles, que já aqui apresentámos: "Tu és o Zé que fumas", que manteve a capa do álbum e incluiu os temas "Tu és o Zé que fumas" e "Cana Verde", e o single "Pestotira", que incluiu "Pestotira" e "Vira da desgarrada".



O repertório é do Cancioneiro Popular Português, o que é bem visível no título dado ao álbum numa clara alusão às cantigas do "nosso país", o nosso Portugal "à beira mar plantado".
Todos os títulos são populares com arranjo de J. Libório, pseudónimo de João Maria Viegas, marido de Tonicha, com que assinou muitos dos trabalhos da cantora. Deste leque de canções, apenas "VINHO NOVO" não é popular e tem letra do poeta Joaquim Pessoa.

FACE A
VIRA DA DESGARRADA
ROSAS DO MEU JARDIM
PESTOTIRA
FESTA DE CASAMENTO
CIRANDA
CANA VERDE

FACE B
TU ÉS O ZÉ QUE FUMAS
BAILARICO SALOIO
NO ALTO DAQUELA SERRA
VINHO NOVO
AS POMBINHAS DA CATRINA
CANA, REAL DAS CANAS




Na contracapa do disco consta uma bela fotografia de uma jovem Tonicha, na altura com 31 anos, de microfone na mão a cantar no seu jeito muito característico. Lamentavelmente durante as nossas pesquisas não encontrámos nenhuma referência ao autor desta foto.

ROSAS DO MEU JARDIM
(Popular)

Tu dizes que não há rosas
Nem brancas nem amarelas
Anda cá para o meu peito
Se queres ver um jardim delas.

REFRÃO:
Ó rosa não consintas
Que o cravo te ponha a mão
Que a rosa desmaiada
Já não tem essa canção.

Ó minha rosa encarnada
Criadinha ao pé do tanque
Dá-lhe o vento, dá-lhe a chuva
Cada vez está mais brilhante.

REFRÃO

Rosa que estás na roseira
Deixa-te estar fechadinha
Vou agora à minha terra
Quando vier serás minha.

REFRÃO

A rosa jurou ao lírio
Amizade sem ter fim
Agora namora um cravo
As rosas são sempre assim.


NOVA GENTE, nº 65, edição de 14 a 20 de Dezembro de 1977

A apresentação pública do disco foi feita com intensa cobertura radiofónica e com direito a artigos na imprensa escrita. É devido à gentileza de Tonicha e João Viegas, que nos emprestaram este material, que nos é possível apresentar a notícia e algumas das imagens que a imprensa escrita da época publicou.
No artigo de duas páginas publicado na Revista NOVA GENTE nº 65, edição de 14 a 20 de Dezembro de 1977, com o título "Tonicha apresentou o seu último disco!", pode ler-se:

«Há dias, no "Arraial", a Phonogram apresentou o último LP de Tonicha - cantigas duma terra à beira mar -. Reunião profundamente agradável onde a "máquina" da Rádio esteve presente, e muito bem, pois mais do que nunca a consciencialização neste sector, imperiosamente, reclama por continuação de directrizes idênticas à apresentada nessa noite no "Arraial". Bons profissionais defendendo bom trabalho.
Tonicha estreou-se no mundo da canção portuguesa em 1964. Presentemente é a artista que mais discos vende em Portugal. 40 discos e 16 prémios, algumas das distinções na carreira desta jovem alentejana que descobre o cantar do seu País na voz com que o canta.»


Aqui ficam as imagens:


in NOVA GENTE nº 65, edição de 14 a 20 de Dezembro, 1977


in NOVA GENTE nº 65, edição de 14 a 20 de Dezembro, 1977

Na legenda pode ler-se:
"Júlio Montenegro conversa com uma das primeiras se não a primeira figura da canção ligeira portuguesa."


in NOVA GENTE nº 65, edição de 14 a 20 de Dezembro, 1977


in NOVA GENTE nº 65, edição de 14 a 20 de Dezembro, 1977


in NOVA GENTE nº 65, edição de 14 a 20 de Dezembro, 1977

Aqui ficam as duas páginas completas que a revista NOVA GENTE dedicou ao lançamento do LP de Tonicha "CANTIGAS DUMA TERRA À BEIRA MAR":


in NOVA GENTE nº 65, edição de 14 a 20 de Dezembro, 1977


in NOVA GENTE nº 65, edição de 14 a 20 de Dezembro, 1977