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14 de junho de 2008

TONICHA: ELA POR ELA

CHAMAR-TE MEU AMOR
LP, POLYDOR, 2480 586

Grava o álbum "ELA POR ELA", em 1980 em Lisboa (de 15 de Setembro a 22 de Outubro), com canções de Carlos Mendes, Joaquim Pessoa, Tozé Brito e Pedro Osório.
"ELA POR ELA", considerado por muitos o melhor disco de repertório de autor de sempre de Tonicha, contém algumas das melhores interpretações da cantora, casos de "Canção da Alegria", "Chamar-te meu amor" (com arranjo de Pedro Osório, talvez uma das melhores canções de amor que Tonicha já cantou) e "Canção sem ti", que juntamente com "Canção de Rosalinda" foram das mais tocadas na rádio.



É de salientar ainda os excelentes temas "Canção da coragem" e "Canção do amor perdido", uma composição de Carlos Mendes para as letras do poeta Joaquim Pessoa, que Tonicha interpreta magistralmente, tinha então 34 anos.
Este disco foi reeditado em CD no ano de 1996.

Canção da Coragem (Joaquim Pessoa / Carlos Mendes)
Nem que a morte me soltasse
todas as velas no sangue
deixaria a minha casa
como se fosse culpada
Nem que a morte me soltasse
todas as velas no sangue

Nem que morte me dissesse:
"Virás de noite comigo..."
eu trairia um amigo
Nem que a morte me levasse
Nem que a morte me dissesse
Nem que vida me fugisse

Nem que morte me fechasse
todas as portas do sonho
deixaria de cantar
Nem que a morte me calasse
Nem que a morte me fechasse
todas as portas do sonho

Nem que a morte acontecesse
bem por dentro dos meus olhos
eu deixaria de viver
todo o amor de joelhos
Nem que a morte me acontecesse
ou me amor, me cegasse

Ai nem que a morte viesse
como só vem a tristeza
eu me dava por vencida
Nem que a morte me doesse
Ai que nem a morte viesse
como só vem a tristeza

E se a morte violentasse
as paredes do meu peito
meu coração lá estaria
como uma rosa de esperança
como um pássaro de sangue
ou uma bala perdida.



Chamar-te meu amor
(Joaquim Pessoa / Pop.-Arr.Pedro Osório)

Dizer que tudo em ti é movimento
e que há corças nas selvas em redor
do amor que às vezes faço em pensamento
ou do que eu penso quando faço amor.

Dizer que em tudo escuto a tua voz
no mar no vento na boca das searas
o maior amor do mundo somos nós
cobrindo a solidão de pedras raras.

Dizer tudo o que eu digo nunca basta
pois para ti não chegam as palavras
meu amor é uma expressão que já está gasta
mas tem sempre um aroma de ervas bravas.

É por ti tudo o que faço e digo e chamo
por ti eu tudo invento e tudo esqueço
dou tudo o que há em mim quando te amo
mas nem sei meu amor se te conheço.



CANÇÃO DE ROSALINDA
(Letra: Joaquim Pessoa / Música: Carlos Mendes)
MENINO DE OIRO, MENINO DE LATA
(Letra: Joaquim Pessoa / Música: Carlos Mendes)
MARIA DA CONCEIÇÃO
(Letra: Joaquim Pessoa / Música: Pedro Osório)
CONVERSA A DOIS
(Letra: Joaquim Pessoa / Música: Carlos Mendes)
CHAMAR-TE MEU AMOR
(Letra: Joaquim Pessoa / Música: Popular/Arranjo: Pedro Osório)
CANÇÃO DA ALEGRIA
(Letra: Joaquim Pessoa / Música: Tozé Brito)
CANÇÃO SEM TI
(Letra: Joaquim Pessoa / Música: P. de Senneville / O. Toussaint / Arranjo: Pedro Osório)
CANÇÃO DA CORAGEM
(Letra: Joaquim Pessoa / Música: Carlos Mendes)
CANÇÃO DO AMOR PERDIDO
(Letra: Joaquim Pessoa / Música: Carlos Mendes)
MADALENA
Letra: Joaquim Pessoa / Música: Carlos Mendes)

Embora Tonicha sempre tenha feito por demarcar o seu repertório musical, alternando álbuns de repertório do Cancioneiro Popular Português com outros de repertório de Autor (e apesar de se "recusar" a gravar temas cantados por colegas cantores), logo no ano seguinte à edição de "ELA POR ELA", em 1981, a cantora Simone de Oliveira regrava o tema "Chamar-te meu amor" em versão fado no seu álbum chamado "Simone".
Também o cantor Marco Paulo, conhecido musicalmente pelas muitas versões que cantou (especialmente de canções de língua estrangeira), gravou uma versão de uma canção do álbum "ELA POR ELA", a "Canção da Alegria".

Canção do amor perdido
(Joaquim Pessoa / Carlos Mendes)
Era o deserto em que eu te percorria
e te inventava
eram pedaços de um dia
em que a alegria morria
quando a saudade voltava
Nas minhas mãos te acendia
quando o dia se apagava

Eras tu meu amor e eu sabia
adivinhava
e o silêncio que eu trazia
era sede que nascia
e nunca mais acabava
Quando o amor nos despia
é que a noite começava

Era o meu cabelo à solta
as tuas mãos no meu peito
eram beijos de revolta
num tempo quase desfeito

Eram dois corpos em flor
rosas da cor do meu espanto
quando o desejo era tanto
que só restava esta dor

Meu amor

Era o deserto em que eu te percorria
e te inventava.

CANÇÃO DA ALEGRIA
SINGLE, POLYDOR, 2063 061



Canção da Alegria(Joaquim Pessoa / Tozé Brito)
Há um pássaro que voa
Sobre as janelas do dia
Fugiu do meu peito
Poisou no meu leito
E fez
Um ninho de alegria.

Alegria que nasceu
De uma rosa quase pura
Meu amor dormindo
Nesta noite abrindo
Em flor
A minha ternura.

Tenho sede de viver
Tenho a vida à minha espera
Sou uma rosa a crescer
No azul da primavera.

Tenho sede de viver
De fazer amor contigo
Quantas vezes eu quiser
Amante, amor e amigo.

Há palavras que regressam
Como um beijo à minha boca
Para possuir-te
Para pertencer-te
A noite
Será sempre pouca.



Canção sem ti(P. de Senneville/O. Toussaint)
(Arranjo: Pedro Osório)
sobre "A Comme Amour"


Sem ti
que me importa que o sol mude de cor
sem ti
já não me interessa mais seja o que for
sem ti
é como um jardim sem uma flor
viver sem ti
não é viver meu amor

Viver sem ti
é como se já nada mais houvesse
sem ti
é como se outro dia não nascesse
viver sem ti
é como se o meu peito não batesse
quero dizer
viver sem ti é morrer

Sem ti
sem a cama dos teus braços
ficarei à tua espera
porque sem ouvir teus passos
nunca mais é primavera

Viver sem ti
é pior que enlouquecer
não sentir nenhuma dor
é lutar por te esquecer
e esquecer-te meu amor
é não viver

Sem ti
podem morrer estrelas no universo
sem ti
não poderei cantar nem mais um verso
sem ti
nenhuma madrugada há-de chegar
viver sem ti
é não poder mais amar
...
é como se já nada mais houvesse
...
é como se outro dia não nascesse
...
é como se o meu peito não batesse
quero dizer
viver sem ti é morrer!

TONICHA: CANTA PATXI ANDIÓN

AS CANÇÕES DE Patxi Andión

Em 1972 grava canções (em espanhol e em português) de Patxi Andión.
As versões em português ficaram a cargo de Ary dos Santos.
São editados discos em Portugal e em Espanha.



FOTO CAPA: M. Fiuza

TONICHA NO FESTIVAL DA OTI

GLÓRIA, GLÓRIA, ALELUIA
SINGLE, ORFEU, SAT 845

No ano de 1972, Tonicha consegue o 5º lugar no 1º FESTIVAL DA OTI em Espanha com "Glória, Glória Aleluia" de José Cid, numa inspirada orquestração de Augusto Algueró.
O lado B do single contém o tema "Lisboa perto e longe" também de José Cid, com orquestração de José Calvário. A fotografia da capa deste single é de Álvaro João.
A canção "Glória, Glória, Aleluia" voltou a ser reeditada em CD: na compilação da Movieplay "O MELHOR DOS MELHORES" em 1994, na edição Movieplay para a Rádio Renascença "CLÁSSICOS DA RENASCENÇA" (nº 82) de 2000, e na "ANTOLOGIA 1971-1977" que foi para o mercado em 2004, pela mesma editora.



FOTO DE CAPA: Álvaro João

GLÓRIA, GLÓRIA, ALELUIA
(Letra e Música: José Cid/Orquestração: Augusto Algueró)

Glória, glória, aleluia
um mundo de amor
um mundo melhor. (2x)
Já é tempo
de construir
um mundo melhor
onde haja amor, e paz.
Já é tempo
de descobrir
o que foi mentira
e esquecer o ódio, também.
Pois só assim, acredita
tens uma canção
para teu cantar.
Pois só assim, meu amigo
te sentirás livre
livre p'ra poder voar.
Glória, glória, aleluia
um mundo de amor
um mundo melhor. (2x)
Já é tempo
de começar
ambos a caminhar
pelo mundo fora, cantando.
Pois só assim, acredita
tens uma canção
para teu cantar.
Pois só assim, meu amigo
te sentirás livre
livre p'ra poder voar.

Foi assim que Tonicha se apresentou em Madrid...









Veja o vídeo da prestação no FESTIVAL DA OTI no YouTube:
http://br.youtube.com/watch?v=aboUqD19vq0



LISBOA PERTO E LONGE
(Letra e Música: José Cid/Orquestração: José Calvário)

Lisboa tem um Tejo de ilusões
Tem casas de penhor e multidões
Nas feiras, romarias, procissões
De rastos lentamente atrás das rosas
Gritando multidões silenciosas.

Lisboa é espelho de Lisboa
Lisboa são seis letras proibidas
Um fado, uma guitarra, uma cantiga
Um grito, um pregão, sete colinas
É virgem há mil anos e menina.

Lisboa tem o sol mistificado
Nas praças, nas vielas, avenidas
Onde há sangue, onde há vidas
Tem santos muito antigos milagreiros
E o povo em promessa de joelhos.

Lisboa tem os santos populares
Tem cravos de papel e manjericos
Carroças, autocarros e jericos
Lisboa mais ou menos, menos mais
Museus, casas de passe, catedrais.

Lisboa é alegre labirinto
Lisboa é Benfica, marinheiro
Sporting e manhã de nevoeiro
Uma gaivota podre milenar
O Tejo que protesta contra o mar.

Lisboa tem um Tejo de ilusões
Tem casas de penhor e multidões
Nas feiras, romarias, procissões
Avançam lentamente atrás das rosas
Gritando multidões silenciosas.

Reparem no pregão desta varina
No fado em dó menor mas incompleto
Na ponte, no Castelo, no deserto
Neste tremor de terra, cataclismo
Quiçá maremoto de autoclismo.



Nesse ano de 1972 foi ainda uma das presenças na 14ª edição da TAÇA DA EUROPA DE CANTARES de Knokke conjuntamente com Paulo de Carvalho e Teresa Silva Carvalho. Thilo Krassman foi o director musical.

TONICHA CANTA JOSÉ CID

É NOITE LA MANSARDE
EP, RCA VICTOR, TP-417



No ano de 1968, Tonicha grava um EP com temas do autor e compositor José Cid, acompanhada pelo Quarteto 1111.
A foto da capa do EP é da autoria de J. Leitão.
A contracapa deste EP que adquirimos está assinada, com uma dedicatória de Tonicha: "Ao Ruy Andrade e família com a amizade da Tonicha".

LADO 1
É NOITE
EMPORTE-MOI LOIN D'ICI

LADO 2
LA MANSARDE
ESPEREI




No ano seguinte, 1969, é editado um novo EP, ainda com a colaboração de José Cid, que incluia os temas "Caminheiro, donde vens?", "Terra sonhada", "Amanhã" e "Canção para um regresso".

CAMINHEIRO DONDE VENS TERRA SONHADA
EP, RCA VICTOR, TP-445



Caminheiro, donde vens?
(José Cid)

Caminheiro, caminheiro
Caminheiro, donde vens?
Venho de terras distantes
Onde não vive ninguém.
O teu nome, caminheiro
Teu nome me vais dizer.
O meu nome é João Nada
Não tem nada que saber.

E pelos caminhos
Cantando, sorrindo.
Na sua mensagem
De amor e carinho,
O rosto tisnado
Do sol e da chuva
O olhar distante
Perdido no céu.

Caminheiro donde vens?
Caminheiro donde vens?


LADO 1
AMANHÃ
(José Cid)
TERRA SONHADA
(Luís Miguel de Oliveira)

LADO 2
CAMINHEIRO, DONDE VENS?
(José Cid)
CANÇÃO PARA UM REGRESSO
(José Cid)