Mostrar mensagens com a etiqueta Cancioneiro Popular Português. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Cancioneiro Popular Português. Mostrar todas as mensagens

8 de dezembro de 2008

TONICHA: SUCESSOS POPULARES

ANTOLOGIA
LP, POLYGRAM,

Assim é a internet, assim são os leilões, assim são as feiras... quando menos se espera encontra-se mais uma antologia de Tonicha, ainda datada dos anos 80.
Trata-se de um LP de vinil editado pela Polygram no ano de 1987. Deram-lhe o nome "Sucessos Populares" porque reune uma dezena daquelas canções que todos conhecem e cantam.



LADO 1

ZUMBA NA CANECA
(Popular/J.Libório)
PULGUINHAS
(António Pinho/Tozé Brito)
MARCHA DA MOURARIA
(Raul Ferrão/Frederico de Brito)
SERICOTALHO
(Popular/J.Libório)
CHICO PINGUINHAS
(Popular/J.Libório)

LADO 2

GAITEIRO PORTUGUÊS
(Popular/J.Libório)
ZÉ QUE FUMAS
(Popular/Arr: J.Libório)
PESTOTIRA
(Popular/Arr: J.Libório)
VIRA DOS MALMEQUERES
(Popular)
FADINHO DA COMIDA
(António Pinho/Nuno Rodrigues)

A maioria dos temas desta compilação já tinha sido editada em single.
"Zumba na Caneca", "Pulguinhas", "Marcha da Mouraria", "Chico Pinguinhas", "Gaiteiro português", "Zé que fumas", "Pestotira" e "Fadinho da Comida" foram todos LADO A dos singles.

"Sericotalho" foi LADO B do single "Gaiteiro português".
"Vira dos malmequeres" foi editado pela RCA, num EP já aqui apresentado, com o título "Modas do Ribatejo".
"Pestotira", antes de ter saído em single, fora editado no LP "Cantigas duma terra à beira mar".

Curiosamanete a fotografia de Tonicha a preto e branco da capa deste LP (autor desconhecido), é da mesma série do disco que apresentámos anteriormente, a selecção "Superestrelas da Música Portuguesa", das Selecções do Reader's Digest.

23 de novembro de 2008

TONICHA: SUPERESTRELAS

DA MÚSICA PORTUGUESA
LP, READERS DIGEST, nº8



Para encerrarmos o acervo relativo aos anos 80 da carreira de Tonicha (pelo menos enquanto não descobrimos mais material), dedicamos o post de hoje a dois trabalhos feitos nesta década.
A Selecção do Reader's Digest editou uma caixa com 8 LP dedicada aos maiores cantores da música portuguesa a que chamou "SUPERESTRELAS DA MÚSICA PORTUGUESA". Cada LP incluía dois cantores, um em cada face. Excepção: Amália teve direito a um LP só para ela.
O LP número 8 juntou curiosamente, visto já terem trabalhados juntos, Tonicha e José Cid. A face A inclui os temas de Tonicha e a B os de Cid.

FACE A - TONICHA

PESTOTIRA
(Popular/Arranjo: J. Libório)
ZÉ QUE FUMAS
(Popular/Arranjo: J. Libório)
ZUMBA NA CANECA
(J. Libório/popular/Arranjo: Thilo Krasmann)
O GAITEIRO PORTUGUÊS
(J. Libório/popular/Arranjo: Thilo Krasmann)
NO ALTO DAQUELA SERRA
(Popular/Arranjo: J. Libório)
TI ZÉ DA HORTA
(J. Libório/popular/Arranjo: Thilo Krasmann)

A edição incluía na contracapa o seguinte texto sobre a nossa cantora:

"Se a especialização pode ser considerada limitação, então retiremos o termo, porque essa não é nossa intenção ao pretendermos que Tonicha é sem dúvida uma especialista, isto é um elogio, na criação e divulgação a nível nacional de números do nosso folclore que ela tem o dom raro para retirar do anonimato em que se encontram, e revivendo-os, na sua característica maneira de cantar, lhes dar celebridade e ao recuperá-los, contribui para a valorização da nossa música popular.
Música popular que muitos pretendem não dever ser afastada do meio criador, os locais de trabalho onde o povo, com uma necessidade de expansão e criatividade imaginativa, associa ao trabalho físico o prazer artístico espontâneo e ingénuo, ora leve, ora profundo, mas sempre de uma riqueza melódica capaz de interessar até o mais cosmopolita dos ouvintes.
O entendimento que aqui se diz, por parte dos organizadores deste álbum, levou-os a incluir, na certeza de irem ao encontro do gosto do público em geral, os mais conhecidos títulos do repertório de Tonicha, que todos sem excepção são do conhecimento da maioria dos ouvintes.
Quem não se lembra da graça de Pestotira, da malícia de Zé que fumas, da modernidade do Gaiteiro português, do lirismo de Do alto daquela serra e da brejeirice de Ti Zé da horta? "




1985
ABRAÇO A MOÇAMBIQUE



"Abraço a Moçambique" foi um projecto feito em parceria com a RTP e a RDP e a colaboração de diversas editoras, que permitiram a participação dos seus cantores na gravação deste tema. A direcção musical foi de Pedro Osório.
Todos os lucros obtidos com este disco, segundo consta na contracapa, foram oferecidos ao povo moçambicano.
A nossa Tonicha também participou nesta iniciativa de solidariedade, cantando a solo e em dueto com o Raul Indipwo.

18 de novembro de 2008

OS MAIORES SUCESSOS DE TONICHA

ANTOLOGIA
DE 1977-1980
LP, POLYGRAM,



Ainda durante o ano de 1981, a editora Polygram lançou um LP com alguns dos maiores sucessos de Tonicha, a que chamaram precisamente "OS MAIORES SUCESSOS DE TONICHA".
Trata-se de uma bela edição em LP, com a particularidade de que as canções recolhidas vão de 1977 a 1980. Desconhecem-se os autores das fotografias da capa e contracapa.
As três primeiras canções de cada face do LP estão compostas em meddley e foram arranjadas deste jeito de propósito para este álbum.

FACE A
(a1) Tiro-liro-liro
(a1) Rebola a bola
(a1) A saia da Carolina
(a2) O chico pinguinhas
(a2) Sericotalho, bacalhau, azeite e alho
(a3) Ti Zé da horta
(b4) Tu és o Zé que fumas

FACE B
(a1) Ora vai tu
(a1) Ora bate, bate
(a1) Ora viva a pândega
(a3) Zumba na caneca
(a2) Gaiteiro português
(a2) Quadrilha de cinfães
(b4) Pestotira

(a)
Letras de: J. LIBÓRIO
Músicas populares
Arranjos de: THILO KRASMANN

(b)
Letras e músicas populares
Arranjos de: J. LIBÓRIO

1) 1980 2) 1979 3) 1978 4) 1977

3 de novembro de 2008

TONICHA: TODOS ME QUEREM

O MAR ENROLA NA AREIA
SINGLE, POLYGRAM, 813 419-7

No mesmo ano em que foi para o mercado a "FOLIADA PORTUGUESA" (1983), foi editado um single com duas das canções mais populares do LP e que ainda hoje fazem parte do imaginário popular. Na capa temos uma Tonicha muito bonita e fotogénica, numa foto que não tem identificada a autoria.



LADO A
TODOS ME QUEREM
(POPULAR)

LADO B
O MAR ENROLA NA AREIA
(POPULAR)

TONICHA: FOLIADA PORTUGUESA

FOLCLORE
LP, POLYGRAM,

Uma homenagem feita pela Sociedade Capricho (de Beja) onde Tonicha começou a cantar em pequena, um espectáculo de solidariedade para a Liga Portuguesa contra o Cancro em Santiago do Cacém, um espectáculo com os "Cinco Alentejanos" no Alvito no dia 01 de Novembro...a nossa menina tem andado ocupada.

A propósito da homenagem que a Sociedade Capricho de Beja prestou a Tonicha e onde sabemos que cantaram "O mar enrola na areia", viajamos até 1983, ano da publicação do LP "Foliada Portuguesa", para a etiqueta Polygram.



O LP tem uma das capas mais curiosas dos discos de Tonicha. Extremamente adequado ao título e conteúdo do disco, "Foliada Portuguesa" está concebido com um arranjo gráfico alusivo ao bordado português. Trata-se de um bordado em ponto cruz com motivos de folclore, representando uma cena de baile. No pano estão bordados também o nome da cantora e o título do LP.

A selecção de temas esteve a cargo de João Viegas.
Os arranjos de base são da autoria de António Pinho e Shegundo Galarza; este último assinando também as orquestrações. António Pinho foi também produtor do álbum.



LADO A

TODOS ME QUEREM
(POPULAR)
NÃO VÁS AO MAR TÓNHO
(POPULAR)
MALMEQUER, BEM ME QUER
(POPULAR/J. LIBÓRIO)
OS OLHOS DO MEU AMOR
(POPULAR/J. LIBÓRIO)
TORRADINHAS
(POPULAR)

LADO B

O MAR ENROLA NA AREIA
(POPULAR)
ROSINHA
(POPULAR)
AS VIZINHAS
(POPULAR/J. LIBÓRIO)
ADIAFAS EM SETEMBRO
(POPULAR/J. LIBÓRIO)
DANÇA DAS ROMARIAS
(POPULAR)

24 de outubro de 2008

TONICHA: VIRA DO VINHO

BATATINHAS
EP, ORFEU, ATEP 6541

Lembrámo-nos de recordar dois EP retirados de um álbum que aqui apresentámos recentemente num post no dia 13 de Outubro, "Folclore" (Orfeu, 1973).



FACE A
BATATINHAS
(Popular: Ribatejo - Ary dos Santos)
SENHOR PADRE VALENTIM
(Popular: Ribatejo - Ary dos Santos)

FACE B
VIRA DO VINHO
(Popular: Ribatejo - Ary dos Santos)
PASSARINHO TRIGUEIRO
(Popular: Ribatejo)

BATATINHAS
(Popular: Ribatejo - Ary dos Santos)

Batatinhas miudinhas
A fritar, a fritar na frigideira
Batatinhas miudinhas
A fritar, a fritar na frigideira.

São as senhoras vizinhas
A cortar na casaquinha
Durante uma tarde inteira
São as senhoras vizinhas
A cortar na casaquinha
Durante uma tarde inteira.

Batatinhas miudinhas
Cortadinhas, cortadinhas às rodelas
Batatinhas miudinhas
Cortadinhas, cortadinhas às rodelas

São as senhoras vizinhas
A fazerem intriguinhas
Na ourela das chinelas
São as senhoras vizinhas
A fazerem intriguinhas
Na ourela das chinelas.

Batatinhas miudinhas
Cortadinhas, cortadinhas em palitos
Batatinhas miudinhas
Cortadinhas, cortadinhas em palitos

São as senhoras vizinhas
A dizerem às sobrinhas
Que o senhorio é de gritos
São as senhoras vizinhas
A dizerem às sobrinhas
Que o senhorio é de gritos.

Batatinhas miudinhas
Acabadas, acabadas de fritar
Batatinhas miudinhas
Acabadas, acabadas de fritar

São as senhoras vizinhas
Coitadinhas, coitadinhas
Que não param de falar
São as senhoras vizinhas
Coitadinhas, coitadinhas
Que não param de falar.



VIRA DO VINHO
(Popular-Ribatejo/Ary dos Santos)

Era o vinho, meu bem, era o vinho
Era a coisa que eu mais adorava
Era o vinho, meu bem, era o vinho
Era a coisa que eu mais adorava
Só por morte, meu bem, só por morte
Só por morte o vinho eu deixava
Só por morte, meu bem, só por morte
Só por morte o vinho eu deixava.

Ai minha sogra quando morreu
Ai levou o diabo com ela
Ai minha sogra quando morreu
Ai levou o diabo com ela
Ai deixou-me as chaves da adega
Ai mas o vinho bebeu-o ela
Ai deixou-me as chaves da adega
Ai mas o vinho bebeu-o ela.

Era o vinho, meu bem, era o vinho
Era a coisa que eu mais adorava
Era o vinho, meu bem, era o vinho
Era a coisa que eu mais adorava
Que a velhota levou para a cova
Nem já morta a pinguinha deixava
Que a velhota levou para a cova
Nem já morta a pinguinha deixava.

Nem já morta a pinguinha deixava
E São Pedro porteiro do céu
Nem já morta a pinguinha deixava
E São Pedro porteiro do céu
Amparou-a quando tropeçava
E com ela uma ginja bebeu
Amparou-a quando tropeçava
E com ela uma ginja bebeu.

FOLCLORE
EP, ORFEU, ATEP 6500



Outro dos EP que foram editados pela Orfeu chama-se, tal como o LP, "Folclore" e inclui mais quatro canções.
Os arranjos musicais destes discos são de António Chainho.
Todas as belíssimas fotografias de Tonicha que foram usadas para as capas destes EP são da autoria de Álvaro João.

FACE A
FARRAPEIRINHA
popular (Beira Litoral)
OS BRAVOS
popular (Açores: Ilha Terceira)

FACE B
MALHÃO DE ÁGUEDA
popular (Beira Litoral)
DANÇA DAÍ
popular (Douro Litoral)



DANÇA DAÍ
Popular (Douro Litoral)

Meu benzinho eu vou-me embora
Faz carinhos a quem te adora
Meu benzinho eu vou-me embora
Faz carinhos a quem te adora

Meu benzinho eu já cá estou
Faz carinhos a quem te amou
Meu benzinho eu já cá estou
Faz carinhos a quem te amou

Dança daí
Daqui canto eu
Tu és o meu par
O teu par sou eu (2x)

As estrelas miudinhas
Todas bordam um cordão
Para te prender amor
Todas ao meu coração (2x)

As estrelas no céu correm
Todas numa carreirinha
Assim os beijos corressem
Da tua boca para a minha (2x)

Dança daí
Daqui canto eu
Tu és o meu par
O teu par sou eu (2x)

Recentemente, no programa da RTP "A minha geração", um dos temas que Tonicha apresentou foi precisamente "Os bravos".
Nos espectáculos actuais, com o projecto "Tonicha e venham mais cinco... alentejanos", o repertório inclui duas canções destes discos: "Vira do vinho" e "Os bravos".

OS BRAVOS
(popular: Açores - Ilha Terceira)

Eu fui à terra do bravo
Eu fui à terra do bravo
Bravo, meu bem
Com o meu lenço vermelho
Bravo, meu bem
Com o meu lenço vermelho

O mais bravo que eu lá vi
O mais bravo que eu lá vi
Bravo, meu bem
Foi um mansinho coelho
Bravo, meu bem
Foi um mansinho coelho

Eu fui à terra do bravo
Eu fui à terra do bravo
Bravo, meu bem
Com o meu vestido amarelo
Bravo, meu bem
Com o meu vestido amarelo

Amor de fora da terra
Amor de fora da terra
Bravo, meu bem
Tenho medo que me pelo
Bravo, meu bem
Tenho medo que me pelo

Eu fui à terra do bravo
Eu fui à terra do bravo
Bravo, meu bem
Vestida de azul escuro
Bravo, meu bem
Vestida de azul escuro

Amor que não é da terra
Amor que não é da terra
Bravo, meu bem
Não é firme nem seguro
Bravo, meu bem
Não é firme nem seguro

Eu fui à terra do bravo
Eu fui à terra do bravo
Bravo, meu bem
Para ver se embravecia
Bravo, meu bem
Para ver se embravecia

Cada vez fiquei mais manso
Cada vez fiquei mais manso
Bravo, meu bem
Para tua companhia
Bravo, meu bem
Para tua companhia
Bravo, meu bem
Para tua companhia
Bravo, meu bem
Para tua companhia.

REVISTA PLATEIA, 1972

A propósito destes discos, e porque as memórias também se tecem com as imagens e as palavras que outros escreveram, publicamos o excerto seguinte.
Trata-se de uma notícia publicada na extinta revista PLATEIA da Agência Portuguesa de Revistas, no ano de 1972, numa rubrica intitulada "Ronda" da autoria de Ricardo Soeiro.
A notícia dava conta da mudança da editora de Tonicha. A cantora passou da Movieplay para ingressar na Orfeu, do portuense Arnaldo Trindade.
Haveremos de dedicar futuramente uma secção às publicações da época.

13 de outubro de 2008

TONICHA: VAREIRA DO MAR

FOLCLORE
LP, ORFEU, SB-1066



Continuamos o registo dos vários momentos da carreira de Tonicha.
Hoje apresentamos um LP de 1973, para a editora Orfeu, chamado simplesmente "Folclore". São oito temas populares e quatro temas também populares mas com versos adaptados por José Carlos Ary dos Santos.
Os arranjos musicais do disco são de António Chainho.
A fotografia da capa é da autoria de Álvaro João.

Neste trabalho Tonicha foi acompanhada pelos músicos:

António Chainho e Raúl Nery
(GUITARRAS)
José Maria Nóbrega, Francisco Peres e Manuel Martins
(VIOLAS)
Raúl Silva
(VIOLA BAIXO).

FACE A
BATATINHAS
popular (Ribatejo) - Ary dos Santos
VAREIRA DO MAR
popular (Minho)
A AMENDOEIRA
popular (Beira Litoral)
SENHOR PADRE VALENTIM
popular (Ribatejo) - Ary dos Santos
OS BRAVOS
popular (Açores)
VIRA DO VINHO
popular (Ribatejo) - Ary dos Santos

VAREIRA DO MAR
popular (Minho)

Vareira linda vareira
vareira eu vou, eu vou
dá 'qui, dá cá que eu dou vida
matar a quem me matou.

Matar a quem me matou
vareira linda vareira
vareira linda vareira
vareira eu vou, eu vou.

No meio daquele mar
há uma pedra comprida
com um letreiro que diz
quem lá for arrisca a vida.

Quem lá for arrisca a vida
no meio daquele mar
no meio daquele mar
há uma pedra comprida.

Ó amieiro do rio
deixa passar os peixinhos
quem namora às escondidas
quer abraços e beijinhos.

Quer abraços e beijinhos
ó amieiro do rio
ó amieiro do rio
deixa passar os peixinhos.

Sou cantada, sou bailada
sou bem de toda a maneira
vou-me para a minha terra
adeus ó chula vareira.

Adeus ó chula vareira
sou cantada, sou bailada
sou cantada, sou bailada
sou bem de toda a maneira.

FACE B
LABUTA, MEU BEM, LABUTA
popular (Ribatejo) - Ary dos Santos
FARRAPEIRINHA
popular (Beira Litoral)
DANÇA DAÍ
popular (Douro Litoral)
MALHÃO DE ÁGUEDA
popular (Beira Litoral)
PASSARINHO TRIGUEIRO
popular (Ribatejo)
CHULA DE VIANA
popular (Minho)



Muitas destas canções foram passadas nas rádios intensivamente.
Algumas delas integram ainda o repertório que Tonicha tem apresentado com o novo projecto "Tonicha e venham mais cinco... alentejanos".

Deixamos para apreciação estas metáforas bem trabalhadas por Ary dos Santos e muito arrojadas para o antes 25 de Abril:

LABUTA, MEU BEM, LABUTA
popular (Ribatejo) - Ary dos Santos

Labuta, meu bem, labuta
É no mês de Maio que começa a luta
Labuta, meu bem, labuta
É no mês de Maio que começa a luta

Que começa a luta, que rebenta o raio
Vamos colher fruta lá no mês de Maio

Persiste, meu bem, resiste
Lá no mês de Maio não queiras ser triste
Persiste, meu bem, resiste
Lá no mês de Maio não queiras ser triste

Não queiras ser triste, não queiras ser pobre
Lá no mês de Maio não há fruta podre

Trabalha, meu bem, trabalha
É no mês de Maio que a gente lhes malha
Trabalha, meu bem, trabalha
É no mês de Maio que a gente lhes malha

Que a gente lhes malha, que a gente lhes canta
A canção do gaio presa na garganta

Semeia, meu bem, semeia
É no mês de Maio que o fogo se ateia
Semeia, meu bem, semeia
É no mês de Maio que o fogo se ateia

Que o fogo se ateia, que se põe o estrume
Numa terra cheia de trigais de lume
Que o fogo se ateia, que se põe o estrume
Numa terra cheia de trigais de lume.

7 de outubro de 2008

TONICHA: CANTIGAS POPULARES

DIRECÇÃO MUSICAL DE JORGE PALMA
LP, ORFEU, SB 1088

Aproveitamos o inédito, "Menino/rapaz", que Jorge Palma compôs para o mais recente álbum de Tonicha, "Cantos da Vida", para relembrarmos uma das anteriores colaborações entre Jorge Palma e Tonicha.



O álbum "Cantigas Populares" (da editora Arnaldo Trindade e Cª / Orfeu) é um dos discos de Tonicha dedicados às cantigas tradicionais portuguesas.
O nosso disco data de 1976, no entanto, um dos três singles extraídos deste álbum (ver post de Junho) tem data de 1975. Ou o álbum teve uma primeira edição em 1975 ou o single tem a data errada.
"Cantigas Populares" tem arranjos e direcção musical de Jorge Palma.
A produção e selecção musical é de João Viegas.

FACE A

Minha mãe, minha mãe (popular)
Entrudo (popular)
Olhos pretos (popular)
Milho verde (popular)
Roseira brava (A.Ferreira Guedes/José Niza)

FACE B

O meu bem (popular)
Samacaio (popular)
Charamba (popular)
Menina Florentina (popular)
Cantigas de Maio (José Afonso)

As canções editadas neste LP são magníficas.
"Minha mãe, minha mãe", do Alentejo, que Tonicha cantou, acompanhada por um coro alentejano, num concerto no Teatro São Luís e transmitido pela RTP, ainda hoje faz parte do alinhamento do seu projecto "Tonicha e venham mais cinco alentejanos".
"Milho verde" já antes gravado por José Afonso faz parte do nosso património cultural. Também o tema "Entrudo", da Beira Baixa, atravessou gerações. "Roseira brava", uma canção muito bem construída, fora também gravada por Adriano Correia de Oliveira.
A viagem deste disco pelo folclore nacional passa também pelos Açores com os temas "Samacaio" e "Charamba".
Finalmente o último tema do disco é uma recriação de Tonicha da famosa canção de José Afonso, "Cantigas de Maio".

7 de setembro de 2008

TONICHA: CANTOS DA VIDA

CANTOS DA VIDA
NOVO DISCO!

Chama-se "Cantos da Vida" e é uma edição Farol que nos traz de volta a voz de Tonicha.
O disco já havia sido anunciado por Tonicha nalgumas entrevistas que deu este Verão. Chegou finalmente ao mercado.
É composto por 16 temas. Os primeiros 13 temas foram gravados para a Polygram/Universal Music Portugal e são alguns dos maiores êxitos de sempre da cantora. Os restantes são inéditos:

1- Tu és o Zé que fumas
2- Zumba na caneca
3- Gaiteiro português
4- Sericotalho, bacalhau, azeite e alho
5- Chico Pinguinhas
6- Pulguinhas
7- Marcha dos marinheiros
8- Pestotira
9- Resineiro
10- Vira dos malmequeres
11- Não vás ao mar Tonho
12- O mar enrola na areia
13- Todos me querem



Os três últimos temas do disco são 3 belas novas canções!

14- Alguém
Poema do poeta Gonçalves Crespo e música do falecido maestro José Marinho.

15- Fui quem sou
Letra de José Fanha e música de Paulo de Carvalho.

16- Menino/rapaz
Letra e música de Jorge Palma.

Estamos muito contentes por Tonicha ter voltado às gravações.
A sua voz adaptou-se muito bem a estas três pérolas. A faixa número 16, de Jorge Palma, é, no nosso entender, a mais bonita destas novas canções. O regresso a uma colaboração que já tinha acontecido nos anos 70 resultou em pleno. Oiçam bem a melodia e vejam como a voz casa bem com ela.

Menino/Rapaz
(Letra e Música: Jorge Palma)

Menino
Eu conheço o teu olhar
A tua forma de afirmar
Que o mundo inteiro é só teu
Menino
Eu já sei dessa aflição
Pequeno sim, pequeno não
E há sempre alguém que perdeu.
Traz o teu corpo incandescente
Traz essa chama irreverente
Mostra-me o trabalho de inglês
Qual foi a tua nota?
Foi boa a tua nota?

Rapaz
Se queres falar comigo
Tira a mão do teu umbigo
Olha pra mim a valer
Rapaz
Fuma lá esse cigarro
Acaba lá com esse charro
Mas faz-me sentir mulher.
Traz o teu corpo incandescente
Traz essa chama irreverente
Mostra-me o trabalho de inglês
Qual foi a tua nota?
Foi boa a tua nota?
Qual foi a tua nota?
Foi boa a tua nota.

No entanto, também gostamos muito das outras duas canções.
O poema da canção número 14 é muito interessante e a música serve bem as palavras.
A canção "Fui quem sou" é uma justa homenagem à linda carreira de Tonicha, aqui tão bem retratada na letra de José Fanha. A música do Paulo de Carvalho (cremos que é a primeira vez que Tonicha grava uma composição do autor) vai ficar facilmente no ouvido.

Fui quem sou
(Letra: José Fanha / Música: Paulo de Carvalho)

Fui quem sou com inteireza
Rosto claro e alma acesa
E um lume sempre a brilhar
E ao pensar neste meu fado
A menina do passado
Passa por mim num olhar.
Passam campos e cidades
Passam poetas, saudades
E a ternura a transbordar
Deste país pequenino
Malandro, santo, menino
Amante louco do mar.

Passa tudo, passa tudo o que cantei
Nas canções, nas canções em que espalhei
Muitos sonhos, muitos sonhos, ilusões
Tristezas e alegrias, gaivotas e cotovias
Passam no céu das canções.

Passa a papoila mimosa
O botãozinho de rosa
Passa o velho e passa o novo
Passa a laranja e o figo
Passa a música do trigo
Mais as cantigas do povo.
Passam luzes e encantos
Passam lágrimas de espanto
Tudo passa de corrida
Passam palcos que pisei
Os amigos que encontrei
Pelos sete cantos da vida.

Passa tudo, passa tudo o que cantei
Nas canções, nas canções em que espalhei
Muitos sonhos, muitos sonhos, ilusões
Tristezas e alegrias, gaivotas e cotovias
Passam no céu das canções.



ALGUÉM
(Letra: Gonçalves Crespo, 1846-1883/José Marinho)

Para alguém sou o lírio entre os abrolhos,
E tenho as formas ideais de Cristo;
Para alguém sou a vida e a luz dos olhos,
E, se na Terra existe, é porque existo.

Esse alguém, que prefere ao namorado
Cantar das aves minha rude voz,
Não és tu, anjo meu idolatrado!
Nem, meus amigos, é nenhum de vós!

Quando, alta noite, me reclino e deito,
Melancólico, triste e fatigado,
Esse alguém abre as asas no meu leito,
E o meu sono desliza perfumado.

Chovam bênçãos de Deus sobre a que chora
Por mim além dos mares! esse alguém
É de meus olhos a esplendente aurora;
És tu, doce velhinha, ó minha mãe!

TONICHA: VIRA DOS MALMEQUERES

MODAS DO RIBATEJO
EP, RCA, TP-473



"Modas do Ribatejo" foi o primeiro disco de folclore de Tonicha. É uma edição RCA e vendeu milhares de exemplares no tempo em que era normal fazerem-se tiragens de 500 exemplares dos discos dos cantores portugueses. Trata-se de um EP composto por 4 temas, com os arranjos a cargo de Jorge Fontes.

Há uma nota curiosa na contra-capa:

"As quadras cantadas por Tonicha foram seleccionadas por Alves Redol que, com o seu espírito poético as fixou, depois de aturado trabalho de recolha no seu Cancioneiro do Ribatejo".

LADO 1
VIRA DOS MALMEQUERES
(popular)
MODA DAS CARREIRINHAS
(popular)

LADO 2
ERVA CIDREIRA
(popular)
VIRA DA RAPIOCA
(popular)


Vira dos malmequeres
(popular)

Ó malmequer mentiroso
Quem te ensinou a mentir
Tu dizes que me queres bem
Quem de mim anda a fugir.

Desfolhei um malmequer
Num lindo jardim de Santarém
Malmequer bem me quer
Muito longe está quem me quer bem.

Coitado do malmequer
Sem fazer mal a ninguém
São todos a desfolhá-lo
Para ver quem lhe quer bem.

Malmequer não é constante
Malmequer muito varia
Vinte folhas dizem morte
Trinta dizem alegria.

26 de agosto de 2008

TONICHA EM SINES



Conforme prometido, seguem as fotos do concerto de Sines do projecto "Tonicha e venham mais 5 alentejanos".
Do repertório da noite, dedicado às raízes da música popular portuguesa, pudemos ouvir algumas pérolas que Tonicha gravou ao longo da sua longa carreira, das quais destacamos:

Senhora do Almortão
Maria Rita
Resineiro
Vira dos Malmequeres
Pestotira
Rosinha
O mar enrola na areia
Zumba na caneca

Um destaque especial para uma canção que não conhecíamos "Tourada" (não a do Tordo), muito bem cantada e com arranjos musicais de alta qualidade. Esta foi a canção que a Tonicha cantou alguns dias antes no programa "Há volta" da RTP transmitido de Beja.

O ENSAIO (à tarde)



O ESPECTÁCULO (22h)














FOTOS: Venâncio Gomes

17 de agosto de 2008

SINES RECEBE TONICHA

Estávamos nós de férias no Funchal quando recebemos uma mensagem de uma sobrinha anunciando que a Tonicha estava na RTP1. Ligámos a televisão e ainda conseguimos ouvir os acordes finais da canção do projecto "Tonicha e venham mais cinco alentejanos".
No final da "Volta" (etapa da Volta a Portugal: Beja-Portimão), Tonicha explicou este projecto que tem agora em Beja e informou que estariam este Domingo em Sines na "Feira na Avenida", iniciativa organizada pela Câmara Municipal de Sines... E nós vamos lá, visto que já regressámos das férias!

MODAS DO ALENTEJO

Aproveitamos para divulgar um dos mais antigos EP de Tonicha que nos custou quase uma fortuna. É ainda editado pela RCA e é de uma colecção de folclore de Portugal, este dedicado ao Alentejo.


FOTO DA CAPA: Dário

LADO 1
RAPSÓDIA DE CANTARES ALENTEJANOS
PRIMAVERA DAS LINDAS FLORES

LADO 2
MARIA RITA, CARA BONITA
COM QUE LETRA SE ESCREVE MARIA

São todas canções populares com direcção musical do maestro Joaquim Luís Gomes.
Destacamos de entre os músicos Pedro Caldeira Cabral e Fernando Alvim.
O single não tem data, mas pelo número de série podemos constatar que é anterior ao "Resineiro".



MARIA RITA (CARA BONITA)
(Popular)

Fui um dia a uma caçada
Ó Maria Rita, eras tão bonita,
Entrei na cevada aveia,
Entrei na cevada aveia.

Vi uma lebre deitada
Ó Maria Rita, eras tão bonita
Com o pé alevantei-a
Com o pé alevantei-a.

Além vem a Marianita
Com um chapéuzinho ao lado
Traz calças de tiro-liro
Casaca de pano, chapéu desabado.

Meti a espingarda à cara
Ó Maria Rita, eras tão bonita,
Dei o gatilho matei-a.

Já vinha ferida d'outro
Ó Maria Rita, eras tão bonita,
Não era minha deixei-a.

Atirei um tiro à pomba
A pomba no ar voou
Enliou-se naquela roseira
E a maldita pomba sempre lá ficou.

2 de julho de 2008

TONICHA CANTA O RESINEIRO

Entusiasmados com a criação do blogue, começámos a coleccionar os vinis de Tonicha, com o intuito de vir a possuir toda a sua discografia e poder aqui divulgá-la.
Voltámos ao Chiado, fizemos encomendas, fomos aos leilões da net...e havemos de ir à Feira da Ladra!

Os primeiros que encontrámos já cá tínhamos mostrado as capas (encontradas na Internet), mas vemo-nos agora obrigados a completar a informação acerca deles.
São do tempo da editora RCA, dos quais Tonicha vendeu milhares de exemplares. Infelizmente a data não consta em nenhum deles. Imaginamo-los nos finais dos anos 60, certamente antes de 71, ano do seu êxito do Eurofestival na editora Zip Zip.



Neste primeiro disco de vinil (que embora, na capa, se chame "FOLCLORE DE PORTUGAL" acabou por ficar conhecido pelo "RESINEIRO") surgem 4 temas do Cancioneiro Popular, todos com arranjos de Filipe de Brito. O tema "Resineiro" já tinha antes sido gravado por Zeca Afonso.
A belíssima fotografia da capa (Créditos: DÁRIO) é talvez uma das imagens mais (re)conhecidas de Tonicha, aqui retratada com um típico capote alentejano.

LADO 1
SENHORA DO ALMORTÃO
(Beira Baixa)
PÉSINHO DO PICO
(Açores)

LADO 2
RESINEIRO
(Beira Alta)
LÍRIO BRANCO
(Douro Litoral)



RESINEIRO
(Popular / Arranjo: Filipe de Brito)

Resineiro engraçado
Engraçado no falar
Óioai eu hei-de ir à terra dele
Óioai se ele me lá quiser levar.

Já tenho papel e tinta
Caneta e mata-borrão
Óioai p'ra escrever ao resineiro
Óioai que trago no coração.

Resineiro é casado
É casado e tem mulher
Óioai vou escrever ao resineiro
Óioai quantas vezes eu quiser.

Resineiro engraçado
Engraçado no falar
Óioai eu hei-de ir à terra dele
Óioai se ele me lá quiser levar.



A segunda "pérola" encontrada, com repertório assente no Cancioneiro Popular Português, é mais um EP com quatro temas populares.
Numa edição para a RCA, o EP foi lançado no mercado com o nome "TONICHA canta FOLCLORE DE PORTUGAL". A série de fotografias tirada por esta altura, uma das quais usada para este disco, são da autoria de M. FIUZA.
Praticamente todos os temas tiveram arranjo musical de João Viegas, marido da cantora, à excepção da canção "Coradinhas" cujo arranjo musical foi feito pelo músico Francisco Naia, primo de Tonicha.

LADO 1
VAI DE RUZ TRUZ TRUZ
(Ribatejo/Arranjos: João Viegas)
CORADINHAS
(Alto Alentejo/Arranjos: Francisco Naia)

LADO 2
LA-RI-LÓ-LÉ
(Ribatejo/Arranjos: João Viegas)
TROVAS MINHOTAS
(Minho/Arranjos: João Viegas



Temos que fazer uma especial chamada de atenção para a importante participação, na gravação destes temas, do "CONJUNTO DE GUITARRAS DE RAUL NERY" composto pelos músicos:

RAUL NERY
(1ª guitarra)
ANTÓNIO CHAINHO
(2ª guitarra)
JÚLIO GOMES
(Viola)
JOSÉ M. NÓBREGA
(Viola Baixo)

18 de junho de 2008

TONICHA E AS CANTIGAS DO MEU PAÍS



Continuamos em permanente busca de material discográfico e iconográfico de Tonicha.
Hoje fomos até ao Chiado e encontrámos este single raro, de 1975. Repare-se nos títulos tão politizados... e não fosse o Verão quente no ano da publicação deste vinyl e o autor das letras o Ary.Trata-se do volume "Folclore 2" dedicado às "Cantigas do meu país" que contém 4 temas:

FACE A
SERRANA POVO
(Popular - Ary dos Santos)
COMPADRE PARTIDÁRIO
(Popular - Ary dos Santos)

FACE B
RIBEIRA CHEIA
(Popular)
BARQUEIROS DO POVO
(Popular - Ary dos Santos)

17 de junho de 2008

TONICHA: CANÇÕES PARA OS MEUS NETOS

Uma nova colectânea

"Que conste, nunca foi feita qualquer edição discográfica para crianças, a partir de temas tradicionais do Cancioneiro Popular Português.
Em boa verdade é para as crianças que estas canções deverão ser dedicadas em primeiro lugar, para que os homens e mulheres de amanhã conheçam este riquíssimo património nacional.
Músicas e poemas de inspiração popular recolhidas de norte a sul de Portugal. Canções de roda, de festa, de mágoa e outras que constituem a afirmação da capacidade criativa do nosso povo.
(...)
Já Almeida Garrett escreveu:
'Quem não tem olhado senão à superfície da nossa cultura, não crê, que ao pé, por baixo, anda outra literatura que é a verdadeira nacional, a popular'."

João Viegas
Setembro de 2007



1 As pombinhas da Cat'rina
2 O mar enrola na areia
3 Todos me querem
4 Vai de Ruz-Truz Truz
5 La-ri-ló-lé
6 Não vás ao mar Tonho
7 Vira da Rapioca
8 Maria Rita (Cara bonita)
9 No alto daquela serra
10 Resineiro (engraçado)
11 Festa de casamento
12 Vira dos malmequeres
13 Pestotira
14 Torradinhas
15 Tu és o Zé que fumas
16 Rosinha
17 Vira da desgarrada
18 Rosas do meu jardim
19 Senhora do Almortão
20 O menino

14 de junho de 2008

TONICHA : ANTOLOGIA 1971-1977



A propósito da edição de mais uma colectânea de Tonicha, Ema Pedrosa, que também seleccionou o repertório, escreve:

"Sem dúvida, este é um dos melhores discos portugueses publicados nos últimos anos, sejam colectâneas ou de originais. Simplesmente Tonicha em trinta das mais aplaudidas canções do seu repertório, tradicionais e de autor, registadas no auge da sua carreira.
De passos seguros se fez a sua merecida ascensão. Em discos e espectáculos com excepcional qualidade, e um repertório que ultrapassa 600 canções e 150 discos, Tonicha cantou os nossos melhores poetas e compositores, foi acompanhada pelos melhores músicos, teve os melhores instrumentistas e directores de orquestra.
(...) Tonicha é um caso raro de popularidade e qualidade, da aliança de uma boa voz à interpretação sentida e cuidada, à presença gentil, elegante e sóbria. É um cartaz de que o país se orgulha. Esta mulher-menina está no coração dos portugueses de todas as idades, pelo que é imperioso continuar a ouvi-la e re-conhecer, assim, umas boas mãos cheias do que de melhor se escreveu, cantou, gravou e editou, sob a assinatura de gente portuguesa."
Ema Pedrosa, 15/07/2004, in Tonicha Antologia 1971-1977, Movieplay



Esta antologia é editada pela Movieplay reunindo temas que Tonicha gravou para várias editoras.
São dois discos que incluem 30 canções. Entre elas surgem pérolas do nosso folclore como "Os bravos", "Ribeira cheia", "Minha mãe, minha mãe" ou "Charamba".
Integram também esta colecção temas de autor: a incontornável "Menina do alto da serra", "Contraluz", "Terras de Garcia Lorca", "Poeta desde lejos" (de Patxi Andión) e "Glória, glória, aleluia".



CD1
1 Menina do Alto da serra
2 A amendoeira
3 Batatinhas
4 Os bravos
5 Com um cravo na boca
6 Contraluz
7 Terras de Garcia Lorca
8 S. João
9 Malhão de Cinfães
10 Entrudo
11 Labuta, meu bem, labuta
12 Ribeira cheia
13 Fado
14 Riscadinho pra aventais
15 Senhor Padre Valentim



CD2
1 Glória, Glória, Aleleuia
2 Minha mãe, minha mãe
3 Milho verde
4 Poeta desde lejos
5 Simplesmente Maria
6 Charamba
7 Passarinho trigueiro
8 Malhão de Águeda
9 Menina Florentina
10 A moda da saia curta
11 Fadinho do pobre
12 Farrapeirinha
13 Vareira do mar
14 Vira do vinho
15 Chula de Viana


Selecção de Repertório e texto de Ema Pedrosa/Design Gráfico: Roda Dentada